Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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Nos dias 24 e 25 de novembro, estarei
participando do curso Neorrealismo Italiano, criado pelo Cena Um E
ministrado pelo jornalista Franthiesco
Ballerini. Enquanto os dois dias não chegam, estarei por aqui escrevendo sobre
os principais filmes, desse movimento que é considerado um dos mais importantes
da historia do cinema mundial.
Rocco e seus Irmãos
Sinopse: Rosaria se muda para Milão
com seus quatro filhos, entre eles Rocco. O quinto filho, Vincenzo, já vive na
cidade. O filme mostra como, aos poucos, todos vão se acertando em suas novas
vidas na nova cidade. Considerada a obra-prima máxima de Luchino Visconti.
Cinqüenta anos depois, obra prima
Italiana continua mais atual do que nunca. O filme pertence à chamada estética
neo-realista, que o próprio Visconti trabalhou em filmes como Belíssima (1951),
La terra trema (1950) e Ossessione (1943). Magistral pelo poder envolvente das
imagens, pelo brilho das interpretações fortes, pela extrema competência da
direção e pela inteligência da historia e dos diálogos fortes e envolventes. Um
dos mais belos poemas do cinema sobre sonhos perdidos que não voltam mais
devido a escolhas erradas
Difícil dizer qual a melhor cena, mas
com certeza talvez seja o embate entre irmãos, duro de assistir e inesquecível,
que fica na mente da pessoa após assistir, pois se trata de uma seqüência nua,
crua e realista.
Curiosidade: Vencedor do Prêmio Especial do Júri de
Veneza.
Celebrado em 20 de novembro no Brasil (dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695), o Dia da Consciência Negra é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasi leira . Trata-se de uma oportunidade para lembrar a resistência do negro à escravidão, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro, em 1594. Celebrada a partir da década de 1960, somente nos últimos anos ganhou destaque. Isso em função das políticas afirmativas, que reforçam o debate sobre a inserção no mercado de trabalho, a identificação de etnias, moda e beleza negra, formas de evidenciar a importância do legado negro na nossa cultura.
Para integrar essas atividades e dar sua contribuição à causa, o CineBancários preparou um programa especial através da mostra A Consciência Negra no Cinema, reunindo seis importantes títulos que colocam a questão em pauta, tanto em produções brasileiras como norte-americanas (dois países que ainda convivem com uma incômoda herança escravocrata). Toda a programação tem entrada franca.
Mais informações e horarios das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui,
Nos dias 24
e 25 de novembro, estarei participando do curso Neorrealismo Italiano, criado
pelo Cena Um E ministrado pelo
jornalista Franthiesco Ballerini. Enquanto os dois dias não chegam, estarei por
aqui escrevendo sobre os principais filmes, desse movimento que é considerado
um dos mais importantes da historia do cinema mundial.
Alemanha. Ano Zero
Sinopse: Em Berlim, após o final da
2ª Guerra Mundial, Edmund (Edmund Moeschke), um garoto de uma família muito
pobre, trabalha para sustentar o pai doente, sua pequena irmã e o irmão, que não
tem documentos. Um dia, ao conversar com um antigo mestre (Erich Gühne), fala
do seu pai enfermo e entende ter recebido um conselho para matar seu pai, um
peso morto. Ele começa a pensar na idéia.
Alemanha,
Ano Zero é uma das obras máximas do mestre Roberto Rossellini e do cinema
italiano. Um drama impactante com um dos finais mais célebres da história do
cinema. Apesar de se passar na Alemanha do pós-guerra, o filme está inserido no
contexto do cinema italiano dos anos 40 que foi o neo-realismo. No filme, Rossellini
não deixa de passar uma critica pesada ao nazismo, que foi responsável, não só
pela ruína de países em que eles assolaram como também contra a si próprios.
O jovem
personagem Edmund é uma representação de um grito de socorro, perante o horror
e a falta de esperança que se encontra junto com a sua família, numa Berlim
caindo em ruínas e tentando se reerguer. Suas escolhas, a partir de conselhos de um professor nazista (e pedófilo), o leva
para um ato final impactante e que dificilmente se apaga em nossas mentes após presenciar
tal cena, que para o bem e para o mal, entrou para a historia do cinema.
Pois é, os cinemas de nosso país estão inundados com o
ultimo capitulo da mais dispensável franquia dos últimos anos. Mas para aqueles(a)
que são espertos, outras opções é o que não faltam, principalmente para aqueles
que pretendem ficar em casa nos próximos dias. Melhor ver um ótimo filme em
casa, do que ver o final de uma franquia que daqui a três anos já estará esquecida.
Nos
dias 24 e 25 de novembro, estarei participando do curso Neorrealismo Italiano,
criado pelo Cena Um E ministrado pelo
jornalista Franthiesco Ballerini. Enquanto os dois dias não chegam, estarei por
aqui escrevendo sobre os principais filmes, desse movimento que é considerado
um dos mais importantes da historia do cinema mundial.
DOCE VIDA
Sinopse:
Marcello Rubini (Marcello Mastroianni) é um repórter de um jornal
sensacionalista que passa a questionar sua vida quando conhece uma linda atriz
de Hollywood.
Obra prima
de Federico Fellini de 1960 que acabou criando o termo paparazzi. Painel
da sociedade romana do pós guerra, criticando a hipocrisia das relações entre o
catolicismo e o Estado Italiano, a estrutura de classes é mostrado o desespero
dos homens e mulheres desencontrados. Inesquecível a seqüência em que a
deslumbrante Anita Ekberg dança com Celentano e em seguida se banha na Fontana di
Trevi. Bom uso da famosa canção Patrícia e temas musicais marcantes de Nino
Rota. Filme que despertou a atenção do grande publico, para o trabalho de
Fellini e um dos filmes mais lembrados da carreira de Marcello Mastroianni.
Curiosidades:O produtor Dino De Laurentiis deixou o
projeto de fazer Um Doce Amor após o diretor Federico Fellini se recusar a
escalar o ator Paul Newman como o personagem Marcello Rubini. O filme criou o
termo "paparazzi", que acabou sendo incluído no vocabulário mundial.
Sinopse:
Em 4 de novembro de 1979 a revolução iraniana chega ao seu ponto de ebulição
quando militares invadem a Embaixada americana em Teerã e levam 52 americanos
como reféns. Mas no meio do caos seis americanos conseguem fugir e se refugiar
na casa do Embaixador canadense KenTaylor. Sabendo que é apenas uma questão de
tempo até os seis serem encontrados e possivelmente mortos um especialista da
CIA em exfiltração chamado Tony Mendez bola um plano arriscado para tirá-los do
país em segurança. Um plano tão incrível que só poderia acontecer no cinema.
Até
alguns anos atrás era difícil de levar a sério Bem Affleck, não só pelas suas interpretações
regulares, mas por também escolher péssimos filmes para atuar. Mas eis que o
ator segue um novo caminho no cinema, trabalhando agora como cineasta e que
para surpresa de todos até agora não decepcionou nem um pouco. Se em sua
estréia como diretor em Medo da Verdade parecia ser uma duvidosa promessa, em
Atração Perigosa ele provou que tinha pulso firme e agora neste Argo ele
definitivamente prova que veio pra ficar na direção.
Em
seu terceiro projeto, Affleck abraça uma historia, que por mais absurda que ela
seja, na verdade realmente aconteceu. O resgate de seis americanos em solo
Iraniano no inicio dos anos 80, poderia ser feito de inúmeras formas, mas o
agente da Cia Tony Mendez (Affleck) cria um plano absurdo, de se fingir de
produtor de cinema, usar como desculpa os desertos daquela terra como possíveis
cenários, disfarçar os americanos (que estão escondidos no consulado Canadense)
de produtores do falso filme e sair de mansinho do país. Absurdo? Pois isso
realmente aconteceu, em eventos em que
Hollywood realmente salvou a pátria!
Dito
isso, Affleck foi feliz na construção desses fatos, contornando momentos de
pura tensão, com momentos de humor, onde a fabrica de sonhos se torna o cenário
da trama. Nestes momentos, os atores John Goodman e Alan Arkin
roubam a cena, ao interpretarem os produtores
que embarcam no falso filme sem fins lucrativos e para um bem maior.
Lembrando, que esses momentos na terra do faz de conta, servem principalmente
para deixar o espectador respirar um pouco, porque do segundo para o terceiro
ato, a tensão cresce freneticamente, quando o protagonista e os reféns se vêem
numa tentativa de fuga arriscada e que pode lhe custar a suas vidas. Essa
montanha russa de adrenalina é muito bem representado pelo personagem de Bem
Affleck, que passa todo o peso que sente nos ombros perante a situação, mas que
não irá desistir, mesmo que possa lhe custar um alto preço.
É bom salientar, que mesmo
que o filme represente o inicio dos anos 80, Argo possui uma trama mais atual
do que nunca, em termos de conflitos entre o ocidente e o país do Irã, que de
lá para cá não mudou muita coisa. Muito embora o filme não se prenda em tratar
os Iranianos como os verdadeiros vilões da historia, o que torna o filme
diferente de outros projetos, que sempre tratavam os outros povos estrangeiros
como animais, como no caso do erro absurdo criado em Falcão Negro em Perigo. Claro,
que para o bem da dramaticidade, existe alguns momentos (principalmente nos
momentos finais), que soam um tanto que inverossímeis, mas que acredito que
eles estejam ali unicamente para aumentar a tensão que o espectador já esta
sentido, pois naquelas alturas, ficamos torcendo para que a missão seja bem
sucedida. Com isso, essas invenções dramáticas acabam se tornando bem
vindas.
Com engenhosos créditos
finais, que fortalece a veracidade dos fatos ocorridos, Argo entra facilmente
na lista dos melhores filmes do ano e que com certeza irá estar na lista dos
finalistas do próximo Oscar. Pois afinal de contas, não é todo dia que a
fabrica de sonhos (mesmo que falsos) sirva ao seu país e de uma forma tão bem
sucedida.
Nos dias 24 e 25 de
novembro, estarei participando do curso Neorrealismo Italiano, criado pelo Cena
Um E ministrado pelo jornalista
Franthiesco Ballerini. Enquanto os dois dias não chegam, estarei por aqui
escrevendo sobre os principais filmes, desse movimento que é considerado um dos
mais importantes da historia do cinema mundial.
LADRÕES DE BICICLETA
Sinopse: Em Roma um
trabalhador de origem humilde, Antonio Ricci (Lamberto Maggiorani), é
razoavelmente feliz e trabalha para sustentar a família. Precisando ter uma
bicicleta para pegar um emprego, com sacrifício ele consegue recuperar a sua
bicicleta, que estava empenhada. Entretanto ela é roubada, para seu desespero.
Juntamente com seu filho Bruno (Enzo Staiola), Antonio a procura pela cidade.
Como não consegue encontrá-la, ele resolve cometer o mesmo crime.
A Guerra não impediu
que a Itália criasse uma das suas maiores obras primas. Para passar puro
realismo, todos os atores presentes no filme são amadores. Esta foi uma decisão
do diretor Vittorio De Sica, que preferiu não usar profissionais no elenco.
Essa obsessão de realismo chegou ao ponto, que o cineasta declarou que
escolheu os atores que interpretam os personagens Antonio e Bruno devido ao
modo de andar de ambos que era bem natural.
O filme é um dos
melhores representantes do cinema Italiano, que renasce das ruínas da II Guerra
Mundial, situações do dia a dia, personagens comuns vividos por atores não
profissionais, filmagens nas ruas e sem recursos do estúdio. Uma obra prima com
argumento de Cezare Zavattini, fiel colaborador de De Sica. Oscar de melhor
filme estrangeiro. Um dos grandes clássicos do cinema mundial.
Curiosidade: O pôster que o personagem
Antonio Ricci coloca é de Gilda (1946).
Nos dias 24 e 25 de novembro,
estarei participando do curso Neorrealismo Italiano, criado pelo Cena Um E ministrado pelo jornalista Franthiesco Ballerini.
Enquanto os dois dias não chegam, estarei por aqui escrevendo sobre os
principais filmes, desse movimento que é considerado um dos mais importantes da
historia do cinema mundial.
Roma, Cidade Aberta
Sinopse:Roma, 1944.
Um dos líderes da Resistência, Giorgio Manfredi (Marcello Pagliero), é
procurado pelo nazistas. Giorgio planeja entregar um milhão de liras para seus
compatriotas. Ele se esconde no apartamento de Francesco (Francesco
Grandjacquet) e pede ajuda à noiva de Francesco, Pina (Anna Magnani), que está
grávida. Giorgio planeja deixar um padre católico, Don Pietro (Aldo Fabrizi),
fazer a entrega do dinheiro. Quando o prédio é cercado, Francesco é preso pelos
alemães e levado para um caminhão. Gritando, Pina corre em sua direção e é
metralhada no meio da rua. Giorgio foge para o apartamento de sua amante,
Marina (Maria Michi), sem imaginar que este seria o maior erro da sua vida.
Os críticos de ontem e hoje definem Roma, Cidade Aberta como um filme mais capitado do que representado. Roberto Rossellini fez o primeiro longa do chamado neorrelismo Italiano onde ele simplesmente filmou os efeitos que a Itália sentiu durante a guerra. Numa Roma devastada pela chegada das tropas aliadas, em 1945, o cineasta, com uma câmera na mão e restos de negativo que não seriam utilizados, filmou uma trama fictícia inspirada em fatos verídicos mostrando a força do povo contra a ocupação alemã. Usando atores amadores, rodado nas ruas, sem nenhum retoque, Rossellini criou imagens cruas, sujas, retratando uma realidade de material pessimista e que jamais foi visto anteriormente no cinema.
O impacto foi tão arrasador, que o cineasta passou a ser cultuado por uma série de realizadores ao redor do mundo como Jean Luc Godard.Roma, Cidade Aberta foi uma experiência inovadora para as plateias que estavam acostumadas ao cinema plástico norte americano. Rosseline, mais radical que Vitorio De Sica (O Ladrão de Bicicleta, de 1948), menos preso a dramaturgia e ás facilidades que um ator pode carregar no rosto, radicalizaria esse procedimento naquele que é o mais neo-realista dos filmes Alemanha ano Zero (1948), em que a desgraça de um menino perambula por uma Berlim destruída é filmada como um documentário de observação.
Mais tarde faria trabalhos extraordinários, menos ou mais encenados, como Stromboli (1950) e a obra prima viagem a Italia (1954), ambos estrelados por Ingrid Berman, sua esposa. Mas a imagem ficou na historia do cinema é a de Anna Magnani caindo na rua, abatida por soldados alemães, em Roma, Cidade Aberta.
Hoje todas as salas da rede Cinemark exibem somente títulos nacionais
que passaram esse ano e por um preço popular (R$ 3,00). Portanto para aqueles que perderam algum titulo que
gostariam de ver essa é a chance. Abaixo, confiram alguns títulos que eu
assisti e tive o prazer de escrever sobre o que eu achei.
Sinopse: Em 4 de novembro de
1979 a revolução iraniana chega ao seu ponto de ebulição quando militares
invadem a Embaixada americana em Teerã e levam 52 americanos como reféns. Mas
no meio do caos seis americanos conseguem fugir e se refugiar na casa do
Embaixador canadense Ken Taylor. Sabendo que é apenas uma questão de tempo até
os seis serem encontrados e possivelmente mortos um especialista da CIA em
exfiltração chamado Tony Mendez bola um plano arriscado para tirá-los do país
em segurança. Um plano tão incrível que só poderia acontecer no cinema.
Marcados Para Morrer
Sinopse: O filme é centrado na amizade de longo prazo e na parceria
entre dois policiais. Na trama Gyllenhaal e Michael Peña (Roubo nas Alturas)
são jovens oficiais que patrulham as áreas mais ameaçadoras da região
centro-sul da cidade dos anjos. Ao se depararem com uma terrível descobertaenvolvendo o cartel de drogas que comanda a região colocam suas vidas e
de suas famílias em perigo.
A arte de amar
Sinopse: No exato
momento em que nos apaixonamos produz-se em nós uma música peculiar. Ela é
diferente para cada um e pode surgir em momentos inusitados... Cinco histórias
sobre a arte de amar cujos personagens se cruzam ao acaso.
Histeria
Sinopse: No século XIX muitas
mulheres eram diagnosticadas com histeria uma doença exclusivamente feminina.
Ciente de que as origens do problema encontravam-se no útero um médico tratava
suas pacientes com massagens no interior da vagina provocando um efeito
secundário : o prazer sexual . Com o consultório cada vez mais cheio este
médico conservador e seu jovem assistente começam a buscar novos métodos de
tratamento. Nasce então um instrumento elétrico o vibrador hoje mais conhecido
pela finalidade erótica do que terapêutica.
Virando Bicho
Sinopse: As tensões de jovens entre 17 e 18 anos que perseguem o sonho
de entrar para a universidade. Seguindo seis estudantes de várias condições
sociais e recantos brasileiros o documentário esmiúça a esperança e o esforço
do processo as técnicas de ensino dos professores especializados a alegria e a tristeza do resultado. Uma das principais questões é ter de
escolher em tão pouca idade a profissão de deve exercer pelo resto da vida.
Minorias como jovens da comunidade indígena também são ouvidos em suas
dificuldades e aspirações.
Espia
Só
Sinopse:
O documentário musical Espia Só narra a trajetória e apresenta o conjunto da
obra musical do maestro Octávio Dutra, que viveu em Porto Alegre no início do
século XX. “O filme traz um resgate cultural e musical da obra de Octávio. Até
a década de 30 ele dominava o mercado. Pixinguinha, um dos músicos mais
importantes da fase inicial da MPB comprou oito músicas de sua autoria.
Acordo hoje e vejo
uma pequena, mas bela homenagem que o Google faz aos 165 anos do nascimento do escritor
Bram Stoker, criador de ninguém menos do que Conde Drácula. De um romance gótico,
o livro rapidamente se tornou um sucesso de vendas e não demorou muito para que
os gênios do cinema (uma ferramenta de entretenimento ainda nova naquele período)
adaptasse a trama para a tela grande.De
lá pra cá, surgiram tantas adaptações do personagem, que fica até mesmo difícil
colocar em ordem, embora os principais clássicos, que se por um lado se
perderam em termos de fidelidade, por outro conquistaram inúmeras gerações de cinéfilos
e que perdura até hoje.
Mas dessas adaptações,
quais seriam os melhores momentos do vampiro? Mesmo que elas ficassem devendo
em fidelidade ao texto da obra, as cenas desses filmes marcaram o imaginário de inúmeros
cinéfilos!
Abaixo, solto os cinco melhores momentos do rei dos vampiros no cinema.
A QUEDA
DA CIDADE DE WISMAR
(Nosferatu: O Vampiro da Noite)
Nosferatu de 1922,
não é só uma das melhores adaptações da obra de Stoker, como também um dos
melhores representantes do período do expressionismo alemão. Mas eis que o
cineasta Werner Herzog surpreende a todos,
ao fazer uma refilmagem tão boa quanto a obra de Murnau. Interpretado de uma forma
surreal por Klaus Kinski, seu Drácula é um ser trágico vindo das trevas,
carregando o fardo da imortalidade e desejando no fundo um derradeiro fim. Mas
isso não impede os seus instintos malignos, de atravessar os mares, desembarcar
na cidade de Wismar e lançar uma
verdadeira peste mortal vinda de ratos.
O resultado é uma
cidade, aonde inúmeras pessoas vão morrendo e os poucos sobreviventes se
entregam a loucura, gula e luxuria. Tudo muito bem orquestrado nas mãos do
cineasta Herzog, que cria uma verdadeira
representação sobre o fim dos tempos e embalado por uma assombrosa trilha
sonora.
A QUEDA DE
UM PRINCIPE
(Drácula: De Bran Stoker)
Muitos consideram o
filme de 1992 como a adaptação mais fiel do livro, embora eu ache que muitos
que se baseiam nisso "não tenham lido o livro", mas sim acreditando nisso devido à
invenção da união que Coppola fez do Drácula literário e do Drácula histórico no
qual Stoker se inspirou na criação de seu personagem. Portanto, no inicio do
filme temos pela primeira vez, um vislumbre do que poderia ter sido a origem do
personagem, de uma forma trágica, evolvente e muito bem dirigida por Coppola.
Curiosamente, o cineasta usou o melhor que o cinema podia oferecer nos seus primeiros
anos de existência e criou uma verdadeira aula de como se faz cinema mesmo com
recursos tão antigos.
DRÁCULA
MOSTRA OS SEUS DENTES COM SANGUE (Drácula: O Vampiro da Noite)
A carreira dos
monstros do cinema estava arruinada com o desgaste que os estúdios da Universal
causaram na década 40, devido a inúmeras seqüências dispensáveis. Coube então a
um pequeno estúdio Inglês chamado Hammer por ordem na casa em 1958 e lançar uma
nova roupagem do conto de Bran Stoker. Mas diferente do que a Universal fez,
aqui o filme era fortemente colorido, onde o vermelho ganhava um grande
destaque e dando uma dica do que estaria por vir. Sinceramente quando eu assisti
os primeiros minutos do filme, não senti nada de especial ao ver Christopher
Lee como o Conde, mesmo pela sua chamativa presença devido ao seu tamanho. Mas o
meu pensamento rapidamente mudou, quando Lee surge pela segunda vez com a cara possuída
de ódio, como se um demônio tivesse lhe possuído, abrindo a boca cheia de
sangue e apresentando os seus caninos pela primeira vez. Até então, Drácula nunca havia se apresentado com suas presas tão salto a vista na tela grande, mas isso foi essencial
para revitalizar o mito e o cinema de horror jamais foi o mesmo.
DRÁCULA X
VAN HELSING
(Drácula: O Vampiro da Noite)
Um dos segredos do
sucesso para o Drácula da Hammer, não foi só ter dado cor, sangue e mais violência
as tramas, mas por também ter escolhido atores de grande porte que davam o
sangue ao personagem.Tanto Peter Cushing como Christopher Lee trabalharam inúmeras
vezes juntos no estúdio, seja como aliados ou inimigos em cena, mas todos irão
se lembrar do embate de ambos como Drácula e Van Helsing. A seqüência final aonde
o caçador de vampiros vai a caça sem trégua em direção a Drácula é digna de
nota.
Drácula
faz as honras
(Drácula de 1931)
A primeira adaptação
oficial criada pelos estúdios da Universal acabou envelhecendo mal em muitos aspectos,
parecendo mais um teatro filmado, mas foi graças à presença magnética de Bela
Lugosi que o filme não se perdeu por completo. Na verdade o ator já vinha interpretando
o personagem a um bom tempo no teatro, e mesmo com um sotaque húngaro carregado,
era o ator certo para o personagem naquele tempo. Sua primeira aparição como
Drácula, onde abre o seu castelo para o vendedor imobiliário Renfield, é digna
de nota, pois o seu visual seria algo reconhecido em outras várias adaptações
que viriam a seguir.