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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Cine Dica: Em Cartaz: GLORIA


Sinopse:  O filme conta a história de uma mulher solitária de 58 anos que aproveita suas noites em bailes da terceira idade.

Uma mulher comum, madura, separada do marido já alguns anos e com dois filhos adultos. Por esta pequena descrição, pode-se ter uma noção não muito complexa sobre a protagonista do filme do diretor chileno Sebastián Lelio. Contudo, está  personagem interpretada por Paulina García aos poucos conquista o cinéfilo que assiste e mostra seu modo independente, livre e desafiador diante da vida.
Com filhos já independentes e sem ter o que fazer à noite depois do trabalho, Gloria frequenta bailes voltados para a terceira idade: lá se diverte dançando e, invariavelmente, conhece homens, que também invariavelmente a decepcionam. Um dia, no entanto, ela encontra Rodolfo (Sergio Hernández) de 65 anos, ex-militar da marinha, recém-divorciado e eles começam a ter uma relação mais próxima. Entretanto as diferenças de comportamento e de visão de mundo interferem no relacionamento deles.
Claudia deseja compartilhar Rodolfo com a sua família, mas ela não soube exatamente como fazer isso. Da mesma forma que Rodolfo não soube medir as consequências de suas atitudes no mesmo dia que conhece a família dela, gerando então uma situação embaraçosa. O filme acaba criando certa expectativa a cada cena, pois ficamos nos perguntando qual vai ser a reação desse improvável casal, de acordo com as atitudes um do outro. 
O mérito do filme chileno é não transformar as situações em dramas comuns, como normalmente tem acontecido no cinema atual. Por evitar isso, acaba sendo muito linear e apresenta um ritmo que pode decepcionar alguns. Entretanto, se faz muito próximo do real. 
Gloria não é um filme que possui um ritmo frenético, mas que nos conquista pela sua naturalidade do dia a dia da vida de uma pessoa comum e de como determinadas pequenas situações podem mudar percurso da vida dela.  No final das contas, é um filme que mostra-se um exemplo de dignidade e independência da pessoa, que embora chegue numa determinada idade avançada, consegue saber ser feliz. Em um longa-metragem que se explora um drama com um certo humor, o realizador acerta ao expor o sexo na terceira idade sem vergonha nenhuma e com total naturalidade. 

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