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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

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A Pedra de Paciência
Em países como Iraque ou qualquer um do Islamismo, as pessoas vivem não somente de guerras continuas, como também com os seus desejos restringidos. Movidas por regras de condutas, as mulheres são as que mais sofrem e vivendo apenas na submissão e nas regras impostas pelos homens. A protagonista desse filme, nada mais é do que uma representação do desabafo da mulher naqueles países, mas que na maioria dos casos jamais se manifestam.
Tanto o filme, como livro que serviu de inspiração, são obras do afegão radicado na frança Atiq Rahimi que, em seu primeiro longa metragem, consegue criar um filme em que todos se identificam universalmente. A protagonista (Golshifteh Farahani, de Procurando Elly) se vê sozinha em uma casa, com as suas duas filhas, mais o seu marido e que se encontra em estado vegetativo. Mesmo não acordado, ela começa a conversar com ele e soltando para fora as suas frustrações que teve com ele ao longo dos anos de casamento.  Ao mesmo tempo acontece uma guerra nas ruas da cidade, mas acaba servindo apenas de pano de fundo. 
Rahimi não se intimida com relação aquele mundo em que ele veio e com isso, escancara a cultura conservadora, em que as pessoas de lá acabam por demais se afogando em regras que, vistas nos dias de hoje, se tornam deveras absurdas. Uma coisa é manter as velhas tradições, mas não evoluí-las, acaba por demais sendo um ataque contra os desejos internos e a liberdade de querer ir e vir como bem entende. Em tempos em que o terrorismo é movido pela intolerância e fé cega, A Pedra de Paciência vêm para nos dizer que, há sim, pessoas que desejam cada vez mais transbordar para fora do copo o desejo de se ver livre desse mundo sem sentido, que por sua vez é criado por mandamentos ultrapassados. 

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