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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 70 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cine Dica: Em Cartaz: PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM

TECNICA, INOVAÇÃO E INTERPRETAÇÃO
 UNIDAS EM UM SÓ
Sinopse: A arrogância do Homem deflagra uma cadeia de acontecimentos que leva os símios a ter um outro tipo de inteligência e a desafiar nosso posto de espécie dominante no planeta. Caesar o primeiro símio inteligente é traído pelos humanos e se revolta passando a liderar a incrível corrida de sua espécie rumo à liberdade e ao inevitável confronto com o Homem.
Uma nova visão de uma obra prima do cinema. Um diretor praticamente estreante. Fãs do filme original na maioria contra a uma nova versão. Somando dois mais dois, muitos esperaram pelo pior nesta nova versão do clássico O Planeta dos Macacos, filme que marcou em 1968 e até hoje impressiona por não ter envelhecido e criar as mais diversas reflexões na mente das pessoas. Mas num ano que Fox provou que fez a lição de casa (vide X-Men: Primeira Classe) eles decidiram apresentar uma nova historia totalmente fresca, mas que ao mesmo tempo possui um forte vinculo com os filmes anteriores da cine série (principalmente a Conquista Do Planeta dos Macacos). Dirigido pelo praticamente estreante Rupert Wyatt, acompanhamos o cientista Will Rodman (Franco) que desenvolveu um vírus que poderá curar o mal de Alzheimer – doença que afeta seu pai, o músico Charles (Lithgow). Durante os testes com uma macaca, Olhos Brilhantes, porém, Will percebe que o tratamento aumenta a inteligência da cobaia, que passa esta característica ao filhote Cesar antes de ser morta no laboratório. A fim de evitar que o chimpanzé seja sacrificado, o cientista adota-o, percebendo, com o tempo, que suas habilidades cognitivas continuam a crescer de uma forma fantástica, até que um confronto com um vizinho tira o animal de suas mãos e leva Cesar a abandonar a docilidade habitual.
O inicio do filme retrata muito bem o conflito que o personagem James Franco passa ao tentar de todos os meios achar uma cura para o seu pai (o fantástico John Lithgow do limite da Realidade) mesmo que acabe não pensando nas conseqüências e uma delas é próprio Cesar que é magistralmente interpretado pelo ótimo Andy Serkis e com o seu visual de macaco fantasticamente criado pela Weta que dentre outras coisas criou os efeitos de Avatar. Talvez o grande trunfo na criação dos movimentos e expressão do personagem Cesar esteja pelo fato de que pela primeira vez assistimos o verdadeiro casamento de interpretação e técnica visual posta nas telas, porque já assistimos a muitos personagens digitais no cinema que visualmente parecem perfeitos, mas caiam na armadilha dos olhos sem vida, que sempre incomodou a maioria dos cinéfilos.
Desta vez sentimos vida a cada gesto e cada expressão que Cesar passa na tela de uma forma assombrosa que da a nítida impressão que realmente estamos vendo um macaco super inteligente na tela, mas aonde se separa a técnica (efeito capture) e a interpretação de Serkis? A meu ver um não vive sem o outro para se criar algo perfeito como foi visto nesta produção, mas desde o principio da historia da sétima arte, uma produção sempre irá funcionar desde que ela tenha uma ótima historia e um ótimo elenco que passe suas melhores interpretações e mesmo com todos os efeitos especiais do mundo a cargo de se criar uma historia, jamais ela irá substituir o calor humano, e Andy Serkis é uma prova disso, tanto, que não me surpreenderia se a academia do Oscar fosse dar uma indicação  para ele. Impossível? Nem tanto, porque é o ator que está ali e passando todos os sentimentos possíveis que o personagem sente então não custa imaginar os efeitos especiais que cobrem o ator como uma mera roupa (não custa tentar membros da academia).
Mas a gloria não fica somente para Serkis, sendo que a historia ajuda e é muito bem construída em focar gradualmente a transformação de Cesar, de um simples macaco para um líder dos símios. É simplesmente tocante em vermos a interação dele com os outros macacos normais, que se a principio o tratam com certa hostilidade, aos poucos eles o respeitam principalmente pelo fato que o próprio provocou isso graças ao seu intelecto superior em saber trapacear e criar uma revolta perante os humanos hostis (hostilidade muito bem representada pelo jovem ator Tom Felton da cine serie Harry Potter). E quando a coisa tende a melhorar, ela fica cada vez mais fantástica quando todos os macacos que desejam a liberdade, liderados pelo protagonista, decidem escapar e enfrentar os humanos, onde o conflito se estende até a ponte Golden Gate numa seqüência de eventos espetaculares e desde já uma das melhores cenas de ação do ano.
Por fim, Planeta dos Macacos: A Origem não possui a mesma carga e potencial de se criar inúmeras teorias e reflexões que nem o filme original criou, mas como eu disse no inicio do texto, é uma trama fresca, inteligente e que respeita acima de tudo os fãs da cine serie original, seja em pequenas referencias espalhadas em todo o filme, seja por possuir a mesma mensagem de alerta (embora atualizada) sobre o perigo que nos mesmos podemos criar contra nos tudo apartir das melhores das intenções. E a cena final durante os créditos (e que da uma deixa para uma eventual seqüência) é um belo exemplo disso. Mais atual impossível.


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Um comentário:

Rejane Bruck disse...

Teu blog parece ser bem interessante! Voltarei com certeza pra olhar melhor e comentar!
Estou seguindo! Segue o meu também?
http://rejanebruck.blogspot.com
Beijo!