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Quem sou eu
- Marcelo Castro Moraes
- Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
- Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Cine Dica: Em DVD: COPIA FIEL
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
Cine Dica: Em Cartaz: MELANCOLIA
NOVO FILME DE LARS VON TRIER CONSEGUE PASSAR O QUE NENHUM OUTRO FILME CATASTROFE COVENCIONAL CONSEGUIU
Sinopse: Um planeta chamado Melancolia está prestes a colidir com a Terra, o que resultaria em sua destruição por completo. Neste contexto Justine (Kirsten Dunst) está prestes a se casar com Michael (Alexander Skarsgard). Ela recebe a ajuda de sua irmã, Claire (Charlotte Gainsbourg), que juntamente com seu marido John (Kiefer Sutherland) realiza uma festa suntuosa para a comemoração.
Simplificando, os filmes de Lars von Trier são incômodos e geniais. Dito isso, é difícil imaginar um filme que passe essa sensação de se sentir incomodado, mas ter a certeza de que assistiu algo de diferente se comparado com os filmes convencionais. Os seus filmes nada mais são do que uma representação do seu estado de espírito enquanto estava criando suas obras. Se em O Anticristo, ele estava em um estado de depressão total, o que ele estava passando então, quando criou esse filme que passa o temível desconforto de encarar o inevitável? A certeza de que todos nos teremos um fim?
Assim como em seus filmes anteriores, a trama começa com um prólogo (belíssimo) onde vemos um resumo de um ponto de vista diferente de toda historia que virá a seguir. Embalado com a bela opera de Tristão e Isolda, de Richard Wagner, as cenas são todas em câmera lenta onde elas mostram tudo e ao mesmo tempo explicam pouca coisa e as respostas somente viram no decorrer do filme dividido em duas partes, entretanto, já temos uma idéia do derradeiro final. No primeiro capitulo, vemos a festa de casamento de Justine (Kirsten Dunst, no melhor momento de sua carreira) com seu noivo Michael (Alexander Skargard, da serie True Blood) cuja cerimônia foi paga pelo marido (Kiefer Sutherland) da sua irmã Claire (novamente Charlotte Gainsbourg de Anticristo).
Já nesta primeira parte, vemos todas as características que o diretor usou nos seus filmes anteriores, como a sensação de câmera na mão e sempre focando bastante o rosto e olhar dos personagens, onde são mostradas gradualmente, as mudanças de personalidade de cada um. Bom exemplo disso é a própria protagonista Justine, que se no inicio demonstrava toda a felicidade do seu dia de casamento, aos poucos, mostrasse uma mulher com inúmeras camadas de personalidade, nas quais se distancia das suas primeiras cenas dela, antes de ir ao local da festividade. Ponto para Kirsten Dunst que entrega um dos seus melhores desempenhos desde As Virgens Suicidas e com certeza poderia ser lembrada no próximo Oscar. Outro fato interessantíssimo que ocorre durante a festa, é o fato de o diretor fazer um pequeno retrato da família perfeita “superficialmente”, mas que por dentro, já não agüenta mais tantas mascaras, nas quais esconde o que realmente sente com relação à família e casamento. Momento muito bem representado pela mãe das irmãs (interpretada de forma extraordinária pela atriz Charlotte Rampling) onde deixam todos os que estão presentes desconcertados. E se a mãe é assim, vemos um pai no maior desdém pela situação e pouco realmente se importando com os problemas internos de uma das filhas, num papel muito bem representado pelo veterano John Hurt (O Homem Elefante). Somando dois mais dois, essa primeira parte pode ser muito bem vista como um retrato da desarmonia familiar ou o estado de espírito das pessoas perante o que estará por vir. E se esse segundo ponto foi mais sugestivo na primeira parte, na segunda é totalmente escancarado.
Nesta (derradeira) parte, vemos Claire (Charlotte) tentando de todas as formas manter se firme e forte (assim como no capitulo anterior) para ajudar sua irmã Justine que se encontra (a principio) em depressão e cuidar de todas as formas do seu filho. Ao mesmo tempo fica se sentindo insegura sobre o fato da aproximação do planeta Melancolia, mesmo que seu marido (Sutherland) sempre tenta deixar claro que Melancolia irá passar pela terra sem criar maiores danos. O interessante nesta parte, é que as duas irmãs vão mudando novamente suas personalidades com a aproximação do fim de tudo. Enquanto vemos Claire começar a se desesperar e ter sua segurança de si se desfalecer, vemos Justine aceitando o derradeiro fim, dando ao mesmo tempo a entender que o fim de tudo seria uma forma de se desvencilhar de uma vida de dor, sofrimento e desprezo, se tornando então, uma mulher forte perante o fim.
Chegando aos momentos finais da trama, percebemos que ambas as personalidades das irmãs mudaram de uma forma como se tivessem trocado de papeis no decorrer do filme, ao ponto, que podemos interpretar como elas sendo um único ser de múltiplas personalidades ou unicamente elas representam dois lados da mesma moeda. Ou então, simplesmente são irmãs vitimas do desprezo paternal (principalmente da mãe) de uma forma implacável e a aproximação do planeta destruidor nada mais é do que uma metáfora dessa situação. Por fim, mesmo que o filme não tivesse nada disso, já valeria pelos minutos finais aterradores em que mostra, não somente o final das protagonistas (já anunciado no inicio do filme) como também passa em uma única cena a representação do inevitável e amargo fim que dificilmente se consegue escapar. O filme acaba e tentamos mentalmente continuar com historia em nossas mentes, mesmo que isso pareça um pouco que improvavel.
Lars Von Trier é isso. Um incomodo por nos proporcionar sensações das mais diversas, não importa que tipo de gênero ele faça, sempre estará lá seu estado de espírito em seus filmes, para nos fazermos sentir a cada momento. Quem procura um filme catástrofe convencional, passe longe desse. Esse, não é para os fracos.
Curiosidade: Por coincidência, Kirsten Dunst e Lars von Trier fazem aniversário no mesmo dia: 30 de abril;
Leia também: Lars Von Trier: Ato e Consequencia.
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Cine Dica: EM DVD: Não Me Abandone Jamais
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Cine Especial: Como ver um filme: Parte 1
Nos dias 15 e 16 de agosto, estarei participando do curso Como ver um filme, administrado pela critica de cinema Ana Maria Bahiana, no Cinebancários. Enquanto os dois dias não vêm, deixo a cada dia, um pouco sobre cada filme que será abordado durante o curso. Confiram:
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Cine Dica: Lançamento em DVD e Blu-Ray: Sucker Punch: Mundo Surreal
O FILME CULT DO MOMENTO
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Leia também: Fracasso hoje? Sucesso amanhã.
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Cine Curiosidade: Diário de uma Busca segue em cartaz com sucesso
Diário de uma Busca entrou em cartaz na nossa capital no inicio desse mês com sucesso na sala Cinebancários. Abaixo segue matéria (fonte: Imprensa SindBancários) e foto tirada pelo Cristiano Estrela na noite de estreia, (detalhe: Estou atrás do nosso ex governador Olívio Dutra).
Sessão de pré-estreia de Diário de uma Busca
atrai grande público.
Fonte: Imprensa SindBancários Foto: Cristiano Estrela
A pré-estreia nacional do filme Diário de uma Busca lotou o CineBancários na terça, dia 2. A sessão, seguida por debate com a diretora do filme, Flávia Castro, o deputado estadual Raul Pont e Flávio Koutzii, foi prestigiada por um grande público. O filme segue em cartaz na sala até o dia 21 de agosto, em três sessões diárias: às 15h, 17h e 19h. Ingressos a R$ 5 para o público em geral e R$ 2,50 para idosos, estudantes, bancários e jornalistas sindicalizados e funcionários do GHC.
Diário de uma Busca tem como ponto de partida a morte do pai da diretora, o Militante Celso Afonso Gay de Castro, encontrado baleado dentro de um apartamento. O documentário mostra Flávia na busca por respostas sobre o que aconteceu: os laudos da polícia são contraditórios e afirmam que o pai se suicidou motivado por um assalto que não deu certo. Mas, como define Flávia, o resultado de Diário de uma Busca não é um filme "sobre morte”. “Logo que eu iniciei os trabalhos no roteiro, comecei a me interessar pela trajetória dele e vi que não fazia sentido falar na morte sem primeiro contar como foi a vida do pai”, explica a diretora. Flávia também refaz a trajetória de Celso no exílio, durante o regime militar, e percorre diversos países e cidades brasileiras. “Quero dividir, compartilhar o pai que eu conheci”, afirma Flávia.
O resultado é um filme extremamente pessoal, premiado no Festival de Gramado, Rio, Biarritz e Punta Del.
Cinebancários
Rua General Câmara, 424, Centro - POA
Fone: (51) 34331204 / 05
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cinebancarios.blogspot.com
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Cine Especial: John Carradine: QUEM???
Quando se fala em Drácula, a primeira coisa que se vem em mente, é de seus principais interpretes do cinema, como no caso de Bela Lugosi (era Universal) e Christoffer Lee (era Hammer). Isso fora outros interpretes que, se por um lado não ficaram tão famosos como os dois titãs já citados, pelo menos renderam incríveis desempenhos, como Gary Holman (Drácula: De Bram Stoker) e do genial Klaus Kinski (Nosferatu de 1979). Mas nestes dias, estava vendo os ótimos documentários de Drácula: De Bram Stoker e Francis Ford Coppola chegou num ponto de uma das entrevistas, dizendo que a maioria dos filmes sobre Drácula, nenhum era realmente fiel, muito menos os seus interpretes se comparado ao livro e o que mais chegou perto das caracteristicas do personagem (visualmente) foi John Carradine. QUEM???
O primeiro nome não, mas o sobrenome é bem familiar não acham? Pois John Carradine foi pai de ninguém menos que David Garradine (Kill Bill) e que até a metade da década de 40, atuou por duas vezes como o famoso vampiro, nos títulos A Casa de Frankenstein (1944) e sua seqüência A Casa de Drácula (1945), ambos do diretor Erle C. Kenton e que eram filmes para alavancar mais dinheiro para o estúdio da Universal, que estava vendo sua cine serie de monstros decair com o tempo e com isso, tiveram a idéia brilhante de reunir as principais criaturas do estúdio. Mas com a produção meio precária e roteiro cheio de furos, as duas produções, meio que ficaram esquecidas pela maioria do publico e somente lembradas mais pelos cinéfilos de olhar mais atento como Coppola. Indo na opinião dele, fui conhecer o ator nestas duas produções. No primeiro (o melhor dos dois) Carradine aparece como o personagem, mas como um mero coadjuvante e seu desempenho fica completamente ridículo se comparado ao mestre Boris Karloff que interpreta um cientista louco em cena e que é a melhor coisa do filme. Já A Casa de Drácula, ele tem muito mais destaque (como o titulo sugere), mas é meio que prejudicado pela produção precária e um roteiro que salta a vista a falta de idéias criativas. Carradine em si, até que se esforça, passando um ar charmoso, misterioso e com um olhar maquiavélico quando quer hipnotizar suas vitimas, mas que fica meio caricato, se comparado a Bela Lugosi que havia feito o mesmo personagem anos antes.
Fora isso, Carradine teve sorte de participar de duas grandes obras primas de John Ford que foram As Vinhas da Ira e No Tempo das Diligencias. O ator viria a falecer aos 82 em 1988. Ao morrer deixou cinco filhos, dos quais quatro também atores: David Carradine, Keith, Robert e Bruce. A neta de John e filha de Keith, Martha Plimpton também seguiu a carreira de atriz.
Pode nao ter sido um dos melhores Draculas, mas teve seu desempenho lembrado, graças aos cinefilos de plantam, que sabem escavar certas reliquias do passado como Francis Ford Coppola bem soube fazer. Cinefilo fominha como eu e que adora vasculhar um pouco da era de ouro do cinema, tenho mais que agradecer.
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