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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Cine Especial: FRANCIS FORD COPPOLA: O APOCALIPSE DO CHEFÃO: Parte 2



Nos dias 05 e 06 de dezembro eu estarei participando do curso Francis Ford Coppola: O Apocalipse do Chefão, criado pelo Cine Um e ministrado pelo crítico de cinema  Robledo Milani. Enquanto atividade não chega por aqui eu irei destacar os principais filmes de cada década desse grande Padrinho da 7ª arte.

(ANOS 80) 

   
O Selvagem da Motocicleta (1983)



Sinopse: Rusty James (Matt Dillon) é o líder de uma gangue, bastante infeliz na vida: sua mãe o deixou, seu irmão é ausente e seu pai é um alcóolatra. Só que tudo tende a piorar quando ele se envolve em uma perigosa briga...

 

A obra é um dos mais bem sucedido filme experimental de Francis Ford Coppola. Filmado quase inteiramente em preto-e-branco, uma ousadia para a época (porque o personagem do Garoto da Motocicleta é daltônico, vivido por Mickey Rourke), só os peixes-de-briga aparecem coloridos na película, uma inovação estilística que fez escola.
Ainda no elenco, Matt Dillon, Diane Lane, Nicolas Cage e o também cult actor, Dennis Hopper. Assim como o filme, a trilha sonora incidental de Stewart Copeland, da memorável banda britânica The Police, é também repleta de experimentalismos, o que a torna sem dúvida uma das mais originais trilhas da história do cinema.
 
O Fundo do Coração (1982)



Sinopse: Com o casamento em crise, Hank e Frannie decidem se separar, enquanto estão em Las Vegas, durante o feriado de 04 de julho. Eles passam então a buscar outras paixões, mas descobrem que estas são tão fantasiosas quanto o falso brilho da cidade que os cerca. E agora, eles precisam decidir se devem apostar nos sonhos ilusórios ou se entregar novamente ao verdadeiro amor.


O Fundo do Coração se firma como um musical único na história, atingindo seu ápice no balé que toma conta das ruas, envolto pelo encontro de Frannie e Hank com seus parceiros ideais: o latin-lover galante de Raul Julia, e uma jovem Nastassja Kinski, sintetizando os sonhos da libido masculina. Tudo isso em meio a piano de Casablanca, navio de Amarcord e Kinski cantando eternizada nos neons de Las Vegas.
Em suas contradições, O Fundo do Coração destaca que, tanto nos filmes como na vida, não podemos abrir mão dos sonhos, mesmos que estes não se materializem, seja numa lua de mel em Bora Bora, seja no projeto de um cinema autoral desvinculado dos lucros e dos estúdios.
  

Vidas sem Rumo (1983)

 

Sinopse: Em um subúrbio da pequena cidade de Tulsa, Oklahoma, Ponyboy Curtis é o caçula de uma turma, formada ainda por Darrel Curtis e Sodapop Curtis. Os três órfãos tentam sobreviver onde tudo se restringe a "mexicanos pobres" e "ricaços". A trinca descende de mexicanos, amarga empregos em postos de gasolina e sofre com a perseguição da polícia. Também fazem parte da gangue Dallas Winston e Johnny Cade, ainda um projeto de marginal. Eles tentam vencer e amadurecer enfrentando os ricos, mas nem tudo acontece como eles planejam. Os acontecimentos são vistos pela ótica Ponyboy, que gosta de poesia e "...E o Vento Levou".


A partir da rivalidade entre duas gangues, no começo dos anos 1960, Coppola apresenta uma tragédia que, de início, nada mais é do que uma ligeira luta entre classes. Após um assassinato acidental, os amigos (órfãos, com ou sem pais) buscam abrigo, em uma sequência que Bill Krohn encontra paralelo naquela de O Mensageiro do Diabo, onde a inocência e o perigo dos meninos confundem-se com a beleza efêmera da natureza.

Sem comparar o impacto que elas produzem (a do filme de Laughton está entre os grandes momentos do cinema), tal aproximação parece justa por destacar o caráter pouco naturalista de Vidas sem Rumo (pois foi assim que o receberam, frente aos delírios de O Fundo do Coração): intensificando a metáfora fundamental do filme/livro (“a juventude é o pôr-do-sol: dourado e fugaz”), o barroco e a estilização operística imperam na iluminação artificial, nas telas divididas, nas fumaças exageradas, nas suntuosas composições horizontais e na frequente utilização do Split Diopters (que permite a focalização tanto do objeto em close quanto do fundo, recurso bastante utilizado também por Brian De Palma).

Peggy Sue – Seu Passado a Espera (1986)



Uma mulher de 43 anos à beira do divórcio desmaia e volta no tempo e vê, entre outras coisas, seu namorado com quem vai se casar e se separar 25 anos depois. Surge então uma questão: se ela vai se separar, deve se casar ou não? Nesta volta no tempo ela tem a oportunidade de transformar o curso da sua vida.


Dentre todas das tantas vezes em que Coppola utilizou-se do espelho em seus filmes, nenhuma se compara àquela do início de Peggy Sue. É através dele que vemos mãe e filha fechadas em um quarto, preparando-se para o baile de reencontro daqueles que, juntos, se formaram no colegial, há 25 anos, na primavera de 1960.
Nesta exemplar abertura, materializa-se a ideia do recuo reflexivo à juventude da personagem, sua volta ao amadurecimento, às suas possibilidades. É uma cena expressiva, paradoxal a uma posterior, quando Peggy, adolescente, entrará no cômodo de sua antiga casa, com sua mãe esperando no andar de baixo, e por onde a câmera passeará livre, por entre seus objetos há muito esquecidos.



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