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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Sucesso cult nova-iorquino Frances Ha estreia no CineBancários


O CineBancários estreia no dia 23 de agosto,FRANCES HA, o novo filme de Noah Baumbach, diretor de A lula e a baleia e Margot e o casamento, todos independentes de grande repercussão. O filme destacou-se nos Estados Unidos como um grande sopro de renovação autoral junto às produções americanas. Antecedendo o período em que o filme fica em cartaz, nos dias 20, 21 e 22, ás 19h, haverá sessões especiais de pré-estreia.
Comparado á Manhatan, de Woody Allen, Frances Ha conta a estória de Frances (Greta Gerwig), que mora em Nova York, mas na verdade ela não tem um apartamento. Frances é aluna numa companhia de dança, mas não é de fato uma bailarina. Frances tem uma melhor amiga chamada Sophie, mas na verdade elas não estão se falando mais. Frances se joga de cabeça em seus sonhos, mesmo que a possibilidade de realização seja pequena. Frances deseja muito mais do que tem, mas ela leva sua vida com leveza e uma alegria inexplicável. FRANCES HA é uma divertida fábula moderna, na qual Noah Baumbach explora Nova York, a amizade, classes, ambição, fracasso e redenção.

Mais informações e horários das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: SOMOS TÃO JOVENS



Sinopse: Brasília, 1973. Renato (Thiago Mendonça) acabou de se mudar com a família para a cidade, vindo do Rio de Janeiro. Na época ele sofria de uma doença óssea rara, a epifisiólise, que o deixou numa cadeira de rodas após passar por uma cirurgia. Obrigado a permanecer em casa, aos poucos ele passou a se interessar por música. Fã do punk rock, Renato começa a se envolver com o cenário musical de Brasília após melhorar dos problemas de saúde. É quando ajuda a fundar a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

Nunca fui fã de carteirinha de Renato Russo e de seu grupo Legião Urbana, mas por eu ser pertencente aos anos 80, e por ter tido uma infância em que eu ouvia muito o radio, sei de décor cada musica dele que fez sucesso durante vários anos. Portanto, assistir a esse pequeno filme de Antonio Carlos Fontoura sobre os primeiros anos de Renato no mundo da musica, é embarcar numa sensação de pura nostalgia e muita saudade. Quem nunca cantarolou musicas de sucesso como Faroeste caboclo atire a primeira pedra.
O filme investiga um pouco a adolescência de Renato, que desde o principio foi alguém que pensava a frente no seu tempo e dava a sua opinião critica com relação a tudo que ele achava errado naquele período. O que não deixa de ser irônico, pois além de ter vivido ainda no período da Ditadura Militar, ele nasceu justamente em Brasília e onde com certeza sofreu represália, muito mais do que foi visto no filme. Thiago Mendonça surpreende numa interpretação perfeita, onde os trejeitos e até mesmo os cacoetes que o músico tinha, consegue fazer com bastante perfeição e profissionalismo.
Mas embora o filme explore um pouco da excentricidade do cantor, assim como os conflitos que ele tinha com a banda, o filme não se aprofunda em passagens (para alguns) polemicas da vida dele, como os últimos anos de sua vida em que carregava o vírus da AIDS e de suas relações amorosas que tinha tanto com homens como também com as mulheres. Mesmo assim, isso não tira o brilho desse filme, que nada mais é do que uma forma de passarmos quase duas horas na frente da tela, para sentirmos uma boa nostalgia e de nos lembrarmos de uma boa época, em que existia musica brasileira de verdade para ser ouvida.  


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Cine Dica: Estreias no final de semana (16/08/13)

Flores Raras 

Sinopse: O Brasil nos anos 50/60 passa por grandes transformações Brasília é construída a Bossa Nova faz grande sucesso e o Rio de Janeiro se transforma rapidamente preparando-se para deixar de ser a capital federal. É quando Elisabeth Bishop poetisa americana chega para conhecer o Rio de Janeiro e passar alguns dias com Lota de Macedo Soares mulher forte e empreendedora da sociedade carioca. Com personalidades muito a frente de seus tempos elas rapidamente estabelecem uma relação pessoal gerando muitas conquistas e perdas que se refletem até os dias de hoje.


Bling Ring: a Gangue de Hollywood 

Sinopse: Novo filme de Sofia Coppola conta a história de uma quadrilha de adolescentes de classe média que em busca de luxo e glamour se especializou em cometer pequenos assaltos em casas de celebridades como Paris Hilton e Orlando Bloom.

  
Percy Jackson e o Mar de Monstros 

Sinopse: O aniversário de 17 anos de Percy Jackson (Logan Lerman) foi surpreendentemente calmo, sem ataques de monstros ou algo do tipo. Entretanto, uma inocente partida faz com que Percy e seus amigos se vejam desafiados a um jogo de vida ou morte contra um grupo de gigantes canibais. A chegada de Annabeth (Alexandra Daddario) traz ainda outra má notícia: a proteção mágica do Acampamento Meio-Sangue foi enveneada por uma arma misteriosa e, ao menos que seja curada, todos os semideuses serão mortos. Não demora muito para que Percy e seus amigos tenham que enfrentar o mar de monstros para salvar o local.
  
A CIDADE É UMA SÓ? 

Sinopse: Reflexão sobre os 50 anos de Brasília, tendo como foco a discussão sobre o processo permanente de exclusão territorial e social que uma parcela considerável da população do Distrito Federal e do Entorno sofre, e de como essas pessoas restabelecem a ordem social através do cotidiano. O ponto de partida dessa reflexão é a chamada Campanha de Erradicação de Invasões (CEI), que, em 1971, removeu os barracos que ocupavam os arredores da então jovem Brasília.


García 

Sinopse: Aos 58 anos, Garcia, vigilante de uma fábrica em Bogotá, está prestes a cumprir a promessa feita a sua mulher Amália: dar-lhe uma casa. Contudo, trata-se de uma casa antiga distante do centro da cidade que necessita de inúmeras reformas, uma casa completamente oposta da “casa dos sonhos” de Amália. Garcia acredita que finalmente colherá os frutos de tantos anos de trabalho e mesquinharia. Entretanto, sua vida toma um rumo inesperado quando ele chega em casa do trabalho e não acha Amália em lugar algum, ele não sabe aonde mais procurá-la. Garcia, inicia portanto uma busca descomedida por Amália. Ele conta apenas com a ajuda do segurança da fábrica que trabalha, Gómez, um ex-policial jubilado. Os dois se envolvem numa verdadeira aventura que os levará de fato a descobrir o que aconteceu. (Festival de Gramado).

O Renascimento do Parto 

Sinopse: O Renascimento do Parto retrata a grave realidade obstétrica mundial e sobretudo brasileira que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. Tal situação apresenta sérias conseqências perinatais psicológicas sociais antropológicas e financeiras.
  
Gente Grande 2 


Sinopse: Continuação de Gente Grande . Apresenta uma nova aventura do grupo de amigos formado por Lenny Eric Kurt Marcus e Rob. A direção é mais uma vez de Dennis Dugan.


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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: RED 2 - Aposentados e ainda mais perigosos


Sinopse: Em RED 2 - Aposentados e Ainda Mais Perigosos Frank Moses (Bruce Willis) agente aposentado da CIA reúne seu inusitado time para uma busca global por um dispositivo nuclear desaparecido. Para ter sucesso em sua missão eles precisarão sobreviver a um exército de assassinos terroristas e oficiais do governo todos buscando a arma da próxima geração. A missão leva o grupo a Paris Londres e Moscou sempre contando com seu estilo velha guarda para salvar o mundo e se manterem vivos.

O primeiro filme, Red – Aposentados e Perigosos, era baseado numa cultuada, mas curta historia escrita e desenhada por Warren Ellis e Cully Hamner e publicada pelo selo Homage da DC Comics. O personagem principal era somente Frank Moses, mas na adaptação decidiram expandir o numero de personagens na trama, que se por um lado poderia sair de uma forma desastrosa, por outro foi uma bela jogada, principalmente por ter introduzido humor e criado uma bela química entre os personagens de meia idade. Com começo meio e fim bem amarrados, o filme foi uma agradável surpresa, fazendo sucesso de publico e critica, e com isso, uma seqüência (embora desnecessária), era mais do que inevitável acontecer.     
Em RED 2 – Aposentados e mais perigosos, a tal ameaça de uma bomba nuclear, acaba se tornando uma mera desculpa para os veteranos agentes saírem de suas vidas pacatas, para então se unirem na missão. Mas quem espera um filme cheio de ação pode tirar o cavalo da chuva, pois o filme se entrega ao mais puro humor, que por vezes bem pastelão e porque não dizer divertido em vários momentos. O grande acerto está no ótimo entrosamento dos velhos veteranos um com o outro e de piadas que surge nos momentos mais imprevisíveis.
Bruce Willis não tem muito que acrescentar em seu personagem, pois o seu Frank Moses nada mais é do que a mesma versão de outros personagens de filmes de ação que ele já fez e que somente funciona graças aos seus amigos em cena. Assim como no anterior, John Malkovich rouba o filme, ao interpretar o paranóico e melhor amigo de Moses, sendo que as melhores piadas são vindas dele e ambos juntos em cena se completam. Porém, se Mary-Louise Parker era apenas uma desculpa amorosa para Wills ter no primeiro filme, aqui ela tem uma participação maior, chegando até mesmo a participar das cenas de ação, mas se dando bem melhor nos momentos de humor.
Embora tenha tido uma participação reduzida, Helen Mirren novamente surpreende como uma agente veterana, mas assim como os seus companheiros, a Oscarizada atriz se rende a gozação, chegando ao cumulo em satirizar o seu papel que lhe valeu o seu primeiro Oscar na carreira. Já das caras novas, Catherine Zeta-Jones, embora mais linda do que nunca, sua personagem Katja é desperdiçada, sendo que da há entender, que os roteiristas não sabiam ao certo o que fazer com ela na trama. Por outro lado, Byung-Hun Lee (G.I. Joe) está à vontade, interpretando um agente bom de briga, mas que pode a qualquer momento estar, tanto ao lado dos bandidos como também dos mocinhos.
Mas das caras novas, a grande surpresa fica por conta de Anthony Hopkins, ao interpretar um cientista (aparentemente) fora de si e chave para todas as respostas do filme. Porém, quem espera uma interpretação espetacular do ator, pode acabar ficando um pouco decepcionado. Vamos dizer que ele está ali somente para se divertir e pegar o embalo da gozação que o próprio filme faz com relação aos personagens e ao meu ver,  Hopkins não ta nem ai para isso.  
Embora um pouco mais longo do que deveria, e com um final pra lá de absurdo, RED 2 - Aposentados e ainda mais perigosos é aquele típico filme que se você não levar nenhum pouco a sério, você pode muito bem sair da sessão satisfeito, por ter se divertido das piadas e da gozação como um todo que o filme é. 

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Cine Dica: INSCRIÇÕES AO CONCURSO CURTA NAS TELAS SEGUEM ABERTAS

 INSCRIÇÕES PARA CONCURSO CURTA NAS TELAS SEGUEM ABERTAS ATÉ DIA 6 DE SETEMBRO

A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre lembra aos interessados que estão abertas, até dia 6 de setembro, as inscrições para a 41ª Edição do Concurso Curta nas Telas.
 O Projeto Curta nas Telas é resultado da parceria entre a Prefeitura de Porto Alegre, o Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas do Rio Grande do Sul e a Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do RS – APTC/ABD/RS, com o objetivo de divulgar a produção nacional de curtas-metragens por meio da exibição dos filmes selecionados no circuito de cinemas de Porto Alegre e respondeu a uma demanda antiga dos realizadores de curta-metragens, que ainda encontram dificuldade em veicular seus filmes nas salas de cinema.
 Cabe salientar a importância da produção de curtas na história e no aprimoramento da produção cinematográfica nacional, e especialmente na produção local. Os filmes de curta duração se prestam à experimentação e à ousadia de linguagem cinematográfica, além de terem forte empatia com o público como pode ser constatado com o Histórias Curtas da RBS, os curtas do Canal Brasil e no Multishow, espaços raros de exibição, que demonstram que a manutenção e a ampliação da divulgação dessas produções não pode ficar restrita às exibições em mostras, festivais e a isoladas iniciativas de inserção na televisão.
 Dentre os filmes exibidos ao longo destes anos, citamos algumas produções, como O Arraial, de Otto Guerra e Adalgisa Luz (RS, 1997), A Revolta dos Carnudos, de Eliana Fonseca (SP, 1991), Dedos de Pianista, de Paulo Nascimento (RS, 1997), A Festa, de Jaime Lerner (RS, 1994), 5 Filmes Estrangeiros, de José Eduardo Belmonte (DF, 1997), Olhar e Sensação, de Carlos Reinchenbach (SP, 1994), Deus é Pai, de Allan Sieber (RS, 1999), A Pessoa é para o que Nasce, de Roberto Berliner (RJ, 1998), Outros, de Gustavo Spolidoro (RS, 2000), O Sanduíche, de Jorge Furtado (RS, 2000), Adão ou Somos Filhos da Terra, de Daniela Thomas, Walter Salles, João Moreira Salles e Kátia Lund (RJ, 1999), À Margem da Imagem , de Evaldo Mocarzel (SP, 2002), Os Olhos do Pianista, de Frederico Pinto (RS, 2005), Alguma Coisa Assim, e Saliva de Esmir Filho (SP), Vida Maria, de Márcio Ramos (CE, 2006), Dossiê Rebordosa, de Cesar Cabral (SP, 2008), Céu, Inferno e outras partes do corpo, de Rodrigo John (RS, 2011), dentre tantos outros.
 O Curta nas Telas, que em 2011 celebrou 15 anos de existência, continua sendo a única iniciativa, em todo o Brasil, que garante a exibição contínua de curtas em circuito comercial de cinema. O Concurso já realizou 40 edições com a seleção de 283 filmes de curta-metragem, possibilitando a divulgação da produção nacional de curtas, por meio da exibição dos selecionados no circuito de cinema de Porto Alegre. Nesta empreitada contamos com a parceria inestimável das salas de cinema da cidade que integram o circuito de exibição: Espaço Itaú de Cinema, Cinemark, Cineflix, Arco Íris Cinemas, GNC Cinemas e Sala Paulo Amorim.
Nas palavras de Roger Lerina, jornalista e membro da Associação dos Críticos de Cinema do RS, e curador do DVD comemorativo aos 15 anos do projeto, editado em 2011: “O curta-metragem é uma porta de entrada. É geralmente por meio dele que realizadores, atores e técnicos ingressam no mundo do cinema. Graças ao custo mais reduzido, menor mobilização de recursos e descompromisso com bilheterias, o curta também costuma ser ponta de lança de arrojos estéticos e experimentações narrativas. Por fim, uma das formas mais eficientes de levar o curta até o grande público é projetá-lo como abre-alas da exibição de um longa.”
 Os interessados em participar do concurso podem fazer suas inscrições até dia 6 de setembro e poderão participar filmes nacionais de curta-metragem que tenham cópia em boas condições na bitola 35 mm, com duração de até 15 (quinze) minutos, sem considerar o tempo de duração dos créditos finais.
Tendo em vista que as salas de cinema de Porto Alegre ainda não possuem um sistema padronizado de exibição digital, e que esta transição ainda vai se estender por mais alguns meses, no presente edital não serão aceitos filmes que não tenham sido finalizados em 35mm.
A premiação consistirá na exibição dos filmes selecionados, pelo período de 14 dias, no circuito comercial de cinemas de Porto Alegre, em sistema de rodízio entre as salas, e no pagamento do direito de exibição, pela Secretaria Municipal da Cultura, no valor de R$ 2.000,00.
 
O regulamento completo e a ficha de inscrição podem ser acessados por link no blog do Curta nas Telas.

 INSCRIÇÕES AO CONCURSO CURTA NAS TELAS

Até 6 de setembro de 2013

Informações e Inscrições

Curta nas Telas
Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia
Av. Pres. João Goulart, 551
(3º andar da Usina do Gasômetro)
Porto Alegre – RS
CEP 91130-720

Fone 51 3289 8137 / 3289 8135
www.curtanastelas.blogspot.com
curtanastelas@smc.prefpoa.com.br

Cine Dica: "Frances Há" dia 23 em Porto Alegre

FILME CULTUADO CHEGA DIA 23 DESSE MÊS NO CINEBANCÁRIOS. 


Sinopse: Frances (Greta Gerwig) é a ambiciosa aprendiz de uma companhia de dança, que tem que se contentar com muito menos sucesso e reconhecimento do que ela gostaria. Mesmo assim, ela encara a vida de maneira leve e otimista. Esta fábula moderna explora temas como a juventude, a amizade, a luta de classes e o fracasso.


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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: Círculo de Fogo


Sinopse: Quando legiões de criaturas monstruosas conhecidas como Kaiju começaram a emergir do mar iniciou-se uma guerra que acabaria com milhões de vidas e consumiria recursos da humanidade por anos a fio. Para combater os gigantes Kaiju um tipo especial de arma foi criado: robôs gigantes chamados de Jaegers controlados simultaneamente por dois pilotos que têm suas mentes trancadas em uma ponte neural. Mas mesmo os Jaegers se mostram quase que indefesos em relação aos implacáveis Kaiju. À beira da derrota as forças que defendem a humanidade não têm escolha senão recorrer a dois improváveis heróis um esquecido ex-piloto (Charlie Hunnam) e uma inexperiente aprendiz (Rinko Kikuchi) que se juntam para comandar um lendário mas aparentemente obsoleto Jaeger do passado. Juntos eles representam a última esperança da humanidade contra o apocalipse.

A minha infância dos anos 80 (e inicio dos anos 90) foi bem feliz, pois me sentava na frente da TV, para ver heróis japoneses coloridos exagerados, com suas frases de efeito e enfrentando monstros pra lá de bizarros. Heróis como Spectreman, Ultraman, Jaspion, flashman e dentre outros, fizeram a alegria da mulecada e fazendo os pais perderem os cabelos quando eles pediam a todo o momento um brinquedo com relação ao seu seriado preferido. Eis que então, uma dessas crianças cresceu se tornou um cineasta de prestigio e criou uma baita homenagem para toda essa geração que é o Circulo de Fogo.
Vindo dos últimos filmes que produziu (como Mama), Guilherme Del Toro ganhou sinal verde para fazer a produção que quisesse dentro do estúdio Warner e não poupou dinheiro para fazer um filme, que faz com que qualquer marmanjo de mais de 30 anos logo se lembre do que curtia na TV antigamente. Por isso, a geração nova dificilmente irá ver algo parecido visto em filmes como Transformes, sendo que naquelas produções mal dava para se ver o que estava acontecendo na tela, mas aqui tudo é feito de forma lenta, para que assim possamos desfrutar os visuais dos seres gigantescos. Falando neles, Del Toro provou de uma vez por todas que é um dos maiores gênios em se criar seres fantásticos, cheios de detalhes e que surpreendentemente possui uma verossimilhança incomum.
Para meu espanto, embora o filme tenha sido convertido em ultima hora em 3D, Del Toro foi cuidadoso nesta ferramenta, que tão mal atualmente está sendo aproveitada no cinema atual. Aqui, nos sentimentos a profundidade, aproximação das coisas e (pasmen), sentimos a dimensão da altura das criaturas e robôs vistos na tela, gerando até mesmo em alguns momentos uma leve vertigem. Isso tudo pode ser já visto nos primeiros minutos de projeção e que sintetiza o que estará por vir nas quase duas horas de aventura.
Mas com tudo isso, como fica o lado humano da coisa? Eis que a dupla central Raleigh Becket (Charlie Hunnam) e Mako Mori (Rinko Kikuchi, do sensacional Babel) nos convence como os mocinhos da aventura, sendo que a ultima é protagonista dos melhores e mais emocionante momentos da trama. Não há como não se emocionar, por exemplo, numa seqüência em flashback, onde mostra a origem dela, num momento inspirado, mas que ao mesmo tempo me lembrou um episódio clássico de Spectreman, em que o herói salva uma menina de um ataque de monstro, mas não conseguiu salvar a vida de sua mãe. Seria uma homenagem ou coincidência?   
Vale destacar também, que os coadjuvantes não ficam muito atrás e o melhor deles é Stacker Pentecos (Idris Elba), grande chefão do grupo de heróis e o lado paternal de Mako. Seus momentos em que surge em cena, ele simplesmente coloca o filme no seu bolso e nos brindando com momentos emocionantes, principalmente no ato final da trama. De brinde da ala dos coadjuvantes, Ron Perlman (Hellboy) velho colaborador do cineasta, tem uma participação pequena, mas muito divertida, sendo que a cena extra nos créditos é com ele e é pra lá de inesperada.
Com começo, meio e fim bem amarradinhos (mas com continuação sempre em vista), Circulo de Fogo é uma agradável surpresa desse ano, que embora com ares de super produção, é no final das contas uma aventura despretensiosa, sem ambição nenhuma de querer mudar a vida de ninguém e que somente existe para nos lembrar que a nossa geração de antigamente era bem mais feliz do que essa atual, que vive com a vista cansada com esses filmes ação vertiginosos e vazios. Aprenda com esse filme Michael Bay.   

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Cine Dica: Mostra fotográfica Vivendo às margens, de Augusto Regla abre na terça, dia 13, no SindBancários

O Espaço de Arte da Casa dos Bancários recebe, de 13 de agosto a 15 de setembro, a exposição Vivendo às margens, de Augusto Regla. Desde o ano passado, Augusto trabalha fotografando festas em boates de Porto Alegre. Nas horas vagas, se exercita com cenas cotidianas e retratos sociais da cidade. Descobriu a fotografia ainda criança, brincando com a câmera de sua mãe. Sua maior influência artística é o fotógrafo francês Elliott Erwitt. Com a mostra fotográfica Vivendo às margens, Augusto pretende evidenciar a vida dos moradores de rua, sempre tão presentes na paisagem urbana.

Abertura: 13 de agosto às 19h

Local: Espaço de Arte da Casa dos Bancários (General Câmara, 424 - Centro)
Visitação: de 13 de agosto a 15 de setembro.
De segunda a sexta, das 9h às 21h
Sábados e domingos, das 15h às 21h
  
ENTRADA FRANCA

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE PORTO ALEGRE E REGIÃO

Rua General Câmara, 424-Centro / CEP:90010-230 / 51-34331200.

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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: Hannah Arendt



Sinopse: Hannah Arendt é o retrato do gênio que sacudiu o mundo com sua descoberta da banalidade do mal. Depois de participar do julgamento do nazista Adolf Eichmann em Jerusalém Hannah Arendt ousou escrever sobre o Holocausto em termos nunca antes ouvidos. Seu trabalho instantaneamente provocou escândalo mas Arendt continuou forte mesmo sendo atacada igualmente por amigos e inimigos. Porém ao mesmo tempo em que os emigrantes judeu-alemães lutam para superar suas dolorosas associações com o passado o filme expõe a sedutora mistura de arrogância e vulnerabilidade de Hannah Arendt revelando uma alma definida e marcada pelo exílio.

Aliando-se, mais uma vez, a Barbara Sukowa, que havia atuado em filmes como "Rosa Luxemburgo" (86) e "Os Anos de Chumbo" (81), a cineasta Margarethe Von Trotta entrega-se ao desafio de retratar uma das pensadoras políticas mais importantes e influentes do século passado, que foi autora de livros como  "As Origens do Totalitarismo". Ignorando boa parte da historia de sua vida, o filme somente foca num momento crucial da vida de Hannah. Em 1961, a filósofa alemã, já radicada nos EUA, viaja a Israel para acompanhar um dos julgamentos mais bombásticos de todos os tempos, do carrasco nazista Adolf Eichmann, capturado pelo serviço secreto israelense na Argentina.
Mais do que um filme baseado em fatos reais, os criadores buscaram também inspiração  numa peça norte americana, sendo que alguns momentos, a trama poderia facilmente se passar num único cenário. O roteiro se concentra no lado mais humano de sua protagonista, sem banalizar seu pensamento e tão pouco inventando algo novo com relação ao que aconteceu.  Hannah é vista discutindo com os seus amigos intelectuais, em seu apartamento, em que, ao lado de temas polêmicos, nunca faltavam piadas, nem bebida ou cigarros.
O filme se concentra em dois pontos: primeiro, na atuação de Hannah, ao cobrir o julgamento de Eichmann para a revista "The New Yorker", que lhe permitiu criar uma das teses mais polêmicas de sua carreira, sobre a "banalidade do mal". O segundo, menos abordado no filme, lembra seu relacionamento com o mestre e ex-amante Martin Heidegger (Klaus Pohl), filósofo que na realidade havia filiado ela ao Partido Nazista em 1933 e nunca se retratou, ou tão pouco se defendeu de sua atitude após o fim da Segunda Guerra,  para o desgosto de Hannah, que era judia alemã e fugiu do país natal após a ascensão de Hitler ao poder. Enxergando em Eichmann apenas como um cumpridor cego de ordens, Hannah atraiu a fúria dos próprios amigos e dos círculos judaicos. Muitos nunca a perdoaram pela ousadia. 
Para eles, ela estaria "defendendo" os carrascos, o que sempre negou. Nada disso abalou à filósofa, que publicou seus artigos na "The New Yorker", onde também sofreu pressões e, dois anos depois, um livro que teve grande repercussão, "Eichmann em Jerusalém". Segundo os registros, vendeu na época mais de 100 mil exemplares e, ao longo dos anos, serviu como ferramenta para que jovens alemães contestassem seus pais, por terem conhecimento dos desmandos nazistas e se omitirem, e também em revoltas contra a guerra do Vietnã e o uso da energia atômica.
O filme intensifica a coragem de Hannah que se defendeu de frente até o fim. Apoiada por amigos como a escritora Mary McCarthy (magnífica Janet McTeer de Albert Nobbs), resistiu, mantendo sua independência de pensamento, ainda que a um alto custo. Os ataques sofridos, para ela, equivaleram a um "novo exílio", como salientou a diretora Margarethe Von Trotta em entrevista ao jornal "The New York Times".
Procurando não tomar partido da tese defendida por Hannah nos artigos e livro sobre Eichmann, o filme sem dúvida abraça a integridade pessoal e intelectual de sua fascinante protagonista. Com uma bela reconstituição de época e uma belíssima fotografia com tons pastel, o filme nos permite participar de uma envolvente discussão de idéias e que certamente, pode despertar uma curiosidade sobre as obras da autora.

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Cine Dica: Quando acordam as mariposas – Noite de Walpurgis no CineBancários


O CineBancários realiza, juntamente com a Satori Associação Teatral, de 13 a 18 de agosto, a mostra Quando acordam as mariposas – Noite de Walpurgis, visando expor ao público a diversidade de referências cinematográficas agregadas ao processo de desenvolvimento do espetáculo teatral Noite de Walpurgis. As sessões acontecem às 14h30, 17h e 19h30 com entrada franca.
Os filmes da mostra são aparentemente díspares, mas dialogam fortemente dentro do espetáculo teatral, que terá apresentações nos dias 16 e 17 de agosto, às 19h30, na sala Alziro Azevedo (Av. Sen. Salgado Filho, 340). A peça trata dos processos de identificação e superação pelos quais os jovens passam, metaforizada em um casal de irmãos que vivem uma relação incestuosa e decidem matar seus pais. A coerência temática dos filmes baseia-se no confronto da juventude contra as proibições do mundo adulto.


Mais informações e horários das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.

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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: A CAÇA


Sinopse: Lucas (Mads Mikkelsen) trabalha em uma creche. Boa praça e amigo de todos, ele tenta reconstruir a vida após um divórcio complicado, no qual perdeu a guarda do filho. Tudo corre bem até que, um dia, a pequena Klara (Annika Wedderkopp), de apenas cinco anos, diz à diretora da creche que Lucas lhe mostrou suas partes íntimas. Klara na verdade não tem noção do que está dizendo, apenas quer se vingar por se sentir rejeitada em uma paixão infantil que nutre por Lucas. A acusação logo faz com que ele seja afastado do trabalho e, mesmo sem que haja algum tipo de comprovação, seja perseguido pelos habitantes da cidade em que vive.

Quando eu era menino, surgiu a historia de uma criança da escola, que havia voltado para casa, mas suas pernas estavam cheia de manchas rochas. Os pais imediatamente queriam saber quem fez isso com ele, mas ele simplesmente não sabia dizer por que estava daquele jeito. Revoltado pelo fato da criança não dar uma resposta que ele queria ouvir, o pai imediatamente começou a bater no seu filho para lhe arrancar a verdade, ao ponto da criança soltar um nome de um dos colegas da classe. O outro menino que foi acusado pela agressão, sofreu nas mãos dos seus pais em casa, mas ele nada havia feito, pois o outro menino havia mentido, mas porque não havia escolha no momento que estava apanhando do seu próprio pai.    
Bastou uma mentira, vinda de uma situação infeliz em que a inocência foi posta contra a parede, para que esse caso se tornasse uma verdadeira bola de neve, ao ponto que não se sabia mais quem disse a verdade ou a mentira e tão pouco se soube o do porque da criança estar com as manchas rochas nas pernas. O estrago estava mais do que feito, principalmente por causa de pais incompetentes que não souberam dialogar com os seus próprios filhos. Isso tudo surgiu na minha mente no momento que estava vendo o filme A Caça, onde se retrata um povo de uma cidade de bem com a vida, uns com os outros, mas que bastou um pequeno desentendimento vindo das palavras de uma confusa menina, que nutre uma paixão infantil, para que a vida do protagonista Lucas (Mads Mikkelsen, melhor ator em Cannes 2012), se torne um verdadeiro inferno. Não se pode culpar a menina Klara (Annika Wedderkopp), pelo que ela disse, pois no seu próprio lar em que vive, há sementes podres que fizeram de sua inocência se misturar com sentimentos que ela ainda está longe de compreender. Bastou ela então soltar palavras confusas para que esses adultos dessa sociedade se precipitassem.  
O diretor Thomas Vinterberg (Festa de Família) criou o que se pode dizer um retrato de uma sociedade aparentemente perfeita, mas que bastou um deles ser suspeito de uma possível atrocidade, para que então eles próprios fazerem atrocidades ainda piores. Revelam-se então um povo hipócrita, que se sentem revoltados por um possível crime hediondo, mas que no fim se revelam serem seres muito piores e inconseqüentes pelos seus atos em tentar afastar o protagonista daquela cidade. Lucas por sua vez enfrenta essa tormenta de frente, mesmo sofrendo devido aos atos cruéis vindo daqueles que antes eram seus amigos (numa cena na chuva que é um verdadeiro soco no estomago), mas ao mesmo tempo segue em frente.
O ato final reserva momentos angustiantes, em que o protagonista enfrenta de frente essa sociedade hipócrita: quando ele luta para conseguir comprar com dignidade em um supermercado, ou quando ele confronta o seu melhor amigo (Thomas Bo Larsen) que é pai da menina, que no fundo acredita que ele seja inocente, mas que não consegue ainda administrar isso e tão pouco aceitar que cometeu um grave erro se precipitando. No final das contas, a bola de neve havia ficado tão gigantesca, que a trama não termina com inocentes, culpados ou tão pouco com o verdadeiro ponto de partida com relação a tudo isso que aconteceu posto em chegue. Simplesmente a sociedade hipócrita precisa seguir em frente com as suas aparências ilusórias, enquanto o protagonista tenta se encaixar novamente a esse grupo de pessoas, mas sabe no fundo, que a qualquer momento isso pode mudar. Os minutos finais sintetizam a dura realidade, de que qualquer momento ele vire novamente a caça da sua própria gente, se algo parecido acontecer novamente.
Com uma belíssima fotografia de Charlotte Bruus Cristensen, onde as cores se tornam cada vez menos acolhedoras no decorrer do filme, A Caça é uma verdadeira analise do comportamento, ato e conseqüência do homem contemporâneo e faz com que saíamos do cinema cada menos esperançosos com relação ao próximo.   


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SALA P. F. GASTAL APRESENTA MOSTRA TABU: INFLUÊNCIAS E CONFLUÊNCIAS

SALA P. F. GASTAL APRESENTA CLÁSSICOS QUE INSPIRARAM O FILME TABU, DE MIGUEL GOMES 

O cinema contemporâneo tem como um de seus aspectos mais destacados o diálogo constante com obras de outros tempos. Longe da reverência trivial, Tabu, aclamado longa-metragem do português Miguel Gomes que entrou cartaz em Porto Alegre no mês de agosto, traz entre suas referências Aurora (1927) e o homônimo Tabu (1932), obras célebres do período norte-americano de F. W. Murnau, além de um dos últimos filmes de Josef von Sternberg, Macau, cuja trama se passa na ex-colônia portuguesa – e que também foi retomado por outro destaque da cinematografia portuguesa recente, A Última Vez que Vi Macau, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata. Com a intenção de promover o debate sobre a relação entre as obras contemporâneas e o cinema clássico, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) apresenta a mostra Tabu: Influências e Confluências com os filmes de F. W. Murnau e Josef von Sternberg que inspiram a obra-prima de Miguel Gomes.   
 Com narrativas sobre infidelidade e amores condenados, Aurora e Tabu são os dois principais filmes que F.W. Murnau, o grande gênio do cinema alemão dos anos 1920, realizou nos Estados Unidos. O primeiro é uma superprodução lançada em 1927, ano em que Hollywood começa a dar os primeiros passos em direção ao cinema sonoro, historicamente situada como um dos filmes que esgotam as possibilidades estéticas e narrativas do período silencioso. O segundo é uma produção independente filmada na Polinésia Francesa, de verve realista, realizada em parceria com Robert J. Flaherty, um dos pioneiros do documentário. Assim como o filme de Gomes – que apenas inverte a ordem das narrativas de Murnau –, a história é divida em duas partes: Paraíso e Paraíso Perdido.  
 Macau é um dos cultuados filmes policiais de série B produzidos pela RKO, com um charme particular por ter sua história ambientada em um território exótico, poucas vezes visto em filmes norte-americanos do gênero daquela época. Teve uma produção turbulenta – Nicholas Ray precisou terminar algumas cenas – e se destaca na última década de realização de um dos estetas mais influentes do cinema clássico, Josef von Sternberg, outro germânico radicado nos Estados Unidos, cuja parceria – cinematográfica e amorosa – com Marlene Dietrich no início dos anos 1930 rendeu a Hollywood alguns de seus momentos mais provocantes. 


Mais informações e horário das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Cine Especial: Heróis, robôs e monstros da minha infância: Parte 1

Guilherme Del Toro admitiu que criou o seu mais novo filme Circulo de Fogo, em homenagem aos filmes e seriados japonês de antigamente que ele assistia. Repletos de heróis coloridos, robôs gigantescos e monstros, um mais bizarro do que outro, o Brasil teve a presença desses seres orientais, conquistando uma geração e fazendo com que a gente se lembre e sinta uma grande nostalgia.
Pensando nisso, solto um pouco do que eu assistia  na minha infância.

SPECTROMAN 

Não me lembro se havia bonecos a venda dele, que por causa disso, incomodava a minha mãe quando pegava os perdedores dela para montar um Spectroman para brincar. Criado em 1971 por  Souji Ushio e exibido na TVS nos anos 80, o seriado tinha uma forte carga dramática, com alguns momentos bem fortes, mas acima de tudo era um a espécie de alerta contra a poluição que já acontecia aceleradamente na terra naquele período.
É claro que hoje atualmente quando revejo uns trechos do seriado no Youtube, percebo o quanto era precário em termos de efeitos especiais, mas mesmo assim eram tramas bem caprichadas que conquistaram uma geração inteira.

Melhor Monstro: O Vampiro do Espaço 

Curiosamente esse foi o único episódio que o Dr Gori (que era o principal vilão de toda serie) não ter aparecido e ter deixando o espaço reservado para essa criatura que me meteu medo na infância. Inspirado na onda de vampiros dos estúdios Inglês Hammer, que fazia um grande sucesso na época, O Vampiro do Espaço é sem sombra de duvida o capitulo mais pesado de toda a serie, onde não hesitava em mostrar o vilão matando as pessoas a noite e fazendo jorrar sangue na tela.    
O embate final do herói e vilão é clássico, terminando de uma forma surpreendente e com certeza fez muitos católicos por ai desejarem cada vez mais uma cruz por perto. 

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