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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Sangue Ruim'

Nota: Filme exibido para os associados no dia 22/08/26

Se há uma palavra que melhor define Leos Carax, essa palavra seria peculiaridade — algo que senti claramente ao assistir a "Holy Motors" (2012) e compreender a dimensão de sua visão autoral como um todo. Em seus filmes não há nada convencional, mas sim uma espécie de experimento constante usado como pretexto para explorar os melhores recursos cinematográficos disponíveis. Talvez, essa sua forma de fazer cinema não pretenda meramente contar uma história, mas sim fazer com que o público sinta a própria linguagem cinematográfica.

Em seu clássico "Sangue Ruim" (1986), adentramos a história de Alex (Denis Lavant) e Anna (Juliette Binoche), que se conhecem no coração de uma Paris desprovida de amor, cujas cores quentes dos anos oitenta surgem sufocadas por um constante temor. Tudo se passa em um futuro distópico ameaçado pelo vírus STBO, que mata casais que se relacionam sem sentimento. Qualquer semelhança com o pavor da AIDS naquela época não é mera coincidência.

Contudo, não é apenas de forma metafórica que o realizador constrói sua narrativa: ele convida o público a imergir em uma trama onde os recursos visuais se tornam parte integrante — e de forma alguma gratuita — do enredo. O protagonista Alex sente-se isolado em uma realidade mórbida, na qual qualquer passo em falso afeta quem está ao seu redor. Mesmo recém-saído de uma prisão onde esteve por quinze meses, a liberdade não se traduz em libertação, mas em um novo patamar de sua própria solidão.

Curiosamente, Alex possui o talento da ventriloquia e usa esse dom para se comunicar quando seu lado exausto já se encontra saturado do mundo que o cerca. Diante de um futuro incerto, ele retoma o contato com velhos conhecidos de seu falecido pai, cuja morte deixou uma dívida com uma mulher estrangeira que agora o assombra. Sua missão passa a ser roubar de uma clínica a cura para o vírus, para que os parceiros de seu pai a vendam e quitem o débito o quanto antes.

Nessa missão quase suicida, Alex conhece Anna, namorada de um dos parceiros do seu pai. Ela desperta nele um sentimento incomum de carinho que contagia também quem assiste. No entanto, ele ainda nutre sentimentos por sua namorada (interpretada por Julie Delpy) e anseia por fugir, viajando sem rumo até que os pneus gastem. Mas a fuga de Alex não é apenas do mundo real; há nele um desejo de escapar para dentro da própria mente em momentos em que o diretor tem muito a dizer, cabendo a cada espectador compreender a sua maneira.

Naquela que é uma das melhores sequências do filme, o protagonista corre em um ritmo frenético ao som de Modern Love, de David Bowie — cena histórica que serviria de inspiração, anos mais tarde, para um momento marcante no genial "Frances Ha" (2012). O diretor, por sua vez, faz questão de focar a câmera na plenitude dos rostos de Juliette e Julie, cujos olhares dizem muito mais do que meras palavras. Vale salientar que este foi um dos primeiros grandes papéis de Juliette Binoche no cinema; sua delicadeza em cena já deixava transparecer a complexidade de atuações marcantes que viria a construir ao longo de sua exemplar carreira.

O lado transparente de sua personagem revela tanto uma pessoa gentil quanto inocente perante uma realidade por vezes opressora. Uma de suas primeiras cenas que chama a atenção é quando ela surge caindo de paraquedas desacordada, como se o protagonista se visse na obrigação de salvá-la, vislumbrando ali a chance de um recomeço. É fascinante notar como eles formam um raro exemplo de casal cinematográfico que não se consolida fisicamente em cena, o que torna a conexão entre eles ainda mais preciosa.

Ao final, o protagonista encontra um destino cruel, mas não sem antes deixar uma marca de seu sangue no rosto de Anna. O sangue não a contamina; pelo contrário, funciona como um impulso que a faz libertar-se e correr sem rumo. Ambientada em uma pista de pouso, a cena final de Juliette torna-se antológica, pois Leos Carax nos passa a nítida impressão de que ela está abrindo as asas e voando.

Leos Carax cria, portanto, um longa-metragem à frente do seu tempo, no qual a paixão não reside apenas no amor carnal, mas em sentimentos que lutam para não serem doutrinados por uma realidade cheia de regras. O espectador pode até esperar por uma consumação romântica tradicional, mas recebe a entrega de uma paixão lírica e profundamente humana, embalada por toda a genialidade e peculiaridade que o diretor emana.

"Sangue Ruim" é o amor sob o olhar único de Leos Carax — uma obra cuja linguagem nada convencional a torna verdadeiramente inesquecível.

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Cine Dica: Sessão dupla no Clube de Cinema: Mostra de Cinema Metropolitano (29/08) + "Franz" (30/08)


Neste final de semana, teremos sessão dupla no Clube de Cinema!

No sábado (29/08), às 10h da manhã, nos reunimos na Cinemateca Capitólio para uma sessão especial em conjunto com o Circuito de Cinema Metropolitano RS. Serão exibidas duas produções recentes realizadas na Região Metropolitana (Enquanto a Partida Durar, de Léo Moura, e Companheiro de Viagem, de Adriano Legionário), além de Au Revoir Shirlei, clássico do cinema gaúcho da década de 1990, acompanhado de uma apresentação inédita de seu making off. Após a sessão, haverá ainda um bate-papo com o diretor do filme, Gilberto Perin, e a produtora executiva Alice Urbim.

No domingo (30/08), nosso encontro é às 10h15 da manhã na sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para uma sessão de Franz, filme da diretora polonesa Agnieszka Holland sobre a vida e a obra de Franz Kafka. O filme acompanha diferentes momentos da vida do escritor, de sua infância à idade adulta, passando por seus conflitos familiares, relacionamentos amorosos, trabalho e dedicação à literatura. Em vez de seguir uma narrativa biográfica convencional, a história combina passado e presente para aproximar o escritor de suas inquietações, especialmente o conflito entre seguir sua própria vocação e corresponder às expectativas que recaem sobre ele.


Confira os detalhes da programação:


SÁBADO (29/08, 10h)

Mostra de Cinema Metropolitano RS

📍 Local: Cinemateca Capitólio – Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre. Exibição dos filmes: Enquanto a Partida Durar, Companheiro de Viagem, Au Revoir Shirlei

🎤 Após a sessão, bate-papo com Gilberto Perin e Alice Urbim


DOMINGO (30/08, 10h15)

Franz

Polônia e República Tcheca, 2025, 127min

📍 Local: Cinemateca Paulo Amorim, Sala Eduardo Hirtz  – Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

Direção: Agnieszka Holland

Roteiro: Marek Epstein

Elenco: Idan Weiss, Daniel Dongres, Jenovéfa Boková, Carol Schuler, Sebastian Schwarz, Katarina Stark, Peter Kurth, Ivan Trojan, Sandra Korzeniak, Aaron Friesz, Carol Schuler, Gesa Shermuly, Jan Budar, Josef Trojan

Sinopse: O filme acompanha Franz Kafka em diferentes momentos de sua vida, desde a infância até os anos de maturidade, passando por seus conflitos familiares, relacionamentos e pelo trabalho que dividia espaço com sua vocação literária.


Nos vemos no final de semana!

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Corra Lola, Corra'

 Nota: Filme exibido para os associados no dia 15/08/26.

Os anos noventa foram a era de ouro para aqueles que curtiam a MTV, canal que exibia os mais diversos videoclipes que entraram para a história. Foi através desse período que muitos diretores começaram a carreira na direção musical, como David Fincher e Spike Jonze. Porém, além daqueles que migraram dessa área, houve também cineastas que buscavam inspiração na estética dos videoclipes para realizar seus longas-metragens para o cinema.

Vale salientar que isso não se restringiu aos EUA, espalhando-se pelo mundo. Na Alemanha, por exemplo, surgiram realizadores que começaram a fazer filmes experimentais, explorando não só a linguagem rápida ao estilo MTV, mas também utilizando as primeiras câmeras digitais em um período de transição entre o analógico e o digital. Nessa época surgiu Tom Tykwer, cineasta que filmava curtas-metragens desde os onze anos de idade e que, em 1998, lançou "Corra Lola, Corra" — um dos filmes que melhor sintetizou a fusão da linguagem do videoclipe com o universo da sétima arte.

Na trama, Manni (Moritz Bleibtreu), o coletor de uma quadrilha de contrabandistas, esquece no metrô uma sacola com 100.000 marcos e acaba sendo roubado por um mendigo. Ele tem apenas 20 minutos para recuperar o dinheiro ou será morto pelo seu chefe, Ronnie. Sem opção, Manni telefona para Lola (Franka Potente), sua namorada, que vê como única solução pedir ajuda ao pai (Herbert Knaup), presidente de um banco. Assim, Lola corre pelas ruas de Berlim, mas algo inesperado acontece em sua jornada.

O loop temporal (ou laço temporal) é um recurso da ficção em que um período específico de tempo se repete. Quando um limite de tempo é atingido, tudo reinicia e volta ao ponto de partida. No cinema, esse recurso narrativo já foi usado em diversos longas, do drama à comédia. "Feitiço do Tempo" (1993) foi um dos precursores desse formato e serviu de grande influência ao longo da década de noventa.

Embora parta de uma premissa similar, Tom Tykwer faz um trabalho completamente diferente aqui: ele pega apenas vinte minutos de história e os apresenta de três formas distintas, mostrando como qualquer passo em falso faz com que Lola e as pessoas com quem ela cruza tenham destinos completamente diferentes. Vemos Lola correndo em direção ao pai em três ocasiões; quando algo dá errado, o tempo "reseta" para recomeçar tudo do zero em uma nova chance. É como um jogo de videogame em que o personagem morre, ocorre o game over, mas logo se ganha uma nova vida para tentar novamente.

É curioso notar o que acontece quando Lola cruza com determinados personagens — seja uma senhora conservadora irritada ou um rapaz de bicicleta querendo vendê-la. Dependendo de como se dá esse encontro, os destinos dessas pessoas mudam drasticamente em cada versão, mostrando que basta uma pequena ação para alterar os rumos de uma vida. Isso nos é apresentado por meio de fotografias em flash-forward inseridas rapidamente, com uma edição frenética.

Todo o filme segue esse ritmo acelerado, combinando uma montagem dinâmica a passagens em desenho animado e uma trilha sonora techno contagiante (da qual a própria Franka Potente cantou algumas faixas). O uso das primeiras câmeras digitais fica evidente em cenas como a conversa entre o pai da protagonista e sua amante no escritório. Nesses momentos, a imagem assume uma textura mais precária, revelando como os realizadores ainda estavam aprendendo a manejar essa nova ferramenta e a incorporá-la à linguagem cinematográfica.

Se por um lado esse aspecto do vídeo envelheceu com as marcas de seu tempo, por outro o filme continua mais fresco do que nunca. É um dos trabalhos mais dinâmicos do período ao equilibrar ação, ficção e boas doses de reflexão. Correndo quase sem parar, Franka Potente entrega uma atuação marcante na pele da personagem que percorre pontos conhecidos de uma Berlim ainda em metamorfose após a queda do muro. Lola cruza tanto com gerações acostumadas com o país dividido quanto com jovens que cresceram sob um novo mundo e promessas nem sempre cumpridas.

Sob uma ótica interpretativa, o longa oferece múltiplas leituras: desde a possibilidade de obter uma segunda chance na vida até a importância de tomar decisões para alcançar o nosso melhor. A cena em que Lola dá a mão a um homem sofrendo um ataque cardíaco dentro de uma ambulância não serve apenas para acalmá-lo, mas funciona como sua própria redenção particular nessa cruzada contra o tempo. Ao final, testemunhamos uma recompensa selada, deixando os personagens diante de um futuro aberto e indefinido.

"Corra Lola, Corra" permanece como um dos mais belos e autênticos representantes da geração MTV, tendo se tornado um clássico cult atemporal.

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Cine Dica: Clube de Cinema: "Sangue Ruim" (22/08) na Cinemateca Paulo Amorim

Neste sábado (22/08), às 10h15 da manhã, o Clube de Cinema de Porto Alegre promove uma sessão do filme Sangue Ruim, de Leos Carax, protagonizado por Denis Lavant e Juliette Binoche.

Segundo longa-metragem de Carax, Sangue Ruim combina elementos de ficção científica, cinema noir e referências à Nouvelle Vague para construir uma história de amor atravessada por uma epidemia peculiar: um vírus que atinge aqueles que se relacionam sem estar apaixonados. Celebrado por seu experimentalismo e momentos de grande impacto visual, o filme acompanha personagens movidos por desejos, hesitações e relações instáveis em um cenário marcado pela paixão, pelo crime e pelo desencanto.


Confira os detalhes da sessão:


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 22/08, às 10h15 da manhã

📍 Local: Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

Sangue Ruim (Mauvais sang)

França, 1986, 119min

Direção e roteiro: Leos Carax

Elenco: Denis Lavant, Juliette Binoche, Michel Piccoli, Julie Delpy

Sinopse: Em uma Paris afetada por uma epidemia que contamina aqueles que fazem sexo sem amor, Alex é procurado pelos antigos parceiros criminosos de seu pai para participar do roubo de um soro experimental. Ao abandonar a namorada Lise e se envolver no plano, ele conhece Anna, por quem se apaixona, enquanto a missão o conduz ao submundo do crime.


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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Cine Dica: Clube de Cinema: "Corra, Lola, Corra" (15/08) no Instituto Goethe

Neste sábado (15/08), o Clube de Cinema de Porto Alegre se reúne às 10h15 da manhã no auditório do Instituto Goethe para uma exibição do cult Corra, Lola, Corra, de Tom Tykwer.

Combinando ação, romance, animação e experimentação narrativa, o filme acompanha Lola, uma jovem que recebe um telefonema desesperado de seu namorado, Manni. Ele perdeu uma grande quantia de dinheiro e precisa recuperá-la em apenas 20 minutos. A partir daí, ela precisa atravessar as ruas de Berlim em uma corrida contra o tempo, enquanto pequenos acontecimentos parecem ser capazes de alterar o rumo da história.


Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 15/08, às 10h15 da manhã

📍 Local: Instituto Goethe -

Rua 24 de Outubro, 112 - Moinhos de Vento, Porto Alegre

🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade


Corra, Lola, Corra (Lola rentt)

Alemanha, 1998, 81min

Direção e roteiro: Tom Tykwer

Elenco: Franka Potente, Moritz Bleibtreu, Herbert Knaup, Armin Rohde

Sinopse: Lola recebe um telefonema do namorado Manni, que perdeu uma grande quantia de dinheiro e precisa recuperá-la em apenas vinte minutos. Ela parte então em uma corrida desesperada por Berlim, numa tentativa de evitar que ele cometa um ato irreversível.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Cine Dica: Clube de Cinema: "Fanon" (08/08) na Cinemateca Paulo Amorim

Neste sábado (08/08), o Clube de Cinema de Porto Alegre se reúne na sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para exibir o filme Fanon, de Jean-Claude Flamand-Barny. Ambientado na Argélia às vésperas da guerra de independência, o longa acompanha o período em que o psiquiatra e pensador anticolonial Frantz Fanon desenvolveu parte de suas reflexões sobre colonialismo, racismo e emancipação. Ao articular sua prática médica com o contexto político da época, o filme aproxima a trajetória pessoal do intelectual das ideias que marcaram seu pensamento. A sessão terá comentários dos professores Walter Lippold e Orson Soares, especialistas na obra de Fanon.

Além disso, lembramos que amanhã (06/08), às 19h, exibiremos o clássico São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sérgio Person, na Sala Redenção da UFRGS. A sessão é parte do nosso ciclo temático "Nouvelle Vague e suas influências" e contará com comentários de Daniel Rodrigues, presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS).


Fanon

França, Luxemburgo, Canadá e Bélgica, 2024, 132min

Direção e roteiro: Jean-Claude Flamand-Barny

Elenco: Alexandre Bouyer, Déborah François, Stanislas Merhar

Sinopse: Em 1953, Frantz Fanon assume o trabalho em um hospital psiquiátrico na Argélia colonial e promove mudanças no tratamento dos pacientes. À medida que testemunha a violência do regime colonial, aproxima-se da luta pela independência do país e consolida as reflexões que o tornaram um dos principais pensadores anticoloniais do século XX.

Sobre o Filme: No filme brasileiro "Nise — O Coração da Loucura" (2015), vemos Glória Pires interpretar uma psiquiatra que enfrentou o sistema arcaico da época para buscar um tratamento mais digno a pessoas com sofrimento mental. Às vezes, porém, o desafio perante o sistema leva o indivíduo a um patamar cujo cenário é muito maior do que se imagina. "Fanon" (2026) fala sobre um médico que se envolveu em uma luta anticolonial e cujo exemplo ressoa até os dias de hoje.

Dirigido por Jean-Claude Barny, o filme narra a história de Fanon, um psiquiatra de origem martinicana cujo desafio profissional é chefiar os serviços do hospital psiquiátrico de Blida, na Argélia. Rapidamente, seus métodos inovadores e seu tratamento humanístico atraem a ira de colegas e do diretor da instituição. Determinado, Fanon não abandona seus princípios; perante o conflito entre argelinos e colonizadores franceses, ele opta por ficar ao lado dos "condenados da terra".

Confira a minha crítica já publicada clicando aqui.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema: "São Paulo Sociedade Anônima" (06/08, quinta-feira) na Sala Redenção

Nesta quinta-feira, 6 de agosto, às 19h, o Clube de Cinema de Porto Alegre realiza mais uma sessão do ciclo temático "Nouvelle Vague e suas influências", promovido em parceria com a Sala Redenção da UFRGS.

A sessão é dedicada ao clássico São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sérgio Person, que será exibido em sua versão restaurada. Considerado um dos grandes títulos do cinema brasileiro, o filme acompanha Carlos, um jovem gerente da indústria automobilística que enfrenta uma profunda crise existencial em meio ao intenso processo de industrialização e crescimento da capital paulista. As aproximações entre São Paulo Sociedade Anônima e a Nouvelle Vague aparecem na narrativa fragmentada, na filmagem em locações reais, no olhar sobre a cidade como personagem e na investigação da alienação do indivíduo urbano.

Após a exibição, haverá um bate-papo com Daniel Rodrigues, crítico de cinema e presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS), mediada por integrantes do Clube de Cinema de Porto Alegre. O ciclo "Nouvelle Vague e suas influências" é uma ação de extensão da Sala Redenção (UFRGS) em parceria com o Clube de Cinema de Porto Alegre, oferecendo certificados de participação aos inscritos e possibilitando o aproveitamento de horas complementares aos estudantes. Inscreva-se!


Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE QUINTA-FEIRA NO CLUBE DE CINEMA


📅 Data: 06/08 (quinta-feira), às 19h

📍 Local: Sala Redenção – UFRGS

R. Eng. Luiz Englert, 333 – Bairro Farroupilha, Porto Alegre

🎤 Sessão comentada por Daniel Rodrigues

🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade


São Paulo Sociedade Anônima

Brasil, 1965, 107min

Direção e roteiro: Luiz Sérgio Person

Elenco: Walmor Chagas, Eva Wilma, Ana Esmeralda, Otelo Zeloni, Darlene Glória, Mário Audrá

Sinopse: Um jovem da classe média tenta construir uma carreira na São Paulo em rápida industrialização, mas vê suas ambições e relações pessoais serem atravessadas pelas contradições da vida urbana e do mundo empresarial.

Sobre o Filme: Luís Sérgio Person era alguém que não parava no mesmo lugar por muito tempo. Foi ator, roteirista, produtor e diretor. Trabalhava na área de teatro, propaganda  e cinema. Teve uma carreira curta, porém, marcante. Morreu cedo, aos 39 anos. São Paulo, Sociedade Anônima, que escreveu e dirigiu em 1965, foi o seu primeiro longa, mas muitos críticos especializados consideram o seu melhor filme até hoje.

Na trama, Person cria um retrato das grandes mudanças sociais ocorridas na maior cidade do país a partir da trajetória do protagonista Carlos. Além disso, aproveita também para criar uma curiosa crítica a uma sociedade emergente de classe média, que vive nos grandes centros urbanos e se baseia em consumir e cultivar hábitos fúteis, ou seja, algo que viria acontecer mais e mais ao longo das décadas a seguir.

Person iniciou sua carreira na TV Tupi, em meados dos anos 1950. Depois, teve que abandonar a arte para trabalhar em uma empresa, onde permaneceu por dois anos. Veio daí a inspiração para a trama de "São Paulo, Sociedade Anônima", do qual, nem ele imaginaria que viraria um grande clássico do nosso cinema brasileiro. 

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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Cine Dica: Próxima Sessão do Clube de Cinema - 'Marinheiro de Encomenda'

Neste sábado (01/08), teremos a Assembleia Geral do Clube de Cinema de Porto Alegre e gostaríamos de contar com a presença de todos os associados. Nos reuniremos na Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para este importante momento de elegermos a diretoria da gestão 2026–2028, apresentarmos o balanço das atividades e das finanças do Clube, discutirmos os projetos para o próximo ano e, principalmente, ouvirmos as sugestões e contribuições dos associados.

Após a Assembleia, realizaremos uma sessão exclusiva do clássico do cinema mudo Marinheiro de Encomenda, estrelado pelo inesquecível Buster Keaton.


📅 Programação:

09h30 – Primeira chamada da Assembleia

10h00 – Segunda chamada

11h – Exibição de Marinheiro de Encomenda (1928)

12h30 – Almoço de confraternização

Após a sessão, seguiremos para um almoço de confraternização no Restaurante Tauta, onde reservamos um espaço para os associados. O restaurante oferece buffet com diversas opções, incluindo pratos vegetarianos, opções sem lactose, saladas, carnes, peixes, sobremesas, sucos e muito mais (em breve divulgaremos o cardápio do dia). O valor do buffet é R$ 55, ou R$ 50 para pagamento em dinheiro.


📍 Local da Assembleia e da sessão:

Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim

Casa de Cultura Mario Quintana

Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico


📍 Local do almoço:

Restaurante Tauta

Rua dos Andradas, 804 – Centro Histórico


Marinheiro de Encomenda (Steamboat Bill, Jr.)

EUA, 1928, 70 min

Direção: Charles Reisner e Buster Keaton

Roteiro: Carl Harbaugh, Joseph Farnham e Lew Lipton

Elenco: Buster Keaton, Ernest Torrence, Marion Byron, Tom McGuire

Sinopse: O jovem William Canfield Jr. chega a River Junction para reencontrar o pai, um ranzinza capitão de barco a vapor que esperava encontrar um filho bem diferente. Enquanto tenta conquistar a aprovação do pai, William apaixona-se por Marion, filha do principal rival da família. Entre rivalidades, confusões e acrobacias memoráveis, Buster Keaton protagoniza uma das maiores obras da comédia silenciosa, célebre por sua impressionante sequência final.



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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Cine Especial: Sessão dupla no Clube de Cinema: "Os Desajustados" (25/07) e "Persépolis" (26/07)

 Neste final de semana, teremos mais uma sessão dupla no Clube de Cinema.

No sábado (25/07), nos reunimos às 10h15 da manhã na Cinemateca Capitólio para uma sessão do filme Os Desajustados. Escrito por Arthur Miller e dirigido por John Huston, a obra reúne Marilyn Monroe, Clark Gable e Montgomery Clift em um drama sobre personagens que já não conseguem encontrar seu lugar no mundo em que vivem. Revisitando os temas do western em um contexto contemporâneo, o filme contrapõe o imaginário do Velho Oeste a uma realidade marcada pelo desencanto e pela transformação.

No domingo (26/07), nosso encontro é às 10h15 na sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim, onde assistiremos Persépolis. Baseado nos quadrinhos de Marjane Satrapi, o filme acompanha a formação de uma jovem iraniana entre a Revolução Islâmica e a experiência do exílio. Com traço inspirado na obra original, a animação articula memórias pessoais e transformações históricas para retratar os impactos das mudanças políticas sobre a vida cotidiana.

Confira os detalhes da programação:


SÁBADO (25/07, 10h15min)


Os Desajustados (The Misfits)

EUA, 1961, 125min

Direção: John Huston

Roteiro: Arthur Miller

Elenco: Clark Gable, Marilyn Monroe, Montgomery Clift

Sinopse: Recém divorciada, Roslyn conhece um velho cowboy e um pequeno grupo de homens que sobrevivem capturando cavalos selvagens no deserto de Nevada. À medida que os vínculos entre eles se estreitam, afloram conflitos entre diferentes modos de vida, enquanto cada personagem enfrenta as dificuldades de se adaptar a um tempo que parece já não lhes pertencer.

📍 Local: Cinemateca Capitólio – Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre

Sobre o Filme: Marcado como sendo o último filme dos astros Clark Gable e Marilyn Monroe, "Os desajustados" pode ser visto de forma metafórica. O título do longa tanto se refere  com relação aos cavalos selvagens caçados em cenas de extrema competência técnica quanto os protagonistas do filme, tão perdidos quanto os animais. Gay leva uma vida nômade, sem ãncoras, buscando a liberdade a todo custo. Perce ganha dinheiro em rodeios mas também sonha em nunca viver de um salário fixo, assim como não consegue se envolver de verdade em nenhum relacionamento. Guido é incapaz de deixar no passado o amor que sente pela falecida mulher, o que atrapalha sua vida sentimental. 

E Roslyn, no meio de três homens calejados, machucados pela vida, tenta dar a eles um rumo, um porto seguro, uma chance de recomeçar a viver, mesmo que perceba que talvez a pessoa errada seja ela. "Os desajustados" é, no fundo, uma obra sobre a solidão e o desespero que une as pessoas.


DOMINGO (26/07, 10h15)

Persépolis (Persepolis)

França, 2007, 95min

Direção e roteiro: Marjani Satrapi e Vincent Paronnaud

Elenco: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Danielle Darrieux, Simon Abkarian, Gabrielle Lopes Benites, François Jerosme

Sinopse: Marjane cresce em Teerã durante os anos que antecedem a Revolução Islâmica e presencia as profundas mudanças impostas pelo novo regime. Entre a juventude no Irã e o período em que vive na Europa, ela enfrenta os desafios de construir sua identidade em meio às tensões entre liberdade, pertencimento e exílio.

📍 Local: Cinemateca Paulo Amorim, Sala Eduardo Hirtz  – Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre.

Sobre o Filme: Um longa comovente, trágico e ao mesmo tempo cheio de humor, sobre a ignorância, a intolerância e a forma como ás pessoas que continuam a lutar contra as suas conseqüências e por fazer a diferença. Satrapi, que além de assinar a obra original co-realiza o filme, nasceu em Teerão em 1969, onde viveu antes de se mudar para Viena e, depois, para França. Em 2000, foi publicado o primeiro álbum da série, editado em Portugal três anos depois pelas Edições Polvo.

Outro artista de BD, Vincent Parannaud - também conhecido como Winshluss, um premiado autor francês de banda desenhada alternativa - assina também a adaptação ao cinema da obra. Indicado a vários prêmios ao redor do mundo "Persépolis" é um filme para ser visto e revisto por pessoas de todas as idades principalmente por ser uma obra corajosa por atacar um regime intolerante. 

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'A Cura'

 Nota: Filme exibido para os associados no dia 28/06/26.

Sinopse: Uma sequência de homicídios intriga a polícia japonesa: vítimas diferentes são encontradas com a mesma marca gravada no corpo, embora os autores dos crimes não pareçam ter qualquer ligação entre si.

Kiyoshi Kurosawa chamou a atenção no Japão no momento em que o país iniciava uma espécie de nova onda de filmes de horror, a partir do final dos anos noventa. O realizador sempre optou por tramas que transitam entre o suspense psicológico e pitadas do gênero fantástico, como no caso de "Creepy" (2016), obra onde tive meu primeiro contato com o lado autoral do diretor. Em um de seus primeiros trabalhos, intitulado "A Cura" (1997), o cineasta nos proporciona uma narrativa investigativa com desdobramentos surpreendentes, cujo peso carregamos mesmo após o término da exibição.

Na trama, acompanhamos o detetive Takabe, que busca compreender a origem de um padrão perturbador de assassinatos, enquanto um misterioso homem sem memória surge como a peça central de um enigma cada vez mais inquietante. Kurosawa constrói uma atmosfera policial com pinceladas do subgênero noir, onde as sombras dos ambientes ditam as regras e cuja faísca de luz não significa exatamente esperança. À medida que a história avança, os crimes acontecem e os executores são pegos, mas nenhum deles apresenta uma motivação clara para o ato. Em todos os casos, pessoas comuns cometem homicídios similares, deixando um "X" preto marcado no local e atiçando ainda mais a obsessão do investigador.

Takabe, interpretado brilhantemente por Koji Yakusho, já convive com seus próprios tormentos ao cuidar da esposa, que sofre de problemas psicológicos, enquanto tenta conter o desejo latente de solucionar todos os males do mundo. Uma vez imerso nesse mistério, sua fixação o conduz a um beco sem saída, tornando-o uma presa fácil para o real condutor dos crimes. Este, por sua vez, é vivido de forma assombrosa por Masato Hagiwara, cujo personagem transita entre momentos de aparente inocência e sarcasmo, dando as cartas através de uma persuasão hipnótica e eficaz.

Nesse ponto, o roteiro nos brinda com um estudo verossímil sobre a fronteira entre a lógica e o ocultismo. Vale lembrar que, até o fim do século XIX, a hipnose era frequentemente tachada como charlatanismo ou blasfêmia, passando a ser estudada sob prismas mais científicos e lógicos a partir do surgimento da psicanálise. Apoiado nesse limiar, Kurosawa constrói uma trama em que os personagens convivem com o pesadelo do mundo real, onde indivíduos comuns já guardam seus lados mais sombrios; a persuasão do antagonista funciona como um mero gatilho para que o pior do ser humano venha à tona.

Ao final, o realizador nos deixa com a incômoda certeza de que a escuridão humana prossegue, independente de um indivíduo específico ser detido ou não, pois sempre haverá outros prontos para despertar diante do estímulo certo. Não é à toa que o cineasta daria continuidade a essa atmosfera em títulos posteriores de temática familiar, como "Antes que o Mundo Acabe" (2018) e o recente "Cloud – Nuvem de Vingança" (2025).

Em "A Cura", todos os ingredientes que Kurosawa aperfeiçoaria ao longo de sua carreira já estavam presentes. É a obra que revelou seu talento ao mundo e que, com sua atmosfera psicológica alinhada ao fantástico, permanece perturbadora e genial ainda hoje. Não por acaso, é apontada por muitos como a grande obra-prima de sua filmografia.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - "A Malvada" (27/06) na Cinemateca Capitólio e "A Cura" (28/06) na Cinemateca Paulo Amorim

Neste final de semana, teremos sessão dupla no Clube de Cinema! Sábado (27/06), às 10h15 da manhã, nos reunimos na Cinemateca Capitólio para assistir A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz. Ambientado nos bastidores do teatro nova-iorquino, o filme acompanha o embate entre uma atriz consagrada e uma jovem admiradora cuja devoção esconde ambições muito maiores. Com diálogos afiados e interpretações memoráveis, Joseph L. Mankiewicz constrói um retrato mordaz das disputas por prestígio, reconhecimento e permanência em um meio onde o sucesso é sempre provisório.

No domingo (28/06), também às 10h15 da manhã, nosso encontro é na Cinemateca Paulo Amorim, onde exibiremos A Cura, de Kyoshi Kurosawa. Neste filme, o diretor parte da estrutura de um thriller policial para conduzir o espectador a territórios mais inquietantes: enquanto investiga uma série de assassinatos aparentemente sem conexão, um detetive se depara com questões ligadas à identidade, à memória e aos impulsos ocultos da mente humana.

Confira os detalhes da programação:


SÁBADO (27/06, 10h15)

A Malvada (All About Eve)

EUA, 1950, 138min

Direção e roteiro: Joseph L. Mankiewicz

Elenco: Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders, Celeste Holm, Gary Merrill, Hugh Marlowe, Thelma Ritter, Gregory Ratoff, Marilyn Monroe, Barbara Bates, Walter Hampden

📍 Local: Cinemateca Capitólio – Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre

Sinopse: A veterana estrela dos palcos Margot Channing vê sua rotina transformada quando acolhe Eve Harrington, uma jovem admiradora aparentemente tímida e dedicada. À medida que Eve conquista espaço em seu círculo profissional e pessoal, admiração e rivalidade passam a caminhar lado a lado, revelando os bastidores de um universo marcado por ambição e competição.

Sobre o Filme: Embora tenha sido em tempos mais conservadores foi a partir da entrada da década de cinquenta que certos realizadores decidiram fazer um retrato mais cru da mão que alimenta, ou seja, Hollywood. Embora esbanje glamour com seus astros, alinhado com super produções que valiam ouro, convenhamos, tudo é um jogo de aparências, dos quais quem ganha é quem faz a melhor artimanha. Mas seria possível os engravatados de plantão permitirem tais filmes que critiquem o que rola por detrás das cortinas?

Embora não seja o alvo principal, Hollywood sofre uma crítica acida nas entrelinhas com o seu clássico "A Malvada" (1951), um dos grandes filmes do cinema norte americano. Se tira o cenário de Hollywood e adentramos ao cenário da Broadway, mas há atores, guerra por papeis, estrelismo e fofocas entre os bastidores. Um tiro perfeito vindo de alguém que sabe como funciona as engrenagens e coube ao cineasta Joseph L. Mankiewicz orquestrar a tarefa.

Confira a minha crítica completa já publicada clicando aqui.


DOMINGO (28/06, 10h15)


A Cura (Cure)

Japão, 1997, 111min

Direção e roteiro: Kiyoshi Kurosawa

Elenco: Kôki Yakusho, Masato Hagwara, Tsuyoshi Ujiki, Anna Nakagawa, Yusijirô Hotaru, Denden, Masahiro Toda, Misayo Haruki, Shun Nakayama

📍 Local: Cinemateca Paulo Amorim, Sala Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

Sinopse: Uma sequência de homicídios intriga a polícia japonesa: vítimas diferentes são encontradas com a mesma marca gravada no corpo, embora os autores dos crimes pareçam não ter qualquer ligação entre si. À frente da investigação, o detetive Takabe busca compreender a origem desse padrão perturbador, enquanto um misterioso homem sem memória surge como peça central de um enigma cada vez mais inquietante.


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