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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cine Dica: Revolução Industrial é o tema do próximo História no Cinema para Vestibulandos


O História no Cinema para Vestibulandos deste sábado, 6 de julho, exibe o filme Oliver Twist de Roman Polanski, no CineBancários. A sessão, que tem entrada franca, tem inicio às 9h30, seguida de palestra sobre a Revolução Industrial, com ênfase nas questões da prova de história do vestibular. Os palestrantes são os professores de história Guilherme Lauterbach (voluntário no Projeto Iniciativa Cidadã, PEAC) e Aécio Severo (Centro de Educação e Cultura Pré-Vestibular Resgate).
Adaptado do romance de Charles Dickens, Oliver Twist (Barney Clark) é um garoto órfão na Londres do século XIX. Depois de fugir de um cruel orfanato, acaba sendo atraído para o crime e torna-se batedor de carteiras, mas sempre com grandes esperanças de ter uma vida melhor.
Com os acontecimentos vividos por Oliver, que passa por diferentes segmentos da sociedade moderna da época, podemos evidenciar o impacto do processo produtivo e econômico na vida da população.

História no Cinema para Vestibulandos - 10 anos | dia 6 de julho, sábado, às 9h30, no CineBancários (General Câmara, 424 – Centro - POA)
- Exibição do filme Oliver Twist, de Roman Polanski (Reino Unido / República Checa / França / Itália, 2005, 130 minutos)
- Palestra sobre a Revolução Industrial, com enfase nas questões da prova de história do vestibular, com os professores de história Guilherme Lauterbach e Aécio Severo.

Entrada Franca

CineBancários
(51) 34331204 / 34331205
Rua General Câmara, 424, Centro - POA
blog: cinebancarios.blogspot.com.br
site: cinebancarios.sindbancarios.org.br
facebook.com/cinebancariose_bancarios

Cine Dica: Em Cartaz: Antes da meia-noite


Sinopse: Último filme de uma trilogia Antes da Meia-Noite conta a história do norte-americano Jesse e da francesa Céline que se conheceram em um trem para Viena em Antes do Amanhecer (1995) e Antes do Pôr do Sol (2004).

Todo o começo tem um fim: essa frase poderia resumir como um todo a terceira parte da trilogia  iniciada com “Antes do amanhecer” (“Before Sunrise”), de 1995. A história dos dois jovens (o americano Jesse e a francesa Celine) que se conhecem num trem de Budapeste para Viena, optando em saltar na capital austríaca e conversar durante toda a noite, com a promessa de terem a companhia um do outro até o amanhecer, se tornando então um grande sucesso dos anos 90. Vencedor do Urso de Prata para a direção de Richard Linklater e um desempenho estupendo de Ethan Hawke e Julie Delpy, que acabaram ganhando inúmeros admiradores e que torciam para que eles retornassem novamente num novo capitulo.  
Eis que em 2004, os protagonistas voltam a se encontrar em Paris em “Antes do por do sol”. Celine virou uma ecologista, mas meio que sofria em silencio por ter um namorado ausente. Jesse se casou, teve um filho e estava na capital francesa para lançamento do seu livro de grande sucesso na América, que era justamente baseado na noite em que ele passou com Celine. Neste novo encontro, eles conversam em uma longa caminhada, onde aos poucos é revelado inúmeras surpresas um do outro e que acabam aos poucos abrindo os seus corações em diálogos afiados e muito espertos. Facilmente o filme superou o original e acabou surpreendentemente entrando na lista dos melhores filmes da primeira década do século 21.  
Agora, nove anos depois de “Antes do Pôr do Sol”, Linklater, Hawke e Delpy, se encontram novamente em “Antes da Meia-Noite”. O casal de protagonistas finalmente estão casados, possuem gêmeas para criar e estão numa bela parte da Grécia passando férias em família. Só que aqui há uma grande diferença se compararmos com os filmes anteriores. Para inicio de conversa o filme não possui tantos planos fechados do casal, optando assim em mostrar mais a bela ambientação onde se passa a historia. A trama começa pra valer, no momento que Jesse começa se questionar se deveria ou não ter passado mais tempo com o seu filho do seu primeiro casamento. Isso acaba se tornando o ponta pé inicial para que o casal comece a fazer uma revisão de sua relação, onde acabara saindo do armário um certo desgaste não assumido por ambos, mas que está ali escancarado.               
Para os mais românticos e fãs da série cinematográfica isso pode soar até decepcionante, pois o casal encara o fato que o conto de fadas deles não era exatamente perfeito e quando a realidade bate no mundo perfeito dos sonhos, sempre acaba com alguém se machucando. Como o casal está na casa dos 40 anos, eles começam ambos se avaliarem e reverem o que acertaram e o que erraram ao longo dos anos em que viveram juntos e acabam se perguntando, se pelo que sentiam um pelo outro antes, continua firme e forte atualmente?
Por mais duro que seja para os fãs, é o amadurecimento da trilogia romântica, queiram ou não. No final das contas é um retrato de todos nos, sobre os nossos relacionamentos, sofrimentos e questionamentos, pois ao longo da vida, sempre a gente fica se perguntando: se tivéssemos uma chance de mudar o nosso passado o que você mudaria? 
Mas se você realmente tivesse a chance de mudar, você mudaria e arriscaria perder tanto as situações ruins como boas que passou ao longo da vida?
Querendo ou não, os momentos ruins de uma relação sempre estarão lá, para fazer a gente amadurecer, deixar os nossos corações cada vez mais fortes e prontos quando nos precisarmos deles. Jesse e Celine chegaram num momento que precisam que os seus corações estejam fortes para ambos e os minutos finais da trama, dão a entender que eles deram conta (ou não) do recado. 

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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: Minha Mãe é uma Peça - O Filme


Sinopse: A trama conta a história das loucuras da mãe e dona de casa Hermínia uma mulher de meia idade aposentada e sozinha que tem como preocupação maior procurar o que fazer.

O cinema brasileiro atualmente vive de duas formas: entreter e refletir, sendo que o primeiro é o que acaba rendendo para os bolsos dos produtores, que cada vez mais investem em filmes de comedia para atrair as massas interessadas em ir ao cinema do shopping unicamente para se descontrair. É claro que conforme o tempo passa boa parte dessa safra humorística irá se perder com o tempo, pois quem vai se lembrar do filme E ai Comeu? daqui a dez anos? Nem toda piada que se preze sobrevive ao tempo é claro. Eis que então cheguemos a Minha Mãe é Uma Peça, baseado numa peça de teatro de grande sucesso (um milhão de espectadores), cuja essa versão cinematográfica possui um grande acerto: Paulo Gustavo.
Assim como na versão teatral, Gustavo interpreta aqui Hermínia com uma intensidade absurda, onde simplesmente incorpora a personagem de tal forma, que chegamos até esquecer que é um ator e não atriz que está diante de nossos olhos. Com trejeitos amalucados, piadas certeiras e sem papa na língua, a personagem Hermínia e seu interprete é o típico exemplo cada vez mais raro atualmente no cinema de um casamento perfeito e que dificilmente da para imaginar de outra forma na pele de outro ator. Praticamente com o filme no bolso, todo o foco da trama se concentra nela, sendo que seus filhos (Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo)  ex marido (Herson Capri) e amante (Ingrid Guimarães) pouco podem fazer perante a essa entidade cheia de energia e que nos faz rir em boa parte da historia.
A trama em si não traz muita novidade, sendo que o atrito e magoa que a protagonista tem com os seus filhos no inicio do filme, serve unicamente para a trama se adentrar aos flashbacks e é aonde possui os melhores momentos: a seqüência da reunião dos moradores do prédio com a sindica é digna de nota. Curiosamente, o filme escapa de uma enrascada, quando por uns momentos o roteiro é invadido pelo lado melodramático, mas quando isso acontece, serve unicamente mais para compreendermos melhor a obsessão pelo cuidado e carinho em abundancia que a protagonista tem pelos seus filhos. Nunca é demais também refletirmos dentro do universo do humor.
Com cores quentes, que remetem as melhores fases das comedias espanholas, Italianas e do nosso próprio cinema, Minha Mãe é uma Peça entra e sai sem ambições, sendo que a produção veio unicamente  para entreter publico, mas que felizmente nos rimos e continuamos com o sorriso no rosto depois que saímos da sala de cinema. 

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terça-feira, 2 de julho de 2013

Cine Dica: Sala P. F. Gastal Exibe Westerns Políticos

CICLO DE FAROESTES POLÍTICOS NA SALA P. F. GASTAL
  
Em sintonia com as recentes manifestações que tomaram as ruas da cidade nas últimas semanas, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) exibe entre os dias 2 e 14 de julho a mostra Westerns Políticos, reunindo faroestes que trazem à tona questões políticas a partir de diferentes olhares.
 São muitos os conflitos e as revoluções retratados nas incursões abertamente políticas do gênero, em narrativas que questionam as figuras heróicas do imaginário norte-americano e rompem com o maniqueísmo clássico presente nas obras mais tradicionais. De grandes nomes de Hollywood, serão exibidos, entre outros, Vera Cruz, de Robert Aldrich, um dos pais do faroeste moderno, Viva Zapata!, de Elia Kazan, com Marlon Brando vivendo o emblemático líder revolucionário mexicano, e o último western de John Ford – o principal mestre do gênero –, Crepúsculo de uma Raça, espécie de acerto de contas pessoal com os índios, personagens frequentemente retratados como desordeiros violentos em obras clássicas daquele universo – incluindo muitas do próprio Ford.      
 Por mais que boa parte dos westerns discorra sobre fatos históricos norte-americanos – ou de suas fronteiras mexicanas –, tais narrativas muitas vezes refletem turbulências políticas contemporâneas às suas realizações. É o caso do cultuado Quando Explode a Vingança, de Sergio Leone, outro destaque do ciclo, que aborda as conseqüências das rebeliões europeias de 1968 mesmo tendo como tema a revolução mexicana do início do século XX.
 O zapata western, vertente extremamente politizada do western spaghetti com suas jornadas violentas sobre guerrilheiros e separatistas, também ganha destaque no ciclo. Além da obra-prima de Leone, serão exibidos Uma Bala para o General, um dos primeiros filmes do renomado cineasta Damiano Damiani, e o clássico Vamos Matar, Companheiros!, de Sergio Corbucci, mestre do cinema de gênero italiano recentemente homenageado por Quentin Tarantino em Django Livre.
 O ciclo também exibe alguns dos faroestes que promoveram revoluções importantes dentro dos paradigmas do gênero, como Meu Ódio Será Sua Herança, de Sam Peckinpah, que elevou o nível de sordidez e violência a um patamar poucas vezes visto, El Topo, incursão surrealista do chileno Alejandro Jodorowsky aos desertos do oeste, e Jogos e Trapaças – Quando os Homens São Homens, de Robert Altman, que, apoiado pela música de Leonard Cohen, insere uma poderosa carga metafísica aos dramas de seus personagens.
 A mostra Westerns Políticos tem o apoio da distribuidora MPLC, e pode ser conferida em três sessões diárias.


Mais informações e horários das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.  

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Cine Dica: Dossiê Jango


Sinopse: João Goulart havia sido eleito democraticamente presidente do Brasil, mas foi expulso do cargo após o golpe de Estado de 1 de abril de 1964. Depois disso, Jango viveu exilado na Argentina, onde morreu em 1976. As circunstâncias de sua morte no país vizinho não foram bem explicadas até hoje. Seu corpo foi enterrado imediatamente após a sua morte, aumentando as suspeitas de assassinato premeditado. Este documentário traz o assunto de volta à tona e tenta esclarecer publicamente alguns fatos obscuros da história do Brasil.

Se eu paro por um momento e olho para traz, percebo a enorme quantidade de títulos brasileiros que foram lançados recentemente e que foca exclusivamente eventos do período da ditadura militar, desde os documentários há tramas fictícias. O diretor Paulo Henrique Fontenelle (Loki) decide se aventurar, ao adentrar num verdadeiro quebra cabeças sobre a vida e a morte de João Goulart, que até hoje existe mais perguntas do que respostas. Assim como o genial O Diário de uma Busca, a produção lembra por vezes um filme investigativo, onde tanto o cineasta como as pessoas ligada a Goulart tentam destrinchar cada parte dessa complicada historia.
Curiosamente, o filme surpreende ao mostrar de uma forma explicita os verdadeiros peões que foram responsáveis pela queda do Presidente, sendo que para nossa surpresa, o próprio governo dos EUA é que acabou se envolvendo em meio aos bastidores, pois acreditavam que a forma que Goulart estava administrando o País, acabaria levando o governo para uma situação bem pior.  Atualmente fica meio difícil imaginar se foi para melhor ou para pior a intervenção dos americanos, mas o resto da historia todos nos conhecemos: o golpe de 1964 em que os militares tomaram o governo e o exílio de João Goulart na Argentina. A partir desse ponto Fontenelle começa a focar inúmeras coincidências durante aquele fatídico período, como a morte dos aliados do ex Presidente em pouco espaço de tempo e a morte do próprio em que até hoje está sob investigação.
A investigação dos produtores dos documentários chega a um ponto, em que tudo que é apresentado na tela se torna uma verdadeira teia de eventos, que acaba formando uma imensa  teoria da conspiração, em que nos leva a um surpreendente encontro do filho de Goulart com uma figura que só não direi quem é para não estragar a surpresa. Embora o filme tenha começo, meio e fim, os minutos finais terminam em aberto para o espectador, pois as investigações da morte do ex Presidente ainda prosseguem, assim como também as inúmeras investigações sobre os desaparecimentos e mortes de inúmeras pessoas daquele complicado período. Um filme para ser visto por todos e como um alerta para que tempos como aqueles não voltem mais.   


NOTA: O filme ainda não se encontra em cartaz, sendo que eu o assisti numa sessão especial pelo Cine Clube Zero Hora.   


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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: Os Amantes Passageiros


Sinopse: A bordo de um avião que se dirige para a Cidade do México um grupo de passageiros vai conhecer o pânico quando se apercebe que uma falha técnica ameaça pôr em risco as suas vidas. Os pilotos assim como o resto da tripulação treinados para todas as situações de crise estão absolutamente decididos em tornar aquela viagem no mais agradável possível independentemente das condições adversas a que estão submetidos. E é assim que a viver uma situação limite passageiros e tripulação acabam por se ligar de uma maneira inesperada em que cada um se torna capaz das mais íntimas confissões das suas vidas.

Quando a crise global estourou em todo o mundo, a Espanha foi um dos países que mais saíram afetados e com isso era mais do que obvio que os produtores de lá iriam se empenhar em levar o publico ao cinema para rir um pouco e esquecer-se dos problemas. Nesse quadro, fica difícil imaginar Pedro Almodóvar fazendo uma comedia, principalmente após o seu ultimo lançamento, o pesadão A Pele que Habito. Contudo se olharmos para traz, Almodóvar começou com filmes bem humorados como Mulheres a Beira de um Ataque de Nervos, que alias, havia sido o filme que lhe garantiria sucesso internacional na época e voltar atualmente as suas raízes seria uma questão de lógica para animar os seus conterrâneos.
Basicamente uma chanchada Espanhola, o filme possui todos os ingredientes habituais do diretor, desde as cores quentes, há inúmeros personagens que vão se interligando uns aos outros na trama, que embora possa parecer absurda em alguns momentos, não deixa de ser bastante divertida. Embora ele já tenha explorado o homossexualismo em outros filmes, aqui talvez seja o seu filme mais gay, embora muito menos explicito, pois o filme se prende ao lado cômico de cada um deles: três comissários como gays, enquanto que o piloto é bissexual e o copiloto é heterossexual, mas infeliz no casamento. Javier Cámara, Carlos Areces e Raúl Arévalo brilham como os comissários gays, rendendo as melhores piadas e situações inusitadas, como quando eles começam a dançar e cantar a clássica musica  “I’m so excited”.
Lola Dueñas, Cecilia Roth, José Maria Yazpik, Guillermo Toledo e José Luis Torrijo representam os principais passageiros do avião, sendo que Lola Dueñas é que se sobressai, ao interpretar uma espécie de sensitiva, que embora com um ar de inocência, seu personagem vai se descascando cada vez mais, de acordo com as situações absurdas que vão surgindo dentro do avião. Ela alias é protagonista da cena mais sensual e inusitada do filme e que não deve nada com relação a outras cenas de sexo que o diretor já faz ao longo da carreira. Infelizmente nem tudo é perfeito nessa pequena obra do diretor, pois ele erra ao criar uma trama paralela em terra firme, que é interligado com um dos passageiros do avião e estrelado pela bela atriz Paz Vega, que embora talentosa, a trama que ela protagonista acaba meio que prejudicando um pouco o ritmo do filme.
Com pequenas, mas importantes participações de Antonio Bandeiras e Penélope Cruz, Os Amantes Passageiros pode até ser classificado nesse momento como uma obra menor do diretor, mas com o tempo, acredito que ganhara status de Cult e porque não dizer também um pequeno clássico da filmografia do diretor. 

Leia mais sobre a carreira e filmes de Almodóvar clicando aqui.

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domingo, 30 de junho de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: A Memoria que me contam

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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Cine Dicas: Estréias no final de semana (28/06/13)

A Memória que Me Contam 

Sinopse: A ex-guerrilhera Ana (Simone Spoladore), ícone do movimento de esquerda, é o último elo entre um grupo de amigos que resistiu à ditadura militar no Brasil. Com a iminente morte da amiga, eles se reencontram na sala de espera de um hospital. Entre eles está Irene (Irene Ravache), uma diretora de cinema que sente-se perdida diante da iminente morte da amiga e que precisa ainda lidar com a inesperada prisão de Paolo (Franco Nero), seu marido, acusado de ter matado duas pessoas em um atentado terrorista ocorrido décadas atrás na Itália.

César Deve Morrer 

Sinopse: A peça teatral "Júlio César", de William Shakespeare, é encenada por um grupo de prisioneiros da prisão de segurança máxima Rebibbia, localizada em Roma. Ao mesmo tempo que funciona como registro documental, trabalha a ficção por trás da trama original. Dirigido pelos irmãos Paolo e Vittorio Taviani e vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim 2012. 

Crazy Horse 

Sinopse: O Crazy Horse é um dos cabarés mais famosos do mundo. São dezenas de técnicos e artistas trabalhando de forma incessante para produzir aquele que, segundo os proprietários do local, exibe o "melhor show de striptease do mundo". Só que, por trás de todo o glamour, existe uma competição feroz por uma vaga entre as bailarinas e uma grande rivalidade entre o diretor e o diretor artístico.

Guerra Mundial Z 

Sinopse: A história gira em torno do funcionário da ONU Gerry Lane que atravessa o mundo numa corrida contra o tempo para impedir uma pandemia que está desafiando exércitos e governos e ameaçando dizimar a humanidade inteira.

Os Amantes Passageiros 

Sinopse: Um grupo de personagens excêntricos acredita estar vivendo suas últimas horas de vida. Em meio ao desespero geral eles começam a fazer confissões inesperadas sobre seus pecados e suas últimas vontades.

Todo Mundo em Pânico 5 


Sinopse: A última parte da franquia de filmes TODO MUNDO EM PÂNICO inclui paródias dos filmes Atividade Paranormal Mama A Entidade A Morte do Demônio A Origem Cisne Negro e outras referências da cultura pop.

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cine Dica:Em Cartaz: Universidade Monstros


Sinopse: Na trama Mike Wazowski e James P. Sullivan são uma dupla inseparável mas nem sempre foi assim. Desde o momento em que esses dois monstros incompatíveis se conheceram eles não se suportaram. Universidade Monstros revela o segredo de como Mike e Sulley superaram suas diferenças e se tornaram melhores amigos.

Quando Carros 2 foi apresentado ao publico, muitos cinéfilos acreditaram que era a primeira bola fora dos estúdios Pixar e que a leva de seqüência dos seus filmes já clássicos seria uma direção errada que eles tomariam. Felizmente não é isso que acontece em Universidade Monstros, que na realidade é uma historia anterior aos eventos vistos em Monstros S.A e mostra como Mike e Sullivan se conheceram. O grande acerto do estúdio foi apresentar ao publico os nossos velhos conhecidos, mas com personalidades diferentes se comparado ao filme original: Nike se apresenta como um ser otimista e sempre em busca do seu sonho (ser futuro monstro assustador), mas em contra partida, Sllivan se apresenta como um convencido monstro filho de papai e que acha que nasceu para a profissão.
Sem sombra de duvida foi uma agravável surpresa em ser apresentada essa nova camada de personalidade dos personagens que antes era desconhecida, sendo que até mesmo o vilão do filme anterior Randall nos é apresentado como um monstro simpático e amigo de Mike, mas que aos poucos serão apresentados os motivos que levou ele a ir para o caminho errado. Outra sacada do roteiro foi apresentar as típicas situações que acontecem numa universidade, desde reunião de grupos e festas, mas tudo de uma forma bem humorada e que fará tanto a criança como o adulto se divertirem. É bem da verdade que visualmente o filme possui uma imensidão de detalhes muito maior que o filme anterior, desde um numero maior de seres de diversas formas, há inúmeros detalhes que saltam os olhos, como nas provas de sustos em que os nossos heróis precisam passar a todo o custo.
Embora com lições de moral que vão ao extremo e com um final que a gente já espera o que irá acontecer meia hora antes do encerramento, Universidade Monstros é uma deliciosa comedia do estúdio, que embora não apresente muitas novidades, se acerta ao inserir os personagens em situações diferentes em vez de nos dar uma sensação de repeteco, que é o grande mal que assola, tanto seqüências como prequels hoje em dia.   

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Cine Dica: O Cavalo de Turim


Sinopse: Em Turim, em 3 de janeiro de 1889, o filósofo Friedrich Nietzsche sai do imóvel da Via Carlo Albert, número 6. Não muito longe dali, o condutor de uma carruagem de aluguel está tendo problemas com um cavalo teimoso. O cavalo se recusa a sair do lugar, o que faz com que o condutor, apressado, perca a paciência e comece a chicoteá-lo. Nietzsche aparece no meio da multidão e põe fim à cena brutal, abraçando o pescoço do animal, em prantos. De volta à sua casa, Nietzsche então permanece imóvel e em silêncio durante dois dias estendido em um sofá, até que pronuncia as definitivas palavras finais (“Mãe, eu sou um idiota”) e vive por mais dez anos, mudo e demente, sendo cuidado por sua mãe e suas irmãs. Não se sabe que fim levou o cavalo.

Será mesmo O Cavalo de Turim o filme derradeiro do húngaro Béla Tarr? Oxalá não, que o Cinema precisa dele. Mas se assim for terá sido este o seu melhor testamento ao Cinema. Um filme que é um grandioso épico, que nos dá conta da vã e inglória luta pela sobrevivência que um pai, uma filha e um cavalo de carga, teimam em levar por diante, contra, simplesmente, a ira de Deus pelo que os homens de mal fizeram. Um filme belo como poucos, feito do silêncio, que vale ouro, das personagens, e do imenso barulho do vento e do pó que tudo sufoca. Feito também de um ritornello musical, onipresente, mas também feito e sempre daquela extraordinária fotografia a preto e branco, que praticamente só os maiores do Mudo nos souberam dar (tirar). Um filme que remete imediatamente para o universo de Dovjenko e para a sua, nossa, Terra. Os grandes-planos, as mesmas cenas fotografadas de ângulos diferente. Os pormenores no detalhe, de um olhar (o pai que interroga a filha com o olhar), de uma encenação (o pai deitado, morto?). A mesma batata comida de forma diferente. O poço que seca sem explicação, as lamparinas que não deitam luz apesar de cheias. Por fim a escuridão, sem hipótese de recurso. E a morte. Nada que o cavalo não tivesse pressentido antes (a recusa em trabalhar, em comer, o semi-cerrar dos olhos), nada que o vizinho não tivesse avisado a pai e filha, e nada a que os ciganos não fugissem (pérolas, a referência “não queres vir conosco para a América?”, seguida da oferta da Bíblia à filha). O melhor plano? O rosto da filha à janela, entre cá e lá, de que Lang teria gostado. Melhor seqüência? A inicial, em que cavalo e camponês, regressando a casa, em esforço, são acompanhados pela câmara ondulando, ao sabor do vento, também ela em esforço, abrindo e fechando o diafragma, nunca parando, conseguindo durante largos minutos a proeza de nunca nos cansar, filmando que está as mesmas personagens, sempre, mas sempre de forma diferente, ora aproximando-se, ora afastando-se, subindo e descendo, avançando, recuando. É uma seqüência sublime, de um filme tão sublime quanto pessimista, crú e conformista. É o Zaratustra de Nietzche, só que em vez de 10 anos, em 6 dias. E Deus descansou ao sétimo dia… ou terá Ele morrido?


Mais informações sobre a mostra de Béla Tarr, você encontra na pagina da sala P.F Gastal clicando aqui.

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terça-feira, 25 de junho de 2013

Cine Especial(HQ): ESTRANHOS NO PARAÍSO: PARTE 7

Recentemente eu comecei aqui no meu blog de cinema, há falar também de HQ, mais especificamente em um especial focando á série Estranhos nos Paraíso, obra máxima de Terry Moore. Porém, quando estava postando, reparei que faltava dois volumes para eu escrever, mas que eu não tinha em mãos, que era Sonho Com Você: Parte 2 e A Vida é Bela. Com amor grande que tenho pela série, decidi escavar pelos sebos da capital gaucha e finalmente consegui ler e agora falarei para vocês o que eu achei.
Porém, minhas ambições vão mais além, portanto irei escrever também sobre os arcos ainda inéditos por aqui, pois todos têm o direito de saber o que rola nessa série, que está entre as melhores leituras desses últimos 20 anos. Portanto aguardem.   

ESTRANHOS NO PARAÍSO - SONHO COM VOCÊ: Parte 2 

Sinopse: O que fazer quando o passado volta para eliminar você? Katchu é uma bela jovem, que leva uma vida tranqüila. Independente e audaciosa, ela adora sua melhor amiga, Francine, uma neurótica simpática com um coração de ouro, e acompanha intrigada as investidas do insistente David.Tudo está na mais santa paz até que pessoas misteriosas surgem à sua procura. Ao ver desmoronar seu idílio, ela percebe que jamais se livrou do passado, que agora retorna, pondo em risco sua vida e a daqueles que mais ama.Desde o início tranqüilo desta história de amor e amizade até seu clímax aterrador e violento, você acompanhará a intimidade de três amigos que, num belo dia, sem que a vida se desse ao trabalho de avisá-los, descobriram-se Estranhos no Paraíso.

Se no volume anterior Terry Moore colocava Katchu frente a frente à dura realidade de perder sua grande amiga do passado que foi Emma, aqui a protagonista terá que encarar sérias conseqüências devido ao seu passado nebuloso, onde acaba envolvendo máfia e dinheiro. Esse passado alias, é muito bem representado por Darci Parker, talvez uma das vilões mais perversas e enlouquecidas das HQ, onde suas palavras e ambições transmitem um veneno elevado,  capaz de até mesmo os seus aliados temerem ela. Com isso, e mais a policia indo atrás de Katchu (acreditando que ela cometeu um crime), nossa protagonista não tem muita escolha, a não ser se esconder, o que faz com que David e Francine tenham um dialogo revelador um com outro.
Se em volume 1, Francine ainda se sentia longe de compreender o que sentia pela amiga, aqui ela encara o fato que sem ela em sua vida, ela não aguentaria por muito tempo e faz com que  David repense se ele se encaixa ou não nesse possível triangulo amoroso. Ao mesmo tempo, o detetive Walsh começa a investigar cada vez mais o universo de Darcy Parker e sua forte ligação com Katchu. É nesse momento com esse personagem que Terry Moore começa a transitar o mundo da HQ com a literatura, pois sendo um personagem investigativo, acaba sendo mais do que oportuno ocorrer esse casamento entre as duas mídias e transformando a trama numa verdadeira novela policial. Numa pagina há ilustração, e na outro somente texto e fazendo a gente imaginar cada cena com o personagem.   
Esse momento também funciona muito bem quando Katchu finalmente ganha coragem e telefona para Francine dizendo onde está, para logo em seguida Darcy Parker finalmente sair das sombras e transformar a noite de nossos protagonistas num inferno. É talvez nesse momento em que sequestram Francine é que ocorre um dos momentos mais tensos da série, pois todos estão encurralados e nada poderá ser feito, a não ser um sacrifício. Como se trata de HQ em que foca o lado mais humano dos personagens acaba ocorrendo é claro situações que levam todos para um caminho sem volta, sendo que aqui quase acontece isso. Francine se vê amarrada e a mercê de Darcy, num momento tenso, onde Moore não recua em criar desenhos fortes durante o dialogo das duas personagens.

Com a chegada de Katchu no local, os piões estão na mesa: tudo gira em torno de uma possível quantia de dinheiro que talvez Katchu e Emma haviam roubado de Darcy no passado e fazendo desencadear uma teia de eventos e revelações surpreendentes. Durante a situação é revelado que David é irmão de Darcy e fazendo com que a relação que ele tinha com Katchu seja posta em cheque. Seria ele um espião desde o inicio?
A tensão só aumenta quando uma das capangas é apontada por Katchu em ser a verdadeira autora do roubo no passado. A policia invade e é ai que o pior acontece:

Essas duas paginas que Terry Moore criou é impressionante, pois elas passam uma sensação para nos de que estamos vendo um filme em câmera lenta e mudo. Vendo Katchu cair no chão baleada e Francine desesperada é digno de nota. Em seguida vemos Katchu nos braços de uma Francine em frangalhos na parte de trás da viatura de policia. Tudo é tenso, nervoso e que nos faz querer estar ao lado das personagens a cada momento e torcendo por elas.

Não é a toa que graças a esse arco Estranhos no Paraíso ganhou o prêmio Eisner, em 1996, pois numa época em que somente existia HQ de super heróis dispensáveis, Moore criou uma trama humana, tensa e que fazia a gente torcer por elas em cada quadrinho que surgia nas folhas. Sendo um feito raro naquela época complicada para essa arte que sofria pela falta de criatividade dos seus criadores.

Na ultima parte desse arco, Moore nos brinda com um encontro de Katchu com a sua amiga Emma na vida pós morte, para logo em seguida acordar ao lado de uma inseparável Francine. Se recuperando no hospital, Katchu fica sabendo pelo detetive Walsh que Darcy Parker, mesmo sendo pega, conseguiu se livrar dessa graças ao poder que tem e o que levaria ambas se cruzarem novamente no arco Inimigos Mortais. Prontas para irem embora, Katchu e Francine recebem uma ultima visita de David: mesmo sabendo que ambas não querem ver ele depois do que aconteceu, David deixa claro que jamais queria o mal para elas e que somente se aproximou da vida de ambas para saber se Katchu estava com o bendito dinheiro ou não. Para compensar, David deixa um presente para Katchu, que é uma casa no Havaí, no qual ela sempre imaginava viver em paz ao lado de Emma.
Com isso (aparentemente) tudo termina bem para os nossos personagens nesse arco, mas deixando pequenos detalhes soltos e fazendo a gente acreditar que novas turbulências do passado de Katchu novamente voltariam a assombrá-la. Sonho com Você é disparado um dos melhores e mais importantes momentos da série e que fez ainda mais Terry Moore prosseguir com ela e elevando o nosso nível emocional ao extremo, sendo que nos só temos que agradecer. 

Leia mais sobre Estranhos no Paraíso clicando aqui. 


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: O Lado bom da Vida.

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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Cine Especial(HQ): Multiverso Comic Con 2013

Diferente do ano passado, eu acabei não tirando fotos, pois fui participar do evento somente no domingo, à tarde e não tive muito tempo devido há outros compromissos. Mas ao eu ver o evento acabou sendo muito mais animado do que anterior, sendo que havia muito mais opções de compra, como gibis, camisetas, canecas brinquedos e tudo um pouco para agradar gregos e troianos. Mas meu principal objetivo era conseguir autógrafos do desenhista Marcelo Frusin (LoveLess: Terra Sem Lei) e dos irmãos escritores e desenhistas  Fábio Moon e Gabriel Bá  (DAYTRIPPER).
Para minha surpresa, eles não só estavam dando autógrafos como também desenhando para aqueles que quisessem esse precioso suvenir, mas por um momento tive azar, pois não tinha papel nenhum em mãos. Mas a sorte veio a cavalo, pois havia me encontrado com Joel Machado (Cyber Pimenta) e me deu folhas para eles desenharem.
 Quando nos estamos lendo uma HQ com boa qualidade, imediatamente nos sentimos vida saindo do papel, onde sentimos até mesmo os sentimentos dos personagens. Em menos de 20 minutos, os personagens que tão bem conheço nos encadernados, imediatamente começaram a surgir de forma mágica no papel antes sem vida.  Abaixo deixo um gostinho da boa tarde que eu tive nesse ótimo evento da capital.    





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 Leia a minha critica já publicada clicando aqui.

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