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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cine Especial: EXPRESSIONISMO ALEMÃO - UMA SINFONIA DE LUZES E SOMBRAS: Parte 4


De 08 á 11 de outubro, estarei participando do curso EXPRESSIONISMO ALEMÃO - UMA SINFONIA DE LUZES E SOMBRAS, criado pelo Cena Um e ministrado pelo especialista no assunto Carlos Primati. E enquanto os quatro dias não vêm, por aqui, estarei postando os principais filmes, sobre o melhor período cinematográfico da Alemanha.
  
O Anjo Azul

Sinopse: O filme baseia-se em Professor Unrath, romance do escritor alemão Heinrich Man, irmão de Thomas Mann. La Dietrich é Lola-Lola, uma cantora de cabaré por quem o rígido e severo professor Unrath (Emil Jannings) acaba se apaixonando. Eles se casam, mas a união vira um inferno e leva o homem pobre e conservador à ruína.

Longa-metragem de Josef Von Sternberg(Mulher Satânica), com Marlene Dietrich e Emil Jannings nos papéis principais. Baseado num romance de Heinrich Mann, a produção, talvez a mais emblemática de Sternberg, que ajudou a projetar a carreira de Dietrich que, após a distribuição internacional do filme, recebeu convites para trabalhar em Hollywood, criando então uma carreira solida no cinema americano, onde se destaca clássicos como A Marca da Maldade. Curiosamente, o filme foi rodado em duas versões, uma germânica e outra inglesa. Imortalizada nos anais da História do cinema, ficaria a cena onde Dietrich, mostrando as pernas, canta "Falling in Love Again". A magnífica direção de fotografia a preto e branco, que tão bem ilustra a decadência da moral de Rath, esteve a cabo da dupla Günther Rittau e Hans Schneeberger. O filme viria a ser (junto com M) um dos últimos ótimos filmes do cinema alemão, antes da entrada da segunda guerra mundial, que viria por arruinar e encerrar o período do expressionismo.
  
O Estudante de Praga

 Sinopse: Balduin, um jovem estudante, exímio esgrimista, enfrenta problemas financeiros que o impedem de cortejar a condessa pela qual se apaixonou. Mas um homem sinistro surge, oferecendo uma solução para os seus problemas e exigindo, em troca, a sua sombra.

Além de ser a mesma trama da produção de 1913, Henrik Galeen repete também sua parceria de sucesso: Conrad Veidt e Werner Krauss que, seis anos antes, conquistaram o mundo nos papéis de Cesare (o sonâmbulo) e Caligari (o doutor-hipnotizador assassino) no fantástico "O Gabinete do Doutor Caligari", filme principal do expressionismo e responsável por colocar o cinema alemão no mapa mundial cinematográfico. Conrad, agora no papel do estudante, volta a ser manipulado por Krauss, no papel do maquiavélico Scapinelli, numa relação muito próxima entre a de Fausto e Mephisto. Mesmo com tantas combinações de sucesso, e apoiado no grande talento dos atores do que em uma mise-en-scène inventiva, a versão de 1926 de "O Estudante de Praga" deixa algo a desejar. Tanto na comparação com o original de 1913, como na comparação com as outras produções expressionistas da época, o filme de Galeen carece de emoções e originalidade. Há alguns momentos de destaque, em especial as filmagens em frente ao espelho, assim como a seqüência em que o demônio rouba uma declaração de amor apenas com a sua sombra, contudo no geral é uma produção que acaba por se perder no meio de tantas outras realizadas neste período dos mais férteis e inventivos do cinema alemão. Quem tiver sorte de achar, recomendo a versão de 1913.
  
O Golem - Como Veio ao Mundo

Sinopse:Ambientado em Praga, século XVI, onde uma pequena vila de judeus é posta em cheque pelo kaiser. Para defender a cidade, o velho cientista Rabbi Lowe se volta aos antigos recursos alquimistas para criar o Golem, um ser de cera de enorme porte e força. À princípio, a criatura apenas obedece seu mestre, mas, à medida em que o tempo passa, ele passa a ter consciência da própria existência, e decide tomar os rumos de suas ações.
  
Belo e misterioso, contendo detalhes enredísticos que, após a leitura do clássico livro de Siegfried Kracauer ("De Caligari a Hitler"), enche-nos de curiosidade acerca da controversa relação entre população germânica e comunidade judaica... Apesar de achar o ritmo do filme um tanto problemático (por exemplo, o modo como a paixão proibida da filha do rabino é apresentada me pareceu demasiado confusa), o personagem-título é fascinante e a cena que estampa o cartaz é belíssima, com certeza, a grande inspiração para as obras hollywoodianas do mestre James Whale (Frankenstein).


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