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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'A Cura'

 Nota: Filme exibido para os associados no dia 28/06/26.

Sinopse: Uma sequência de homicídios intriga a polícia japonesa: vítimas diferentes são encontradas com a mesma marca gravada no corpo, embora os autores dos crimes não pareçam ter qualquer ligação entre si.

Kiyoshi Kurosawa chamou a atenção no Japão no momento em que o país iniciava uma espécie de nova onda de filmes de horror, a partir do final dos anos noventa. O realizador sempre optou por tramas que transitam entre o suspense psicológico e pitadas do gênero fantástico, como no caso de "Creepy" (2016), obra onde tive meu primeiro contato com o lado autoral do diretor. Em um de seus primeiros trabalhos, intitulado "A Cura" (1997), o cineasta nos proporciona uma narrativa investigativa com desdobramentos surpreendentes, cujo peso carregamos mesmo após o término da exibição.

Na trama, acompanhamos o detetive Takabe, que busca compreender a origem de um padrão perturbador de assassinatos, enquanto um misterioso homem sem memória surge como a peça central de um enigma cada vez mais inquietante. Kurosawa constrói uma atmosfera policial com pinceladas do subgênero noir, onde as sombras dos ambientes ditam as regras e cuja faísca de luz não significa exatamente esperança. À medida que a história avança, os crimes acontecem e os executores são pegos, mas nenhum deles apresenta uma motivação clara para o ato. Em todos os casos, pessoas comuns cometem homicídios similares, deixando um "X" preto marcado no local e atiçando ainda mais a obsessão do investigador.

Takabe, interpretado brilhantemente por Koji Yakusho, já convive com seus próprios tormentos ao cuidar da esposa, que sofre de problemas psicológicos, enquanto tenta conter o desejo latente de solucionar todos os males do mundo. Uma vez imerso nesse mistério, sua fixação o conduz a um beco sem saída, tornando-o uma presa fácil para o real condutor dos crimes. Este, por sua vez, é vivido de forma assombrosa por Masato Hagiwara, cujo personagem transita entre momentos de aparente inocência e sarcasmo, dando as cartas através de uma persuasão hipnótica e eficaz.

Nesse ponto, o roteiro nos brinda com um estudo verossímil sobre a fronteira entre a lógica e o ocultismo. Vale lembrar que, até o fim do século XIX, a hipnose era frequentemente tachada como charlatanismo ou blasfêmia, passando a ser estudada sob prismas mais científicos e lógicos a partir do surgimento da psicanálise. Apoiado nesse limiar, Kurosawa constrói uma trama em que os personagens convivem com o pesadelo do mundo real, onde indivíduos comuns já guardam seus lados mais sombrios; a persuasão do antagonista funciona como um mero gatilho para que o pior do ser humano venha à tona.

Ao final, o realizador nos deixa com a incômoda certeza de que a escuridão humana prossegue, independente de um indivíduo específico ser detido ou não, pois sempre haverá outros prontos para despertar diante do estímulo certo. Não é à toa que o cineasta daria continuidade a essa atmosfera em títulos posteriores de temática familiar, como "Antes que o Mundo Acabe" (2018) e o recente "Cloud – Nuvem de Vingança" (2025).

Em "A Cura", todos os ingredientes que Kurosawa aperfeiçoaria ao longo de sua carreira já estavam presentes. É a obra que revelou seu talento ao mundo e que, com sua atmosfera psicológica alinhada ao fantástico, permanece perturbadora e genial ainda hoje. Não por acaso, é apontada por muitos como a grande obra-prima de sua filmografia.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - "A Malvada" (27/06) na Cinemateca Capitólio e "A Cura" (28/06) na Cinemateca Paulo Amorim

Neste final de semana, teremos sessão dupla no Clube de Cinema! Sábado (27/06), às 10h15 da manhã, nos reunimos na Cinemateca Capitólio para assistir A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz. Ambientado nos bastidores do teatro nova-iorquino, o filme acompanha o embate entre uma atriz consagrada e uma jovem admiradora cuja devoção esconde ambições muito maiores. Com diálogos afiados e interpretações memoráveis, Joseph L. Mankiewicz constrói um retrato mordaz das disputas por prestígio, reconhecimento e permanência em um meio onde o sucesso é sempre provisório.

No domingo (28/06), também às 10h15 da manhã, nosso encontro é na Cinemateca Paulo Amorim, onde exibiremos A Cura, de Kyoshi Kurosawa. Neste filme, o diretor parte da estrutura de um thriller policial para conduzir o espectador a territórios mais inquietantes: enquanto investiga uma série de assassinatos aparentemente sem conexão, um detetive se depara com questões ligadas à identidade, à memória e aos impulsos ocultos da mente humana.

Confira os detalhes da programação:


SÁBADO (27/06, 10h15)

A Malvada (All About Eve)

EUA, 1950, 138min

Direção e roteiro: Joseph L. Mankiewicz

Elenco: Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders, Celeste Holm, Gary Merrill, Hugh Marlowe, Thelma Ritter, Gregory Ratoff, Marilyn Monroe, Barbara Bates, Walter Hampden

📍 Local: Cinemateca Capitólio – Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre

Sinopse: A veterana estrela dos palcos Margot Channing vê sua rotina transformada quando acolhe Eve Harrington, uma jovem admiradora aparentemente tímida e dedicada. À medida que Eve conquista espaço em seu círculo profissional e pessoal, admiração e rivalidade passam a caminhar lado a lado, revelando os bastidores de um universo marcado por ambição e competição.

Sobre o Filme: Embora tenha sido em tempos mais conservadores foi a partir da entrada da década de cinquenta que certos realizadores decidiram fazer um retrato mais cru da mão que alimenta, ou seja, Hollywood. Embora esbanje glamour com seus astros, alinhado com super produções que valiam ouro, convenhamos, tudo é um jogo de aparências, dos quais quem ganha é quem faz a melhor artimanha. Mas seria possível os engravatados de plantão permitirem tais filmes que critiquem o que rola por detrás das cortinas?

Embora não seja o alvo principal, Hollywood sofre uma crítica acida nas entrelinhas com o seu clássico "A Malvada" (1951), um dos grandes filmes do cinema norte americano. Se tira o cenário de Hollywood e adentramos ao cenário da Broadway, mas há atores, guerra por papeis, estrelismo e fofocas entre os bastidores. Um tiro perfeito vindo de alguém que sabe como funciona as engrenagens e coube ao cineasta Joseph L. Mankiewicz orquestrar a tarefa.

Confira a minha crítica completa já publicada clicando aqui.


DOMINGO (28/06, 10h15)


A Cura (Cure)

Japão, 1997, 111min

Direção e roteiro: Kiyoshi Kurosawa

Elenco: Kôki Yakusho, Masato Hagwara, Tsuyoshi Ujiki, Anna Nakagawa, Yusijirô Hotaru, Denden, Masahiro Toda, Misayo Haruki, Shun Nakayama

📍 Local: Cinemateca Paulo Amorim, Sala Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

Sinopse: Uma sequência de homicídios intriga a polícia japonesa: vítimas diferentes são encontradas com a mesma marca gravada no corpo, embora os autores dos crimes pareçam não ter qualquer ligação entre si. À frente da investigação, o detetive Takabe busca compreender a origem desse padrão perturbador, enquanto um misterioso homem sem memória surge como peça central de um enigma cada vez mais inquietante.


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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Wanda'

 Nota: Filme exibido para os associados no dia 29/03/26

"Wanda" (1970), o único longa-metragem escrito e dirigido por Barbara Loden, que também estrela como a personagem-título, é um filme fácil de assistir. Um retrato de uma vida esvaziada da capacidade de encontrar significado e prazer, a personagem titular de Wanda vagueia sem direção, acabando por se envolvendo com um ladrão de bancos insignificante e tornando-se sua cúmplice passiva. Mas este não é um thriller policial no estilo de "Bonnie e Clyde" (1967); não há ganchos de gênero, nem referências explícitas a outros filmes ou obras de arte. A referência mais próxima talvez seja o cinema independente pioneiro de John Cassavetes. Comparações com Badlands, de Malick, ou outros filmes de "fuga" como o já mencionado "Bonnie e Clyde" do início da Nova Hollywood se mostram um tanto deficientes ou inúteis. "Wanda" não é simplesmente o oposto de Hollywood. Não se posiciona conscientemente contra a máquina dos sonhos, mas parece existir em um plano completamente diferente.

"Wanda" é uma imersão no espaço mental existencial da personagem-título, para quem a vida deixou de ter propósito — em seus papéis como mãe ou esposa, em sua vida nacional ou cívica. O filme começa com Wanda, apresentada inicialmente dormindo em um sofá e, em seguida, caminhando lentamente até o tribunal em meio à enorme indústria de carvão que circunda o bairro. No tribunal, ela casualmente entrega a guarda de seus dois filhos pequenos ao marido, concedendo-lhe o divórcio. Posteriormente, sem conseguir encontrar emprego, Wanda se envolve com uma série de homens que conhece em bares, eventualmente se apegando ao "Sr. Dennis" (Michael Higgins), quando o confunde com um barman durante um assalto a um bar.

Como um registro da desolação americana, "Wanda" é um filme único. Em seu registro de imagens e sons e filmagens granuladas em 16mm, parece uma caminhada por um registro dos fracassos da contracultura pós-anos 60 e dos primórdios do declínio industrial americano. Sequências memoráveis, pelo menos no que diz respeito a conferir ao filme seu senso único de tempo e lugar, ocorrem em um shopping center, antecipando o consumismo zumbi tedioso de Dawn of the Dead, de Romero (outra história ambientada na Pensilvânia), e outra no "parque temático" cristão evangélico de baixo orçamento do pai do Sr. Dennis. O filme termina após um assalto mal sucedido, com Wanda sem encontrar resolução para sua crise existencial e talvez à beira de se perder para sempre.

"Wanda" é única — e este é o aspecto sobre o qual você mais lê — por ser feita por uma mulher, escrevendo, dirigindo e estrelando. Essas histórias de mal-estar e perda existencial são geralmente totalmente masculinas e, por esse motivo, "Wanda" ressoa como um documento importante simplesmente por conceder a uma mulher essa atenção central. Mas não é apenas a mesma velha história com uma mulher como protagonista. Eu não conseguiria imaginar a mesma história estrelada por um homem. O filme questiona as expectativas da feminilidade americana de meados do século XX, questionando como deveria ser a relação da mulher com sua família e sociedade, ao mesmo tempo que mostra como a associação entre passividade e feminilidade pode desafiar, em vez de afirmar, as expectativas existentes. 


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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Três Mulheres'

 Nota: Filme visto pelos associados no dia 30/05/26


Quando se pensa no cinema sueco, imediatamente se pensa em Ingmar Bergman. Ao longo de sua impecável carreira, o realizador criou filmes enigmáticos nos quais falava sobre si mesmo, sobre sonhos, solidão, comportamento e até o papel da religião na vida do ser humano. Não é à toa que o cineasta serviu de inspiração para realizadores no mundo inteiro.

Woody Allen, por exemplo, bem que tentou em "Interiores" (1978), mas alcançou um equilíbrio perfeito entre a homenagem e sua própria visão autoral em "Crimes e Pecados" (1989). Já o nosso Walter Hugo Khouri chegou bastante perto da essência de Bergman através de "Noites Vazias" (1964). Contudo, é de surpreender o resultado final de "Três Mulheres" (1977). Talvez um dos títulos menos conhecidos da filmografia de Robert Altman, quando revisto, torna-se notório que o realizador buscou inspiração na obra do diretor sueco.

Robert Altman nunca se prendeu a uma única assinatura visual ou temática na realização de suas obras; preferia experimentar todos os gêneros que lhe dessem na telha, importando-se pouco se o resultado seria um sucesso ou um fracasso de bilheteria. Não foi alguém que se entregou aos padrões convencionais de Hollywood, tanto que seus títulos mais conhecidos diferem drasticamente entre si. Basta pegarmos obras como "M.A.S.H." (1970) e "Nashville"(1975) para termos um bom exemplo disso.

Segundo as próprias palavras do realizador, ele fez Três Mulheres inspirado em um sonho incomum que teve em uma determinada noite. Na trama, Pinky Rose (Sissy Spacek) é uma jovem que acaba de conseguir um emprego em um spa de idosos. Mildred (Shelley Duvall) é a encarregada de orientar Pinky sobre o serviço. A jovem se encanta por Millie e logo se torna sua amiga. Ironicamente, ninguém gosta de Millie, mas ela tenta passar a imagem de ser muito popular. Pinky fica cada vez mais dependente da nova amiga, mas essa ligação obsessiva ameaça se romper quando ela vê que Millie levou para o apartamento Edgar Hart (Robert Fortier), um cowboy casado com Willie Hart (Janice Rule), uma artista local que está grávida.

Através da relação entre as duas protagonistas, Robert Altman faz uma síntese de um período de mudanças comportamentais que já vinha ocorrendo há algum tempo em solo norte-americano, mesmo que uma sociedade conservadora tentasse negar. Pinky é a representação da jovem que busca desabrochar espelhando-se em alguém que admira, mas sem saber ao certo como conquistá-la. Já Millie é alguém que insiste em se manter no lado convencional da sociedade, enganando a si mesma e perdendo a própria identidade. Curiosamente, o acidente que Pinky sofre na piscina funciona como uma válvula de escape, e é a partir daí que o filme muda completamente.

É neste ponto que a obra me faz relembrar "Persona" (1966), no qual Ingmar Bergman brinca com a dualidade e as identidades reais de suas protagonistas. No caso deste longa, Altman lança diversas teorias sobre as reais personalidades e intenções de suas personagens, onde o sonho se torna uma peça desse mistério — mas sem ser exatamente primordial, para dizer o mínimo. Quem assiste nunca obtém uma resposta fácil, mas, ao revisitarmos a obra, nota-se o quanto o filme cresce à medida que levantamos novas possibilidades.

Curiosamente, a personagem de Janice Rule seria a terceira mulher do título, embora tenha menos tempo de tela. Porém, seu papel acaba se tornando fundamental para a movimentação das peças dentro da trama, já que ela é ambígua, de poucas palavras e exerce um curioso trabalho com suas pinturas. Estas, por sua vez, funcionam como uma referência ao status de cada personagem no decorrer da história, ou simplesmente representam os demônios interiores que aquelas mulheres buscam conter.

No meu entendimento, este é um filme que fala sobre o vazio das mulheres em um período no qual o lado hipócrita e abusivo do homem já estava desgastado demais para ser tolerado. Ao mesmo tempo, reflete tempos em que as mulheres lutavam por posses e independência individual, quando, na verdade, o verdadeiro poder se encontrava na união entre elas, em um mundo que se tornava cada vez mais cruel e desumano. O ato final me despertou esse pensamento, mas claro que posso estar errado, e talvez tenha sido exatamente esse efeito de ambiguidade que Robert Altman queria obter de quem assistisse ao seu enigmático enredo.

"Três Mulheres" talvez tenha sido uma homenagem indireta de Robert Altman a Ingmar Bergman, mas que se tornou algo único e enigmático através dos anos, conquistando a sua própria identidade no cinema.


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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Cine Dica: Clube de Cinema de Porto Alegre: "A Chinesa" (11/06, quinta-feira) na Sala Redenção da UFRGS


Nesta quinta-feira, 11 de junho, às 19h, o Clube de Cinema de Porto Alegre realiza, na Sala Redenção da UFRGS, mais um encontro do ciclo Nouvelle Vague e suas influências, com a exibição de A Chinesa (1967), do cineasta francês Jean-Luc Godard. Após a sessão, o filme será comentado por Juliana Costa, professora, programadora e crítica de cinema, e Alexandre Guilhão, cineasta e historiador. O ciclo faz parte de uma ação de extensão da UFRGS e oferece certificação aos participantes, possibilitando o aproveitamento de horas complementares por estudantes. Inscreva-se!

Lançado em meio às transformações políticas e culturais que antecederam o Maio de 1968 na França, A Chinesa acompanha um grupo de jovens estudantes parisienses que se reúne em um apartamento durante as férias para discutir política, revolução e os ensinamentos de Mao Tsé-Tung. Misturando ficção, ensaio e experimentação formal, Godard constrói uma reflexão provocadora sobre militância, ideologia e o papel da juventude na transformação social.

⚠️ Últimos dias para votar! Até o dia 10 de junho, você pode apoiar o projeto do Clube de Cinema para preservar quase 80 anos de história em um website gratuito. A votação leva cerca de 1 minuto: acesse o site, cadastre seus dados, escolha um projeto da saúde e, em "Demais Áreas", selecione Clube de Cinema de Porto Alegre (código 0058). Contamos com sua ajuda!


Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE QUINTA-FEIRA NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: 11/06 (quinta-feira), às 19h

📍 Local: Sala Redenção – UFRGS

R. Eng. Luiz Englert, 333 – Bairro Farroupilha, Porto Alegre

🎤 Sessão comentada com Juliana Costa e Alexandre Guilhão

🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade


A Chinesa (La chinoise)

França, 1967, 96min

Direção e roteiro: Jean-Luc Godard

Elenco: Anne Wiazemsky, Jean-Pierre Léaud, Michel Séméniako, Juliet Berto, Lex De Bruijn, Omar Blondin Diop, Francis Jeanson.

Sinopse: Em um apartamento parisiense, um grupo de jovens militantes dedica as férias ao estudo do maoísmo e à discussão de estratégias revolucionárias. 

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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Como Era Verde o Meu Vale'

 Nota: Filme exibido para os associados no dia 30/05/26

Baseado em um best-seller de sucesso daquela época, esta história sobre a vida nas minas de carvão galesas é repleta de calor humano, paixão, atritos e quase todos os outros elementos que moldam o lado puro do ser humano, à altura dos padrões cinematográficos daqueles tempos dourados do cinema norte-americano. É uma história com alma, criada de forma perfeccionista por Richard Llewellyn, e a incrível fotografia em preto e branco de John Ford, a partir de um ótimo roteiro de Philip Dunne, só precisava de uma escolha de elenco impecável para completar o trabalho. Nesse aspecto, os Deuses do cinema sorriram para os realizadores.

As atuações são impressionantes do começo ao fim: refinadas e, ao mesmo tempo, vigentes; intensas, porém  de uma forma sutil em seus simbolismos mais significativos; felizes e tristes, românticos e frustrados, com nuances e atmosferas, cores e contrastes perfeitamente cativantes. Em suma, é uma demonstração da arte cinematográfica em sua melhor forma.

E, acima de tudo, há um potencial novo astro mirim em Roddy McDowall. O jovem pode se provar o equivalente infantil deste estúdio a Shirley Temple, uma pequena e inspirada atriz que já atuou em filmes ingleses. Ele é cativante, másculo e historicamente competente de uma maneira íntegra e vigorosa.

A transição do livro para a tela também utiliza a narrativa em primeira pessoa do singular, com descrições vívidas de quão verde, de fato, era o vale do jovem Huw (pronuncia-se Hugh) Morgan, enquanto ele relembra sua vida desde a infância. Graficamente e com plena adequação de cena e diálogo, é revelada a plenitude da vida honesta, temente a Deus e industrial dos Morgans no vale galês.

Há quatro Morgans robustos que, como Morgan, pai, cada um de sua geração, trabalham nas minas de carvão. Tranquilidade doméstica, amor pelo lar, romance, o novo pregador, o trote do rapaz na escola, a surra do professor valentão, sua decisão de abrir mão das vantagens acadêmicas e seguir os passos betuminosos de seus parentes mais próximos, o burburinho dos vizinhos intrometidos, os Cantores Galeses (vocalizando a si mesmos) que são convocados à Corte para um concerto da Rainha, os canecos de cerveja prontos para todo o Vale, os movimentos sindicais contra a queda dos salários e as condições de trabalho cada vez mais precárias, a partida de dois filhos Morgan para buscar fortuna na América – tudo isso, e muito mais, é traduzido de forma astuta, concisa e atraente para o cinema.

"Como Era Verde o Meu Vale" é um filme que guarda muitas lembranças e é essa qualidade nostálgica que deve gerar um valioso boca a boca. 


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Cine Especial: Clube de Cinema de Porto Alegre: "Betty Blue" (06/06) na Cinemateca Paulo Amorim


No sábado, dia 6 de junho, nos reunimos às 10h15 na Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para assistir Betty Blue, de Jean-Jacques Beineix. Lançado em 1986, o filme tornou-se uma das obras mais emblemáticas do chamado Cinéma du look, movimento que marcou o cinema francês da década de 1980 por sua forte estilização visual e intensidade emocional. A narrativa acompanha o relacionamento entre Zorg, um aspirante a escritor que vive de trabalhos temporários, e Betty, uma jovem impulsiva e apaixonada. O que começa como uma história de amor transforma-se gradualmente em um retrato complexo de desejo, obsessão, fragilidade emocional e criação artística.


⚠️ Ajude o Clube de Cinema a preservar 80 anos de história!

Estamos concorrendo a uma emenda parlamentar para criar um website gratuito com fotografias, documentos, entrevistas e outros materiais sobre a trajetória do Clube de Cinema de Porto Alegre. Para votar, basta preencher o formulário neste link, escolher um projeto da área da saúde e, em "Demais Áreas", selecionar Clube de Cinema de Porto Alegre (código 0058). A votação leva cerca de 1 minuto e os projetos mais votados serão contemplados.


Confira os detalhes da programação:


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 06/06, às 10h15 da manhã

📍 Local: Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

Betty Blue (37°2 le matin)

França, 1986, 119min

Direção: Jean-Jacques Beineix

Elenco: Béatrice Dalle, Jean-Hugues Anglade, Gérard Darmon e Consuelo De Haviland

Sinopse: Zorg é um escritor solitário que vive na costa mediterrânea da França. É lá que ele conhece Betty, uma jovem de 22 anos intensa e imprevisível que transforma completamente a sua vida. Por alguns meses, os dois vivem uma relação marcada por episódios de obsessão, loucura, ciúmes e um amor quase incondicional. Baseado no romance homônimo de Philippe Djian, o filme foi uma das maiores bilheterias do cinema francês e teve indicações ao Oscar, Bafta e César. O relançamento, com cópia recuperada em 4k, comemora os 40 anos do filme e traz a sua versão original.

Sobre o Filme: Na abertura, em que Zorg (Jean-Hugues Anglade) e Betty (Béatrice Dalle) transam na frente do quadro da  Mona Lisa, "Betty Blue" (1986) acaba se tornando contagiante na medida em que os minutos passam. Um curioso caso de filme dramático em que a história de amor, e não exatamente as coisas que eles prezam, se tornam o foco principal. Zorg, é um pau para toda obra, não tendo muitas ambições no decorrer de sua vida. Ao conhecer Betty a mesma acaba morando com ele e ambos vivem uma tórrida relação que transita entre o amor e a loucura.

"Betty Blue" pode ser interpretado tanto a frente do seu tempo como também como um longa que sintonizou a nova geração daquele período de 1986. Pode ser analisado como uma representação de uma geração francesa que buscava a sua identidade própria. Zorg vai até o fundo do poço por Betty, desde agredir, roubar e até mesmo quase a matar. Tudo por Betty, mesmo com a possibilidade de leva-lo à ruína iminente.


Confira a minha crítica completa já publicada clicando aqui. 

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Cine Dica: Sessão dupla no Clube de Cinema: "A Sombra do Vampiro" (11/04) no Capitólio e "Virtuosas" (12/04) na Cinemateca Paulo Amorim

Neste final de semana, teremos uma sessão dupla de arrepiar no Clube de Cinema! 👻

No sábado, 11 de abril, o Clube de Cinema se reúne na Cinemateca Capitólio para a sessão de A Sombra do Vampiro, de E. Elias Merhige, estrelado por Willem Dafoe e John Malkovich. A história revisita o mito por trás das filmagens de Nosferatu, imaginando um F. W. Murnau obcecado por realismo a ponto de escalar um vampiro de verdade para viver a criatura da noite (será?).

Já no domingo, 12 de abril, nos reuniremos na Cinemateca Paulo Amorim para a exibição de Virtuosas, novo longa de Cíntia Domit Bittar, encontro promovido em parceria com o Fantaspoa. No filme, um retiro VIP para mulheres em busca de sua melhor versão se transforma em uma jornada absurda e perigosa. A sessão contará com a presença da equipe.


Confira os detalhes da programação:


SÁBADO (11/04, 10h15)

A Sombra do Vampiro (Shadow of the Vampire)

EUA, 2000, 95min

Direção: E. Elias Merhige

Roteiro: Don Houghton

Elenco: John Malkovich, Willem Dafoe, Udo Kier, Eddie Izzard

📍 Local: Cinemateca Capitólio – Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre

Sinopse: Durante as filmagens de Nosferatu, na década de 1920, o diretor F. W. Murnau leva seu desejo de realismo a consequências extremas ao contratar um ator misterioso para viver o vampiro. À medida que a produção avança, a equipe começa a desconfiar que há algo profundamente errado, e possivelmente sobrenatural, por trás da performance.


DOMINGO (12/04, 10h15)

Virtuosas

Brasil, 2025, 90min

Direção: Cíntia Domit Bittar

Elenco: Bruna Linzmeyer, Maria Galant, Juliana Lourenção, Sarah Motta, Brisa Marques

📍 Local: Cinemateca Paulo Amorim, Sala Eduardo Hirtz

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

🎤 Sessão comentada com a equipe do filme.

Sinopse: Três mulheres participam de um retiro voltado ao aperfeiçoamento de seus papéis como esposas e mães, sob a liderança de uma figura carismática e enigmática. O que começa como uma experiência de autodesenvolvimento gradualmente se transforma em algo assustador e perigoso.



⚠️ AVISO EXTRA: Também no sábado, 11, às 15h, nossa diretora de comunicação, Kelly Demo Christ, participa de um debate sobre O Agente Secreto, a partir da questão: por que precisamos falar sobre o passado? promovido pela AAMICCA.

Encontro gratuito na Cinemateca Capitólio (Sala Multimídia Décio Andriotti, 3º piso).

Convidados: Nilo André Piana de Castro (Colégio de Aplicação da UFRGS) e Kelly Demo Christ (Clube de Cinema e ACCIRS)

Mediação: Pedro Guindani (AAMICCA)


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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Sorte Cega'

 Nota: Filme exibido para os associados no dia 21/02/26.  

Sinopse: Sinopse: Diante de um futuro incerto, Witek, um jovem estudante de Medicina polonês, suspende seus estudos e corre para pegar um trem rumo a Varsóvia. A partir desse instante, o filme apresenta três desdobramentos possíveis de sua vida, cada um determinado por ter alcançado ou não o trem — e pelas escolhas que se seguem. 

O termo loops se dá a determinadas tramas em que o protagonista se vê na mesma história, mas da qual testemunhamos versões diferentes de acordo com pequenos detalhes que fazem a diferença. Um dos primeiros filmes que eu assisti ao explorar isso foi no alemão  "Corra Lola, Corra" (1998), de  Tom Tykwer, mas sendo que antes disso havia sido moldado com o paladar hollywoodiano em "Feitiço do Tempo" (1993). Porém, "Sorte Cega" (1987) acaba sendo mais ousado ao colocar o protagonista diante de escolhas com relação aos rumos que o seu próprio país está vivendo.

Dirigido por Krzysztof Kieślowski, da trilogia das cores, o filme conta a história que se passa na Polônia, em 1981, onde o estudante de medicina Witek (Boguslaw Linda) pede uma licença de um ano da faculdade após a morte de seu pai, para repensar sua vocação. Ele decide viajar para Varsóvia, mas enquanto corre para tentar alcançar o trem na estação, três possíveis eventos acontecem. Na primeira possibilidade, Witek alcança o trem e reencontra sua ex-namorada, que pertence a um movimento clandestino anti-comunista, e acaba se juntando ao partido. No segundo evento, Witek é pego por um guarda na estação e reage, sendo enviado para julgamento e condenado a 30 dia de serviço comunitário. Ele se junta a um grupo de estudantes contrários ao sistema e publica artigos na imprensa underground. Na terceira possibilidade, ele não alcança o trem e decide voltar à universidade, casa-se com sua namorada e os dois se formam em medicina.

Conhecido por filmes com teor político, mesmo de forma subliminar, Kieślowski sofreu com a censura do seu próprio país ao lançar esse filme da sua maneira. Porém, a obra foi somente liberada em 1987, em um período em que o calor do conflito que estava acontecendo na Polônia já estava adormecendo. Antes tarde do que nunca, pois o longa capricha em uma trama em que se explora pequenos gestos ou atitudes que fazem toda a diferença com relação ao destino do indivíduo. No caso do protagonista visto na trama, não importa quais caminhos ele toma, pois o seu destino está traçado de acordo com o impasse do seu próprio país que se encontra naquele momento.

Os pequenos detalhes que moldam o destino do protagonista se concentram na estação do trem, sendo causado por uma simples moeda, ou pelo tropeço que o protagonista faz contra um mendigo que está tomando uma cerveja. Quando começa essa cena já sabemos que há uma nova chance para o protagonista trilhar, mas sempre o levando por um caminho sem volta e do qual não consegue escapar. Sem nenhum aprofundamento com relação a teorias sobre viagem no tempo, mas sim somente explorando o lado mais humano das escolhas que o indivíduo toma e que define a sua pessoa.

Boguslaw Linda dá um show de interpretação ao interpretar  Witek em três situações que o moldam como pessoa. Em algumas situações, por exemplo, nem parece a mesma pessoa de acordo com os rumos que escolheu a partir do momento em que alcança, ou não, o trem que tanto corria para alcançar. Isso faz com que tenhamos uma dimensão da maneira como um indivíduo tem diversas escolhas para tomar um rumo, mas tendo que aceitar o fato que as suas decisões podem mudar completamente o seu curso que havia traçado.

Diante disso Krzysztof Kieślowski capricha em planos sequências caprichados, onde em alguns momentos a câmera se torna a representação da perspectiva do protagonista, para logo depois tomarmos o seu lugar e vermos a sua expressão diante dos fatos que ocorrem em cena. Além disso, o cineasta prega uma ficção alinhada com o teor quase documental, onde a sua câmera acompanha os seus personagens de forma granulada, tremida e como se nos passasse o fato que aquilo é verossímil, ao menos é o que ele anseia que a gente sinta isso. Tudo alinhado com uma fotografia sombria, onde as cores vibrantes dos anos oitenta não obtêm espaço diante de um país indefinido com relação ao seu próprio futuro.

A terceira e última história se torna o momento mais simples e claro do longa, mas não menos chocante diante da cena final que nos faz refletir sobre o filme após a sua sessão. Ao final, constatamos que não teremos saída enquanto um governo estiver sempre em conflito com os seus interesses mesquinhos e fazendo da democracia se tornar um mero sonho. Não é sempre que uma ideia extraída da mais pura ficção nos rende algo que nos faça pensar sobre o que nos faz seres humanos diante das diversas escolhas que nós tomamos.

"Sorte Cega" é um mosaico de possibilidades que podemos obter a partir de nossas escolhas, mas tendo o risco de sempre adentrarmos em um beco sem saída. 

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Cine Dica: Sessão de sábado no Clube de Cinema: "O Agente Secreto" (04/04) no Cine Bancários

Neste sábado, dia 4 de abril, às 10h da manhã, o Clube de Cinema de Porto Alegre promove uma sessão cheia de pirraça com a exibição do filme O Agente Secreto no Cine Bancários.

Filme brasileiro de maior destaque na última temporada, com premiações em Cannes, Globo de Ouro e quatro indicações ao Oscar, o longa mais recente de Kleber Mendonça Filho acompanha Marcelo, misterioso personagem vivido por Wagner Moura, que deixa São Paulo rumo ao Recife. Ao chegar à cidade em plena semana de Carnaval, ele se integra a um grupo de personagens enigmáticas, enquanto, aos poucos, vêm à tona episódios de seu passado e as tensões de um contexto de ditadura militar.


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 04/04, às 10h da manhã

📍 Local: Cine Bancários

Rua General Câmara, 424 – Centro Histórico, Porto Alegre

🚨 Atenção para o horário das 10h, mais cedo que o nosso usual, levando em consideração que o filme possui 2h40min.


O Agente Secreto

Brasil, 2024, 158 min

Direção e roteiro: Kleber Mendonça Filho

Elenco: Wagner Moura, Tânia Maria, Maria Fernanda Cândido, Alice Carvalho, Gabriel Leone, Isabel Zuaa, Udo Kier

Sinopse: Em 1977, um professor universitário deixa São Paulo e segue para Recife, onde se envolve em uma rede de relações e situações marcadas por mistério, vigilância e violência.


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terça-feira, 3 de março de 2026

Cine Dica: Clube de Cinema de Porto Alegre: "Hiroshima, Meu Amor" (05/03, qui) na Sala Redenção

Nesta quinta-feira, dia 5 de março, às 19h, o Clube de Cinema de Porto Alegre, em parceria com a Sala Redenção da UFRGS, inicia o ciclo temático "Nouvelle Vague e suas influências", com uma sessão especial do clássico Hiroshima, Meu Amor.

Dirigido por Alain Resnais e roteirizado por Marguerite Duras, o filme é uma das obras centrais da Nouvelle Vague. Partindo inicialmente da ideia de realizar um documentário sobre Hiroshima e Nagasaki, Resnais encontrou na ficção o caminho para investigar algo ainda mais complexo: a memória e suas transformações ao longo do tempo.

A narrativa acompanha o breve encontro entre uma atriz francesa e um arquiteto japonês, em Hiroshima. Ao longo de um único dia, passado e presente se entrelaçam por meio de lembranças fragmentadas, imagens documentais e um uso inovador do flashback. Amor, esquecimento, trauma e reconstrução tornam-se dimensões indissociáveis, tanto na intimidade dos personagens quanto na história das cidades que carregam.

Após a sessão, haverá um bate-papo sobre o filme com os associados do Clube de Cinema.


Confira os detalhes:

SESSÃO DO CLUBE DE CINEMA – QUINTA-FEIRA

📅 Data: Quinta-feira, 05/03, às 19h

📍 Local: Sala Redenção – UFRGS

R. Eng. Luiz Englert, 333 – Bairro Farroupilha, Porto Alegre


Hiroshima, Meu Amor (Hiroshima mon amour)

França, 1959, 90 min

Direção: Alain Resnais

Roteiro: Marguerite Duras

Elenco: Emmanuelle Riva, Eiji Okada, Stella Dassas, Pierre Barbaud, Bernard Fresson

Sinopse: Em Hiroshima, uma atriz francesa vive um breve romance com um arquiteto japonês enquanto revive memórias de um amor proibido durante a Segunda Guerra Mundial. Entre passado e presente, o filme explora as marcas da guerra e a persistência da memória.

Até lá!

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