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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Cine Dica: Durante a Quarentena Assista: 'The Old Guard'

Sinopse: Sinopse: Andy é uma mercenária imortal com nada menos que 6 mil anos de idade. Ela e seu grupo agem em segredo, mas acabam sendo expostos depois de uma missão trazer à tona as habilidades extraordinárias de cada um. 

"Highlander" (1986) clássico filme de ação e aventura sobreviveu ao tempo como uma curiosa história sobre guerreiros imortais e que estavam condenados a matarem uns aos outros até somente haver um. Mas para Hollywood uma vez só não basta, ao ponto que o filme teve continuações, séries, derivados, mas jamais chegando ao patamar que o original havia obtido. Porém, Hollywood não desistiu e foi procurar outros heróis que sobrevivessem muito além do seu devido tempo.
Se por um lado podemos contar com os infindáveis Dráculas imortais que nos foi apresentado ao longo dos anos, do outro, temos um Wolverine que foi interpretado sempre com intensidade pelo ator Hugh Jackman. Neste último caso, tanto o personagem como os seus  demais colegas foram extraídos das HQ no ano 2000 para o cinema, sendo que essa arte de contar histórias possui infindáveis personagens imortais e que podem render uma boa franquia. É aí que chegamos a "The Old Guard", filme que nada mais é do que uma espécie de releitura de "Highlander" para os novos tempos, indefinidos em que vivemos, mas com alguns pontos positivos que não podem ser ignorados.
Dirigido pela cineasta Gina Prince-Bythewood, do filme "A Vida Secreta das Abelhas" (2009), o filme conta a história de Andy (Charlize Theron) e seus companheiros que formam um grupo de soldados que possuem a inestimável virtude da vida eterna. Eles vivem através dos anos oferecendo seus serviços como mercenários para aqueles que podem pagar, se passando como seres humanos comuns entre os demais. No entanto, tudo muda com a descoberta de que existe uma outra imortal que atua como fuzileira naval.
Baseado na HQ escrita por Greg Rucka, o prólogo da trama que nos é apresentado não demora muito para nos contar que esses personagens são seres imortais e que possuem uma grande virtude pela prática do bem em tempos em que a humanidade vai cada vez mais se declinando para sua extinção. É uma pena, portanto, que os trailers e divulgações já nos revelavam o verdadeiro dom desses protagonistas, pois abertura é toda construída de uma forma para que nos pegasse de surpresa quando fosse revelado as suas reais naturezas e motivações genuinamente humanas. Apesar desse ato falho, isso é logo compensado com aparição da personagem Nile Freeman (KiKi Layne), fuzileira que descobre da pior maneira que é uma nova imortal e da qual se torna uma representação do nosso olhar com relação essa realidade fantástica que irá testemunhar.
Só com a história em si o filme talvez não se sustentaria, já que ela sofre um pouco ao ser recheada de clichês já vistos em outros filmes dentro do gênero, além de soluções fáceis e, por vezes, previsíveis. O vilão Merrick, interpretado pelo ator Harry Melling, até nos convence de passagem, mas suas intenções com relação aos imortais se torna tão batida que parece que estamos presenciando uma espécie de  déjà-vu ao longo da história. Ao menos, os heróis quase nunca nos soam unidimensionais, pois são genuinamente humanos, identificáveis  e muito se deve pelo bom desempenho dos atores, principalmente vindo de Charlize Theron.
Provando ser uma das maiores e mais versáteis atrizes do cinema atual, além de um Oscar na bagagem pelo filme "Monster" (2003), Theron provou ter fibra em filmes de aventura, ação e ficção científica, pois basta pegarmos exemplos como a obra prima "Mad Max: Estrada da Fúria" (2015) e "Atômica" (2017) para termos uma vaga ideia. Aqui ela faz o seu dever de casa, ao construir uma protagonista que carrega uma bagagem cheia de história e passando para nós o desejo no seu íntimo de desvencilhar dela.
Em termos de ação, atriz prova que se sente mais do que a vontade em dar porrada e são por essas cenas que constatamos que suas idas dentro desse gênero talvez não se tornem mais passageiras. Aliás, é notório que a cineasta Gina Prince-Bythewood também fez o seu dever de casa com relação as cenas de luta, pois elas revelam que possuem os mesmos ingredientes de sucesso que moldaram a franquia "John Wick", ou até mesmo o recente "Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa". As cenas de ação em si são um verdadeiro balé, empolgantes e cuja a sequência final dentro de um prédio se torna um dos grandes momentos do filme.
Com um gancho para uma inevitável sequência, "The Old Guard" é um filme de ação recheado de clichê, mas positivo ao ser honesto em sua proposta em querer somente nos entreter do começo ao fim. 

Onde Assistir: Netflix 

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