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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 28 de maio de 2021

Cine Dica: Em DVD e Streaming: 'Oxigênio'

Sinopse: Mulher que, recuperando a consciência sem qualquer conhecimento de onde ela está, se vê trancada dentro de uma câmara criogênica, amarrada dentro de uma cápsula semelhante a um caixão, com sistemas de computador monitorando cada movimento seu.

No filme “Enterrado Vivo” (2010) vemos o protagonista lutar contra o tempo para escapar do caixão onde ele se encontra preso. “Contágio” (2011) é, talvez, o melhor filme que profetizou os tempos em que vivemos da pandemia atual. Agora, imagine misturar esses dois filmes em um único ingrediente e se tem “Oxigênio” (2021) filme que é uma espécie de metáfora sobre a força de vontade do ser humano atual em lutar pela sobrevivência em tempos nebulosos e cujo o futuro se encontra indefinido.

Dirigido por Alexandre Aja, do filme “Predadores Assassinos” (2019), o filme conta a história de uma mulher chamada Liz, interpretada pela atriz Mélanie Laurent do filme “Bastardos Inglórios” (2009), que se encontra presa em uma câmara criogênica. Com ajuda do computador virtual, ela começa agir com calma para conseguir escapar do local. Porém, quanto mais ela tenta escapar mais ela vai perdendo oxigênio e fazendo com que ela lute contra o próprio tempo.

Falar mais sobre o filme seria como estragar diversas surpresas que ele nos brinda ao longo de sua projeção. O que eu posso dizer é que o filme sintetiza esses tempos atuais em que vivemos, onde ficamos sempre com aquela sensação de estarmos pisando em um campo minado e sendo expostos pela coronavírus a todo o momento. O prólogo, por exemplo, onde vemos um rato em busca da saída em um gigante labirinto representa muito bem isso e se tornando o primeiro de inúmeros simbolismos que o filme vai nos apresentando.

Claustrofóbico, o filme nos passa uma sensação de incomodo a todo momento, fazendo com que nós estivéssemos lado a lado da protagonista dentro daquele cenário tão apertado. O cenário em si é tecnológico, familiar e se casando com os tempos atuais em que estamos cada vez mais conectados através das redes sociais. Porém, quanto mais a protagonista usa essa tecnologia, mais complexa se torna a sua tentativa de fuga daquele lugar, ao ponto de que sua agonia e nervosismo lhe compliquem e faça com que ela tenha até mesmo delírios durante a sua luta pela vida.

Mélanie Laurent nos brinda com uma ótima atuação, onde ela nos passa através de sua personagem toda angustia e desespero em tentar saber o que realmente está acontecendo, já que, além dela estar presa, ela está sofrendo de uma forte amnésia e não sabe ao certo quem ela é. Na medida em que as respostas vem, seja através da tecnologia do local, ou de suas lembranças, mais a gente fica se perguntando o que é real e o que é ilusão.

Neste último caso, o filme não foge de certas teorias de conspiração que tanto pipocam ao longo dos anos no cinema, que vai desde a filmes como “Matrix” (1999) como “Vanilla Sky” (2001) em que os sonhos e lembranças estão apenas separados em uma camada bastante fina e se tornando a peça para a solução, ou então para uma grande armadilha. Mas, independente disso, o filme é sobre a luta do ser humano em estar liberto, em sua busca pelo desejo de viver, mesmo que para isso pague um alto preço ao descobrir a trágica verdade.

Com uma trilha sonora poderosa, o filme vai aos poucos descascando diversas camadas dessa cebola, cuja as suas revelações podem desconcertar alguns, mas ao mesmo tempo empolgando muitos. O filme com certeza irá dividir a opinião do público, principalmente em seu ato final que levantará mais perguntas do que respostas e que culminara em diversas horas de debates acalorados ao longo do tempo. O filme pode ser simplificado como uma metáfora sobre a força de vontade de viver em nossos tempos atuais, ou simplesmente um filme de suspense que mistura outros gêneros para se criar algo que nos prenda até o seu ultimo minuto.

“Oxigênio” é, desde já, um dos melhores filmes de suspense do ano, do qual nos coloca frente a frente com a força de vontade do ser humano em querer continuar vivendo em tempos cada vez mais complexos.  

Onde Assistir: Netflix.

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2 comentários:

Xracer disse...

Obrigado pelo Post com a analise do filme, vou com certeza assisti-lo !

Marcelo Castro Moraes disse...

Assista Xracer pois vale muito a pena