Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Cine Especial: Revisitando 'Conta Comigo'

Os anos oitenta foram revitalizantes para uma geração que via no cinema crianças serem os grandes protagonistas das tramas. Uma geração inteira viu um menino ajudar um extraterrestre voltar ao seu planeta em "ET" (1982), assim como um grupo de garotos que foram caçar um tesouro em "Os Goonies" (1985). Porém, entre esses títulos, "Conta Comigo" (1986) seguia por essa tendência, mas de uma forma mais humana.

Dirigido por Rob Reiner, do filme "Harry e Sally - Feitos um para o Outro" (1989), o filme conta a história de  Gordie Lachance (Richard Dreyfuss), um escritor que recorda quando tinha entre doze e treze anos no verão de 1959 e vivia em Castle Rock, Oregon. Gordie tinha três amigos: Chris Chambers (River Phoenix), Teddy Duchamp (Corey Feldman) e Vern Tessio (Jerry O'Connell). Um dia Vern ouviu por acaso Billy Tessio (Casey Siemaszko) e Charlie Hogan (Gary Riley) comentando sobre o corpo de Ray Brower, garoto da idade deles que havia desaparecido. Cada um deu uma desculpa em casa e partiram para tentar encontrar o corpo. Mal sabem eles que esta procura se tornará em uma grande jornada de autodescoberta.

O filme é baseado no conto "O Corpo" (The Body), de Stephen King, que faz parte da coletânea "As Quatro Estações". É bem verdade que, tanto o livro quanto o filme, é baseado na própria vida do escritor, sendo que que muita da sua vida pessoal serviu de inspiração para realização de suas obras. Ao meu ver, quando ele escreveu "A Quatro Estações" foi uma espécie de busca pela redenção que tanto procurava desde a infância e uma maneira de exorcizar as suas dores interiores. Assim como na trama, King havia perdido também um irmão quando ainda era pequeno e fazendo com que isso assombrasse boa parte de sua vida.

O filme não somente destaca os valores da verdadeira amizade criada na infância como também uma transição entre a fantasia e a vida adulta. Os quatro jovens em cena são quatro brincalhões, mas que cada um  guarda uma dor interior pessoal, mas da qual pode ser amenizada a partir do momento em que eles compartilham uns com os outros.  Gordie é o que mais carrega uma dor interior durante a jornada, já que o seu irmão havia falecido a pouco e por alguma razão se culpando por isso.

O filme tem a proeza de possuir um enredo que sabe nos conduzir entre o drama e o humor na medida certa. A primeira vez que eu assisti ao filme foi numa distante Sessão da Tarde e a primeira coisa que me vinha na cabeça é a hilária história sobre o "Baleia" que um deles conta em volta da fogueira. Nunca me esqueci o quanto eu ri dessa cena e revendo ela ainda me provoca boas gargalhadas.

Rob Reiner foi um diretor que não se entregava totalmente a um único gênero, mas sim criando tramas que trouxessem elementos de todos os tipos de filmes que ele havia assistido em vida. Além disso, não faltam até mesmo elementos de suspense como quando eles fogem de um trem, ou quando eles são atacados por sanguessugas quando eles atravessaram uma lagoa. São momentos em que você fica com o coração na mão e se você sente isso é porque o filme teve a proeza de conquistá-lo ao longo da projeção.

O filme até hoje é lembrado como o primeiro grande sucesso do até então jovem ator River Phoenix, sendo que a partir dali em diante ele atuaria em outros grandes sucessos como "Indiana Jones e a Última Cruzada" (1989) e "Garotos de Programa" (1991). Infelizmente o ator viria a falecer em 1993 e deixando no ar a possibilidade de ter se tornado um dos grandes astros daqueles tempos. Após a sua morte os seus filmes começaram a ser cada vez mais revisitados, principalmente "Conta Comigo".

Acima de tudo, é um filme sobre traumas, perdas e sobre a difícil jornada para obter o amadurecimento em meios as adversidades do mundo real. Ao final, constatamos que amigos são poucos que adquirimos ao longo da vida, mas sendo o suficiente para serem lembrados com carinho, pois alguns deles tiveram grande importância para o nosso amadurecimento. Ou seja, um filme em que todos nós nos identificamos, sendo que a busca pelo cadáver se torna uma mera desculpa para desfrutarmos da jornada dos personagens e fazendo com que a gente se sentisse como parte daquele grupo.

"Conta Comigo" é um verdadeiro clássico sobre o significado da palavra amizade em meio a grande jornada para a vida adulta. 



NOTA: Em memória a Rob Reiner 1947 - 2025


Filmografia: 
2017 Shock & Awe
2016 LBJ: A Esperança de Uma Nação
2015 Being Charlie
2015 The Brink - Temporada 1
2014 Um Amor de Vizinha
2012 O Reencontro
2010 O Primeiro Amor
2007 Antes de Partir
2005 Dzem Por Aí...
2003 Alex & Emma
1999 A História de Nós Dois
1996 Fantasmas do Passado
1995 Meu Querido Presidente
1994 O Anjo da Guarda
1992 Questão de Honra
1990 Louca Obsessão
1989 Harry e Sally - Feitos um para o Outro
1987 A Princesa Prometida
1986 Conta Comigo
1984 Isto É Spinal Tap
    Faça parte:


Mais informações através das redes sociais:

Facebook: www.facebook.com/ccpa1948

twitter: @ccpa1948  

Instagram: @ccpa1948 

 
Joga no Google e me acha aqui:  
Me sigam no Facebook twitter, Linkedlin Instagram e Tik Tok 

Cine Dica: Cinesemana de 2 a 7 de janeiro de 2026

Na primeira cinesemana de 2026, o destaque é JOVENS MÃES, dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, um drama que mostra a rotina de cinco garotas belgas grávidas na adolescência. VALOR SENTIMENTAL, de Joachim Trier, um dos filmes mais aguardados da temporada de premiações segue na programação, bem como SORRY, BABY, de Eva Victor.

Na sala Norberto Lubisco, ficam em exibição VIZINHOS BÁRBAROS, de Julie Delpy, NOUVELLE VAGUE, de Richard Linklater, e LUMIÈRE! A AVENTURA CONTINUA!, de Thierry Frémaux. Esta é a última semana para conferir LIVROS RESTANTES, com a atriz Denise Fraga e a comédia romântica italiana PRIMEIRO ENCONTRO.

A sala Paulo Amorim está sem programação devido a problemas técnicos. Confira a programação completa da cinemateca no site oficial clicando aqui. 


    Faça parte:


Mais informações através das redes sociais:

Facebook: www.facebook.com/ccpa1948

twitter: @ccpa1948  

Instagram: @ccpa1948 

 
Joga no Google e me acha aqui:  
Me sigam no Facebook twitter, Linkedlin Instagram e Tik Tok 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Cine Especial: Retrospectiva 2025 e um Feliz 2026

Foi um ano de desafios, onde tive que enfrentar obstáculos que testaram o meu lado mental e físico. Chego ao final desse ano com o dever cumprido, mesmo sabendo que as mesmas adversidades do ano que está partindo estarão presente no novo ano que está chegando. Ao menos o cinema esteve lá para me manter de pé e fazendo com que a sua magia continuasse viva dentro de mim.

Neste ano tive o prazer de conhecer o novo talento do cinema norueguês chamado Dag Johan Haugerud, cuja a sua trilogia sobre sexo e amor me pegou de jeito e cuja terceira parte "Dreams" me encantou pela sua simplicidade, porém, com grande conteúdo. Foi um ano também que Paul Thomas Anderson voltou com tudo com o seu "Uma Batalha Após a Outra" e provando que a sua consagração nos anos noventa a partir de  "Boogie Nights" (1997) não foi algo do acaso. Ryan Coogler, por sua vez, teve a façanha de realizar um dos melhores filmes de vampiros do cinema recente através de "Pecadores", ao saber alinhar o longa com outro gênero que é o musical e tudo isso falando sobre a própria América de tempos mais racistas, mas que ecoam em tempos atuais nebulosos.

Já o nosso cinema brasileiro segue firme e forte e provando que "Ainda Estou Aqui" (2024) não foi um caso isolado. Kleber Mendonça Filho conquistou Cannes através do seu "O Agente Secreto" e abrindo uma janela para diversas indicações a prêmios. "O Último Azul" é um filme elegante e que possui traços de um futuro distópico semelhante ao que foi visto no genial "Bacurau" (2019). Já "Oeste Outra Vez" é uma prova que o gênero faroeste não pertence necessariamente ao território gringo.

Tivemos também gratas surpresas das quais não esperava como o pesado, porém, necessário "Manas" e do divertido e que me pegou desprevenido pelo seu teor descontraído e imprevisível que foi  "Betânia". "O Homem Com H" retratou a força e a coragem do grande artista Ney Matogrosso enquanto "Um Lobo entre Cisnes" me  revelou um grande talento brasileiro que ainda me era desconhecido. Ainda tem outros títulos que acabei ainda não assistindo, mas que irei vê-los o mais breve possível.

Acima de tudo, desejo continuar com o meu trabalho, continuar a assistir a filmes e escrever sobre eles desde sempre. A arte da escrita, assim como adentrar a sala escura, é um remédio para mim em todos os sentidos e fazendo a minha alma revigorar e me fazendo cada vez mais fortalecido. Para todos um feliz 2026 e que sigamos em frente não importa o que aconteça.             


Top 10 Melhores Filmes  Internacionais

01º Uma Batalha Após a Outra

02º Pecadores 

03º Dreams 

04º Sex 

05º Foi Apenas Um Acidente 

06º A Hora do Mal

07º Sorry, Baby

08º Nouvelle Vague

09º FRANKENSTEIN 

10º Nosferatu


Top 10 Melhores Filmes Nacionais

01º O Agente Secreto

02º O Último Azul

03º Oeste Outra Vez

04º Manas

05º O Homem Com H

06º A Melhor Mãe do Mundo 

07º Sonhar Com os Leões 

08º Um Lobo entre Cisnes

09º Apocalipse dos Trópicos

10º Betânia


NOTA: Que em 2026 você faça parte também do nosso Clube de Cinema. Participe e até lá.   

 


Mais informações através das redes sociais:

Facebook: www.facebook.com/ccpa1948

twitter: @ccpa1948  

Instagram: @ccpa1948 

 
Joga no Google e me acha aqui:  
Me sigam no Facebook twitter, Linkedlin Instagram e Tik Tok 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Cine Dica: Em Cartaz - 'Sorry Baby'

Sinopse: Algo ruim aconteceu com Agnes, mas a vida continua para todos os outros. Quando um amigo querido, à beira de um grande marco, a visita, Agnes começa a perceber o quanto tem estado presa e começa a trabalhar em como seguir em frente.

Em tempos em que os abusos morais e físicos não são mais tolerados fica cada vez mais evidente que determinados indivíduos ainda acreditam que podem adentrar um território do qual não foi convidado. Ao mesmo tempo, ainda há uma parte da sociedade que não sabe ao certo lidar com isso, ou se faz de desentendido e não quer tocar no assunto. "Sorry Baby" (2025) é um retrato de muitos, onde a protagonista procura manter a sua sanidade após uma situação que lhe afetou profundamente.

Dirigido e estrelado por Eva Victor, o filme conta a história de  Agnes, que após sofrer um evento abusivo, se vê sozinha enquanto todos ao seu redor seguem em frente como se nada tivesse acontecido. Agnes é uma professora de literatura em Fairpoint, uma faculdade de artes no Estado de Nova Inglaterra. Quando ela recebe a visita de uma velha amiga é então que certas lembranças começam a vir à tona.

Antes de mais nada é preciso reconhecer o talento de Eva Victor, seja na direção como também na atuação. É impressionante como a sua personagem muda de olhar de forma gradativa, sendo de acordo com os eventos que ela vai presenciando e sentindo ao longo da história. No seu olhar vemos alguém tentar manter o equilíbrio, mesmo quando existe todas as chances dela sair dos trilhos.

Ao mesmo tempo é preciso dar palmas também pela sua direção, onde a mesma constrói uma edição de cenas que nos faz atrair mais pela situação dos eventos, ao ponto que o filme ganha ares até mesmo de um suspense psicológico, pois não sabemos ao certo quais serão as ações da protagonista como um todo.  Além disso, o filme é dividido em capítulos, onde a trama vem e volta na linha do tempo, mas tudo sendo feito de uma maneira compreensível e que não atrapalhe o nosso entendimento. Nada mal para uma realizadora que começou de uma forma tão arrebatadora.

O filme também é uma crítica lúcida sobre uma sociedade ainda conservadora e que não sabe ainda como lidar com as pessoas que se veem invadidas e abusadas fisicamente e moralmente. Por conta disso, o teor hipócrita e atenuante se faz de corpo presente em cenas específicas, desde as representantes da faculdade em não saber lidar com o assunto, como também uma colega da protagonista chamada Natasha, que optou em jogar a favor do machismo desde que ganhe algo com isso. Atenção para atuação impressionante da atriz Kelly McCormack em cena, onde facilmente faz com que a sua personagem seja odiada do começo ao final do longa.

O filme ainda dá espaço para assuntos também espinhosos, desde a questão de filhos, aborto e o real significado da palavra família em tempos em que as pessoas estão cada vez mais com medo em abraçar determinadas responsabilidades. Portanto, a cena final é simbólica, onde vemos a protagonista simbolizando uma geração perdida, enquanto ela segura nos braços a representação de uma geração cujo futuro ainda é indefinido. Ao menos a realizadora nos diz que é preciso ativar uma força interna para  continuar existindo e para assim fazermos a diferença mesmo quando tudo se encontra perdido.

"Sorry Baby" é uma das mais belas surpresas do ano, onde a direção e atuação de   Eva Victor falam por si só e nos fazendo refletir sobre os dilemas cada vez mais complexos do mundo atual. 


    Faça parte:


Mais informações através das redes sociais:

Facebook: www.facebook.com/ccpa1948

twitter: @ccpa1948  

Instagram: @ccpa1948 

 
Joga no Google e me acha aqui:  
Me sigam no Facebook twitter, Linkedlin Instagram e Tik Tok 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Cine Dica: Em Cartaz - 'Avatar: Fogo e Cinzas'

Sinopse: O conflito em Pandora aumenta quando Jake e Neytiri encontram uma nova e agressiva tribo Na'vi.

Antes mesmo de lançar "Titanic" (1997) James Cameron já tinha em mente o universo de "Avatar", sendo que era o seu projeto mais ambicioso. Porém, ainda não havia a tecnologia que pudesse dar vida aos seres azuis do qual ele imaginava e sendo que para isso também precisaria de um orçamento astronômico. O realizador somente percebeu que poderia levar o que ele queria a partir do momento que a tecnologia de captura em movimento surpreendeu o mundo com a trilogia de "O Senhor dos Anéis" comandada por Peter Jackson.

Por anos, Cameron não queria somente realizar um sonho, mas inovar a maneira de assistir um grande espetáculo e foi assim que aconteceu em "Avatar" (2009), onde uma aventura de ficção em defesa da natureza se alinhava com a melhor tecnologia e dando um passo à frente em termos de 3D. Após isso, o realizador se dedicou por anos pelos novos capítulos e veio então "Avatar: O Caminho da Água" (2022) que, assim como o filme anterior, bateu recordes de bilheteria e foi indicado a diversos prêmios. Eis que então temos agora "Avatar: Fogo e Cinzas" (2025), filme que dá continuidade ao filme anterior, mas nos dando a impressão também de um grande Déjà vu.

Na trama, Após a devastadora guerra contra a RDA e a perda do seu filho mais velho, Jake Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldana) devem enfrentar uma nova ameaça: o Povo das Cinzas, uma nova e agressiva tribo Na’vi, conhecida por sua violência extrema e sede de poder, liderada pelo implacável Varang (Oona Chaplin). O misterioso clã é composto por guerreiros que controlam o fogo e cuja lealdade pode desequilibrar o destino do planeta.

Assim como os filmes anteriores, James Cameron tem a proeza de criar um universo de Pandora de forma verossímil como se aquele mundo fosse realmente real e fazendo a gente sentir até mesmo o peso das cenas. Não se obtém aqui uma nova revolução na captura de movimento, mas ao menos mantém a qualidade que fez do primeiro filme se tornar algo tão revolucionário. Não é como os filmes da Marvel que tem envelhecido mal com os seus bonecos em CGI, pois aqui é tudo crível e que faz encher os nossos olhos.

Porém, se por um lado Cameron se dedicou ao máximo em termos de tecnologia de ponta, o mesmo não se pode dizer com relação ao enredo. Embora seja a terceira parte, me deu a impressão que diversas passagens da história já tinham sido vistas nos outros filmes, como se uma idéia fosse reciclada para parecer nova, mas se perdendo e soando repetitiva. As subtramas, por sua vez, poderiam ter sido solucionadas já no segundo filme, mas sendo aqui esticado e finalizado de uma maneira até mesmo convencional.

Com relação ao elenco, o personagem de  Sam Worthington se torna em alguns momentos coadjuvante, enquanto os seus filhos roubam a cena, principalmente a personagem Kiri, interpretada pela atriz Sigourney Weaver e cuja a sua origem é finalmente esclarecida, mas soando fortemente forçada. Já Zoe Saldana rouba a cena toda vez que surge Ney'tiri e conseguindo nos passar toda a tristeza e raiva que tem contra os humanos.

Dos novos personagens destaque para a selvagem Varang, interpretada com intensidade pela atriz  Oona Chaplin e sempre quando surge em cena simplesmente rouba o filme para ela. Contudo, só acho uma pena que Cameron não tenha explorado melhor uma personagem com tamanho potencial e desperdiçando o tempo em subtramas que muitos que forem assistir não irão se interessar. E o que dizer então Coronel Miles Quaritch novamente sendo usado como vilão principal, mas que já deveria ter sido deixado de lado no momento que morreu  no final do primeiro filme.

Chego até aqui e concluo que essa terceira parte nada mais é do que um grande épico de ficção para ser apreciado em uma grande tela do cinema, para que assim a gente não se distraia perante um roteiro óbvio e cuja trama termina da mesma maneira que havia se encerrado os filmes anteriores. Ao meu ver Cameron precisa largar o universo da Avatar, pois já fez o que tinha que fazer e é chegado a hora de desenvolver outros projetos que possam lhe abrir novos rumos. Claro que nesta história toda o dinheiro sempre falará mais alto e caso esse filme venha se tornar também um grande sucesso talvez voltaremos em breve ao universo de Pandora.

"Avatar: O Caminho da Água" é um grande espetáculo, mas cujo conteúdo nos dá a impressão que James Cameron criou uma releitura do primeiro longa ao invés de se arriscar em adentrar em uma nova fronteira. 


    Faça parte:


Mais informações através das redes sociais:

Facebook: www.facebook.com/ccpa1948

twitter: @ccpa1948  

Instagram: @ccpa1948 

 
Joga no Google e me acha aqui:  
Me sigam no Facebook twitter, Linkedlin Instagram e Tik Tok 

domingo, 28 de dezembro de 2025

Cine Especial: Cinema - 130 Anos Depois

Hoje, 28 DE DEZEMBRO DE 2025, completamos exatos 130 ANOS do nascimento do CINEMA. Em 1895, no Salon Indien do Grand Café, em Paris, os irmãos LUMIÈRE realizaram a primeira exibição pública paga da história com 10 curtas-metragens projetados para uma plateia de apenas 33 espectadores.

E aqui está exatamente como tudo começou… Operários saindo da fábrica, um trem chegando à estação, ondas quebrando na praia… Aqueles poucos segundos mudaram para sempre o nosso jeito de olhar o mundo. Os Lumière não inventaram apenas imagens em movimento. Eles inventaram o nosso olhar. 

O CINEMA segue iluminando corações e mentes. Sempre.

Fonte: Cine Um 

    Faça parte:


Mais informações através das redes sociais:

Facebook: www.facebook.com/ccpa1948

twitter: @ccpa1948  

Instagram: @ccpa1948 

 
Joga no Google e me acha aqui:  
Me sigam no Facebook twitter, Linkedlin Instagram e Tik Tok 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Cine Dica: Cinesemana de 26 a 28 de dezembro de 2025

A última cinesemana do ano destaca a estreia de VALOR SENTIMENTAL, um afiado drama familiar dirigido pelo norueguês Joachim Trier e que aparece em várias listas de melhores filmes do ano. Outra novidade é VIZINHOS BÁRBAROS, da francesa Julie Delpy, que coloca em debate questões sociais como racismo e preconceito a partir de um pequeno vilarejo da França. 

Seguem em cartaz NOUVELLE VAGUE, de Richard Linklater, sobre os bastidores das filmagens de “Acossado”; o documentário LUMIÉRE! A AVENTURA CONTINUA, que reúne uma centena de filmes produzidos pelos irmãos Lumière nos primórdios do cinema; além de SORRY, BABY, dirigido e protagonizado por Eva Victor, indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz. Sucesso de público e candidatos a vários prêmios Oscar, também continuam na nossa programação O AGENTE SECRETO, de Kleber Mendonça Filho, e FOI APENAS UM ACIDENTE, novo filme do diretor iraniano Jafar Panahi. 

Esta é a última semana para conferir MEMÓRIAS DE UM VERÃO, em que Glenn Close interpreta uma avó; LIVROS RESTANTES, com a atriz Denise Fraga; a comédia romântica italiana PRIMEIRO ENCONTRO.

Confira a programação completa no site oficial da cinemateca clicando aqui.  


    Faça parte:


Mais informações através das redes sociais:

Facebook: www.facebook.com/ccpa1948

twitter: @ccpa1948  

Instagram: @ccpa1948 

 
Joga no Google e me acha aqui:  
Me sigam no Facebook twitter, Linkedlin Instagram e Tik Tok