Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

quarta-feira, 23 de maio de 2012

COMO SE VER UM FILME 2 - OS GÊNEROS: Parte 2


Nos dias 26 e 27 de Maio, participarei do curso Como Se Ver Um Filme 2 – Gêneros, criado pelo CENA UM  e ministrado pela critica de cinema Ana Maria Bahiana. E enquanto os dois dias não vêm, por aqui falarei sobre qual é o melhor (em minha opinião) filme de cada gênero. 

 MELHOR COMÉDIA: 
O PROFESSOR ALOPRADO (1963)

Sinopse: Um professor feio e desajeitado (Jerry Lewis) é ridicularizado por diversas pessoas, mas só após ele ser humilhado pelo treinador na frente de sua turma e de uma bela estudante é que ele decide criar uma poção que o transforma em um indivíduo atraente. Mas como os efeitos não são permanentes, ele se vê metidos em situações complicadas quando sua real aparência toma conta do seu corpo.
Não, não, não.

Não me refiro à versão de 1996, na qual o protagonista é o Eddie Murphy, e sim me refiro a obra prima da comedia que foi dirigido, protagonizado e co-produzido por Jerry Lewis. Infelizmente a geração mais nova se lembra somente da versão de 1996, o que é uma pena, já que a de 1963 é anos luz de distância bem melhor. Jerry Lewis foi um ator que se beneficiou do seu talento de caretas e trejeitos originais impagáveis, e assim como nosso mestre Chaplin, deu uma de dirigir e atuar ao mesmo tempo. O resultado desse processo foi uma grande obra prima que ele criou por volta de 1963.
O professor Aloprado conta a historia do professor Julius Kelp (Lewis) é um professor universitário nerdy, trapalhão, tímido, introvertido e sem vida social. Freqüentemente ele é ameaçado de demissão da universidade, por continuamente destruir o laboratório com suas experiências. Depois de ser humilhado por alguns alunos, o professor resolve testar em si mesmo uma fórmula que o transformará numa pessoa completamente diferente. A fórmula é aparentemente um sucesso e a universidade vê surgir uma nova pessoa, que  é elegante, charmosa, inteligente, bem falante, com dons de cantor e pianista. É o misterioso Buddy Love, a versão transformada e secreta do professor Kelp.
Com a transformação, o professor enfim, consegue atrair a atenção da sua amada aluna Stella Purdy. Mas, quando tudo parece correr bem para o Professor Kelp, as confusões recomeçam devido às interrupções bruscas dos efeitos da fórmula. Inspirado claramente no clássico O Médico e o Monstro, O professor Aloprado entrou fácil na lista dentre os melhores filmes de comedia de todos os tempos. Lewis simplesmente se entregou de corpo e alma num personagem que simplesmente se divide em dois, fazendo Buddy Love e o professor pessoas completamente diferentes, que só isso, já é um grande feito. De um lado temos um professor feio e inseguro de si, do outro temos um cara bonito e mais seguro, tanto que as pessoas se sentem impressionadas com a sua segurança quando se aproxima. Mas fora a sua interpretação, Lewis se sai soberbo também na direção, usando e abusando da câmera. Com maestria na direção, ele faz cenas inesquecíveis, sendo minha parte favorita, foi quando após a primeira transformação ele vai comprar roupas, só que em vez de focar ele, a câmera foca a reação das pessoas quando vê ele. A pergunta que fica no ar é se a experiência foi bem sucedida, ou se foi um fracasso, pois pelos rostos espantados das pessoas da o entender que é a segunda opção, mas quando ele abre a porta da festa e todos olham para ele, finalmente a câmera o focaliza, e há então um verdadeiro choque, a experiência foi realmente um sucesso, não só deixando ele bonito, mas seguro de si o tempo todo, fazendo de um verdadeiro maioral.
No geral, O Professor Aloprado como toda boa historia nos traz uma mensagem que sai da própria boca do personagem que é, se você não gostar de você mesmo, como espera que os outros gostem de você?
Essa foi uma grande mensagem que Lewis nos entrega no clímax do filme, e por mais clichê que seja que a verdadeira beleza está no interior das pessoas, aqui funciona de uma maneira bem humorada e delicada. Para aqueles que conhecem somente a versão de 1996, Professor Aloprado de 1963 é um filme a ser descoberto pelas novas platéias, principalmente para aqueles que não agüentam mais curtir comedias fáceis escrachadas e que ofendem a inteligência do espectador. Professor Aloprado não ofende e lhe rende gargalhadas de verdade.

Me Sigam no Facebook e Twitter

terça-feira, 22 de maio de 2012

NOTA: EM BREVE, NO MEU BLOG.....


 e também........... 


Me Sigam no Facebook e Twitter

COMO SE VER UM FILME 2 - OS GÊNEROS: Parte 1


Nos dias 26 e 27 de Maio, participarei do curso Como Se Ver Um Filme 2 – Gêneros, criado pelo CENA UM  e ministrado pela critica de cinema Ana Maria Bahiana. E enquanto os dois dias não vêm, por aqui falarei sobre qual é o melhor (em minha opinião) filme de cada gênero.  

      MELHOR DRAMA:
          UMA RUA CHAMADA PECADO (1951)
  
Sinopse: Blanche DuBois, uma mulher frágil e neurótica (Vivien Leigh), vai visitar sua irmã grávida (Kim Hunter), em Nova Orleans, em busca de um lugar que possa chamar de seu, já que, após seduzir um jovem de 17 anos, ela foi expulsa da sua cidade natal no Mississipi. Sua chegada afetará fortemente a vida da sua irmã, do seu cunhado e a sua própria vida.


Vivien Leigh ficou até certo tempo da vida sendo lembrada como a protagonista de O Vento Levou, mas foi em 1951 que ela provou que não deixaria a historia do cinema sendo lembrada com apenas um filme. Uma Rua Chamada Pecado foi rodado em 1951 pelo diretor Elia Kazan. Curiosamente, ele havia dirigido a mesma historia, varias vezes no teatro, e é por isso que existe a sensação de se estar assistindo uma peça  filmada.
Na época de seu lançamento, o filme (apesar do grande sucesso), foi criticado, por mostrar a degradação da família norte americana, ou seja, foi o primeiro filme a tirar do armário a realidade que estava acontecendo naquele tempo. O personagem Stanley Kowaiski, interpretado magistralmente por Marlon Brando, é um homem rude, insensível, que não exista em esmagar a moral da pessoa e viciado em noitadas e jogos com os amigos. Enquanto isso tem uma esposa frágil que passa boa parte do casamento sendo dominada.
Esse foi o primeiro grande sucesso da carreira de Marlon Brando, que a partir daí, se tornaria símbolo de personagem desajustado. Kim Hunter interpreta com competência a “esposa vitima” do marido, que curiosamente, essa atriz acabou sendo mais lembrada depois pela sua personagem Zira em O Planeta dos Macacos, mas por mais marcante que foi aquele filme de ficção, eu prefiro pensar que o papel da sua vida foi mesmo neste filme, principalmente pelos momentos finais da película onde ela, cansada de tudo aquilo, resolve virar a mesa, sendo uma das primeiras mulheres do cinema a declarar independência às mulheres, mesmo que não sendo dito, mas sim sugestivamente.
Mas a grande alma do filme é realmente Vivien Leigh. Sua personagem quando se apresenta em cena, já demonstra ser uma pessoa que enfrenta seus demônios interiores, querendo segurar das maneiras mais possíveis os desejos que sente principalmente a certa atração sugestiva que tem com o cunhado, mas essa atração irá lhe custar caro, em um dos grandes clímax da película, onde ficamos nos perguntado o que realmente aconteceu.
Curiosamente, quando foi lançado na época, o filme teve três minutos de cenas cortadas devido a censura na época. Com o DVD nacional, foi mostrado mais cenas sugestivas, sendo que ai  esta a graça do filme. Ele é forte, mas tudo o que acontece na trama é tudo sugestivo o que torna ainda mais precioso.
Uma Rua Chamada Pecado sempre figura entre os melhores filmes de todos os tempos, por sempre ser atual e nunca envelhecer. Filme indispensável para os amantes de cinema.

Premiações:
Ganhou 4 Oscars: Melhor Atriz (Vivien Leigh), Melhor Atriz Coadjuvante (Kim Hunter), Melhor Ator Coadjuvante (Karl Malden) e Melhor Direção de Arte. Recebeu ainda outras 8 indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Marlon Brando), Melhor Fotografia em Preto e Branco, Melhor Figurino em Preto e Branco, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhor Roteiro
Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Kim Hunter).
Ganhou o Prêmio do Júri e o prêmio de Melhor Atriz (Vivien Leigh), no Festival de Veneza.

Me Sigam no Facebook e Twitter

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cine Especial: Michelangelo Antonioni em Quatro Atos: EXTRA



Se encerrou ontem, o curso Michelangelo Antonioni em Quatro Atos, ministrado  pelo entendedor do assunto Henrique Marcusso. Durante dois dias, Marcusso simplesmente dissecou cada imagem dos quatro filmes e explicando os seus significados. Já outros eu que participaram da atividade, não ficamos muito atrás e demos as nossas opiniões, pois esses quatro filmes de Antonioni podem gerar inúmeros debates, onde cada um deles irá possuir um significado diferente.
Impressionado pela nossa participação, Marcusso enviou para cada um de nos, uma mensagem agradecendo e elogiando a nossa participação. E como eu gostei muito da maneira que ele liderou essa atividade, divido as palavras dele com vocês:        

Queridos,
Foi um imenso prazer conhecer vcs e sua bela cidade. Senti-me em casa, muito bem acolhido.
Espero que eu tenha contribuído para uma apreciação mais sensível de um autor tão importante na história do cinema.

Vcs foram maravilhosos, mergulhando fundo em questões tão complexas. Ajudaram-me bastante.
Obrigado! Se ainda quiserem comentar, discutir algo sobre os filmes fiquem à vontade.

Agradeço especialmente ao Jorge pela oportunidade e todo apoio. Este projeto de cursos de cinema da Cena Um é um privilégio. Parabéns! Se morasse em POA, também iria sempre. Aproveitem!!!

Se vierem a Sampa, me avisem para combinarmos algo, um café ou uma pizza heheheh...
Envio em anexo 2 fichas complementares: o elenco e a equipe da tetralogia. espero q consigam abrir.

Grande abraço...
Saudades!!!

As atividades do CENA UM é isso. Não só sabermos mais sobre cinema, mas fazermos novas amizades, que  compreendem o que nos cinéfilos curtimos. Será sempre bem vindo Henrique.  

Reveja os posts dos filmes A Aventura, A Noite, Eclipse e Deserto Vermelho

Me Sigam no Facebook e Twitter

domingo, 20 de maio de 2012

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Leia minha critica já publicada clicando aqui

Me Sigam no Facebook e Twitter

Cine Especial: VIII Edição Fantaspoa: CENTOPÉIA HUMANA 1 E 2



CENTOPÉIA HUMANA


Sinopse: Duas lindas meninas americanas estão em uma viagem pela Europa. Na Alemanha, elas acabam sozinhas à noite com um carro quebrado no mato. Eles procuram por ajuda e encontram uma moradia isolada. No dia seguinte, elas acordam aprisionadas no porão da casa, uma clínica improvisada assustadora, junto com um japonês. Um homem mais velho alemão identifica-se como um cirurgião aposentado especializado na separação de gêmeos siameses.No entanto os seus três “pacientes” não estão prestes a serem separados, mas unidos em uma operação horrível. Ele pretende ser a primeira pessoa a ligar as pessoas através do seu sistema gastrico, a sua fantasia doente de criar “a centopéia humana”.

Polemico do inicio ao fim, o filme de Tom Six é a típica historia de cientista louco, com o intuito de realizar o seu sonho macabro em criar algo único, mas diferente dos clássicos filmes da Universal, a coisa é muito mais bizarra do que parece. Quando o filme foi exibido no Fantaspoa de 2010, a produção já era conhecida pela sua polemica, e como já diz o ditado, “falem mal, mas falem de mim”. Foi justamente devido às pessoas que ouviram a trama bizarra, é que acabaram indo ao cinema assistir, e o que acabou fazendo do filme se tornar cultuado, mas de uma forma precipitada.
De inovador, a trama não tem muito a oferecer, principalmente que de cara, mostra os clichês básicos dos filmes de terror (garotas viajando, se perdem na floresta e acabam sendo acolhidas pelo cientista louco), onde esta bem escancarando, que o ambiente em que as protagonistas ficam não eram para estar. Após o vilão revelar suas reais intenções, começa uma sub-trama meio que desnecessária, das garotas tentarem fugir, e como todos sabem (antes de verem o filme), que isso de nada adiantara e que culminara com a terrível realização da criação centopéia em seguida.
O filme daria para ser feito como um curta metragem, mas devido ao enchimento da linguiça na trama, criou se um longa, que por sua vez gerou o bate boca de quem assistiu, acabou despertando a curiosidade de outras pessoas e deu no que deu. Se a proposta era para chocar, a mim, por exemplo, não me chocou muito, e não será somente por chocar que tornara um filme indispensável. E se era, para fazer uma critica aos nazistas (o cientista louco é alemão), já temos Os Meninos do Brasil!


CENTOPÉIA HUMANA 2
  
Sinopse: homem que se torna sexualmente obcecado pelo DVD do primeiro filme e imagina colocar a ideia da centopeia humana em prática.

Com certeza o diretor Tom Six deve ter ouvido muitas criticas do seu filme anterior, principalmente de psicólogos dizendo que seu filme seria perigoso para mentes fracas. Com isso em mente, ele cria uma trama que é exatamente isso, ao retratar o personagem Martin como uma pessoa perturbada, obcecada sexualmente pela idéia bizarra do filme anterior, que ele por sua vez tanto assistiu em seu trabalho, numa garagem de um prédio. A premissa até que é original, em mostrar o filme dentro de um filme, e o clima claustrofóbico aumenta, graças a fotografia em preto e branco, que por vezes lembra o clássico Eraserhead de David Lynch.
Mas o que começa como uma premissa interessante acaba descambando para o explicito, quando Martin, gradualmente vai seqüestrando suas vitimas na garagem do prédio, para nas escondidas de um deposito, criar uma centopéia humana com doze pessoas. Apartir daí, o filme é puro terror explicito graficamente, onde o único intuito, é mostrar a degradação, tanto de Martin, como de suas vitimas em meio a situação bizarra e asquerosa, com direito de fezes e sangue serem jogados na tela sem excitar.Começa melhor que o filme original, mas acaba se perdendo no caminho de uma forma bem pior.
A pergunta que fica é o que Tom Six irá inventar para tentar se superar num inevitável terceiro filme? Aja estomago forte!

Me Sigam no Facebook e Twitter       

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cine Especial: A nova Hollywood: Parte 6


Meu ódio será tua herança

Sinopse: Eles são os foras-da-lei mais perigosos que o Oeste já viu. A cada novo golpe, as chances de algo dar errado vêm aumentando, o que faz com que eles decidam que chegou a hora de parar. Só que um trem carregado de armas é uma remessa valiosa demais para passar despercebida pelos ladrões 'aposentados'.

Considerado por muitos como o melhor filme de  Sam Peckinpah (Sob o Domínio do Medo), sendo que aqui, também como co-roteirista. É um faroeste diferente, centrado na psicologia dos personagens e na estética da violência (os massacres e as lutas são marcados pelo uso da câmera lenta e da teleobjetiva). Excelente fotografia de Lucien Ballard, que se deixa seduzir pelas amplas paisagens, e elenco impecável, principalmente Willian  Holden e Robert Ryan.
O ato final é inesquecível, inesperado e difícil de sair de memória do cinéfilo. Sendo algo similar com os finais de Uma Rajada de Balas e Butch Cassidy, só que aqui, o dia do juízo para os personagens se a longa em minutos intermináveis. onde é apresentadas umas das sequências mais violentas de tiroteio da historia do cinema.  

Me Sigam no Facebook e Twitter       

Cine Dicas: Estreias no final de semana (18 05 12)



To na pressa gente, portanto vamos as estréias desse final de semana:

O Corvo 
Sinopse: O escritor Edgar Alan Poe (John Cusack) está na caça de um assassino serial que imita os crimes de seus contos e ainda sequestrou sua noiva Emily (Alice Eve). Para ajudá-lo na investigação o detetive Emmet (Luke Evans) assume o caso e pretende dar um fim aos terríveis assassinatos quesão seguidos de charadas criadas pelo criminoso que desafia a inteligência do autor num jogo de gato e rato.


O Homem Que Não Dormia
Sinopse: Alguns habitantes de um lugarejo remoto são acometidos pelo mesmo pesadelo. A chegada de um peregrino de origem misteriosa irá deflagrar o conflito interno em que vivem determinando uma ruptura radical em suas vidas.

Plano de Fuga 
Sinopse: Capturado pela polícia do México quando fugia da policia americana na fronteira Driver é jogado em uma das prisões mais violentas do mundo. Lá ele receberá a ajuda de um garoto de 9 anos que lhe passará informações vitais para a sua sobrevivência.


Uma Longa Viagem
Sinopse: O documentário revela a história de três irmãos tendo como fio condutor a trajetória do mais novo que viaja para Londres em 1969 enviado pela família para que não participasse da luta armada contra a ditadura no Brasil seguindo os passos da irmã que acabou tornando-se presa política . Misturando depoimentos e memórias dos irmãos com nove anos passados no exterior pelo caçula o filme detalha cartas e também entrevistas com ele que chegou a ser internado em instituições psiquiátricas. Um relato triste e ao mesmo tempo bem humorado de um núcleo familiar e suas convicções. 


Romance de Formação
Sinopse: Romance de Formação acompanha jovens que carregam consigo a responsabilidade de crescer dentro de grandes instituições acadêmicas. Quatro estudantes vivem no dia-a-dia seus sonhos e anseios de uma vida e profissão de grandes realizações. Nesse percurso eles alcançam muitas conquistas e deixam para trás várias ilusões.


Me Sigam no Facebook e Twitter

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Cine Especial: MICHELANGELO ANTONIONI EM 4 ATOS: FINAL

Nos dias 19 e 20 de Maio, participarei do curso MICHELANGELO ANTONIONI EM 4 ATOS, criado pelo CENA UM e ministrado pelo professor de cinema Henrique Marcusso. Diferente dos cursos anteriores que eu já participei, Marcusso irá somente fazer uma analise minuciosa sobre a Tetralogia Existencial que Antonioni havia criado nos anos 60. Enquanto a atividade não chega, por aqui, falarei um pouco dos quatro filmes que serão abordados durante o curso.


O Deserto Vermelho

Sinopse: Chuva, neblina, frio e poluição assolam a cidade industrial de Ravenna, na Itália. Ugo, o gerente de uma usina local, é casado com Giuliana, uma dona de casa que sofre de problemas psicológicos. Numa viagem à Patagônia, ela conhece o engenheiro Zeller, o que pode mudar sua vida. Em O Deserto Vermelho, Antonioni, no auge de sua forma, aborda os temas centrais de sua filmografia: a incomunicabilidade e a solidão do homem contemporâneo.


O filme se tornou conhecido como uma espécie de epílogo para a Trilogia da Incomunicabilidade de Michelangelo Antonioni, que com o tempo, acabou se tornando a Tetralogia Existencial,  que havia começado com A Aventura (1960). Um dos grandes trabalhos de Monica Vitti, atriz com quem Antonioni foi casado. Ela faz a dona de casa angustiada, que não sabe direito de onde lhe vem tanto incomodo diante do mundo em que ela vive. A trilha sonora, a fotografia em cores de Carlo Di Palma, valem ao filme uma ambientação muito marcante e apreensiva. É mais uma tentativa de retratar a vida alienada na sociedade contemporânea daquele tempo, e que se comparado atualmente, não envelheceu nenhum pouco. Monica não sabe a razão da sua infelicidade. E essa é a tese de Antonioni, não sabemos o porquê, ele está oculto e faz parte da própria alienação que se alastra em todos os personagens.
Para além desse retrato da alienação, existe a matriz do desconforto que atravessa, tanto os filmes anteriores, como esse. Bem como os diálogos esparsos e os longos planos-sequência que ajudam a compor um quadro de seres humanos em relações truncadas consigo mesmo e, por consequência, com os outros. Por outro lado, no filme em questão, Antonioni utiliza as cores pela primeira vez, e essa decisão contribui decisivamente para transformar o filme em um denso estudo sobre vácuos de comunicação assinalados pela policromia. Tudo o que a câmera do cineasta filtrou em preto e branco nos filmes anteriores, se converte aqui em cores vibrantes, especialmente o vermelho do título. É interessante notar o trabalho cuidadoso da fotografia assinada por Carlo Di Palma, que, curiosamente, viria a clicar filmes de ninguém menos que Woody Allen, em títulos como Hannah e suas irmãs (Hannah and her sisters, 1986) e A era do rádio (Radio days, 1987). No caso de O deserto vermelho, suas lentes captam com acuidade os matizes dramáticos necessários ao dimensionamento do estado acachapante de Giuliana, deslocada de seu mundo. Um epilogo mais do que bem feito. 




Me Sigam no Facebook e Twitter

Cine Especial: VIII Edição Fantaspoa: CARNE CRUA


Sinopse: Quico e André viajaram a trabalho a uma casa de campo. Em pouco tempo, percebem-se envolvidos num culto de canibais liderado por Molly, uma antiga hippie especialista na preparação de kebabs feitos de carne humana. “Matar ou morrer?”, essa é a questão. E é aí que se percebe que, quando a vida está difícil, não há nada melhor do que carne crua.

Deveria se criar um gênero intitulado “filme clichê”, pois sempre uma hora ou outra, surgem filmes, que sempre quando agente assiste, imediatamente percebemos que já assistimos aquilo antes. Ou simplesmente, uma produção como essa nasce, unicamente para satisfazer os desejos do cineasta, em prestar homenagem aos filmes que ele assistiu ao longo da vida. Essa ultima descrição, bate exatamente com a intenção do cineasta Tirso Calero, que com um orçamento apertadíssimo e com apenas 20 dias de filmagem (onde o resultado não esconde a estética de um filme feito para a tv), cria um amontoado de momentos neste Carne Crua, que por vezes lembram qualquer tipo de filme de zumbi que surgiu nos últimos 50 anos, como também qualquer continuação de Sexta feira 13 vida. Até mesmo uma pequenina homenagem ao polemico Holocausto Canibal pode ser visto a milhares de quilômetros de distancia (desde que você seja uma pessoa antenada).
O filme em nenhum momento pode se levar a serio, pois a intenção (segundo o próprio diretor) nunca foi essa. A trama é recheada de diálogos, que oscilam entre o afiado e o tosco, com direito a piadas de humor negro, que fazem nascer certo sorriso no rosto, mas às vezes, algumas piadas soam até forçadas demais, com o direito há um dos personagens mencionar uma possível continuação para a historia. Ou seja, beira até para uma sátira, onde tudo que é largado na tela é absurdo, e sendo um filme clichê, não faltam também momentos de muito sangue, pedaços de gente, sexo e mulheres com grandes peitos para todos os gostos. Mas e o elenco como fica? Canastrice para todos os lados, onde quem se sai melhor na trama, é a “vitima protagonista”, vivido pelo esforçado Diego Arjona, que pelo visto, levou a produção bem a serio, pois nos simpatizamos com o (pasmem) drama que ele passa.
Divertido, nada imaginativo, mas que pode sim ser até apreciado na tela grande, embora não seja um filme para as massas e muito menos para aqueles que busquem algo de original. 


   Me Sigam no Facebook e Twitter

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cine Especial: A nova Hollywood: Parte 5


Butch Cassidy


Sinopse: Dois amigos inseparáveis, Butch (um ex-açougueiro, daí o nome) Cassidy (Paul Newman) e Sundance Kid (Robert Redford), lideram o Bando do Buraco na Parede e vivem de assaltar trens e bancos. Quando são caçados por todo o país resolvem ir para a Bolívia e juntamente com Etta (Katharine Ross), a namorada de Sundance, rumam para a América do Sul. Mas esta decisão não lhes proporcionará grandes assaltos ou uma vida mais tranqüila.

Reunião muito bem sucedida de vários talentos. A dupla central e o diretor Hill (o trio repetiria a dose em Um Golpe de Mestre de 73), o musico Burt Bacharach e o letrista Hal David, o fotografo Corand Hall  e o roteirista Wiliam Goldman, sendo os quatro últimos premiados com o Oscar. O filme foi na verdade uma bela tentativa em tentar reviver os melhores momentos do gênero faroeste, que já dava sinais de desgasto. Sendo que a dupla central de foras da lei, representa uma época em que o mundo não quer mais eles, embora eles insistam em continuarem sendo o que são. A  química Newman e Redford em cena, lado a lado, é o maior trunfo da produção, onde cada um tem o seu espaço, sem tirar o brilho um do outro.            
Não há como se esquecer de Butch experimentando uma bicicleta, a novidade técnica da época, ao som da contagiante Raindrops Keep Fallin on My Head, cantada por B.J Thomas. Repare numa rápida cena com Sam Elliot (Hulk), fazendo um jogador de cartaz.   
                         
Curiosidade: O diretor George Roy Hill originalmente escalou Paul Newman como Sundance Kid e Robert Redford como Butch Cassidy. Foi o próprio Redford, quem sugeriu a ele e Newman, a troca dos personagens




 Facebook e Twitter

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: VIDAS CRUZADAS


Sinopse: Mississipi, década de 1960. Skeeter (Emma Stone) acabou de terminar a faculdade e sonha em ser escritora. Ela põe a cidade de cabeça para baixo quando decide pesquisar e entrevistar mulheres negras que sempre cuidaram das "famílias do sul". Apesar da confusão causada, Skeeter consegue o apoio de Aibileen (Viola Davis), governanta de um amigo, que conquista a confiança de outras mulheres que têm muito o que contar. No entanto, relações são forjadas e irmandades surgem em meio à necessidade que muitos têm a dizer antes da mudança dos tempos atingir a todos.
Baseado no livro de sucesso “A Resposta”, de Kathryn Stockett, o filme tem um elenco feminino de primeira, que faz as mais de duas horas de projeção valer à pena. O filme é uma espécie de denuncia contra a intolerância de uma época, que embora distante nunca custa lembrar que ela existiu. O filme também é uma espécie de abordagem, de um tempo sobre mudanças, e que certos costumes, não tinham como permanecer. Como no caso da independência feminina, que na historia, é muito bem representa por Sheeter (Emma Stone, que estará em breve no novo Homem Aranha), que age de todos os meios para conseguir, não só os seus objetivos, como também ajudar as empregadas negras que sofriam nas mãos dos patrões.
Viola Davis mostra aqui, porque mereceu uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante pelo filme Duvida, porque basta uma fração de segundo dela em cena, que ela simplesmente domina a projeção, seja a cada gesto de dor que sua personagem passa, como também de suas palavras onde carregam o peso que sofre, devido ao preconceito. Porém, é Octavia Spencer (Assalto em dose Dupla) que rouba o filme, ao interpretar uma empregada e melhor amiga de Aibileen (Davis), tudo graças ao seu tom sarcástico e desafiador, contra as pessoas preconceituosas, principalmente contra a sua ex-patroa (Bryce Dallas Howard). A cena em que ela cria um verdadeiro cavalo de tróia para Hilly (Dallas) é um dos melhores e mais engraçados momentos da trama, e com certeza, fez com que a atriz ganhasse o Oscar de atriz coadjuvante.  
Grande sucesso surpresa do ano passado, que acabou levando muitas pessoas a irem ao cinema, para conhecer um tempo em que o preconceito era forte, mas que felizmente existiram pessoas que desafiavam a intolerância.  

Me Sigam no Facebook e Twitter

terça-feira, 15 de maio de 2012

Cine Especial: MICHELANGELO ANTONIONI EM 4 ATOS: Parte 3


Nos dias 19 e 20 de Maio, participarei do curso MICHELANGELO ANTONIONI EM 4 ATOS, criado pelo CENA UM e ministrado pelo professor de cinema Henrique Marcusso. Diferente dos cursos anteriores que eu já participei, Marcusso irá somente fazer uma analise minuciosa sobre a Tetralogia Existencial que Antonioni havia criado nos anos 60. Enquanto a atividade não chega, por aqui, falarei um pouco dos quatro filmes que serão abordados durante o curso.

O ECLIPSE

Sinopse: Após passar a noite discutindo, Vittoria (Monica Vitti) rompe com Riccardo (Francisco Rabal), seu namorado. Ao ir se encontrar com a mãe (Lilla Brignone) na Bolsa de Valores, Vittoria conhece Piero (Alain Delon), um jovem e elegante corretor da bolsa. Ele é um sedutor, mas ela resiste no início. Gradativamente Vittoria vai se apaixonando.


Em seu terceiro filme, da sua tetralogia existencial, Antonioni chega ao seu ápice, onde inúmeras cenas (por mais simples que sejam) possuem inúmeras interpretações. Ao começar pelo inicio, onde vemos Vittoria (Monica Vitti) terminando o relacionamento com Riccardo (Francisco Rabal), que embora relutante em não terminar, demonstra total falta de saber como se comunicar com a ex-amada, que por alguns momentos, o seu distanciamento é tanto na relação, que simplesmente a sua realidade se separa da onde ela está. E isso é muito bem representado numas das mais enigmáticas cenas do filme, onde Vittoria se aproxima de Riccardo, mas ele simplesmente está imóvel e olhando para o nada, mesmo ela estando bem na frente dele, mas ele não demonstra nenhuma reação, para só depois ele voltar a falar com ela, como se ele tivesse desaparecido por alguns momentos, ou então, como se o tempo tivesse parado somente para ele. Desde A Aventura, Antonioni explorou essa difícil vida da falta de comunicação entre as pessoas, principalmente com relação aos seus casais. E se no filme anterior (A Noite) parecia impossível a comunicação do casal daquela historia, aqui vemos o fim e sem nenhuma esperança para ambos já no inicio da trama.
A historia prossegue, e Vittoria segue o seu rumo, em meio à vida vazia da burguesia, onde tenta se divertir (em situações meio politicamente incorretas hoje em dia), até conhecer Piero (Alan Delon), em meio à loucura das bolsas de valores daquele tempo, e que não devem nada, se for comparado de atualmente. Ambos começam a ficarem bastante próximos, embora Vittoria relute a principio, temendo talvez que não de certo, ou temendo por algo maior, que para nos, não fica muito bem explicado. Dessa nova união, e da possível felicidade que pode acontecer, surge inúmeras interpretações das cenas a seguir, após a despedida do casal do seu ultimo encontro. A câmera de Antonioni começa a desfilar nas ruas vazias, somente com algumas pessoas caminhando e com suas caras fechadas e insatisfeitas. Existe certa tensão (e graças à trilha sonora) permeando o ar, sendo que algo parece estar errado. E quando parece que o pior pode acontecer, o filme termina.
Podemos tirar inúmeras interpretações sobre esses últimos minutos. Sendo que talvez, a nova relação que surgiu com a união de Vittoria e Piero não era para ter acontecido, e sendo assim, desencadeados sérios eventos naquele universo, já afetado pelo vazio da melancolia e da falta de comunicação das pessoas daquele lugar. Michelangelo Antonioni arrisca em lançar essas cenas sem dar muita explicação, mas o resultado final soa mais do que positivo, pois tanto esse, como seus filmes anteriores, fazem agente continuar com a trama em nossas mentes e nos perguntar o que poderia vir a seguir. Com O Eclipse, isso dura interminavelmente, o que faz dele, o melhor filme de sua tetralogia.


 Me Sigam no Facebook e Twitter

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cine Especial: A nova Hollywood: Parte 4


PERDIDOS NA NOITE
Sinopse:  Caubói (Jon Voight) texano, bonito, inocente e caipira, tenta ganhar a vida em Nova York prostituindo-se com mulheres. Através da amizade de um marginal (Dustin Hoffman) descobre a face cruel da vida.


Com doses de humor e emoção na medida certa, o inglês Schlesinger mostra a vida nas sarjetas, ao som de canções de sucesso da época e temas originais de John Barry (Corpos Ardentes e a serie James Bond). Forte e ousado para época, ou seja, um filme que era à frente no seu tempo, e que na maioria dos casos, poderia muito bem não ser compreendido. Mas o que se vê na historia, era o que muitas pessoas viam no dia a dia de Nova York daquele tempo, e com isso, ouve uma identificação imediata. Jon Voight tem seu primeiro e grande desempenho de sua carreira e Dustin Hoffman, cada vez se afirmando com o grande astro daquele e tempo e que estaria presente em outros grandes filmes daquele período. A química de ambos é perfeita, e faz com que os dois juntos atuem nos melhores momentos da trama. Sendo que os dois caminhando nas frias ruas da cidade, se tornaram imagens emblemáticas e bastante conhecidas do publico cinéfilo.             

Curiosidade:  Dustin Hoffman usou pedras no seu sapato durante toda filmagem para que seu personagem (que manco) ficasse convincente em todas as cenas.  Perdidos na Noite foi o único filme classificado como "X" nos EUA vencer o Oscar de Melhor Filme. Pouco após a premiação sua classificação mudou para "R".


Me Sigam no Facebook e Twitter

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray (14-05-12)


SHERLOCK HOLMES: O JOGO DAS SOMBRAS
Leia minha critica já publicada clicando aqui  

OS DESCENDENTES

Sinopse: Matt King (George Clooney) é um marido indiferente e pai de duas meninas, que é forçado a reexaminar seu passado e abraçar seu futuro depois que sua esposa sofre um acidente de barco em Waikiki. O trágico acontecimento acaba por aproximar Matt das filhas, o que o ajuda na difícil decisão de vender um terreno herdado da família.

Muita gente se pergunta por Alexandre Payner demorou tanto para fazer um novo filme, após o sucesso de publico e critica de Sideways, mas antes tarde do que nunca. Se for pelo fato, de ter esperado para achar uma boa historia, para ser apresentada as telas, o cineasta achou o filme certo, ou pelo menos, redondinho suficiente para agradar tanto o publico como os membros da academia, o que acabou realmente acontecendo, levando então, o Oscar de melhor roteiro adaptado, e méritos por esse pequeno feito não faltam. Ao contar a historia de Matt (George Clooney, ótimo) que vive a difícil jornada em cuidar de suas filhas, enquanto a sua esposa está nas ultimas em estado vegetativo (após um acidade de barco), o filme mergulha na típica historia de auto descobrimento de si próprio e das pessoas com quem convive, que no caso de Matt, irá redescobrir suas filhas  Scottie (Amara Miller) e Alex (Shailene Woodley), sendo que, apesar das indiferenças, precisaram se unir em momentos difíceis nos próximos dias.
O tema de auto descobrimento, atinge momentos fortes, quando o protagonista descobre que não conhecia por completo a sua esposa, o que desencadeia momentos de tristeza e de raiva. E é ai, que George Clooney abandona sua pose de galã, para descascar um homem comum e tendo que aceitar tanto as conseqüências dos seus atos durante a sua vida, como das pessoas que ele amou. A trama se envereda em momentos dramáticos, com algumas pitadas de humor, que fazem dela agiu e nunca monótona e nos faz também nos identificamos com os personagens, mesmo quando nos nunca tivéssemos vivido uma situação no qual eles estão passando. Visualmente, o filme reserva inúmeros momentos de pura beleza das ilhas de Havaiana, enquanto gradualmente as peças chaves de toda á historia, vão se juntando, para então, chegar ao difícil final que os personagens precisam enfrentar.      
Não é nenhum Sideways, mas não deixa de ser, o mais novo bom vinho do cineasta Payner.


Me Sigam no Facebook e Twitter