Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
Twitter: @cinemaanosluz
Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
Começo esse mês de Junho na corrida, portanto sem mais delongas,
confiram as estréias para este final de semana:
Branca de Neve e o Caçador
Sinopse: O caçador Eric foi contratado pela Rainha Má para encontrar a
Branca de Neve que escapou de seu castelo. Contudo quando ele descobre que o
objetivo de sua patroa não é só recapturar mas também assassinar a jovem ele
passa a ajudá-la em sua fuga dando início a uma perigosa aventura.brDirigido
por Rupert Sanders o filme é uma versão diferente da clássica história da
Branca de Neve dos irmãos Grimm fugindo um pouco da trama clássica. Aqui o
caçador não está apaixonado pela heroína mas sim é um homem honrado que passará
a defendê-la da malvada rainha. O elenco conta ainda com Ian McShane Eddie
Izzard Bob Hoskins Toby Jones Eddie Marsan Ray Winstone e Nick Frost que dão
vida aos conhecidos sete anões.
À Espera de Turistas
Sinopse: Trabalhar em Auschwitz faz parte do serviço cívico do jovem
Sven. Uma de suas tarefas consiste a cuidar de Krzeminski um sobrevivente dos
campos de concentração que trata Sven com arrogância e impaciência. O jovem só
consegue suportar esta rotina graças à intérprete Ania com quem ele inicia uma relação amorosa. Sven acaba conhecendo muito mais sobre
as relações entre o passado em Auschwitz e a Alemanha dos dias de hoje.
Diário de um Jornalista Bêbado
Sinopse:
Baseado no romance de Hunter S. Thompson, O Diário de um Jornalista Bêbado
conta a improvável história do jornalista itinerante Paul Kemp (Johnny Depp).
Cansado da vida frenética de Nova Iorque e das convenções morais de uma América
conservadora, ele viaja à bela ilha de Porto Rico, para trabalhar em um jornal
local, o "The San Juan Star", administrado pelo tirânico Lotterman
(Richard Jenkins). Adotando o ritmo calmo do lugar, regado a muito rum, Paul
começa a se apaixonar por Chenault (Amber Heard), noiva de Sanderson (Aaron
Eckhart), um dos maiores empresários da cidade. Ganancioso, Sanderson planeja
converter Porto Rico num paraíso do capitalismo. Quando Kemp é recrutado por
Sanderson para escrever um artigo favorável a respeito de sua nova e corrupta
empreitada, ele é confrontado com um dilema: deve ajudar o empresário, ou
aceitar os riscos e aproveitar para denunciá-lo?
Solteiros com Filhos
Sinopse: Julie e Jason são os
melhores amigos um do outro mas eles queriam muito ter um filho. Só que eles
não curtem nem um pouco a confusão que as crianças trazem para os casais. Para
isso a solução encontrada pela dupla foi dar andamento a esta produção mantendo
apenas a grande amizade existente entre os dois e recorrendo aos amigos para
ajudar na empreitada. Será que isso vai dar certo?
Virou noticia recentemente, o descontentamento do cineasta
Fernando Meirelles com relação ao desempenho de sua produção Xingu,
principalmente no RS. Semana atrás, foi publicada uma matéria sobre o que ele
tem a dizer, confiram:
“ Além de algumas salas em São Paulo e no Rio,
Xingu está indo bem no Amazonas e no Pará, também vai bem no Espírito Santo,
sabe-se lá por que. No Rio Grande do Sul, porém, o filme fez uma carreira desastrosa
um pouco melhor no Iguatemi, mas mesmo assim muito fraco. RS foi o
estado que menos se interessou pela história dos Irmãos Villas Boas, seguido
por Santa Catarina e Minas Gerais. Isso na verdade não surpreende. Sabemos que
quem nasce no Rio Grande do Sul nunca diz que é brasileiro, diz antes que é
Gaúcho, vindo de um estado que faz divisa com o Brasil ao norte.Alguns
filmes que fazem sucesso por aí nem são percebidos no resto do país e o oposto
também é verdade. O fato de vocês serem bastante independentes do país em
termos culturais é algo positivo, mas nós, os produtores de cinema, deveríamos
ficar mais atentos a isso e, ao lançar nossos filmes, preparar sempre uma
campanha de lançamento para o Brasil e uma especial para o Rio Grande do Sul.
Sem piada. Tenho certeza que funcionaria melhor se fosse feito assim, diz
Fernando Meirelles.”
Bom, até eu posso entender a
decepção dele, pois afinal de contas, ele foi um produtor que investiu dinheiro
de seu bolso em uma superprodução, e que queria a cima de tudo, passar uma
mensagem sobre a preservação indígena. Mas eu sinceramente não gostei nenhum
pouco dessa declaração, sendo meio que preconceituosa, dizendo que nos não
aceitaríamos bem uma historia lá do outro lado do país? Isso não tem nada haver!
Se fosse esse o caso, todo o
filme, cuja historia se passa numa favela do Rio, ou do cotidiano da cidade de
São Paulo, seria um fracasso por aqui, o que não é o que acontece, pois esse
tipo de filme tem o seu publico, desde que os filmes estejam sendo distribuídos
nos lugares certos. Quando eu fui assistir Xingu, tive a leve sensação de estar
vendo um peixe fora d’água, pois eu assisti num cinema “Cinemack”, que é mais
voltado para o publico em geral, principalmente o publico jovem, interessado
mais no cinema de entretenimento. Se no principio, o filme tivesse sido exibido
em cinemas, onde é voltado mais para um publico que se interessa realmente em
assistir um filme, para se fazer uma reflexão, garanto que o desempenho da
produção seria bem diferente.
Neste ultimo mês, Xingu segue
sendo exibido na Casa de Cultura Mario Quintana, obtendo ótimos elogios e até
mesmo lotando algumas sessões, com direito as pessoas se levantarem e
aplaudirem. Ai que está os cinemas de Porto Alegre é bem diversificado, tendo
tanto salas para o publico em geral, que deseja ir ao cinema com intuito de
somente se divertir, como há cinemas para as pessoas que buscam reflexão e com
o desejo de sair do cinema com o filme ainda cabeça. Salas como, as duas da
Casa de Cultura, Cinebancários, P.F Gastal e Cine Santander, são salas que de uns
anos para cá, ganharam prestigio, por apresentar uma programação alternativa e
que atrai um publico que anda cansado do cinema convencional. Atualmente, Luz
das Trevas (continuação do clássico O Bandido da Luz Vermelha), faz grande
sucesso de publico em uma dessas salas, embora tenha tido pouca divulgação com
relação há esse filme.
E é ai que chegamos num ponto,
que merece ser discutido. O que também desfavoreceu o desempenho de Xingu nas
salas de cinema, foi à má divulgação da produção, pois até aonde eu me lembro,
eu só lia sobre o filme em sites, ou então nos jornais. Outros meio de
comunicação como radio ou TV, não vi nem sombra, o que isso representa um
verdadeiro mal que assola, quando o assunto é divulgação de filmes,
principalmente os brasileiros. O que eu acho que deveria ser feito, é ter mais
propaganda, ou até mesmo programas específicos para anunciarem os filmes, não
importa se eles forem bons ou ruins, ou se estão ou não bem na bilheteria.
Ficava pasmado, quando o Jornal Nacional, ficava anunciando a todo o momento o
desempenho de Tropa de Elite 2, mas só porque estava adquirindo um enorme
sucesso. Parecia até que era o único filme brasileiro naquele momento, o que em
parte, é injusto com relação a outros filmes.
Além da má divulgação dos filmes nacionais,
voltamos à má distribuição dos filmes nas salas, que se por um lado, o filme é
distribuído numa sala errada (para um publico errado), tem ainda que se
contentar com duas miseras duas salas na cidade. Nunca me esqueço da minha
decepção com relação ao filme Heleno, que foi exibido somente em duas salas da
capital e muito distante da onde eu estava. Infelizmente as distribuidoras têm
uma política um tanto que exagerada, em dar mais destaque ao filme do momento,
dando então um numero gigantesco de salas de cinema somente para aquele filme X,
como no caso recentemente de Vingadores, que praticamente abocanhou todas as
salas do país, enquanto outros filmes ficaram na geladeira na espera, ou até
mesmo, tendo fatídico destino de irem direto ao DVD.
SOMOS UMA BOA VIZINHA?
Neste intenso debate, levantou-se
a hipótese também, que somos bons vizinhos com a Argentina, por exemplo, em que
seus filmes fazem um bom sucesso por aqui, muito mais que uma produção nacional.
Exemplos como Os Segredos dos Seus Olhos e Um conto Chinês, foram os mais
citados, por terem se tornado filmes de grande sucesso de bilheteria e por
terem ficado inúmeras semanas em nossas salas da capital. Mas não é pelo fato
de produções de nossos Hermanos fazerem
sucesso por aqui, que somos então uma boa vizinhança, não é bem assim. Se um
filme fica várias semanas em cartaz, é porque realmente tem qualidade ali no
meio, não importando a sua nacionalidade. O caso que vivemos em um período, em
que o cinema Argentino, está vivendo uma ótima fase, em que muitos consideram
como a “nova onda” do cinema Argentino. E quando essas produções chegam para
cá, os gaúchos então percebem rapidamente a qualidade da produção, que logo vai
recebendo um numero cada vez maior de cinéfilos nas salas, e com isso, tão cedo
o filme não sai de cartaz, fazendo mais sucesso aqui, do que em outros estados
em que o filme é exibido. Será que nos temos um olho mais apurado? Deixemos
esse ponto para outra ocasião!
Mas o cinema argentino não vive
somente com esse prestigio por aqui, sendo
que outros títulos de outros países, acabam sendo adotados pelos
cinéfilos a tal ponto, que chegam a quase ficar um ano em cartaz, como foi no
caso do filme francês Copia Fiel, que na minha opinião, foi para mim um dos
melhores filmes do ano passado e ficou durante vários meses em cartaz, em uma
das salas da Casa de Cultura.
Mas se é assim, faltam bons
títulos brasileiros para serem exibidos por aqui e ficarem por muito tempo em
cartaz? Sinceramente, o cinema brasileiro não anda tendo uma grande fatia de
bons títulos para realmente valerem à pena serem vistos na tela grande. O
grande problema, quando se pensa em cinema brasileiro atualmente, é que eles
estão sendo voltados muito mais em comedias, ou até mesmo super produções como
2 Coelhos, mas então para por ai. O cinema em si possui inúmeros gêneros a
serem explorados, e esta mais do que na hora, do Globo Filmes e outros estúdios
do nosso país, acordar para o fato, que o Brasil não pode ficar preso a tão
poucos gêneros. Recentemente assisti alguns filmes de terror brasileiros no
Fantaspoa, daí eu me fico me perguntando, porque não vemos mais gêneros como esse feitos aqui, ou até mesmo ficção
cientifica, não custa arriscar.
Mas enfim, é um assunto que leva
a inúmeros pontos e que com certeza continuará gerando bastantes debates,
principalmente no próximo curso do CENA UM, que será focado sobre o cinema
brasileiro, de ontem e hoje. Portanto aguardem, pois no próximo mês, o meu blog
de cinema será muito mais verde e amarelo.
Sinopse: Durante a Guerra da
Coréia, dois competentes jovens cirurgiões, Duke e Hawkeye transformam a rotina
de horror e sangue em algo divertido e irônico, através de seu modo
descontraído de viver a vida - claramente para evitar os choques e traumas
causados pelo que eles passam diariamente, salvando seus companheiros da morte.
Comedia de humor
iconoclasta, e uma das grandes realizações do diretor Robert Altman. Fazer uma comédia anti-guerra nessa época era no mínimo,
total falta de bom senso, mas Altman adorou e comprou a ideia. M.A.S.H.
era uma sigla que identificava os hospitais móveis do exército norte-americano
(Mobile Army Surgical Hospital). O filme era uma sátira da Guerra da
Coréia, a partir do ponto de vista dos médicos destes hospitais de campanha,
mas muitos imaginavam tratar da Guerra do Vietnã. O filme tinha no elenco
principal, grandes nomes como Donald Sutherland (visto antes em os 12
Condenados), Elliott Gould, Tom Skerrit, Sally Kellerman, Robert Duvall, entre
outros.
Vencedor da Palma de Ouro em
Cannes e Oscar de roteiro, para Ring Lardner Jr. Devido ao seu sucesso, ganhou
uma serie de TV bastante conhecida.
Curiosidade:
Apesar do filme ser situado em plena Guerra da Coréia, o único tiro ouvido no
filme é o utilizado para interromper uma partida de futebol.
Sinopse: Arthur Kipps
(Daniel Radcliffe) foi enviado por seu escritório para regularizar os
documentos de uma mansão abandonada, próximo a um vilarejo, cujas crianças
morrem misteriosamente de tempos em tempos, sem que ele soubesse de nada disso.
Quando começa a ter uma série de visões sinistras durante a execução de suas
tarefas, inclusive uma de uma mulher vestida de preto, ele descobre que existe
algo relacionado ao passado daquele local e decide investigar, provocando a ira
dos moradores e a morte de mais vítimas. Agora, só o tempo para dizer se o seu
instinto paternal irá ajudar a resolver esse perigoso e grande mistério.
Em sua época de ouro
(entre final dos anos 50, há anos 60 e 70) a Hammer realizou grandes clássicos
dos filmes de terror, obtendo grande sucesso, principalmente quando na
produção, estavam sempre à parceria Christopher Lee e Peter Cushing, que eram sinônimos
de bilheteria para o estúdio. Passados vários anos daqueles bons tempos, é bom
rever a Hammer de volta, com o filme “A Mulher de Preto”, que resgata um pouco daquele
clima fantasmagórico e sombrio dos bons tempos. Embora se houvesse algo de inocente
naquelas produções (visto pelos olhares de hoje), aqui não há espaço para sutilezas.
Se formos simplificar,
a produção é uma verdadeira obra de horror à moda antiga, com sua ambientação
escura e apreensiva, que deixa o público despreparado com o famoso momento do
susto, sem jamais apelar nestes instantes, onde a pessoa realmente pula da
cadeira. Baseado no livro homônimo de Susan Hill, não resta menor duvida que na
produção, o que mais chama atenção e que com certeza atraiu bastante o publico
de hoje, foi à presença Daniel Radcliffe, “pós franquia Harry Potter”. Curiosamente,
os sentimentos desse personagem que ele interpreta, se assemelham muito bem com
os sentimentos que o Potter sentia, nos últimos capítulos da saga, desde a
perda, morte e luto. Com certeza, o lado psicológico de seu personagem ganhou
imenso destaque, e com isso, o jovem astro não desaponta, pois sentimos a todo o
momento, o grande peso que Arthur carrega em seus ombros e de sua duvida, sobre
a vida pós-morte
E se por um momento, possa
parecer estranho ele interpretar alguém que já tem um filho de quatro anos, tem
que se levar pelo fato, que para a época na qual a história se passa, era
absolutamente normal. O protagonista também possui um ótimo entrosamento com o talentoso
Ciarán Hinds, cujo o seu personagem, cria quase um laço paternal com o
protagonista, e sempre quando surge, rouba a cena. Mas é a casa, onde se passa
boa parte das assombrações, é que se torna um personagem a parte da trama. Com
uma bela direção de arte e fotografia, que tornam as cenas bem sombrias, mas
que jamais faz o espectador não entender o que esta acontecendo, seja a sua
frente ou em momentos, onde no fundo de um corredor, por exemplo, algo fantasmagórico
surge. Com isso, a casa se torna uma armadilha mortal, tornando o isolamento do
personagem Arthur algo perigoso para si e sufocante para aquele que assiste.
Embora tenha ainda
filmado pouco na carreira, diretor James Watkins cumpre o seu trabalho com
louvor, sem apelar para sustos fáceis ou com uma trilha que poderia ser usada
de uma forma errada nos momentos errados. Além disso, tem que se tirar o chapéu
para o diretor, em saber criar momentos nos quais não sabemos se o perigo esta
ou não presente, para pegar a qualquer momento o protagonista, em cenas chaves
e muito bem orquestradas. Embora o final seja um tanto que inesperado para
alguns, os minutos finais tornam essa
obra corajosa e me faz ter esperança que a nova Hammer possa ir mais e mais
longe daqui pra frente.
“A Mulher de Preto” é um filme de terror que
honra o gênero, contando com atuações eficazes, com uma produção muito bem
cuidada.
Curiosidade: Com
cerca de US$ 110 milhões arrecadados nas bilheterias mundiais, A Mulher de
Preto é o filme britânico de terror de maior público nos últimos 20 anos.
Sinopse: Erika é uma DJ de relativo sucesso e muito amiga de Lara.
Juntas durante um festival onde Erika trabalhava elas conheceram Nando e juntos
vivem um momento intenso. Entretanto logo em seguida o trio se separa. Anos
depois Erika e Nando se reencontram em Amsterdã onde se apaixonam . Só que apenas Erika se lembra do verdadeiro motivo pelo qual eles se
afastaram pouco após se conhecerem anos antes
O diretor Marcos
Prado (Estamira) cria um quadro sobre a geração jovem atual, alienada,
envolvidas em drogas, mas que buscam um objetivo na vida, mesmo que tendo que
passar por inúmeros percalços para alcançar o seu paraíso pessoal. A trama vem
e volta no tempo, criando um verdadeiro quebra cabeça sobre os acontecimentos
que acontecem na tela, mas eles vão se encaixando, para então tudo fazer
sentido, sobre os encontros e desencontros de Erika (Natalia Dill, ótima) e Nando
(Luca Bianchi). O diretor não poupa o espectador com cenas que envolvem sexo e
drogas, mas tudo feito de uma forma não muito explicita, mas sim plasticamente
bem filmada, que fazem delas essências e que acabam se tornando peças chaves
para o enredo.
Embora seja uma trama
aparentemente simples e com soluções que beira de um modo forçado, o filme é na
verdade é um belo “clipão”, onde a musica, fotografia e câmera lenta, se casam
de uma forma bem redondinha e que prendem o espectador, fazendo ele se
interessar pelos destinos dos personagens. Embora o diretor Prado, termine a
historia de uma maneira, que faz com que a trama continue nas mentes daqueles
que assistiram.
Anjos da Lei
Sinopse: Jenko
(Channing Tatum) e Schmidt (Jonah Hill) estudaram juntos, mas jamais foram
amigos. A situação muda quando se reencontram na academia de policiais, onde
passam a ajudar um ao outro. Já formados, se envolvem em uma confusão ao tentar
realizar a prisão de um traficante de drogas, que atuava no parque onde
trabalhavam. Remanejados para uma divisão comandada pelo capitão Walters (Ice
Cube), onde jovens policiais trabalham infiltrados, eles recebem a missão de
desvendar quem é o fornecedor de uma nova e perigosa droga. De volta ao
ambiente escolar e atuando sob nomes falsos, Jenko e Schmidt precisam se
acostumar aos novos tempos sem perder o foco na tarefa que lhes foi incumbida.
Vinte anos depois do
ultimo episodio da série oitentista Anjos da Lei, sua versão ganha às telas
para o cinema, e para a surpresa de muitos, é uma adaptação que da certo, por
não reverenciar o original, mas por não levar a serio a sua fonte, e com isso, se
torna livre para falar por si. Os diretores da animação Ta Chovendo Hamburguer,
Phil Lord e Chris Miller, oscilam entre uma quase sátira, para as comedias adultas
de adolescente atualmente para criar sua própria versão de Anjos da Lei. Essa
reformulação funciona de uma forma tão redondinha, principalmente por causa da
boa química dos atrapalhados agentes vividos por Jonah Hill e Channing Tatum. A
grande sacada da historia também, esta no fato da dupla ter que encarar uma nova
geração de alunos em sua missão, que nada se parecem com a geração do tempo
deles, onde atualmente, ser nerd é predominante e o politicamente correto esta
por todos os lados.
Se na vida tudo se
copia, então que se reformula. O filme Anjos da Lei é uma prova mais do que bem
vinda.
Terminou ontem, o curso Como se Ver um Filme 2 – Gêneros,
criado pelo CENA UM e ministrado por Ana
Maria Bahiana. Durante dois dias, á
critica de cinema destrinchou um pouco cada um, dos principais gêneros que moldam
o cinema, de ontem e hoje e como deles nascem outros subgêneros.
No primeiro
dia, o destaque ficou para o drama e a comédia, sendo que essa ultima, evoluiu
de tal forma nas ultimas décadas, que é um gênero que pode muito bem ser mais
expandido, assim como o drama, que por sua vez, ainda é o gênero mais importante
da historia da sétima arte. Curiosamente, Bahiana destacou bastante Titanic,
que embora sua historia de amor seja das mais previsíveis, a produção segue
todas as regras básicas de se fazer um bom cinema e atrair o publico alvo. Embora
a trilha sonora (principalmente seu tema principal) continue insuportável,
merece se tirar o chapéu para James Cameron, pelo seu esforço e ousadia na época
em que criou o épico.
Já no segundo dia, os gêneros ação, aventura, ficção,
terror e suspense dominaram o dia. Bahiana disseca toda a evolução desses gêneros,
através de uma viagem no tempo, onde desde os tempos do cinema mudo, o cinema
de ação e aventura tem evoluído muito. Maria citou (e eu só agradeço) o filme A
General, que embora seja um filme mais voltado para comedia, é de se espantar
como Buster Keaton não se machucou, ou até mesmo não morreu durante as
filmagens, pois quem viu esse filme, se lembra muito bem como o personagem de
Keaton sofreu maus bocados numa locomotiva a vapor, que faz parte da historia.
Num tempo que nem sequer existiam efeitos especiais, o filme possui inúmeras cenas
perigosíssimas e que hoje merece todo o respeito, daqueles que fazem filmes de
ação.
Para o meu deleite, quando Bahiana chega ao gênero de ficção
cientifica, ela faz uma justa comparação de três filmes, onde cada um deles possui tamanha importância na
historia , que ainda hoje é sentida. Na tela, assistimos por completo, o clássico
Viagem a Lua, passamos para uma rápida cena do clássico alemão Metrópoles, para
então fechar com chave de ouro, na famosa cena clássica de abertura de Blade
Runner, que é meu filme favorito. Após esse prazer, Bahiana encerra o curso
falando um pouco, tanto do gênero de suspense e terror, de como ambos os gêneros,
existe algo de muito em comum, que é assustar o publico, mesmo nos não estarmos
vendo o grande vilão da trama e se é assustador ou não, escancarar o vilão
explodindo na tela.
Como exemplo, Bahiana colocou na tela, Janela Indiscreta,
Alien: O 8º Passageiro e O Iluminado, onde Jack Nicholson explode no telão, com
um dos melhores desempenhos da carreira, e que encerra com chave de ouro o
curso de ontem. Infelizmente não pude participar da sessão de autógrafos com debate
que Bahiana faria na Livraria Cultura, muito menos pude comprar o mais novo
livro dela, pois nesse mês tive que apertar a cinta. Mas o curso em si valeu
muito a pena como sempre, principalmente para aqueles (como eu) viciados pelo
cinema, e cada atividade como essa, não é só aprendizagem, mas também um grande
prazer cultural.
Se tudo ocorrer bem, aguardem para novos especiais nas próximas
semanas.
O curso começou hoje, mas devido por
falta de tempo, só estou concluindo esse especial neste momento. Porém, após o
termino do curso, falarei por aqui também, o que achei sobre ele, que até agora
está ótimo.
MELHOR AVENTURA:
OS CAÇADORES DA
ARCA PERDIDA (1981)
Sinopse: Em 1936, o arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford) contratado
para encontrar a Arca da Aliança, que segundo as escrituras conteria "Os
Dez Mandamentos" que Moisés trouxe do Monte Horeb. Mas como a lenda diz
que o exército que a possuir será invencível, Indiana Jones terá um adversário
de peso na busca pela arca perdida: o próprio Adolf Hitler.
Projeto dos sonhos deGeorge
Lucas(junto comStar Wars), cuja
historia é toda dele. Contudo, como estava ocupado com a trilogia espacial,Lucasdecidiu dar o trabalho de direção para
seu colega e amigoSteven
Spielberg, que na época, estava interessado em fazer um filme de007.Lucaso persuadiu, e o convenceu queIndiana Jonesseria um filme muito melhor. Com a
escolha deHarrison Fordcomo protagonista, a produção seguiu
adiante de vento e poupa. O resultado é um dos melhores filmes de aventura de
todos os tempos. O filme diverte com um ritmo vertiginoso com as constantes
reviravoltas inspirado nos antigos seriados apresentados nas matines antes ou
depois do filme principal. Vencedor de 4 Oscar.
Curiosidade:Nos hieróglifos encontrados por Indiana
Jones no Poço das Almas, podem ser vistos, direita de Indy, inscrições com as
palavras R2-D2 e C-3PO, outra homenagem saga Guerra nas Estrelas.
Sinopse: John McClane (Bruce Willis)
é um detetive de Nova York que está indo a Los Angeles para se encontrar com
sua esposa (Bonnie Bedelia), que trabalha em uma empresa japonesa. Porém, ao
chegar no prédio onde ela trabalha, percebe que o edifício está sendo assaltado
por um bando de terroristas e decide atrapalhar seus planos para resgatar sua
mulher.
Ação constante
bem ao gosto do diretor Jhon Mctiernan (O Predador), que usa e abusa de efeitos
especiais apuradíssimos. Embora tão implacável quanto Rambo, o herói tem características
humanas, desde sentir medo e se machucar muito, diferente de vários heróis de
ação dos anos 80, que saiam de um tiroteio, sem levar nenhum arranhão.
Transformou
Willis no mais novo astro dos filmes de ação, status que se estenderia por
quase toda a década de 90. A
produção foi baseada no romance de Rideck Thorpe, que embora não seja plausível
em alguns momentos, o corre e corre e a
carisma do protagonista, garantem a atenção do publico do começo ao fim. Atenção
para a cena que Willis se arrastando dentro do duto de ventilação, que acabou
se tornando clássica e muito imitada.
Nos dias 26 e 27 de Maio, participarei
do curso Como Se Ver Um Filme 2 – Gêneros, criado pelo CENA
UM e ministrado pela critica de cinema Ana Maria Bahiana.
E enquanto os dois dias não vêm, por aqui falarei sobre qual é o melhor (em
minha opinião) filme de cada gênero.
MELHOR FICÇÃO
CIENTIFICA:
BLADE RUNNER
Sinopse: Em um futuro
em que a humanidade inicia a colonização espacial, para o que cria seres
geneticamente alterados - replicastes - utilizados em tarefas pesadas,
perigosas ou degradantes nas novas colônias. Fabricados pela Tyrell Corporation
como sendo "mais humanos que os humanos", os modelos Nexus-6 são
fisicamente idênticos aos humanos, mas são mais fortes e ágeis. Devido a
problemas de instabilidade emocional e reduzida empatia, os replicantes são
sujeitos a um desenvolvimento agressivo, pelo que o seu período de vida é
limitado a quatro anos.
Após um motim, a
presença dos replicantes na Terra é proibida, sendo criada uma força policial
especial - blade runners — para os caçar e "aposentar" (matar).
O filme relata como
um ex-blade runner - Deckard - é levado a voltar à ativa para caçar um grupo de
replicantes que se rebelou e veio para a Terra à procura do seu criador, para
tentar aumentar o seu período de vida e escapar da morte que se aproxima.
As palavras finais do
personagem Roy Betty, interpretado espetacularmente por Rutger Hauer no clímax
dessa grande obra prima, ecoam na mente do espectador, que até hoje jamais se
esquece, uma vez que vê essa grande obra prima idealizada em 1982. Mas para
alcançar os estatus de Cult e até mesmo de obra prima, Blade Runner enfrentou um trajeto
árduo e difícil para chegar aonde chegou. Sendo inicialmente mal recebido nas salas de
cinema, logo não tardou e se tornou claro, que a partir do filme, é possível
obter múltiplas leituras filosóficas ou religiosas sobre temas recorrentes: Quem
somos? De onde viemos? Para onde vamos? O que nos torna humanos? Esta atração,
bem como o impacto visual de uma atmosfera cyberpunk, tipo filme noir,
associada à música de Vangelis, fizeram de Blade Runner um filme cult, tendo
sido um dos primeiros a serem editados em DVD.
Em julho de 2000,
Ridley Scott declarou em entrevista à televisão britânica, que o personagem
Deckard também era um replicante. O filme teve problemas com os produtores, que
teriam alterado a edição final e obrigado Harrison Ford a fazer uma narração
off de última hora para melhor explicar o enredo, considerado muito complicado
para o público geral. Anos depois, o diretor Scott relançaria o filme com a sua
versão, a chamada "versão do diretor". E isso é só uma parte da
lenda e da grande trajetória que o filme percorreu. Na verdade, Blade Runner
foi um dos filmes da historia do cinema que mais foi mal compreendido na sua
estréia, mas existem muitos motivos para ter acontecido isso.
Para começo de
historia, o filme estava muito a frente do seu tempo. Naquela época (1982), as
pessoas estavam mais interessadas em ir ao cinema para ver filmes alegres e que
dessem esperança. Após a década decadente dos anos 70, as pessoas buscaram sua
utopia, indo de encontro com um mundo melhor no qual os filmes apresentavam e
Blade Runner ia de encontro a isso pelo lado inverso. Para complicar, Blade Runner estreou justamente em um ano que
as pessoas estavam em volta apenas com um personagem, ET, o filme que se tornou
“o filme” de 1982 e um dos melhores filmes daquele ano, fez com as pessoas se
esquecem de outros filmes que estrearam e Blade Runner foi um das vitimas.
Mas eis que outros
meios de entretenimento fizeram que o filme fosse redescoberto pelo publico. As
Cinematecas e o vídeo cassete, que naquela época estava começando a engatinhar.
Blade Runner se tornou um dos primeiros e mais bem vendidos e locados filmes
neste formato. Só para se ter uma idéia, as pessoas viam e reviam, usavam o
controle remoto para ver e rever diversas cenas da película, congelava a cena,
tentando imitar a famosa cena de Deckard, analisando a foto no computador. Com
a entrada da TV a cabo nos lares e o vídeo cassete se tornando mais e mais
popular, Blade Runner ganhou o publico que havia perdido na época da estréia e
ganhou o status de CULT, se tornando o melhor representante desse gênero, mas a
historia não acabou por ai.
Em 1991, Ridley Scott,
nunca conformado com a primeira versão exibida no cinema, decidiu relançar o
filme novamente, com algumas cenas a mais. A narração off do protagonista é
eliminada e um final diferente do que é mostrado em 1982. Nesta nova versão, o
filme termina com Deckard encontrando o origami de Gaff no chão, fazendo
ligação com uma nova cena do filme de Deckard sonhando (ou imaginando) um
unicórnio. O filme termina com os protagonistas no elevador, em vez de terminar
com eles fugindo dentro do carro para o horizonte fazendo que a trama
terminasse em aberto e deixando inúmeras perguntas no ar: Seria Deckard um
replicante também?
Essa pergunta acabou
se tornando um dos maiores enigmas que o cinema criou nos últimos anos. Talvez
desde que Orson Wells lançou da sua boca a palavra ROSEBUD no seu clássico
Cidadão Kane. Talvez essa era a intenção de Ridley Scott desde o principio, em
fazer as pessoas saírem com essa pergunta, que não quer calar nas suas cabeças,
sendo essa intenção que foi negada na época da estréia, já que os produtores
ficavam preocupados com a resposta do publico e queria que a trama fosse toda
mastigada para o melhor entendimento.
A meu ver, um filme
não precisa ser explicando e sim sentido. Talvez, as vezes os filmes nem precisam
fazer sentido pois a própria vida não faz, portanto para mim, Blade Runner
ganha em muito com relação aos outros filmes, pois deixa essas perguntas no ar,
e por causa disso o filme é discutido e debatido até hoje e isso já é um grande
feito.
E talvez, Blade
Runner seja um dos filmes que mais soube sintetizar o que iria acontecer com
nós e o mundo nos anos que vieram e que estamos vivendo. Tudo que foi mostrado
no filme, muitas coisas estão acontecendo agora, como cidades com um auto
numero de pessoas, poluição, chuva acida, clonagem, a frieza do homem perante a
vida, isso tudo já está acontecendo. Inúmeras pessoas que eu conheço e que
passeiam nas grandes cidades com um numero cada vez maior de pessoas amontoadas
nas ruas, mal conseguindo andar, imediatamente elas dizem: Isso é Blade Runner!
Ou seja, mesmo que o
filme retrate 2019, talvez já estejamos vivendo nele e que estejamos em uma situação bem pior. Blade
Runner serviu de alerta para dizer, “cuidado”, pois veja aonde agente pode
chegar, se agente não se cuidar. Infelizmente não correspondemos bem o recado.
Alguns anos atrás, Ridley
Scott relançou novamente Blade Runner em Veneza, intitulado “versão definitiva”,
com nova imagem mais definida, minutos a mais e fortalecendo mais ainda a
pergunta: Seria Dechard um replicante? Talvez essa pergunta jamais sejas
respondida, o que conta realmente é a pergunta, não a resposta. Se houvesse
ela, talvez a pergunta finalmente perderia o significado.
Após o relançamento
nos cinemas, o filme foi lançado em DVD, se tornando um dos melhores
lançamentos dos últimos anos. Caixa continha nada menos que três discos. O
primeiro contendo a nova versão definitiva remasterizada, no segundo discos
todas as versões anteriores, a de 82, versão internacional (mais violenta), e a
versão do diretor de 1991. Mas é no terceiro disco a maior festa. Com mais de
três horas de duração, um documentário com todos os envolvidos, contando desde
a pre-produção, até o status que o filme adquiriu, participações para lá de
especiais de diretores de sucesso atualmente, como Guilherme Del toro, fazendo
o DVD um dos melhores lançamentos dos últimos anos.
Dechard era um
replicante?
Espero que essa
pergunta soe e soe por muitos anos, seja na roda de amigos, seja em fóruns da
internet, para fazer com que o filme sempre esteja entre os 100 melhores filmes
de todos os tempos.
Gente to na maior corrida nesta
semana, mas seja que Deus quiser, as coisas irão melhorar semana que vem. Portanto
sem delongas, confiram as principais estreias no nosso estado.
Homens de Preto 3
Sinopse: Yaz decide voltar no tempo para matar Kay e
desencadeia uma série de acontecimentos que pode levar ao fim do mundo. Jay
precisa então ir atrás de Yaz para salvar seu companheiro e o destino da
humanidade. Para isso ele viaja no tempo e descobre segredos que nunca
imaginou.
Flores do Oriente
Sinopse: Na devastada cidade de Nanjing em 1937 o perigo
das ruas fez com que um grupo inimaginável de refugiados se reunisse em uma
igreja: um bando de crianças em estado de choque algumas sedutoras e
provocantes cortesãs e um renegado americano que se passa por padre para salvar
a própria pele. Ou que pensa que se salvará. Emboscados por saqueadores ao
longo dos próximos dias eles vão lutar não apenas para sobreviver mas também
para fazer o que parece ser impossível nestas circunstâncias - compreender e
confiar um no outro.
MR. SGANZERLA - OS SIGNOS DA
LUZ
Sinopse: Filme-ensaio que
recria o ideário do cineasta Rogério Sganzerla por meio dos signos recorrentes
em sua obra: Orson Welles, Noel Rosa, Jimi Hendrix e Oswald de Andrade, que são
consideradas as matrizes de seu pensamento. O método de criação, a musicalidade
do olhar, o estilo inovador na montagem, o duo com a atriz e companheira Helena
Ignez que revolucionou a “mise en scène” no cinema, a parceria com Júlio
Bressane na produtora Belair e a atitude iconoclasta do autor atravessam o
filme numa linguagem que se contamina com a dicção vertiginosa do artista.
Narrado em primeira pessoa, a partir de imagens raras e situações encenadas
hoje com personagens-chave de sua filmografia.
Adorável Pivellina
Sinopse: Patti, uma artista de circo
que mora com o marido em um trailer, encontra a pequena Asia, de dois anos, em
um parque nos arredores de Roma. Junto com a menina veio apenas o bilhete da
mãe avisando que a apanharia quando tivesse condição. Neste meio tempo, ela
encanta Patti e sua vizinhança.
Nos dias 26 e 27 de
Maio, participarei do curso Como Se Ver Um Filme 2 – Gêneros,
criado pelo CENA UM e ministrado pela critica de cinema Ana
Maria Bahiana. E enquanto os dois dias não vêm, por aqui falarei sobre qual
é o melhor (em minha opinião) filme de cada gênero.
MELHOR SUSPENSE: PSICOSE (1960)
Sinopse: Secretária (Janet Leigh) rouba 40 mil dólares para se casar.
Durante a fuga, erra o caminho e chega em um velho motel, onde é amavelmente
atendida pelo dono (Anthony Perkins), mas escuta a voz da mãe do rapaz,
dizendo, que não deseja a presença de uma estranha. Mas o que ouve é na verdade
algo tão bizarro, que ela não poderia imaginar que não viveria para ver o dia
seguinte.
Um dos filmes mais famosos do mestre de
suspense, em que o soberbo domínio da técnica cinematográfica faz esquecer
eventuais imperfeições do argumento e do roteiro. Os pontos altos são a
fotografia em preto e branco deJhon
L Russelle a trilha
sonora deBernard
Herrmano, o planejamento visual deSaul
Bass, especialmente na cena do chuveiro e o desempenho dePerkinso melhor da sua carreira. Baseado no
romance deRobert
Bloch, teve duas seqüências produzidas para o cinema e uma para a tv.
Sinopse: Em Georgetown, Washington, uma atriz vai
gradativamente tomando consciência que a sua filha de doze anos está tendo um
comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre,
que também um psiquiatra, e este chegam à conclusão de que a garota está
possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote,
especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão.
A narrativa
simples apóia-se nos efeitos visuais e sonoros que tornam explicitas as cenas
de possessão demoníaca. De tão copiada, a formula hoje em dia parece um tanto
envelhecida, mas é um marco do cinema de horror. Baseado no romance de
Willian Peter Blatty, que ganhou o Oscar de melhor roteiro.