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- Marcelo Castro Moraes
- Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
- Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
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quarta-feira, 1 de maio de 2013
NOTA: EM BREVE NO MEU BLOG....
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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terça-feira, 30 de abril de 2013
Cine Dica: Em Cartaz: HOMEM DE FERRO 3
MARVEL SE ARRISCA E CRIA UMA TRAMA QUE DIVIDIRÁ O PUBLICO.
Sinopse: Desde o
ataque dos chitauri a Nova York, Tony Stark (Robert Downey Jr.) vem enfrentando
dificuldades para dormir e, quando consegue, tem terríveis pesadelos. Ele teme
não conseguir proteger sua namorada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) dos vários
inimigos que passou a ter após vestir a armadura do Homem de Ferro. Um deles, o
Mandarim (Ben Kingsley), decide atacá-lo com força total, destruindo sua mansão
e colocando a vida de Pepper em risco. Para enfrentá-lo Stark precisará ressurgir
do fundo do mar, para onde foi levado junto com os destroços da mansão, e
superar seu maior medo: o de fracassar.
Verdade
seja dita: os filmes do Homem De Ferro jamais seriam a mesma coisa sem a
presença magnética de Robert Downey Jr, sendo que o ator criou uma
personalidade para o personagem que nos contagia e faz com que sua contra parte
das HQ meio que se torne apática. Portanto, é de se perdoar, se às vezes em
alguns momentos a mais nova aventura do herói ferroso decepcione, pois basta o
ator estar em cena que o cenário muda. Mas se nos filmes anteriores
(pré-Vingadores), a Marvel optou por seguir a risca com os seus filmes (sem
inventar muito), eis que nesta terceira aventura solo do herói, eles decidem
arriscar, injetando novas idéias, que embora manjadas, até que funciona num
certo ponto.
Todos esperavam por mudanças é claro,
principalmente com o novo diretor do comando:
Shane Black se tornou conhecido nos anos 80 por ter roteirizado os dois
primeiros Maquina Mortífera e surpreendeu a critica ao dirigir o eficiente
Beijos e Tiros ( também com Robert Downey Jr). Com isso, podemos reparar
elementos que vimos em seus filmes anteriores na aventura do ferroso, como
humor, enlaçado como momentos sombrios, mas jamais exagerados e de quebra, as
cenas que Robert Downey Jr divide
com Don Cheadle, me fizeram me lembrar
os bons tempos de parceria de Mel Gibson e Danny Glover, onde sempre surge uma
piada em meio ao tiroteio. Outro ponto a considerar, é que esse filme é o que
menos faz referencia ao universo que a Marvel fez no cinema, muito embora os
eventos do filme Os Vingadores uma vez ou outra são citados, principalmente
pelo fato que o protagonista acabou tendo crise de pânico após ter salvado o
mundo em Nova York.
Mas essas seqüelas que o personagem
sofre logo se tornam irrelevantes, pois o que surge a seguir, com certeza irá
fazer os nerds debaterem por dias a fio. Para começar, todo mundo sabia que o
grande vilão da trama seria o Mandarim (Ben Kingsley) e que sua caracterização
para as telas, remete logicamente a Osama Bin Laden, pois sempre quando surge,
é através de um sinal pirata pelas TVs americanas. Mas não vou entregar muito o
jogo aqui, pois contar muito seria estragar a grande (e bombástica) revelação que
acontece durante o filme com relação ao personagem. O que eu posso dizer é que
se por um lado o publico em geral irá ficar surpreso é até admirado quando uma
grande peça chave for revelada, por outro, posso ter absoluta certeza que fãs
de carteirinha das HQ (aqueles que levam o seu gibi para o banheiro) irão odiar as mudanças e irão dizer que chuparam a idéia na trilogia de
Batman do Nolan.
Eu,
mesmo sendo fã de HQ, considerei a revelação (e armação), corajosa, mas
arriscada, pois os estúdios já deviam ter aprendido há muito tempo que com fã
de gibi não se brinca. A meu ver, essa artimanha toda que inventaram com
relação ao vilão, foi para fazer referencias as teorias de que o próprio estado
americano cria os seus próprios terroristas para um objetivo maior. Neste caso,
em tempos em que a recém o povo americano está se recuperando de um ataque em
Boston, a produção acaba se tornando corajosa em tocar num assunto tão
espinhoso, principalmente em cenas que toca bem na ferida, como ataque
terrorista no teatro da china, que, aliás, é bem tenso.
Nesta
teia de eventos, Guy Pearce e Rebecca Hall se saíram bem
interpretando uma espécie de vilões que trabalham em meio aos bastidores, mas
que vão crescendo conforme vai se
descascando a cebola cheia de segredos. Para a surpresa de todos, Pepper Potts (Gwyneth
Paltrow) surpreende ao se tornar uma (quase) super heroína, numa cena em que
ela própria usa a armadura do Tony, durante o ataque da mansão e sua cena final
do filme é digna de nota. Agora, se o publico esperar encontrar cenas de ação
que superem as espetaculares cenas vista em Vingadores, pode tirar o cavalo da
chuva, pois ainda não foi dessa vez que a Marvel conseguiu se superar. Muito
embora, as cenas de ação desse filme são bem eficientes, como o já citado
ataque contra a mansão do Stark, o ataque à Força Área Um (a melhor de todas) e
o surgimento da 40 armaduras que vem salvar o dia no ato final de filme, mas
que cá para nos, elas estão ali não somente para fazer o serviço, como também vender
mais brinquedos no nosso mundo real.
Com minutos finais que
colocam em duvida o futuro do Homem de Ferro no cinema, no saldo geral o filme
encerra bem a trilogia, enlaçando todas as pontas soltas que existiam nos
filmes anteriores (como no caso do primeiro filme) e deixando terreno livre
para até quem sabe um reinício para o personagem no cinema. Mas do jeito que a
carruagem anda, imaginar um filme do Homem de Ferro sem Robert Downey Jr seria um verdadeiro
tiro no pé que o estúdio faria. Esperemos para ver o que irá acontecer nos próximos
anos.
Nota:
Não saia da sala até ver o uma cena extra após os créditos, que embora não seja
nada importante é bem divertida.
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domingo, 28 de abril de 2013
Cine Especial: Zé do Caixão: 50 anos de terror: FINAL
Como amanhã
começa o curso sobre José Mojica Marins, encerro por aqui minhas postagens sobre o
universo desse cineasta, que fala por si e que não se intimidou em criar filmes
chocantes, mesmo numa época que infelizmente foi muito conservadora devido a
ditadura militar. Lembrando, que a atividade será ministrada por Carlos
Primati, maior especialista do gênero de terror aqui no Brasil e que melhor
sabe explicar o legado que Mojica nos
deixou para o nosso cinema brasileiro. Sendo que até mesmo houve uma época que
seus filmes faziam mais sucesso lá fora do que aqui.
Por fim,
quem acompanhou aqui, espero que tenham gostado e quem for participar comigo
amanhã da atividade, adianto que será imperdível.
Exorcismo
Negro
Sinopse: O
cineasta José Mojica Marins vai passar uns tempos no interior, na casa de uma
família de amigos. Repentinamente, começam a ocorrer fenômenos paranormais com
os familiares. Os acontecimentos estão ligados a um pacto ocorrido no passado e
que se relaciona de forma obscura ao personagem Zé do Caixão.
Numa época
(anos 70) em que no gênero de terror estava proliferando com os temas como
possessão, exorcismo e rituais satânicos, era uma questão de lógica que José Mojica
não ficaria muito atrás desse embalo e eis então que ele lança esse filme dentro
dessa safra. Curiosamente, Mojica interpreta ele próprio, buscando inspiração para
o seu próximo filme, numa casa de família que são os seus amigos. Mas ao mesmo
tempo, coisas sinistras acontecem, fazendo ele mesmo se perguntar se não é ele próprio
que esta provocando isso. Claro que as situações que ocorrem durante a trama não
são novidades nenhuma dentro do gênero e para aqueles que sempre assistiram. Filmes
como O Bebê de Rosemary (filme favorito do diretor), O Exorcista e A Profecia
ecoam na nossa cabeça quando assistimos a obra.
Contudo, Mojica
foi sabido ao inserir (novamente) sua maior cria: quando chegamos ao ápice da
trama, Mojica nos brinda com um duelo do criador com a criatura, que é ninguém mesmo
que o próprio Zé do Caixão, que aqui, mais parece um ser do próprio demônio do
que uma pessoa sem crença nenhuma. O que da a entender, é que talvez isso fosse
uma espécie representação do subconsciente do cineasta, em querer se
desvencilhar da sua criatura que lhe marcou para sempre em sua carreira. Mas os
segundos finais dão entender que isso dificilmente aconteceria, mas duvido
muito que hoje em dia ele reclame disso.
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sexta-feira, 26 de abril de 2013
Cine Dicas: Estreias do final de semana (26/04/13)
Homem de Ferro 3
Sinopse: Desde o
ataque dos chitauri a Nova York, Tony Stark (Robert Downey Jr.) vem enfrentando
dificuldades para dormir e, quando consegue, tem terríveis pesadelos. Ele teme
não conseguir proteger sua namorada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) dos vários inimigos
que passou a ter após vestir a armadura do Homem de Ferro. Um deles, o Mandarim
(Ben Kingsley), decide atacá-lo com força total, destruindo sua mansão e
colocando a vida de Pepper em risco. Para enfrentá-lo Stark precisará ressurgir
do fundo do mar, para onde foi levado junto com os destroços da mansão, e
superar seu maior medo: o de fracassar.
2 Dias em Nova York
Sinopse: O jornalista
e famoso apresentador de um programa de rádio Mingus (Chris Rock) e sua
namorada francesa, a fotógrafa Marion (Julie Delpy), vivem confortavelmente num
apartamento em Nova York com um gato e dois filhos de relacionamentos
anteriores. Porém, quando o animado pai de Marion (interpretado pelo pai de
Julie Delpy na vida real, Albert Delpy), sua irmã fogosa, juntamente com seu
namorado ofensivo, aparecem sem avisar para uma visita internacional, começa
uma confusão familiar que durará por dois dias inesquecíveis. Com franqueza
sexual e muita extroversão, o trio não tem limites e ninguém passa despercebido
por eles. Os visitantes provocam o casal em todos os quesitos, colocando seu
relacionamento à prova.
Atrás da Porta
Sinopse: Hungria,
metade do século 20. A Europa Central ainda sente os efeitos da II Guerra
Mundial, que devastou boa parte do continente e deixou marcas que nunca poderão
ser apagadas. É neste cenário que a vida de duas mulheres bem diferentes se
cruzam de uma maneira especial. Magda (Martina Gedeck) está ganhando cada vez
mais notoriedade por seu trabalho como escritora quando conhece a reservada
governanta Emerenc (Helen Mirren), que carrega na alma as cicatrizes do
passado. As duas iniciam uma amizade emocionante que ultrapassa os limites das
convenções sociais.
ERA UMA VEZ EU,
VERÔNICA
Sinopse: Verônica
(Hermila Guedes) tem 24 anos e acaba de terminar o curso regular de Medicina.
Mora com o pai, José Maria, muito mais velho que ela. A mãe morreu quando ela
era ainda pequena. A casa é cheia de discos de vinil antigos. No momento,
Verônica não tem mais tempo para discos, para cantar músicas ou mesmo para
noitadas com as amigas, pois trabalha em um ambulatório de Psiquiatria de um
hospital público. Em uma dessas noites de volta para casa, Verônica, já cansada
de tanto ouvir problemas alheios, decide usar o gravador, fiel companheiro das
provas da faculdade, para narrar, em forma conto de fadas, os próprios
problemas. E começa: Era uma vez eu, uma jovem, brasileira...
Margaret Mee e a Flor
da Lua
Sinopse: O trabalho e
o legado da artista botânica inglesa Margaret Mee são apresentados neste
documentário dirigido pela cineasta Malu De Martino. A britânica se mudou para
o Brasil na década de 1950, produziu mais 400 ilustrações sobre a flora
brasileira e, através da arte, defendeu a bandeira do ambientalismo.
Um Bom Partido
Sinopse: Quando
George (Gerard Butler) recebe uma segunda chance para se aproximar de seu filho
Lewis (Noah Lomax) ele percebe o quanto esteve ausente devido a sua carreira.
Agora ele tentará reconstruir sua vida mas para isso precisa reconquistar sua
ex -mulher Stacey (Jessica Biel) e mostrar que ele é de fato um bom partido.
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Cine Dica: A Resistência à Ditadura Militar na Sala P. F. Gastal
A RESISTÊNCIA ÀS DITADURAS MILITARES NA AMÉRICA LATINA EM MOSTRA DE FILMES NA SALA P. F. GASTAL
A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) recebe entre os dias 30 de abril e 5 de maio uma mostra de filmes sobre a resistência às ditaduras militares na América Latina, que integra a programação da exposição Movimento de Justiça e Direitos Humanos – Onde a Esperança se Refugiou, em cartaz no andar térreo da Usina do Gasômetro desde o dia 25 de abril. A mostra será inaugurada às 19h do dia 30 de abril, com a pré-estreia do documentário inédito Dossiê Jango, de Paulo Henrique Fontenelle.
Entre os destaques da programação, filmes do cineasta Silvio Tendler (homenageado pelo evento) e produções de impacto como Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski.
Toda a programação, que tem o apoio da Programadora Brasil, projeto do Ministério da Cultura destinado à difusão de filmes brasileiros, tem entrada franca.
PROGRAMAÇÃO
Dossiê Jango, de Paulo Henrique Fontenelle (Brasil, 2012, 102 minutos)
Escolha do público do Festival do Rio 2012, o documentário alerta para a necessidade de investigação da morte do presidente e recupera os dias da deposição de João Goulart, seu exílio e morte. Sessão comentada por Christopher Goulart (neto de Jango) e Jair Krischke.
Os Anos JK – Uma Trajetória Política, de Silvio Tendler (Brasil, 1980, 110 minutos)
O filme aborda a história do Brasil: a eleição do presidente Juscelino Kubitschek, o nascimento de Brasília, a renúncia do sucessor Jânio Quadros, a crise política, o golpe militar e a cassação dos direitos políticos de JK. O foco é a trajetória política do “Presidente Bossa Nova”, popular entre os artistas, que propunha a aceleração no desenvolvimento do país rumo à modernidade e à ocupação de um lugar entre as potências mundiais. Referência para estudantes e pesquisadores, o filme já foi visto por 800 mil pessoas e ganhou vários prêmios. Sessão comentada pelos historiadores Francisco Cougo e Solon Viola.
Marighella – Retrato Falado do Guerrilheiro, de Silvio Tendler (Brasil, 2001, 55 minutos)
Deputado constituinte de 1946 e um dos principais dirigentes do partido Comunista, cassado quando o partido foi posto na ilegalidade, Carlos Marighella foi um dos líderes da luta armada contra a ditadura militar no Brasil. Em 1966, ainda no PC, propôs o caminho da guerrilha e por isso foi expulso. Fundou a Ação Libertadora Nacional, primeiro movimento armado pós-64 do país. O filme retrata a trajetória do professor Marighella, do deputado Marighella, do romântico guerreiro Marighella. Mas, acima de tudo, conta a história do homem Marighella.
Utopia e Barbárie, de Silvio Tendler (Brasil, 2010, 120 minutos)
Retrata e interpreta o mundo Pós-Segunda Guerra Mundial e suas transformações, as utopias que nele foram criadas e as barbáries que o pontuaram. Descreve o desmonte das utopias da geração sonhadora de 1968 e analisa a criação de novas utopias nesse mundo globalizado. Sessão comentada pelo diretor Silvio Tendler e por Jair Krischke.
Jango, de Sílvio Tendler (Brasil, 1984, 117 minutos)
O documentário captura a efervescência da política brasileira durante a década de 1960 sob o contexto histórico da Guerra Fria. Jango narra exaustivamente os detalhes do golpe e se estende até os movimentos de resistências à ditadura, terminando com a morte do presidente no exílio e imagens de seu funeral, cuja divulgação foi censurada pelo regime militar. Sessão comentada pelos jornalistas Juremir Machado da Silva e Carlos Alberto Kolecza.
Atletas e Ditadura – A Geração Perdida, de Marco Antonio Villalobos, Marcelo Outeiral e Milton Cougo (Brasil, 2007, 32 minutos)
A vida era mais segura no alto do pódio. Mas eles preferiram descer e enfrentar um adversário que tinha criado as próprias regras do jogo. "Atletas x Ditadura - A Geração Perdida" é um documentário que revela a cruel relação entre o esporte e a ditadura militar na Argentina. Em apenas oito anos de regime (1976-1983), cerca de 30 mil pessoas morreram ou desapareceram. Entre elas, jovens atletas que deixaram as competições para lutar pela liberdade. O ponto de partida é um discurso do Tenente-General Jorge Rafael Videla na despedida da seleção Argentina de rúgbi, que partia para o Campeonato Mundial, em 1978. No momento em que o ditador celebra a equipe como uma "embaixada da liberdade" no exterior, 17 jogadores do La Plata Rugby Club já tinham desaparecido nas mãos de agentes do seu governo. Com depoimentos e imagens inéditas, Atletas x Ditadura - A Geração Perdida mostra também a história de Adriana Acosta, uma jovem revelação do hóquei sobre a grama que desapareceu três dias antes do início da Copa do Mundo de 1978, uma competição que foi claramente usada como arma de manipulação popular pela ditadura. Nesse período, o tenista Daniel Schapira, que chegou a estar entre os 10 melhores do país, foi morto da Escola de Mecânica da Armada (ESMA), a poucas quadras do estádio Monumental de Nuñez, onde a Argentina conquistou seu primeiro título mundial. O documentário mostra, ainda, detalhes da passagem do corredor Miguel Sánchez pelo Brasil. O atleta foi sequestrado em casa dias depois de voltar da Corrida de São Silvestre, em São Paulo. E pode ter sido o primeiro esportista vítima da Operação Condor. São quatro histórias cruéis e envolventes que ajudam a contar uma parte esquecida de um dos períodos mais sombrios da América do Sul. Sessão comentada pelo diretor e jornalista Marco Antonio Villalobos e pelo historiador Ramiro José dos Reis.
Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski (Brasil, 2009, minutos, 93 minutos)
Documentário que foca a vida de Henning Albert Boilesen, ex-presidente da Ultragaz, assassinado pela guerrilha em São Paulo, no dia 15 de abril de 1971. Boilesen, um dinamarquês naturalizado brasileiro, estava intimamente ligado à Operação Bandeirante (Oban), grupo paramilitar criado pelo II Exército para combater os guerrilheiros que lutavam contra a ditadura militar brasileira.
Mundial 78 – Verdad o Mentira, de Christian Remoli (Argentina, 2007, 95 minutos)
Um documentário revelador da verdadeira trama do projeto mais ambicioso da ditadura argentina, a Copa do Mundo da Argentina de 78. Sessão comentada pelo advogado e jornalista Ibsen Pinheiro e pelo jornalista Cláudio Dienstmann. Exibição em espanhol sem legendas.
Programa Memória do Movimento Estudantil
Programa que reúne os médias metragens Ou Ficar a Pátria Livre ou Morrer Pelo Brasil e O Afeto que se Encerra em Nosso Peito Juvenil, ambos dirigidos por Silvio Tendler, que resgatam a memória do movimento estudantil, passando por diversos fatos marcantes da história brasileira, através de depoimentos de militantes e dirigentes de entidades representativas da classe, como Vladimir Palmeira, Rui César, Franklin Martins, e imagens de arquivo. Os dois documentários contam esses 70 anos de história a partir de dois pontos de vista. O primeiro deles, Memória do Movimento Estudantil – Ou Ficar a Pátria Livre ou Morrer pelo Brasil, é focado na história política e faz um percurso cronológico sobre o período. Já o segundo, Memória do Movimento Estudantil – O Afeto que se Encerra em Nosso Peito Juvenil, é mais subjetivo e explora, nas entrevistas e depoimentos, os aspectos culturais e comportamentais relacionados ao movimento estudantil.
Vale a Pena Sonhar, de Stela Grisotti e Rudi Böhm (Brasil, 2003, 75 minutos)
Retrata os sonhos e utopias de uma geração de homens e mulheres que dedicaram suas vidas à luta pela justiça, liberdade e democracia, tendo como fio condutor a história de Apolônio de Carvalho. Sua luta, sem fronteiras, junto aos republicanos na Guerra Civil Espanhola, na Resistência Francesa contra o nazismo e no combate à ditadura militar no Brasil nos anos 60, assim como fatos da vida cotidiana e familiar do militante de esquerda que assina a ficha número um de filiação do PT.
História de uma Vida Hermana, de Marco Antonio Villalobos, Milton Cougo e Universindo Rodriguez Diaz (Brasil/Uruguai, 2012, 23 minutos)
Ações arriscadas. Perigo. Os crimes enfrentados quando o Condor dominava os céus do Cone Sul da América. A solidariedade vencendo o medo. Duas mil pessoas que encontraram em Porto Alegre o endereço da esperança. A história de uma vida hermana não nos deixa esquecer a lição sobre a importância do reconhecimento. Em cada frase, em cada lembrança, em cada pensamento transborda a gratidão de irmãos uruguaios salvos pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos. São vidas hermanas que como todos os que prezam o sagrado direito à liberdade se juntam para homenagear e dizer em coro: Muchas Gracias, Movimento de Justiça e Direitos Humanos de Porto Alegre. Sessão comentada pelo diretor e jornalista Marco Antonio Villalobos, pelo psiquiatra José Outeiral e pelo repórter cinematográfico Milton Cougo.
Mais informações e horários das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.
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Cine Dica: Em Cartaz: O ACORDO
Sinopse: O astro de
filmes de ação The Rock está de volta na história de um pai cujo filho é
sentenciado a 10 anos de cadeia por envolvimento com drogas. Para reduzir a
sentença do garoto, o pai concorda em atuar infiltrado para derrubar um poderoso
narcotraficante.
Já havia falado por
aqui, que de todos esses atores brucutus de filmes de ação que surgem
atualmente, The Rock talvez seja o único que passa um ar de simpatia e até
mesmo humanidade. Portanto, não é de se admirar muito em ver ele se arriscar em
outros gêneros, sendo que aqui, embora seja um filme que namora, com as habituais
cenas de ação que o ator esta acostumado em participar, o filme vai mais para o
lado de uma trama policial pé no chão. Aqui, The Rock surge
com uma pessoa simples e bem sucedida, mas que vê sua estabilidade despencar no
momento em que seu filho é preso por um crime que não cometeu.
A partir desse ponto,
o seu personagem embarga no universo, tanto da justiça, como também do lado
mais podre do universo das drogas, com o intuito de ajudar a lei e fazer com
que a pena da sua cria seja reduzida. Embora visualmente nos reconhecêssemos
ele como um herói de filmes de ação, aqui o seu personagem vai pro fundo do
poço, sendo até mesmo espancando e nos convencendo de quando se sente impotente
e a mercê da vilania. Do lado da lei, destaque para Susan Sarandon, que
interpreta uma juíza dura de pedra, mas que cá pra nos, qualquer personagem que
atriz faça, ela sempre estará bem. Mas quem rouba a cena da turma de coadjuvantes
é Jon Bernthal, recém saído da série de sucesso The Walking Dead: aqui, ele
interpreta um sujeito com um passado sujo, que embora tente se redimir acaba
tendo que retornando ao seu passado nebuloso, para ajudar o personagem de The
Rock. As cenas de ação existem,
mas embora sejam poucas, elas são eficazes e verossímeis.
Embora o final se
apresse demais para terminar a historia, o filme é uma boa pedida para os fãs
do astro de filmes de ação, que não se intimida nenhum pouco em cenas mais dramáticas,
principalmente aquelas que ele contracena com o seu filho que esta entre as
melhores partes da película.
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
Cine Especial: Zé do Caixão: 50 anos de terror: Parte 6
Nos 29 e 30/Abril; 02
e 04/Maio eu estarei participando do curso Zé do Caixão: 50 anos de terror,
criado pelo Cena Um e ministrado pelo especialista no assunto Carlos Primati.
Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui, estarei postando um pouco
do que eu sei, sobre o melhor representante do gênero do terror do nosso cinema
tupiniquim.
Delírios de Um
Anormal
Sinopse: Um brilhante
psiquiatra é aterrorizado por pesadelos nos quais Zé do Caixão tenta roubar sua
esposa, escolhendo-a como aquela que irá gerar seu filho perfeito.
Desorientados, seus colegas médicos decidem buscar ajuda com o cineasta José Mojica
Marins, que tenta fazer o psiquiatra compreender que Zé do Caixão não passa de
uma simples criação de sua mente.
Quando eu estava
assistindo a esse filme, me ficava perguntando porque cargas d’águas Mojica fez
um filme que mais parecia uma retrospectiva dos seus trabalhos anteriores? A parte
original, onde o psiquiatra sofre de alucinações, serve apenas para o cineasta
descarregar as melhores e mais fortes cenas que ele já filmou no passado. Mas
existe um porque disso: Usurpado de seu direito de criar e mostrar ao público
sua arte por mais de dez anos de sistemática perseguição pela Censura Federal.
Mojica decidiu compilar as cenas mais chocantes de seus melhores filmes, para
narrar esta história, através do "restos dos meus próprios restos" -
nas palavras do próprio diretor.
Embora possa parecer
em alguns momentos como mera colagem, a criativa edição de Nilcemar Leyart
remonta cenas famosas e lhes dá um novo significado. Claro, que para o publico
que ainda não havia visto as versões sem cortes dos seus filmes anteriores, Delírios
de Um Anormal com certeza foi um verdadeiro soco no estomago para os maus
acostumados, mas visto atualmente (principalmente por uma geração que já viu os
filmes anteriores completos), esse efeito acaba por se perdendo, mas que ao
mesmo tempo serve de exemplo da persistência de Mojica, numa época em que se
pensar diferente, tanto no cinema como na musica, era preciso ser feito com
cautela.
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