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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Cine Especial: Abbas Kiarostami: A invenção do real: FINAL



O curso sobre Kiarostami começa amanhã e, portanto estou encerrando a minhas postagens sobre os seus filmes. Mas encerro de uma forma especial, destacando o filme do qual eu conheci esse grande cineasta, em uma sessão de cinema inesquecível.  



COPIA FIEL (2010)


Sinopse: James Miller é um filósofo inglês que vai a uma pequena cidade da Toscana apresentar seu livro sobre o valor da cópia na arte. Chegando lá encontra uma francesa que é dona de uma galeria de arte há muitos anos e vive com seu filho pré-adolescente. Eles passam a tarde juntos. Ao mesmo tempo em que vão se conhecendo começam a desenvolver um complexo jogo de interpretação de personagens e à medida que o jogo avança deixamos de saber quem é quem. Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes de 2010 para Juliette Binoche.


Por mais que eu queira conhecer a filmografia de um cineasta, uma vez ou outra, acaba acontecendo de eu conhecê-la tarde e não apreciar a estréia de cada um dos seus filmes. Algumas coisas são passáveis, outras intoleráveis e, conhecer a filmografia do cineasta Iraniano Abbas Kiarostami só anos depois do lançamento dos seus primeiros filmes, é uma situação da qual não me perdoo.
O primeiro filme que eu vi desse diretor foi justamente num sábado longínquo, onde teve a sessão e um debate feito pelo cineclube Zero Hora que, aliás, foi um ótimo debate para conhecer melhor sobre Kiarostami. Intitulado Copia Fiel, Abbas Kiarostami faz um tremendo jogo mental com o cinéfilo no decorrer do filme, pois graças ao simples encontro dos personagens centrais que, se conhecem para discutir sobre determinado livro de um deles, se inicia então uma longa conversa de ambos que acabam debatendo sobre questões das artes e até mesmo em assuntos corriqueiros do dia a dia.
Do assunto de que, á copia de uma arte pode se tornar tão maravilhosa quanto à original, acaba ao ponto de se misturar com outros assuntos mais espinhosos, como no caso da relação dos casais atualmente. A mulher (Juliette Binoche maravilhosa e no melhor papel de sua carreira) tenta convencer de todas as maneiras o escritor Jason Miller (William Shimell em seu primeiro papel como ator) de que as suas teorias sobre as artes e as relações atuais podem sim estar erradas. Ambos então embarcam num jogo que acabam fingindo para ambos que são um casal de longa data, mas até que ponto isso é verdade ou mentira?

 Não existe a possibilidade de ambos já terem se conhecido no passado?

Essa e outras perguntas o diretor deixa no ar, fazendo o espectador criar duas ou até três histórias diferentes sobre o que realmente está acontecendo na tela. Isso fora a engenhosa maneira de como Kiarostami usa a sua câmera, onde por muitos momentos, foca todas as reações que os personagens sentem no decorrer da trama. Curiosamente, o recurso de espelho do qual ele usa, focando o reflexo dos personagens, sendo que isso acontece quando um se encontra fora do quadro, simplesmente eu achei na época muito engenhoso. 
A partir desse filme foi então que eu conheci esse maravilhoso cineasta e conhecendo posteriormente suas obras primas, como Close Up, Gosto das Cerejas e Dez. Abbas Kiarostami pode ter partido neste ano, mas deixou um legado criativo dentro da sua obra e provando que, mesmo tendo vivido num país como o Irã, onde a censura impera contra a liberdade de expressão, basta ter criatividade para driblar quaisquer desafios. 
 
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