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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cine Clássicos: Metrópolis

Em 1927 Fritz Lang  cria um filme futuristico que serviria de base para outros inumeros filmes mais tarde


sinopse:

Metrópolis, ano 2026. Os poderosos ficam na superfície e lá há o Jardim dos Prazeres, para os filhos dos mestres, enquanto os operários, em regime de escravidão, trabalham bem abaixo da superfície, na Cidade dos Operários. Esta poderosa cidade é governada por Joh Fredersen (Alfred Abel), um insensível capitalista cujo único filho, Freder (Gustav Fröhlich), leva uma vida idílica, desfrutando dos maravilhosos jardins. Mas um dia Freder conhece Maria (Brigitte Helm), a líder espiritual dos operários, que cuida dos filhos dos escravos. Ele conversa com seu pai, que diz que é assim que as coisas devem ser quando Josaphat (Theodor Loos) é demitido por Joh, por não ter mostrado plantas que estavam em poder dos operários. Freder pede a ajuda dele e vê as condições que existem no subsolo. Paralelamente Rotwang (Rudolf Klein-Rogge), um inventor louco que está a serviço de Joh, diz ao seu patrão que seu trabalho está concluído, pois criou um robô à imagem do homem, que nunca se cansa ou comete erro, e diz que agora não haverá necessidade de trabalhadores humanos, sendo que em breve terá um robô que ninguém conseguirá diferenciar de um ser vivo. Além disto decifra as plantas, que são de antigas catacumbas que ficam na parte mais profunda da cidade. Curioso em saber o que interessa tanto aos operários, Joh e Rotwang decidem espioná-los usando uma passagem secreta. Ao assistir a uma reunião, onde Maria prega aos operários lhes implorando que rejeitem o uso de violência para melhorar o destino e pensar em termos de amor, dizendo ainda que o Salvador algum dia virá na forma de um mediador. Mas mesmo este menor ato de desafio é muito para Joh, que ouviu a fala na companhia de Rotwang. Assim, Joh ordena que o robô tenha a aparência de Maria e diz para Rotwang escondê-la na sua casa, para que o robô se infiltre entre os operários para semear a discórdia entre eles e destruir a confiança que sentem por Maria. Mas Joh não podia imaginar uma coisa: Freder está apaixonado por Maria.


O grande charme desse filme sombrio e aterrador é o cenário futurista fotografado por dois mestres - Karl Freund e Gunther Rittau. O roteiro foi escrito pelo propio Lang e por sua mulher, Thea Von  Harbou também autora da historia original e simpatizante do nazismo. O propio diretor não gostou da solução conciliatória para a luta das classes, por isso chegou a dizer que o final era falso. O filme passou a historia como um representante legitimo do expressionismo alemão e um clássico de cinema fantástico.           

curiosidades

A primeira versão de Metrópolis tinha mais de três horas de duração, mas se perdeu;
A primeira versão americana tinha 159 minutos e a alemã 153 minutos. Há uma versão restaurada pelo Filmmuseum Munich, que editou cenas perdidas e tem 150 minutos;
Em 2008, em Buenos Aires, Argentina, foi encontrada a versão original do filme;

A versão original foi restaurada e será exibida na edição de 2010 do Festival de Berlim, data em que o festival comemora 60 anos.

2 comentários:

Luiz Scalercio disse...

cara eu gosto muito dos
filmes classicos.
que pena so passa
no canal fechado.

Anônimo disse...

cara, como foi parar na argentina?

é por isso que, costumeiramente, elegem buenos aires como um importante centro de cultura mundial?
essas coisas q vão parar lá...