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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Cine Dicas: Estréias no final de semana (09/08/13).

Com esse final de semana gelado, chega aos nossos cinemas o mais novo Cult do momento, Circulo de Fogo. Comandado pelo cineasta Guilherme Del Toro, o filme não se deu bem nas bilheterias americanas, mas está indo muito bem no mercado internacional, principalmente no oriente, onde é grande fonte de inspiração do cineasta em criar esse filme que está ganhando inúmeras criticas positivas. No embalo desse filme, aguardem no meu blog para matérias especiais sobre os principais filmes de Del Toro.
Lembrando também que hoje começa o 41º festival de Gramado, onde na noite de abertura tem o esperado filme Flores Raras, cuja estréia nacional acontece semana que vem. Mais informações sobre o festival vocês cliquem aqui. Confirma as outras estréias desse fim de semana.   
  Círculo de Fogo

Sinopse: Quando legiões de criaturas monstruosas conhecidas como Kaiju começaram a emergir do mar iniciou-se uma guerra que acabaria com milhões de vidas e consumiria recursos da humanidade por anos a fio. Para combater os gigantes Kaiju um tipo especial de arma foi criado: robôs gigantes chamados de Jaegers controlados simultaneamente por dois pilotos que têm suas mentes trancadas em uma ponte neural. Mas mesmo os Jaegers se mostram quase que indefesos em relação aos implacáveis Kaiju. À beira da derrota as forças que defendem a humanidade não têm escolha senão recorrer a dois improváveis heróis um esquecido ex-piloto (Charlie Hunnam) e uma inexperiente aprendiz (Rinko Kikuchi) que se juntam para comandar um lendário mas aparentemente obsoleto Jaeger do passado. Juntos eles representam a última esperança da humanidade contra o apocalipse.

Wrong
Sinopse:Ao acordar numa manhã comum Dolph percebe que perdeu o amor de sua vida seu cachorro Paul. Durante a empreitada para recuperar o animal ele quase vai à loucura e acaba mudando radicalmente a vida de outras pessoas.


A aventura de Kon-Tiki 

Sinopse:Em 1947 o mundo está tomado pela emoção do jovem aventureiro norueguês Thor Heyerdahl que embarca em uma expedição surpreendente - uma épica viagem de 101 dias e 8.000 km através do Oceano Pacífico em uma balsa de madeira juntamente com cinco homens para provar que os sul-americanos já em tempos pré-colombianos poderiam ter atravessado o mar e chegar às ilhas polinésias. Apesar de sua incapacidade de nadar e medo da água Thor decide provar sua teoria tomando a frente dessa viagem lendária. O filme mostra de onde surgiu a ideia os preparativos e os eventos da viagem. Heyerdahl filmou sua expedição que mais tarde tornou-se o premiado documentário pela Academia do Oscar em 1951 e escreveu um livro sobre a expedição que foi traduzido para 70 idiomas e vendeu mais de 50 milhões de cópias ao redor do mundo.

As Horas Vulgares 

Sinopse:O pintor Lauro parece ter uma boa vida: ele vive com a querida esposa Erika, e tem sucesso trabalhando com arte. No entanto, ele não se sente feliz. Certo dia, Lauro cruza com Théo, um amigo que não vê há anos. Ambos já foram apaixonados pela mesma garota, Clara, que não mora mais na cidade. Não demora para os dois começarem a relembrar as histórias do passado, enquanto fazem um longo passeio pelas ruas de Vitória.

Os Escolhidos 

Sinopse:Daniel (Josh Hamilton) e Lacey (Keri RusseIl) levam uma vida pacata no subúrbio até que seu filho Jesse (Dakota Goyo) passa a agir de maneira estranha e paranormal. A partir daí a vida de todos começa a mudar e uma série de acontecimentos misteriosos passam a fazer parte da rotina da casa. A família terá que lutar pela sua sobrevivência sendo a única forma de salvação se manterem unidos.


Vendo ou Alugo 

‎Sinopse: Bisavó avó mãe e filha dividem uma casa luxuosa que não podem mais manter e pela proximidade da favela também não conseguem vender ou alugar. Agora a UPP ocupou a favela e possíveis compradores vem ver a casa. Durante a visita começa um tiroteio deixando todos encurralados . Diante da ameaça de vida pequenos pecados são revelados e situações tragicômicas tomam forma envolvendo visitantes e moradores do morro e do asfalto.

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Cine Dica: Mostra Jacques Rivette: Não Toque no Machado.


Sinopse: O belo e jovem general Armand de Montriveau tem cruzado os mares à procura da mulher por quem se apaixonou loucamente há cinco anos. Ele finalmente encontra Antoinette, a duquesa de Langeais, vivendo enclausurada num convento em Maiorca. No passado, foi um caso de amor à primeira vista quando Montriveau a conheceu como uma jovem coquette casada, que freqüentava os mais extravagantes bailes de Paris na época da Restauração francesa, em 1820. Ali, hipocrisia e vaidade reinavam. Lisonjeada por suas atenções, Antoinette orquestrou um jogo calculado de sedução, mas recusava Montriveau repetidamente. Apesar da sinceridade de seu amor, sua paixão continuou não sendo correspondida. Apenas quando um humilhado Montriveau arquitetou uma vingança, o amor de Antoinette aflorou. Mas pode ter sido tarde demais para os amantes.
  
Não Toque no Machado é um filme orgulhoso de sua raiz literária. Adaptado duma obra de Balzac, Rivette inclui até intertítulos que interrompem a narrativa pra descrever a hora e local de cada cena – e até os sentimentos dos personagens. São dois, aliás: uma duquesa e um general que pouco entende das regras do clero ou da alta sociedade. O que começa como um flerte infantil da parte da duquesa se transforma numa paixão quase doentia da parte do general. Ao longo do filme a relação entre os dois se torna cada vez mais infernal e antagônica. Mesmo assim, na triste conclusão, o general define a história entre eles como “um poema”. Havia sim amor – escondido nas entrelinhas.


Mais informações da mostra você confere na pagina da sala clicando aqui.

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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: OBLIVION

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cine Especial: SUPERMAN NO CINEMA: FINAL


Bom, chego aqui ao final dos melhores momentos do Superman do cinema e chego há uma conclusão:  Christopher Reeve sempre foi e sempre será o melhor interprete do personagem de todos os tempos. Embora tenha gostado muito do desempenho de Henry Cavill nesta ultima versão, Reeve ainda esta na vantagem, pois o filme de Richard Donner, talvez seja o melhor exemplo de bom casamento de filme de entretenimento com arte, onde nos sentimos a verdadeira magia do cinema e que ali realmente acreditamos que um homem pode realmente voar.   
Reeve provou ser um verdadeiro homem de aço, tanto na ficção como na vida real: após ter sofrido um grave acidente com o seu cavalo que o deixou tetraplégico, o ator jamais descansou, tendo lutado para conseguir uma cura e lutado contra a própria política com relação a pesquisas de células de tronco. Reeve viria a falecer em 2004, mas sua força de vontade de viver permaneceu na memória de todos os fãs.
Um ano após o seu acidente, o ator apareceu de surpresa na cerimônia do Oscar, rendendo um dos momentos mais emocionantes da premiação.
                                   Sempre para o alto e avante Christopher 

Leia também: Partes 1,2,3,4 e 5.

Leia também: O Homem de Aço. 

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NOTA: EM BREVE NO MEU BLOG....


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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cine Especial: SUPERMAN NO CINEMA: Parte 5

Com o Homem de Aço nos cinemas, irei recapitular aqui um pouco sobre as melhores adaptações que Superman teve no cinema ao longo de sua historia. 

Superman - O Retorno 

Sinopse: Após alguns anos de um misterioso desaparecimento, Superman (Brandon Routh) retorna ao planeta Terra. Porém a situação em Metrópolis está bastante mudada desde que o Homem de Aço deixou o planeta, pois a cidade se acostumou a viver sem ele. Além disto Lois Lane (Kate Bosworth), sua grande paixão, seguiu sua vida após o sumiço do herói. Ao mesmo tempo em que precisa se adaptar à nova realidade, Superman precisa enfrentar um antigo inimigo, que planeja um meio de acabar com ele de uma vez por todas.

Quando eu penso em Superman – O Retorno, eu enxergo esse filme como uma espécie de conclusão de uma trilogia iniciada por Richard Donner em 1978, porque convenhamos, Superman III e Superman IV são ruins de doer. Após anos de tentativas frustradas de levar o herói para o cinema (como Superman: Lives), a Warner investiu pesado, ao ponto de conseguir convencer Brian Singer, que na época estava se dedicando aos filmes dos X-men, a abandonar os mutantes e fazer magia como ele havia feito para os estúdios Fox. Para Singer, era preciso não criar um filme que reiniciasse as aventuras herói no cinema, mas sim um que continuasse a visão “pé no chão” que Donner havia criado anos antes.
Talvez esse seja o maior acerto, mas ao mesmo tempo grande erro criado para o filme: O Retorno se situa alguns anos após os eventos de Superman II (ignorando os capítulos III e IV) e mostra o herói (Brandon Routh) retornando a terra, após a tentativa frustrada de achar algum sinal de vida em Krypton. Confesso que perdi o fôlego quando assisti os primeiros minutos do filme, pois tudo estava lá: a trilha clássica de John Willians, o lado majestoso de Krypton, mas acima de tudo, a voz do eterno Marlon Brandon soando na sala de cinema e que me fez lamentar ainda mais o fato de eu nunca ter tido a chance de vê-lo atuando na tela grande.
Mas se por um lado o filme é uma bela homenagem aos primeiros filmes, por outro isso o prejudicou, pois se acabou não se criando uma identidade própria e tão pouco superando os capítulos anteriores. Para piorar, Singer sabendo que todo mundo só pensava no Superman como Christopher Reeve, decidiu contratar um ator semelhante ao ator e sobrou para o semi desconhecido Brandon Routh, que embora tenha até certa semelhança ao inesquecível interprete, sua atuação é tão mecânica, que por vezes parecia um boneco eletrônico atuando. Por outro lado, embora os produtores tenham repetido o vilão Lex Luthor, pelo menos acharam um ator de calibre e Kevin Spacey para mim é o melhor interprete do personagem, ao introduzir um ar de maldade e certa loucura controlada, algo que não se via na interpretação de Gene Hackman.

MAS CADE A AÇÃO?

Uma das maiores reclamações que ouço até hoje sobre esse filme é a falta de ação, sendo que alguns dizem que ela é inexistente. Mas a ação esta lá, principalmente no inicio do filme, onde o protagonista salvou inúmeras pessoas de um avião, mas no fim os roteiristas se concentraram mais no conflito do personagem, em se dar conta que é o único sobrevivente de seu planeta e no fato das pessoas que ele amava terem mudado e seguido com suas vidas. Com isso, se inicia uma espécie de novela mexicana entre o herói e Lois Lane (Kate Bosworth) e as cenas que eles se reencontram nada mais é do que uma releitura do clássico encontro dos dois no filme de 78.
Deixando de lado esse vai e vem romântico, do final do segundo, até o final do terceiro ato, o filme se envereda para ação, onde o herói encara os planos maquiavélicos de Luthor. Mas se por um lado esses momentos têm ação como todos queriam, por outro não há um super ser que combata de igual para igual contra o herói como todos queriam e para piorar (e ai eu concordo 100% com os fãs), o plano do vilão nada mais é do que (de novo), uma releitura do seu plano mirabolante visto no filme de 78. Se até aqui tudo parece ser uma releitura, homenagem ou quaisquer que fosse com relação ao filme de Donner, eis que então Singer teve uma idéia bem original e que na verdade buscou inspiração em Superman II: como naquele filme o casal central havia dormido juntos, isso serviria para inventar uma possível possibilidade de lois ter engravidado e o resultado disso é o fato dela ter gerado um filho do herói e ele ter descoberto a verdade no final trama.
Embora tenha dividido a opinião dos fãs com relação a essa virada da historia, eu particularmente gostei bastante e serviu como um belo gancho para uma eventual seqüência, o que acabou não acontecendo. Superman: O Retorno teve apenas um relativo sucesso e o que acabou não cumprido as expectativas do estúdio infelizmente. Com isso, a Warner se viu novamente com o seu sonho de criar um eventual filme da Liga da Justiça ser engavetado e tendo que obrigatoriamente concentrar os seus esforços na trilogia de Batman comandada por Nolan.
Apesar dos pesares, como eu disse acima, eu vejo Superman: O Retorno como uma espécie de encerramento digno de uma trilogia que se iniciou em 78, mas que infelizmente não se sustenta como um filme sozinho e tão pouco tendo uma identidade própria. Felizmente veio então esse ano o Homem de Aço, que embora não tenha superado o clássico de Donner, pelo menos não é uma releitura e felizmente se sustenta como belo reinício para o personagem no cinema. 

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Cine Dica: Mostra em homenagem ao diretor haitiano Raoul Peck entra em cartaz no CineBancários

 ENTRADA FRANCA 
 
De 6 a 11 de agosto o CineBancários, com o apoio da Cinemateca Francesa, exibirá com entrada franca, uma mostra retrospectiva de seis filmes emblemáticos, realizados pelo diretor haitiano, Raoul Peck. São títulos que representam marcos num conjunto da obra que é ao mesmo tempo prolífico e de uma rara coerência.
 A seleção aponta dois aspectos salientes do trabalho do cineasta: a turbulenta história do Haiti e o destino de Patrice Lumumba, heroica figura dos movimentos de independência africana. A problemática do poder e da injustiça permeia toda a obra de Raoul Peck, abordando assuntos variados como o genocídio de Ruanda, os círculos de poder franceses e outros assuntos sociais.
A força e sentimento que emanam desses filmes, sejam eles ficção ou documentário, vêm de um homem dedicado, cujo trabalho tem o dom de cruzar fronteiras, através do amplo leque de temas com que lida.
Raoul Peck começou a ganhar prestígio com Canto do Haiti, em 1988, recentemente restaurado pela Cinemateca Africana do Instituto Francês. Desde então ele tem alavancado uma carreira internacional que o levou a desenvolver um trabalho específico, tendo como combustível sua vida pessoal. Desde sua juventude passada na República do Congo, nos dias iniciais da independência do país, até seu retorno ao Haiti como Ministro da Cultura, suas várias fontes de inspiração refletem uma dedicada abordagem de criação fílmica como um incisivo defensor da luta contra as formas modernas de injustiça social. Como Presidente, desde 2011, do FEMIS (French Film School), sua nomeação como integrante do júri do Festival de Cannes em 2012 confirma o reconhecimento internacional.


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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: TABU

UM  F.W.MURNAU EM PLENOS DIAS ATUAIS

Sinopse: Três mulheres a viver num prédio antigo na cidade de Lisboa: Aurora é uma idosa temperamental e excêntrica Santa a empregada cabo-verdiana e Pilar uma vizinha dedicada. Sentindo o fim a aproximar-se Aurora faz-lhes um pedido invulgar: quer encontrar-se com Gianluca Ventura alguém que até àquele momento ninguém sabia existir. Assim dispostas a cumprir o desejo da velha senhora Santa e Pilar acabam por descobrir que os dois viveram uma história de amor e crime no passado. Uma história que começou há 50 anos em Moçambique algum tempo antes da Guerra Colonial e reza assim: Aurora tinha uma fazenda em África no sopé do monte Tabu.

Tabu é mais um exemplo de que há cineastas atuais, que decidiram olhar um pouco para traz, sendo mais precisamente em resgatar as maneiras de como se fazer cinema de antigamente e o resultado final deixa o espectador maravilhado. Dirigido pelo cineasta Miguel Gomes, ele já havia conquistado o coração da critica através de filmes como o premiado Aquele Mês de Agosto, que foi eleito o melhor longa metragem pela critica na mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Embora Tabu possua um ritmo lento em alguns momentos, a trama consegue fisgar o espectador mais desacostumado (mas curioso) com a forma que ele apresenta a trama, mas ao mesmo tempo conquista o cinéfilo mais atento e isso graças a inúmeras referencias que ele faz a outros filmes.
Para começar, a produção é explicitamente uma homenagem ao cineasta F.W.Murnau (Nosferatu), não só da forma como ele filmava, como também é uma espécie de releitura de um dos seus filmes, Tabu de 1931. Mas para não soar como uma espécie de refilmagem, Gomes cria a trama através de dois capítulos e mais um prólogo: Paraíso e Paraíso Perdido, sendo que no original a trama seguia em linha reta, mas aqui Gomes vai numa direção contraria e que o torna bastante original.   
A primeira parte de Tabu acontece em  Lisboa atual e apresenta a personagem Pilar, uma mulher de meia idade, mas que não se intimida em ajudar o próximo, aja o que houver.  De início, da entender que ela será a protagonista da trama, mas para a nossa surpresa, logo percebemos que será a vizinha Aurora (nome que é uma referencia clara ao primeiro filme americano de Murnal), uma idosa, viciada até o pescoço em jogos e paranóica com relação a todos que a rodeia. Ela divide o apartamento com sua empregada Santa, uma mulher  que segue à risca as ordens  da filha de sua patroa, que sendo assim, suas atitudes há frente da idosa a tornam uma personagem seca, mas ao mesmo tempo com  humor peculiar que nos contagia.   
Graças há um dos inúmeros devaneios de Aurora, conhecemos o seu antigo amor proibido: Ventura. A partir daí, embarcamos em um grande flashback, onde acabamos pousando na África Colonial. A partir desse momento, os toques de humor vistos no capitulo anterior, são substituídos com toques mais dramáticos, que graças ao prólogo, já temos uma vaga idéia de como terminara, onde boa parte da trama é narrada pela voz de Ventura.    
É neste ponto que Miguel Gomes não só fortalece a sua homenagem a F.W.Murnau, como também ao período do cinema mudo: não ouvimos as palavras dos protagonistas, sendo que somente os seus gestos e movimentos dos lábios é o que falam por si e em boa parte das cenas é o som do ambiente que domina a trama (o que me lembrou muito O Som ao Redor). Embora num primeiro momento isso possa assustar um marinheiro de primeira viagem, isso não prejudica o entendimento da historia e faz com que o cinéfilo se lembre de como o cinema mudo tinha o seu charme e de imensas qualidades.   
Além de tudo isso, o longa foi filmado de uma maneira, para que a gente se sentisse que estivesse assistindo o filme em pleno anos 20: em janela 4:3, com um granular diferenciado e totalmente em preto em branco, além de partes em 16mm. Todos estes recursos foram usados com perfeição e são justificados em cada cena vista na tela. Com isso, o final nos deixa com água na boca e desejando que a trama continuasse para a gente sentir mais o gostinho de como era ir ao cinema de antigamente.
Em tempos em que os criadores da sétima arte estão olhando mais para trás, para saber como era assistir um filme no cinema de antigamente (vide O Artista e o recente Branca de Neve), Tabu é uma sessão obrigatória para qualquer fã de cinema de verdade que se preze.   

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Cine Dica: Jacques Rivette: Já não somos inocentes


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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: G.I.JOE: RETALIAÇÃO

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Cine Dicas: Estréias no final de semana (02/08/13)

Tabu 

Sinopse: Três mulheres a viver num prédio antigo na cidade de Lisboa: Aurora é uma idosa temperamental e excêntrica Santa a empregada cabo-verdiana e Pilar uma vizinha dedicada. Sentindo o fim a aproximar-se Aurora faz-lhes um pedido invulgar: quer encontrar-se com Gianluca Ventura alguém que até àquele momento ninguém sabia existir. Assim dispostas a cumprir o desejo da velha senhora Santa e Pilar acabam por descobrir que os dois viveram uma história de amor e crime no passado. Uma história que começou há 50 anos em Moçambique algum tempo antes da Guerra Colonial e reza assim: Aurora tinha uma fazenda em África no sopé do monte Tabu.


RED 2 - Aposentados e ainda mais perigosos 

Sinopse: Frank Joe Marvin e Victoria voltam da aposentadoria para lutar contra uma ameaça. 

Os Smurfs 2 

Sinopse: O malvado feiticeiro Gargamel continua determinado em roubar a Essência dos Smurfs e criou para esse efeito duas pequenas criaturas que são muito semelhantes às adoráveis criaturas azuis no entanto as suas semelhanças físicas não são suficientes para os aproximar da misteriosa essência porque esta pertence única e exclusivamente ao Mundo dos Smurfs e só pode ser controlada pelos verdadeiros Smurfs.

      Confissões de um Jovem Apaixonado 

Sinopse: Em 1830, na cidade de Paris, Octave (Peter Doherty) vive depressivo, desde que foi abandonado por sua amante. Quando seu pai morre, ele volta ao seu país de origem, onde encontra Brigitte (Charlotte Gainsbourg), uma viúva dez anos mais velha do que ele. Octave se apaixona perdidamente, mas não consegue se entregar facilmente a este amor.

                      Hannah Arendt 

Sinopse: Hannah Arendt é o retrato do gênio que sacudiu o mundo com sua descoberta da banalidade do mal. Depois de participar do julgamento do nazista Adolf Eichmann em Jerusalém Hannah Arendt ousou escrever sobre o Holocausto em termos nunca antes ouvidos. Seu trabalho instantaneamente provocou escândalo mas Arendt continuou forte mesmo sendo atacada igualmente por amigos e inimigos. Porém ao mesmo tempo em que os emigrantes judeu-alemães lutam para superar suas dolorosas associações com o passado o filme expõe a sedutora mistura de arrogância e vulnerabilidade de Hannah Arendt revelando uma alma definida e marcada pelo exílio.

Contos da Noite 

Sinopse: Todas as noites, um garota, um garoto e um senhor idoso se encontram em um pequeno cinema, que aparenta estar abandonado. Lá dentro, os três criam histórias, escrevem, desenham, vestem fantasias... Eles criam diversas histórias mágicas passadas em uma noite onde tudo é possível.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cine Especial: SUPERMAN NO CINEMA: Parte 4

Com o Homem de Aço nos cinemas, irei recapitular aqui um pouco sobre as melhores adaptações que Superman teve no cinema ao longo de sua historia.

SUPERMAN LIVES: O FILME QUE NÃO FOI.

 Em 1996, Kevin Smith propôs fazer um filme Superman de Jon Peters e um ano depois, ele escreveu um roteiro, baseado no Death and Return of Superman série, intitulado "Superman Lives". Peters aprovou o roteiro sob três condições ímpares que Kevin Smith vagamente aceitou - 1. Superman tem que usar um traje todo preto 2. Superman não voa no filme 3. Superman luta contra uma aranha gigante no final. O script pode ser lido aqui- http://www.script-o-rama.com/movie_scripts/superman-lives-script.html
Tim Burton foi contratado para dirigir o filme e 30 milhões dólares foram investidos no projeto. No entanto, Superman Lives foi abandonado principalmente devido a diferenças criativas com Peters. Burton passou a dirigir A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, e sempre diz que e ele  perdeu um ano inteiro com Superman Lives. Houve também uma briga entre Kevin Smith e Tim Burton.

  
Aqui está como o filme teria sido de elenco: 

Superman-Nicholas Cage
Lex Luther-Kevin Spacey
Brainiac-Tim Allen
Lois Lane-Courtney Cox
Jimmy Olsen, Chris Rock

Abaixo, deixo o possível enredo do que poderia ter sido o filme naquela época. 

O navio do crânio de Brainiac está viajando pelo espaço quando ele pega uma transmissão enviada por Lex Luther. Brainiac é acompanhado por seu capanga robô L-Ron. Lex está procurando ajuda extraterrestre para derrotar Superman. Brainiac, que sua missão é a de absorver a tecnologia possuída pelo Erradicador (uma entidade AI na forma do navio que trouxe Kal-el para a Terra), vai para o nosso planeta. De volta à Terra, Superman frustra uma situação de reféns que foi orquestrada por Pistoleiro.
Brainiac e Luthor se encontram na Lexcorp e eles concordam em trabalhar juntos para derrotar o seu inimigo comum, Superman. Os dois vêm com o ShadowCaster, uma grande rede como escudo que quando colocar no espaço, ele bloqueia a luz do sol, que é claro dar Superman seus poderes. Luthor empresta sua tecnologia e a ShadowCaster se torne operacional.
Superman pede a Lois  em casamento, mas ele é rejeitado. Ele se sente enfraquecido, mas ele vem para investigar um pouso forçado em Metrópoles. Ele confronta Doomsday que foi enviado por Brainiac. Superman e Doomsday tem um confronto mortal até o ponto do herói ser derrotado. Superman é declarado morto e tem um funeral para ele em que há uma aparição feita por ninguém menos que o Batman! O corpo de Superman acaba na Fortaleza da Solidão, onde ele está sendo revivido pelo Erradicador.  Superman tem uma seqüência de sonho onde conversa com o pai e descobre que o Erradicador foi programado para esta ocasião.
Durante a ausência de Superman, Lex Luthor tenta fazer Brainiac o novo "herói" da Terra. Usando um holograma para exibir uma frota alienígena, Lex engana o público a pensar que o ShadowCaster está escondendo a Terra de uma armada alienígena. Lex ainda ostenta uma camisa ridícula com "Eu sou um maníaco por Brainiac" nele. Lois e Jimmy Olsen estão céticos. Superman está de volta e seus pés o Erradicador se transforma em uma armadura que simula os poderes do  Superman e é um modelo preto e prata. Superman então encontra Brainiac.
Lois e Jimmy desativam a geração de holograma que revela ao público que a armada era uma farsa. Superman, então, mostra-se no fato com o Erradicador. Em seu excesso de confiança, Brainiac inadvertidamente revela como destruir o ShadowCaster. Superman em seguida, voa para o espaço.O Erradicador se sacrifica para tirar o Sistema ShadowCaster. Com a luz solar que atinge a Terra mais uma vez, Superman tem seus poderes de volta. Brainiac está chateado, ele se transforma em como uma aranha mecânica e, em seguida, é hora da batalha.

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Cine Dica: SESSÃO AURORA APRESENTA OBRA-PRIMA POLÍTICA DE JOHN CARPENTER

A Sessão Aurora apresenta neste sábado, 3 de agosto, às 18h, na Sala P. F. Gastal (3º andar da Usina do Gasômetro), Eles Vivem, uma das principais obras de John Carpenter. Após a sessão, haverá um debate com os editores da revista Aurora e do Zinematógrafo.

O filme parte da chegada de John Nada (Roddy Piper) a uma Los Angeles de conflitos estéticos, onde miséria e riqueza contrastam nas esquinas, nas lojas e nos supermercados. A concentração do poder, através da mídia, do capital econômico e cultural, se faz presente no cotidiano de todos os habitantes, mesmo que de forma invisível. John, trabalhador autônomo, andarilho das cidades em busca de empregos para seguir se alimentando, é o retrato da mão de obra braçal das metrópoles em meio ao desenvolvimento vertical. Enquanto trabalha na construção civil, o protagonista logo percebe a movimentação de um pequeno grupo que age no submundo da cidade para tentar revelar a grande farsa pela qual a classe dominante exerce seu poder. Utilizando óculos especiais, ele consegue ver o que realmente está por trás de cada imagem que compõe o cenário da cidade.
Fruto de uma década consagradora para o cinema de Carpenter – momento em que o cineasta lança filmes como A Bruma Assassina, Christine, o Carro Assassino, Enigma do Outro Mundo e Fuga de Nova York –, Eles Vivem é um de seus trabalhos mais abertamente políticos, dono de uma ironia crítica fulminante que transcende as questões mais pontuais de sua época. Do ponto de vista estético, para além de seu conteúdo ideológico, o filme também é sintomático na obra do americano, com destaque para a célebre e longa sequência na qual dois personagens trocam socos e pontapés em um beco de Los Angeles.

Eles Vivem (They Live), EUA, 1988, cor, 93 minutos. Direção: John Carpenter.
Com Roddy Piper, Keith David, Meg Foster, George 'Buck' Flower, Peter Jason, Raymond St. Jacques.
O filme será exibido em DVD com legendas em português.

 
SESSÃO AURORA
Eles Vivem, de John Carpenter
Dia 3 de agosto – às 18h
Sala P. F. Gastal (3º andar da Usina do Gasômetro)
Entrada Gratuita



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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Cine Dica: Em Cartaz: WOLVERINE: IMORTAL

FOX APRENDE COM OS ERROS DO PASSADO E CRIA UMA TRAMA QUE RESPEITA A ESSÊNCIA DO HERÓI.  

Sinopse: Esta aventura épica cheia de ação leva Wolverine o mais icônico personagem dentro do universo X-men ao Japão moderno. Em um mundo desconhecido ele enfrenta seu nêmesis definitivo e uma batalha de vida ou morte que o deixará marcado para sempre. Vulnerável pela primeira vez pressionado até o limite ele confronta não apenas o mortal aço samurai mas sua própria imortalidade que emerge mais forte do que ele jamais viu.

Sempre quando começa a fazer muito frio aqui no RS, me faz me lembrar de uma HQ de Wolverine nº 28 da editora Abril, em que no inicio da trama o herói está no Canadá, dentro de uma lagoa, nu e caçando peixe. Embora simples a trama, é o que melhor sintetiza o que é o personagem, que embora seja mutante com poderes incríveis, ele não deixa de ser um ser humano, que prefere as coisas mais simples como viver na natureza e ao lado dos animais que o cercam como os lobos. Felizmente essas características finalmente surgem no inicio do filme Wolverine: Imortal, que após os trágicos eventos de X-Men 3, vemos o herói (Hugh Jackman, mais a vontade do que nunca com o personagem) abatido, como um eremita e sem nenhum rumo, mas apenas usando a natureza como o seu conforto.   
Limando por completo dos erros que cometeram em Wolverine: Origens, a Fox decidiu levar mais á sério a sua pepita de ouro e decidiu explorar um lado mais sombrio e humano do personagem. Para isso, decidiram adaptar a essência principal da clássica HQ Eu, Wolverine, em que vemos um personagem mais humano, se apaixonando pela personagem Mariko e tendo que encarar inúmeros samurais no sol nascente. Para isso, a idéia do personagem querer ser um mortal e ter a oportunidade de alcançar isso, através de alguém que ele salvou na explosão de Nagasaki (numa seqüência espetacular) é uma mera desculpa para o protagonista mudar de cenário e ter que encarar novos desafios até então inéditos para ele.
Vale lembrar que um dos principais problemas de Origens a meu ver, foi o acumulo desenfreado de inúmeros personagens inseridos ali sem propósito, mas que aqui é diferente, sendo que eles surgem por um motivo e por nossa sorte são muito bem explorados. Para nossa surpresa, a personagem Yukio (Rila Fukushima) é quem rouba a cena, ao se tornar uma espécie de companheira mirim de Logan e nos fazendo nos lembrar de suas parceiras jovens dos quadrinhos (vide Jubileu e kitty pryde). Os seus momentos em que contracena com o herói, principalmente num intenso momento no final do segundo ato da trama, estão entre os melhores momentos do filme.
Porém, a força matriz do filme está no relacionamento que Logan começa a ter com Mariko (Tao Okamoto), sendo que o nascimento de um possível amor entre eles nos convence, mesmo quando ela no principio demonstra certa frieza perante o protagonista. É interessante observar, que embora seja um filme de aventura e ação estrelado por um dos personagens mais populares das HQ, o filme não se intimida ao se entregar aos momentos de calmaria, onde o casal se mistura com a cultura japonesa e rendendo momentos singelos e muito bem construídos. Mas ao mesmo tempo em que isso soa positivo para o filme, acaba se tornando meio que estranho, quando de uma hora para outra surge às cenas de ação cheia de adrenalina (como as do trem) e fazendo a gente ter a sensação que os personagens entraram em outro filme completamente diferente do que a gente estava assistindo.
Além disso, o terceiro ato da trama acaba meio que se entregando ao esquema de entreter a todo o custo o espectador, sendo que a ação incessante desvirtuou um pouco a proposta inicial da trama. Para piorar, a vilã Víbora, mesmo perigosa em alguns momentos, não nos convence com suas caras e bocas pra lá de canastronas, que são vindas da atriz sem sal Svetlana Khodchenkova. Pelo menos, os minutos finais nos brindam com revelações importantes de certos personagens e da um novo rumo ao protagonista, que por fim, consegue vencer os seus demônios interiores (representado por certa ruiva conhecida nossa).  
Embora não tendo a perfeição de X-Men 2 e tão pouco de X-men: Primeira Classe, Wolverine: Imortal pelo menos respeita a nossa mentalidade em boa parte das mais de duas horas de projeção e comprova que os estúdios estão cada vez mais querendo melhorar através dos seus próprios erros. Resta saber se o equilibro de boa historia e entretenimento terá longa vida nas adaptações de HQ a seguir.

NOTA: Não deixe de ver o inicio dos créditos, pois nela há uma importantíssima cena extra, que da uma deliciosa dica do que virá ano que vem em X-Men: Dias do Futuro Esquecido. 


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