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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cine Dica: Em Cartaz: GONZAGA - DE PAI PARA FILHO



Sinopse: A relação entre o sanfoneiro Luiz Gonzaga (1912-1989) e seu filho, o cantor e compositor Gonzaguinha (1945-1991), dois artistas, dois sucessos. Um do sertão nordestino, o outro carioca do Morro de São Carlos; um de direita, o outro de esquerda. Encontros, desencontros e uma trilha sonora que emocionou o Brasil. Esta é a história de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, e de um amor que venceu o medo e o preconceito e resistiu à distância e ao esquecimento.

Breno Silveira pegou o gosto de fazer filmes que reconstituem a vida de celebridades do universo musical, sendo que Gonzaga: De Pai  para Filho se fecha uma espécie de trilogia iniciada com 2 Filhos de Francisco e A Beira do Caminho. Com a chegada do centenário do Rei do Bailão, era uma questão de lógica que houvesse uma adaptação sobre a vida do cantor, que felizmente nas mãos de Silveira, consegue fazer com competência e sem cair num lugar comum. Para o ponto de partida, o cineasta foi engenhoso na criação da trama, se baseando nas gravações de áudio gravadas por Gonzaguinha no inicio dos anos 80, onde se ouve a conversa que ele teve com o seu pai e na sua tentativa de ambos  se entenderem.  
Nesta viagem no tempo, o cineasta constrói minuciosamente a trajetória da criação do mito, que por sua sorte, soube bem escolher os três interpretes que dariam vida a Gonzaga no decorrer do filme. Adélio Lima, Land Vieira e Chambinho do Acordeon estão ótimos interpretando Gonzaga em determinadas épocas especificas, porém, é Julio Andrade que da um verdadeiro show de interpretação, ao passar para o espectador, toda a dor que Gonzaguinha sentia em não se entender com o seu pai. Embora Gonzaga seja o foco principal, me pergunto se não seria interessante ter um filme sobre a trajetória solo de Gonzaguinha e novamente com Julio de Andrade. Já que Silveira pegou o gosto de fazer esses tipos de filmes e com empenho, um filme derivado desse seria questão de lógica e muito bem vinda.  
Com uma boa  reconstituição de época, embalada com as mais belas paisagens do nosso país, Gonzaga: De Pai para Filho, é um bom filme sobre a redenção de duas gerações, que embora diferentes, tem muito mais em comum do que se possa imaginar. 


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2 comentários:

Unknown disse...

Ótimo texto. Concordo que gostaria de ver uma spin off de Gonzaguinha, o filme deixou gostinho de quero mais em relação a vida dele.

Abraço.

Marcelo Castro Moraes disse...

Valeu Celo