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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: O Mordomo da Casa Branca


Sinopse: A história ficcional de Cecil Gaines jovem negro do sul dos Estados Unidos que em 1957 conseguiu um emprego como mordomo da Casa Branca posto que ocupou até sua aposentadoria em 1986. Cecil foi testemunha dos bastidores e dramas do poder de presidentes como John Kennedy Richard Nixon e Ronald Reagan. Sua posição lhe trouxe também problemas em casa com a esposa Gloria e com seu filho Louis um jovem engajado em movimentos antissistema. O filme marca o retorno do diretor Lee Daniels às questões de igualdade racial e social depois do sucesso de Preciosa Uma história de esperança.

Lee Daniels se consagrou dirigindo “Preciosa”, um conto de fadas contemporâneo, sombrio, mas que havia ali um sinal de esperança e superação. Esses ingredientes novamente ele usa em “O Mordomo da Casa Branca”, que é baseado em uma reportagem de jornal. O filme se inspira na história real de um mordomo negro que serviu os presidentes dos Estados Unidos entre os anos 50 e 80. Cecil (Whitaker) surge como uma espécie de Forrest Gump da capital americana, onde fica observando de perto os principais momentos  políticos do país, principalmente com o começo dos direitos civis dos negros que intensificou no inicio dos anos 60.
Enquanto o protagonista fica em cima do muro somente observando, a trama coloca o filho como um jovem revolucionário, atuando ao lado de personalidades como Martin Luther King, Malcom X e com o partido Panteras Negras. Isso acaba servindo para  mostrar como a raça negra, ou qualquer outra daquela época, sofria com hipocrisia de  um governo que valorizava  o discurso da liberdade. Há então um equilíbrio entre o negro pai que serve aos brancos e o filho que luta pela igualdade, em meio aos principais acontecimentos da historia americana, o que faz por demais lembrar um pouco Forrest Gump, mas que no geral, essa formula funciona. O elenco de estrelas por vezes rouba a cena em diversos momentos, sendo que os Presidentes são interpretados por grandes talentos. Contudo, o mais importante deles (Kennedy), é interpretado pelo sem sal James Marsden (X-Men), que quase compromete uma das principais partes da trama. Mas o destaque fica mesmo para Forrest Whitaker (O Ultimo Rei da Escócia), que atravessa as várias décadas de vidas de Cecil de forma convincente e por vezes emocionante. “O Mordomo da Casa Branca” é o típico filme que os membros da academia do Oscar gostam: defesa de direitos civis, história americana e acima de tudo, uma trama sobre superação.
É claro que o principal propósito de todo esse épico era fechar a saga de servidão e luta com a eleição de Barack Obama. Acontece que os recentes equívocos que mancharam a imagem do presidente tiram um pouco da graça no ato final que pretendia ser inesquecível. Apesar de ser um tema importante que não pode ser esquecido, de uma trilha imponente e de uma ótima reconstituição de época, o filme meio que quebra á cara por soar meio que pretensioso demais nos seus minutos finais cruciais.
Mas se formos esquecer os erros políticos americanos da realidade, o filme pode sim ser bem visto.

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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cine Especial: "NARRATIVAS SERIADAS: DA TV ÀS NOVAS MÍDIAS" Parte 3

Nos dias 21 e 22 de novembro, eu estarei participando do curso Narrativas Seriadas: Da TV ás novas mídias, criado pelo CENA UM  e ministrado pela professora e publicitária Sheron Neves. Enquanto os dois dias não chegam, por aqui, estarei me relembrando e compartilhando com vocês, sobre as series que eu assisti ao longo desses anos e que entraram para á historia da televisão.   


AS PANTERAS 

Sinopse: A série Charlie's Angels, que no Brasil recebeu o nome de As Panteras narrava as aventuras de três lindas garotas, graduadas com honras pela Academia de Polícia, que depois de atuarem como simples policiais vão trabalhar para agência de investigação denominada Charlie Townsend, cujo chefe era conhecido apenas por Charlie, um misterioso milionário anônimo que as coordenavam através de um "viva-voz".

As Panteras foi apresentado originalmente nos Estados Unidos, pela rede ABC, entre 22 de setembro de 1976 a 24 de junho de 1981, num total de 116 episódios, de aproximadamente 50 minutos, em cinco temporadas. Assim como outras séries da época, ela foi exibida por aqui pela saudosa Sessão Aventura e se tornando também um grande sucesso. No inicio do ano 2000, a Columbia lançou uma versão cinematográfica, mas que sinceramente nem precisava ter existido.


Ilha da Fantasia

Sinopse: A série conta a história de uma ilha paradisíaca onde qualquer desejo pode ser realizado. O anfitrião dessa ilha é o senhor Roarke, juntamente com seu auxiliar, o pequeno Tattoo, um anãozinho muito simpático.


Produzida por Aaron Spelling e Leonard Goldberg de 1978 a 1984, a série foi outro grande sucesso no programa Sessão Aventura na época. Engraçado que quando me lembro dela, eu nunca entendia direito as tramas, já que sempre eram com personagens diferentes quando chegavam à ilha em cada episódio e somente  senhor Roarke e Tattoo é que permaneciam em toda a serie. Curiosamente, Hervé Villechaize (o Tatto) viria a ser um pequeno vilão no horrível 007 Contra o homem da Pistola de Ouro e Ricardo Montalbán (Sr. Roarke) viria a se tornar um dos maiores vilões da série cinematográfica de Jornada nas Estrelas em A Ira de Khan.



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Cine Dica: CAPITÃO PHILLIPS


Sinopse: Richard Phillips (Tom Hanks) é um comandante naval experiente, que aceita trabalhar com uma nova equipe na missão de entregar mercadorias e alimentos para o povo somaliano. Logo no início do trajeto, ele recebe a mensagem de que piratas têm atuado com frequência nos mares por onde devem passar. A situação não demora a se concretizar, quando dois barcos chegam perto do cargueiro, com oito somalianos armados, exigindo todo o dinheiro a bordo. Uma estratégia inicial faz com que os agressores recuem, apenas para retornar no dia seguinte. Embora Phillips utilize todos os procedimentos possíveis para dispersar os inimigos, eles conseguem subir à bordo, ameaçando a vida de todos. Quando pensa ter conseguido negociar com os piratas, o comandante é levado como refém em um pequeno bote. Começa uma longa e tensa negociação entre os sequestradores e os serviços especiais americanos, para tentar salvar o capitão antes que seja tarde.

Se a trilogia do Borne, estrelado por Matt Damon fez sucesso, tanto de publico como de critica e ter conquistado três Oscars no terceiro filme, muito se deve a uma pessoa: Paul Greengrass. Ao lado de Christopher Nolan (Cavaleiro das Trevas) Greengrass talvez seja um dos poucos cineastas atuais que consiga trazer uma verossimilhança nas seqüências de ação, nas quais faz com que o publico que assiste acredite nelas e ao mesmo tempo sinta uma tensão genuína. Por conta desse talento, dirigindo uma trama baseada em fatos verídicos surpreendentes, o resultado final seria no mínimo positivo.
 Baseado no livro "A Captain's Duty : Somali Pirates, Navy SEALs, and Dangerous Days at Sea", sendo escrito pelo verdadeiro Richard Phillips, acompanhamos a historia desse ultimo (interpretado com intensidade por Tom Hanks), tendo o seu navio atacado por apenas quatro piratas da Somália, mas que é o suficiente para a trama se descarrilar para momentos de pura tensão. A situação somente piora, no momento que os quatro piratas sequestram o capitão, ficam presos dentro de um bote, onde dai então começa a longa negociação com os serviços especiais americanos.   
Tudo é muito bem orquestrado, sendo que Greengrass reserva o tempo na tela para a construção dos personagens principais: Phillips (Hanks) é veterano no mar, profissional em todos os sentidos e que acima de tudo arrisca a vida para proteger a sua tripulação. Já do lado dos piratas da Somália temos o líder Muse (Barkhad Abdi, ótimo) que não poupara os meios que forem necessários para adquirir o que quer no navio, nem que para isso arrisque tudo. O que é apresentado na tela são dois lados da mesma moeda, mas que as circunstâncias os colocaram em vidas diferentes.
Embora nos torçamos para que capitão Philips saia bem dessa, ao mesmo tempo o roteiro não entrega a velha formula de mocinho e bandido que tanto vemos nos filmes americanos. Aqui nos é apresentado pessoas comuns, que tentam sobreviver no seu dia a dia, mas que infelizmente as circunstâncias fazem que seus mundos diferentes um do outro se colidem de tal forma que simplesmente não há volta. Os piratas estão ali saqueando, pois acreditam que não há escolha para eles na vida e que a pirataria é o seu único meio de vida.
Culpamos quem nessa situação? Os países que não ajudaram a Somália? O próprio governo daquele país? As escolhas erradas que aqueles indivíduos tomaram? Cada um que assiste a trama tira suas próprias conclusões!     
Polemicas a parte, do segundo ao terceiro ato da trama é uma verdadeira claustrofobia, já que os protagonistas principais ficam presos dentro de um bote e é onde que os destinos de cada um deles está selado. Até lá, Greengrass cria uma verdadeira montanha russa emocional, na qual só aumenta essa sensação graças a sua câmera movimentada, sempre passando a sensação documental, embalado com uma montagem ligeira e que da uma verdadeira aula de como se faz as cenas. Tudo isso se da de encontro nos minutos finais da trama, onde os momentos cruciais se aproximam e Greengrass passa a mesma sensação de um terrível e amargo fim, assim como foi visto nos duros minutos finais de Vôo United 93.
Não tenho duvidas que o filme se torne o franco favorito em montagem, além de claro de uma indicação para o cineasta e para Hanks, que pode se tornar o franco favorito no ano que vem. Filme indispensável, para aqueles que buscam ação e suspense, mas tudo na medida certa e muito bem dirigida.


NOTA: Eu assisti o filme numa pré-estréia mas já irá estrear neste final de semana.  

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Cine Especial: "NARRATIVAS SERIADAS: DA TV ÀS NOVAS MÍDIAS" Parte 2

Nos dias 21 e 22 de novembro, eu estarei participando do curso Narrativas Seriadas: Da TV ás novas mídias, criado pelo CENA UM  e ministrado pela professora e publicitária Sheron Neves. Enquanto os dois dias não chegam, por aqui, estarei me relembrando e compartilhando com vocês, sobre as series que eu assisti ao longo desses anos e que entraram para á historia da televisão.    
  
SUPER MAQUINA
  
Sinopse: (David Hasselhoff)  Michael Knight, um justiceiro que, com a ajuda de KITT (Knigh Industries Two Thousand), um carro super tecnológico com inteligencia aritificial e personalidade, lutava contra o crime.

Criado pelo canal NBC, a série teve quatro temporadas e no total de 90 episódios. Poucas pessoas se lembram, e não acreditam quando eu digo, mas me lembro claramente que os primeiros episódios foram exibidos na saudosa Sessão Aventura da Globo, para depois ser comprada pela TVS (que viria se tornar o SBT). Me lembro que como a série virou mania na época, principalmente entre os jovens que adorariam ter um carro como Kitt.
A série gerou de tudo um pouco, desde álbum de figurinhas e brinquedos, sendo que todo moleque que se preze na época (como eu), queria um Kitt e um boneco do Michael Knight para brincar adoidado no quintal. Bons tempos.    


DURO NA QUEDA

Sinopse: estrelado por Lee Majors, Douglas Barr e Heather Thomas. A história girava principalmente em torno de Colt Seavers (Majors), um dublê de Hollywood que dividia seu tempo entre o cinema e resolver crimes e mistérios para colher à recompensa.

Criado pelo canal ABC, a série oitentista teve cinco temporadas e no total de 113 episódios. Lee Majors já era mundialmente conhecido pela clássica série do Homem de Seis Milhões de dólares, sendo que ambas as series fizeram o maior sucesso aqui no Brasil e tornou cara conhecida por todos os brasileiros. Misturando boas doses de aventura e ao mesmo tempo uma divertida homenagem com relação à profissão de duble do cinema americano, a série se tornou sucesso absoluto entre a garotada.  
Quem viveu naquela época, sabe muito bem que todas as crianças queriam a poderosa pick-up 4×4 para brincar dentro ou fora de casa. Aqui no Brasil a Glasslite lançou, na mesma época, um carrinho inspirado no veiculo, que funcionava à fricção e tinha tração nas quatro rodas. 


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Cine Dica: Em Cartaz: AMOR BANDIDO


Sinopse: Amor Bandido é uma aventura de dois garotos Ellis e seu amigo Neckbone que encontram um homem chamado Mud escondido numa ilha no Mississippi. Mud conta histórias fantásticas -- ele matou um homem e caçadores de recompensa vingativos estão atrás dele.Ele diz que planeja encontrar o amor de sua vida e fugir com ela Juniper que está esperando por ele na cidade. Céticos porém intrigados Ellis e Neckbone concordam em ajudá-lo. Não demora muito para as previsões de Mud se tornarem realidade e a pequena cidade ver uma bela garota e uma fila de caçadores de recompensa a postos.

A perda da inocência, ou encarar o fato que aquele conto de fadas não era bem assim no que se acreditava, é sempre difícil de ser encarado, mas é preciso vê-lo de frente para poder então abrir novos rumos na vida.  No seu filme anterior (O Abrigo), o diretor Jeff Nichols usava a possível catástrofe natural como uma espécie de metáfora sobre a crise econômica que se alastrou nos EUA. Aqui, ele usa a foz que desagua no imenso Mississippi, como uma espécie de símbolo com relação a nossa própria vida, que é cheia de possibilidades, infinitos lugares que ainda pode-se ir, mesmo quando a vida lhe decepciona e lhe desencoraja a navegá-la.
Na trama, Ellis (Tye Sheridan de Arvore da Vida) vive um garoto, que durante um passeio de barco, conhece Mud (Matthew McConaughey), foragido da justiça que tenta se reunir com sua amada, Juniper (Reese Witherspoon). Ellis resolve ajudar o estranho porque, inconscientemente, tenta refazer com Mud e Juniper o amor partido de seus pais que estão se divorciando. Ao mesmo tempo, o jovem enxerga em Mud como uma espécie de exemplo do que ele acredita sobre o amor, mas ao mesmo tempo irá aprender com ele que não é bem assim que as coisas funcionam com relação aos sentimentos.
Embora aparente ser uma trama simples, o filme gradualmente apresenta a transformação de cada um dos personagens, fazendo com que eles amadureçam, tanto nas suas ações, como também da forma como cada um deles enxergava o mundo. Descoberto no filme A Arvore da Vida, Tye Sheridan e sem sombra de duvida a mais nova promessa do cinema americano: expressivo e cheio de capacidade, Sheridan nos brinda com um personagem que facilmente nos identificamos. Pois assim como Ellis, a maioria de nos sempre sofreu com o golpe duro da realidade, mas que é preciso a gente sentir, para então sobrevivermos aos desafios mais simples da vida.    
Matthew McConaughey por sua vez prova de uma vez por todas que é um ator versátil, fazendo do seu Mud uma pessoa cheia de vida, sonhadora, mas que não escapou das decepções que a vida lhe trouxe, principalmente quando o assunto é o amor. Com Ellis, ele enxerga o garoto romântico e cheio de esperança que já foi um dia, mas que será preciso se reerguer e enfrentar sozinho as correntezas de vida e agarrar novas oportunidades que ela pode trazer. O filme ainda tem as participações excepcionais de Reese Witherspoon, Sam Shepard (Os Eleitos) e Michael Shannon, que já havia trabalhado com o diretor em O Abrigo sendo o protagonista.
Embora com um final que poderia ir mais além se fosse um pouco mais corajoso, Amor Bandido, é um ótimo filme para aqueles que procuram se identificar com os personagens, que aqui, é uma identificação universal e muito bem vinda.


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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cine Especial: "NARRATIVAS SERIADAS: DA TV ÀS NOVAS MÍDIAS" Parte 1

Nos dias 21 e 22 de novembro, eu estarei participando do curso Narrativas Seriadas: Da TV ás novas mídias, criado pelo CENA UM  e ministrado pela professora e publicitária Sheron Neves. Enquanto os dois dias não chegam, por aqui, estarei me relembrando e compartilhando com vocês, sobre as series que eu assisti ao longo desses anos e que entraram para á historia da televisão.     
  
Jornada Nas Estrelas - A Série  

Sinopse: Aqui estão as viagens da nave Enterprise. Sua missão de cinco anos: explorar novos mundos, buscar novas formas de vida e novas civilizações. Ir com toda a coragem até onde nenhum ser humano jamais chegou. É o ano de 2264. 201 anos depois que o homem viajou mais rápido que a velocidade da luz, e 113 anos depois da primeira viagem da Enterprise nx-01, o Capitão James T. Kirk e sua tripulação partem na constitucional USS Enterprise. No decorrer dos primeiros 3 anos, a tripulação da Enterprise irá conhecer enganadores e vigaristas, assassinos e psicopatas, seres poderosos o suficiente para controlar a mente de comunidades inteiras, e seres tão frágeis para controlar suas próprias capacidades mentais. Os membros da Enterprise serão amados, ameaçados, seduzidos, assassinados, convidados para procriação, duplicados, ressuscitados e forçados a retroceder no tempo. Eles serão obrigados a lutar por suas vidas e pelas vidas de seus amigos. E ao longo desses desafios, uma aliança vai nascer entre três improváveis amigos: o ousado e carismático capitão, o irascível doutor e o imperturbável Vulcano.
  
Embora cultuada nos anos 60, 70 e 80, somente fui conhecer essa maravilhosa série no inicio dos anos 90, quando ela teve suas reprises exibidas no canal da falecida Rede Manchete. Como todo leigo que se preze no principio, achava que era uma série de TV baseada em Guerra nas Estrelas, mas somente quando comecei a assistir, que não só o nome era diferente, como também as tramas iam contra a maré. Enquanto a saga intergaláctica de George Lucas ia para um lado que lembrava as antigas matinês de aventura, Jornada nas Estrelas era bem mais cerebral, com tramas criativas e inesquecíveis.
Criado por Gene Roddenberry e exibido pelo canal NBC, pode-se dizer que a série era à frente do seu tempo, pois apresentava tramas que por vezes fazia uma dura critica a sociedade daquele período, quando ainda existia o preconceito no ar. No elenco principal, havia não somente um alienígena (Spock), como também um japonês (Sulu), um russo (Chekov) e uma negra (Uhura), interpretada pela atriz Nichelle Nichols e que entrou para historia ao protagonizar junto com William Shatner (Capitão Kirk) o primeiro beijo inter-racial transmitido nos EUA. Com isso, era uma série que fortalecia a união dos povos, não importando a sua raça e credo e com o tempo (embora tardio) o publico foi compreendendo á real proposta do programa.
Infelizmente nem tudo foram flores para a série, já que nunca era um estouro em audiência, mas que pelo menos mantinha um publico fiel da época do começo ao fim, Ao termino da terceira temporada, a serie acabou sendo cancelada, mas para a surpresa de todos, o real sucesso que ela conseguiria seria somente nas reprises ao longo dos anos e que fez com se tornasse, no que se  pode dizer, do primeiro fenômeno de séries de tv da historia da televisão americana. Mas se alguns consideravam o ponto final da saga de Kirk e Spock e companhia estavam muito enganados.
Quando Guerra nas Estrelas foi um verdadeiro estouro nas bilheterias, todos os estúdios da época queriam uma fatia desse bolo. A Paramount que tinha os direitos da série naquele período, tinha o interesse no principio em fazer uma nova temporada na época e trazendo novamente o elenco original. Mas vendo que o sucesso seria maior no cinema, a possível serie acabou virando o primeiro de muitos filmes para o cinema que dura até hoje.

Mais informações sobre todos os filmes de Jornada nas Estrelas você clica aqui.


PERDIDOS NO ESPAÇO 
Sinopse: No ano 1997, a Terra sofre com sua superpopulação. O Professor John Robinson, sua esposa Maureen, seus filhos (Judy, Penny e Will) e o Major Don West são selecionados para viajar pelo espaço até um planeta do sistema Alpha Centauri a fim de estabelecer uma colônia da Terra para que outras pessoas possam viver lá. Eles estão a ir em uma espaçonave batizada de Júpiter 2. No entanto, o doutor Zachary Smith, um agente de um governo inimigo, é enviado para sabotar a missão. Ele é bem sucedido em reprogramar o robô B9 para destruir os equipamentos da nave 8 horas após a decolagem, mas no processo atrasa-se ficando na espaçonave que decola com ele a bordo. Ele então tenta desativar o robô, mas este percebe que foi desligado e se auto religa. Sem saber do perigo que ele criou para todos, o doutor Zachary Smith decide acordar a família Robinson que estava em tubos de hibernação e quando o pessoal menos espera, o robô B9 inicia a sua programação, conseguindo destruir o sistema de navegação, rádio e vários aparelhos importantes da espaçonave antes de ser desativado. Com a espaçonave em sérias avarias e já muito distante da rota programada, todos a bordo tornam-se perdidos no espaço e agora lutam tentando encontrar o caminho de volta para casa.

O seriado, produzido pela CBS e que tinha como criador e produtor executivo Irwin Allen, foi ao ar pela primeira vez nos Estados Unidos em setembro de 1965 e permaneceu até março de 1968  no total de três temporadas. Não posso dizer muito a respeito sobre essa série, já que na época que se tornou sucesso por aqui eu era recém nascido. Segundo a minha mãe, o programa havia passado na rede Bandeirantes no inicio dos anos 80 e ela acompanhou do começo ao fim. Somente tive um vislumbre do programa, quando ele foi exibido por aqui na TV 2 Guaíba onde eu tive a chance de ver alguns episódios.  
Assim como Jornada nas Estrelas, é uma serie que gerou inúmeros fãs fieis até hoje e que lembram com muito carinho os personagens principais, principalmente com relação ao Doutor Smith, interpretado com intensidade pelo ator Jonathan Harris. A serie ganharia uma versão cinematográfica em 1998, mas sem nenhum êxito.


Mais informações e inscrições para curso você clica aqui.


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Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (01/11/13)

Thor 2: O Mundo Sombrio 

Sinopse: Thor: O Mundo Sombrio da Marvel dá seguimento às aventuras no cinema de Thor o Poderoso Vingador enquanto ele luta para salvar a Terra e os Nove Reinos de um inimigo sombrio que destrói o universo. Na sequência de acontecimentos de Thor da Marvel e de Os Vingadores The Avengers da Marvel Thor luta para restaurar a ordem no cosmo mas uma antiga raça liderada pelo vingativo Malekith retorna para levar o universo de volta às trevas. Enfrentando um inimigo que nem mesmo Odin e Asgard são capazes de derrotar Thor precisa embarcar em sua jornada mais perigosa e pessoal que o reunirá com Jane Foster e o forçará a sacrificar tudo para nos salvar. 


O Mordomo da Casa Branca 

Sinopse: A história ficcional de Cecil Gaines jovem negro do sul dos Estados Unidos que em 1957 conseguiu um emprego como mordomo da Casa Branca posto que ocupou até sua aposentadoria em 1986. Cecil foi testemunha dos bastidores e dramas do poder de presidentes como John Kennedy Richard Nixon e Ronald Reagan. Sua posição lhe trouxe também problemas em casa com a esposa Gloria e com seu filho Louis um jovem engajado em movimentos antissistema. O filme marca o retorno do diretor Lee Daniels às questões de igualdade racial e social depois do sucesso de Preciosa Uma história de esperança.


Solidões

Sinopse: Solidões vai do riso ao drama do musical ao documentário da comédia romântica à sátira cruel sempre com a solidão focalizada em todos os seus aspectos em várias histórias que se ligam se encontram. Capitaneados por Vanessa Giacomo e Oswaldo Montenegro um grande elenco se une em diversos episódios sobre o maior medo da humanidade: a solidão.
Leia minha critica já publicada clicando aqui. 

Uma Noite de Crime 

Sinopse: Em Uma Noite de Crime James Sandin habitante de uma comunidade murada que tenta se proteger da onda de crimes. Quando um invasor entra no isolamento porém Sandin tem que proteger sua família durante o período da permissão sem cair na tentação da violência legalizada.

Preenchendo O Vazio

Sinopse: Shira uma garota de 18 anos é a filha caçula de sua família hassídica ortodoxa de Tel Aviv. Ela está prestes a se casar com um jovem da mesma idade. É um sonho que se tornou realidade e Shira se sente preparada. Quando Esther sua irmã de 28 anos morre enquanto dá à luz a seu primeiro filho a família adia o casamento de Shira. Tudo muda quando Yochay marido da falecida Esther tem um segundo casamento arranjado com uma viúva da Bélgica.

Amor Bandido 

Sinopse: Amor Bandido é uma aventura de dois garotos Ellis e seu amigo Neckbone que encontram um homem chamado Mud escondido numa ilha no Mississippi. Mud conta histórias fantásticas -- ele matou um homem e caçadores de recompensa vingativos estão atrás dele.Ele diz que planeja encontrar o amor de sua vida e fugir com ela Juniper que está esperando por ele na cidade. Céticos porém intrigados Ellis e Neckbone concordam em ajudá-lo. Não demora muito para as previsões de Mud se tornarem realidade e a pequena cidade ver uma bela garota e uma fila de caçadores de recompensa a postos. 


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Cine Dica: Sala P.F. Gastal apresenta mostra Escritores no Cinema



De William Faulkner a Harold Pinter, Antonin Artaud a Ray Bradbury, Jorge Luis Borges a Aldous Huxley: a aventura de grandes gênios da escrita na realização de roteiros é um dos capítulos mais ricos da relação de amores e tormentas entre o cinema e a literatura. Celebrando a 59ª Feira do Livro de Porto Alegre, a Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) apresenta entre os dias 5 e 17 de novembro a mostra Escritores no Cinema, com uma seleção de quinze títulos que trazem roteiros assinados por nomes essenciais da literatura. 
Entre os dias 5 e 10 de novembro, o elogiado musical brasileiro Filme Jardim Atlântico, dirigido por Jura Capela, com participações de Céu, Ava Rocha e Mariana de Moraes, segue em cartaz com uma sessão diária às 17h.
  
Escritores no Cinema

Entre obras-primas consagradas e pequenos segredos, a contribuição de escritores marcou profundamente o período clássico de Hollywood.  Foram muitos os homens das letras – interessados em novas possibilidades de criação e também nos altos cachês pagos pelos grandes estúdios – que encontraram no cinema uma alternativa de trabalho. Um exemplo célebre é o de William Faulkner, cuja parceria com Howard Hawks rendeu alguns clássicos como Uma Aventura na Martinica (1944), adaptação do “pior romance de Ernest Hemingway”, na definição do próprio autor, tendo Humphrey Bogart e Lauren Bacall nos papéis principais.
 A invasão de grandes escritores em Hollywood teve seu ápice entre as décadas de 1930 e 1950. Aos poucos, o descompasso entre a liberdade criativa e as regras rígidas da indústria diminuiu a presença dos autores. Aldous Huxley, por exemplo, teve seu argumento para Alice no País das Maravilhas recusado por Walt Disney, com a justificativa de que aquilo era incompreensível. Antes da experiência negativa, entretanto, o autor de Admirável Mundo Novo deixou alguns roteiros emblemáticos como Jane Eyre (1943), adaptação do romance de Charlote Brontë dirigido por Robert Stevenson.
 Ainda na Hollywood clássica, a mostra exibe filmes roteirizados por nomes modernistas como John Dos Passos (A Mulher Satânica, de Josef von Sternberg) e Tennessee Williams (De Repente, no Último Verão, de Joseph L, Mankiewicz) e mestres da escrita de gênero como Raymond Chandler (Pacto Sinistro, de Alfred Hitchcock) e Ray Bradbury (Moby Dick, de John Huston). 
 Se a partir dos anos 1970, já num contexto moderno, o cinema norte-americano não manteve a mesma intensidade em suas parcerias com grandes escritores, ainda encontramos obras emblemáticas com assinaturas famosas. Entre vários trabalhos, Richard Matheson escreveu o roteiro de Encurralado (1971), primeiro longa-metragem de Steven Spielberg, enquanto Charles Bukowski estendeu suas obsessões literárias às telas com o roteiro de Barfly – Condenados pelo Vício (1987), produção da Zoetrope Studios dirigida por Barbet Schroeder.
 A renovação do cinema britânico nos anos 1960 também contou com a colaboração de escritores importantes: Truman Capote roteirizou a adaptação de A Volta do Parafuso, de Henry James, ajudando a criar um marco do horror, Os Inocentes, dirigido Jack Clayton (1961). Figura central da literatura moderna francesa, Marguerite Duras assinou a adaptação do roteiro nunca filmado de Jean Genet em Chamas de Verão (1966), dirigido por Tony Richardson, com Jeanne Moreau no papel principal. Já o dramaturgo Harold Pinter estabeleceu uma significativa parceria com Joseph Losey na fase inglesa do diretor norte-americano, exilado em função do Macartismo, deixando-nos obras-primas como O Criado (1963).
 A mostra também exibe três momentos distintos da vanguarda francesa em que o cinema e a literatura estiveram próximos. Um dos pilares do cinema experimental dos anos 1920, A Concha e o Clérigo, dirigido por Germaine Dulac, tem roteiro assinado pelo escritor, poeta e dramaturgo Antonin Artaud. No pós-guerra, Robert Bresson surgia como o principal nome do cinema francês tendo Jean Cocteau como dialoguista de seu segundo longa-metragem, As Damas do Bois de Boulogne (1945). Quando a França já vivia a ebulição da Nouvelle Vague, no início dos anos 1960, Alain Resnais aproximou-se de Alain Robbe-Grillet e suas propostas inovadoras do Nouveau Roman para criar O Ano Passado em Marienbad (1961), um dos divisores de água do cinema moderno.
 Para completar a programação da mostra Escritores no Cinema, no dia 15 de novembro, sexta-feira, às 20h, acontece uma edição especial do Projeto Raros com a exibição do filme argentino Invasão (1969), de Hugo Santiago, com roteiro de Jorge Luis Borges a partir de história assinada por ele e Adolfo Bioy Casares. 

A mostra Escritores no Cinema será apresentada ao longo de duas semanas e tem o apoio da distribuidora MPLC e da locadora E O Vídeo Levou.


Mais informações e horários das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.


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Cine Dica: Documentário Nervo Óptico - Procura-se um Novo Olho é lançado na Sala P.F. Gastal

Nervo Óptico - Procura-se um Novo Olho na Sala P.F. Gastal 

 Nesta segunda-feira, 4 de novembro, às 19h30, a Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) promove o lançamento de Nervo Óptico - Procura-se um Novo Olho, documentário em curta-metragem dirigido por Karine Emerich e Hopi Chapman. A entrada é franca.  
NERVO ÓPTICO – Procura-se um Novo Olho trata da experiência dos artistas Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clovis Dariano, Mara Alvarez, Telmo Lanes e Vera Chaves Barcellos, que, entre 1976 e 77, publicaram treze cartazetes “Nervo Óptico”.
 A fala dos artistas forma um mosaico de registros que revê ideais, conceitos, reflexões e princípios propostos na década de 1970, quando o Grupo era a referência local da experimentação artística que se vivia no mundo. A visualidade conta com alguns trabalhos deste período sendo revistos ou recriados pelo próprio artista, com registros do processo e do resultado final. 
 Essa geração de artistas é vinculada à crítica das relações entre arte e mercado e dedicada ao investimento no caráter experimental da arte, ao intercâmbio com artistas e produtores de outros centros e às relações entre Arte e Vida. Os artistas idealizadores da publicação de Artes Visuais Nervo Óptico iniciam sua formação nos anos 1960, investindo no debate sobre a contemporaneidade da arte em Porto Alegre. Produziram encontros, debates, exposições, intervenções e ações no espaço urbano, com intenso emprego da fotografia, do vídeo, do Super-8, além da instalação e da performance. 
 Realizado pela pH7 filmes, o projeto é um dos documentários da série Documenta RS, financiado pelo Edital da SEDAC nº 9/2012 “Rio Grande do Sul – Pólo Audiovisual”, Pró-cultura RS FAC, com parceria do Iecine e da Fundação Piratini.

 ----- equipe técnica 
roteiro Karine Emerich 
direção: Karine Emerich e Hopi Chapman 
produção executiva Nonô Joris 
montagem Fabio Lobanowsky 
trilha sonora Flu 
edição de som e mixagem Fabrício Licks 
som direto Guilherme Algarve 
consultoria Ana Albani de Carvalho 

PARCERIA: TVE RS e Iecine 
FINANCIAMENTO: Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital,
Secretaria de Estado da Cultura - Pro-cultura RS FAC – Governo do Rio 
Grande do Sul 
PRODUÇÃO: pH7 Filmes 
Contato: Karine Emerich – 51.99684596 - karineemerich@hotmail.com 
Gravações em Porto Alegre e Viamão nos dias 13, 14, 15, e 16 de março. 


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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: Guerra Mundial Z


Sinopse: Uma terrível e misteriosa doença se espalha pelo mundo, transformando as pessoas em uma espécie de zumbis. A velocidade do contágio é impressionante e logo o Governo americano recruta um ex-investigador da ONU (Organização das Nações Unidas) para investigar o que pode estar acontecendo e assim salvar a humanidade, tendo em vista que as previsões são as mais catastróficas possíveis. Gerry Lane (Brad Pitt) tinha optado por dedicar mais tempo a sua esposa Karen (Mireille Enos) e as filhas, mas seu amor a pátria e o desejo de salvar sua família acabam contribuindo para que ele tope a missão. Agora, ele precisa percorrer o caminho inverso da contaminação para tentar entender as causas ou, ao menos, indentificar uma maneira de conter o contágio até que se descubra uma cura antes do  apocalipse. Começa uma verdadeira corrida contra o tempo, que mostra-se cada vez mais curto, na medida que a população de humanos não para de diminuir.

Guerra Mundial Z se tornou mundialmente conhecido antes mesmo do filme estrear. Isso se deve a verdadeira dança das cadeiras que a produção teve ao longo dos meses antes de chegar aos cinemas, desde troca de roteiros, finais alternativos e discussões entre produtores e o diretor Marc Foster (A Ultima Ceia). Com isso, é de se surpreender que o filme não seja um desastre total, pois embora algumas forçadas de barra, o filme diverte do começo ao fim e eleva para um novo grau os zumbis do cinema.
Interessante observar que nos últimos anos, o cinema sempre tenta apresentar os filmes de zumbi como uma espécie de metáfora com relação à realidade. No caso aqui, o filme faz uma referencia a vida desenfreada e alucinada do mundo contemporâneo, onde o ser humano está sempre em movimento, desde comprando, comendo, vendendo, destruindo, criando e etc. Tudo de uma forma acelerada e isso muito bem representado nos créditos de abertura, para que em seguida sem mais nem menos, o personagem de Brad Pitt e sua família se vêem a mercê de um enlouquecido arrastão de zumbis, que, aliás, lembram bastante os zumbis velocistas de Extermínio.  
Contudo, não espere um banho de sangue que é sempre visto nos filmes já conhecidos, pois estamos falando aqui de uma super produção de R$ 200 milhões de dólares, com astro encabeçando o elenco e que é pertencente a produtores gananciosos com interesse de pegar uma boa fatia do publico. Com isso, temos um filme menos violento, porém eficaz nas cenas de terror e suspense. Sabendo da batata quente que tinha em mãos, pelo menos Marc Foster caprichou numa direção agiu, onde a sua câmera está sempre em movimento de uma forma vertiginosa e embalado com surpreendentes cenas de ação sufocante (a cena do avião é disparada a melhor).  
O final reserva algumas surpresas, mas ao mesmo tempo previsíveis, para fazer com que o publico em geral saia do cinema satisfeito, entretido e desejando uma possível seqüência que pode muito bem acontecer.   

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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: Universidade de Monstros

Leia a minha critica já publicada clicando aqui. 

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: 2046 - Os Segredos do Amor


Sinopse: O escritor Chow Mo-Wan (Tony Leung Chiu Wan) retorna a Hong Kong para escrever um romance. Ele se hospeda em um hotel barato em Wanchai, assumindo a personalidade de playboy e conquistador. Chow inicia uma série de relações amorosas com quatro diferentes mulheres que se hospedam no quarto 2046, que fica em frente ao seu. Enquanto isso, atormentado pelas lembranças dos anos que passou em Cingapura, Chow escreve uma história de ficção científica chamada "2046". Na história os passageiros de um trem fazem uma interminável viagem rumo a um destino misterioso, onde esperam reencontrar suas memórias perdidas.

2046 foi um enorme sucesso de público e crítica. Todas as pessoas que apreciam cinema encontram excelentes razões para gostar do filme de Wong Kar Wai: a magnífica direção de fotografia, a banda sonora de uma beleza assombrosa ou ainda as interpretações inesquecíveis de um elenco perfeito. Todos estes elementos surgem impecavelmente orquestrados pelo realizador mais brilhante e sensível de sempre. Mas há um grupo que terá uma relação particularmente intensa com 2046: os escritores. Essa gente tem razões acrescidas para gostar do filme, não só pela sua linguagem marcadamente literária (as analepses, os fragmentos), mas também pelo tema e protagonista. 
O herói de 2046 é um escritor e, como todos os escritores, é uma pessoa complexa. As suas ações parecem estranhas, paradoxais e, por vezes, falhas de carácter. Chow é um sedutor nato que parece querer levar as suas mulheres ao pico da felicidade a dois, apenas para que elas depois possam sofrer uma queda ainda maior. Talvez eu não seja um tipo assim tão decente, afirma o próprio Chow em jeito de confissão. Isto deixa à vista o carácter autobiográfico do seu texto sobre o misterioso comboio que parte para 2046, onde os homens e mulheres que buscam o amor querem resgatar as suas memórias perdidas; porém, a verdadeira natureza desse lugar permanece desconhecida, porque até à data ninguém regressou de 2046.
A solução para o mistério de 2046 poderá estar numa famosa obra de um outro escritor, Stendhal, intitulada Do Amor. O essencial deste formoso livro sobre o amor-paixão pode ser resumido em três grandes divisas. Primeiro, o amor é fundamentalmente um fenômeno da imaginação. O enamoramento implica uma projeção da perfeição naquilo que amamos e, nessa medida, é uma espécie de auto-ilusão deliberada. Segundo, os melhores momentos do amor são os seus momentos iniciais. Nas incertezas e inquietações da fase de sedução estão as delícias do amor; quando chega o seu desenlace, o melhor já passou e tudo o que nos espera é a comodidade, a rotina e o marasmo. Terceiro, o amor-paixão conduz a um certo ascetismo, porque paralisa todos os prazeres e torna insípidas todas as restantes ocupações da vida.
Encontramos reminiscências desta concepção austera do amor no final do filme Casablanca. Sabemos que Rick quisera anteriormente viver o seu amor com Ilsa, quando estava com ela em Paris e a pedira em casamento. Depois, em Casablanca, vivem um segundo e inesperado pico da sua paixão amorosa. O que Rick propõe no final (e Ilsa aceita tacitamente) é que ambos evitem a tentação da comodidade na vida amorosa, para que possam preservar como um tesouro a memória dos momentos que partilharam. We’ll always have Paris. Esse Paris é tão único e irrepetível como o quarto de hotel de In the Mood for Love e 2046. O protagonista sabe-o bem e é isso que explica o seu comportamento errático. Quando Chow opta por ficar só, não o faz por capricho ou egoísmo mas sim por lucidez.

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