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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Cine Dica: nédito “Lampião da Esquina” entra em cartaz no CineBancários

Lampião da Esquina, documentário sob direção de Lívia Perez e coprodução de Doctela e Canal Brasil, estreia em Porto Alegre na sala do no CineBancários no dia 08 de dezembro, na sessão das 19h. O filme mostra o surgimento do movimento homossexual no país durante os anos 1970 e 1980, em plena ditadura militar, através do jornal "Lampião", contando com entrevistas de personágens icônicos da época.
Os ingressos são R$ 10,00 (inteiras) para público geral, e R$ 5,00 (meias) para estudantes, idosos, pessoas com deficiência, bancários sindicalizados e jornalistas sindicalizados. Aceitamos os cartões Vale Cultura do Banrisul, Banricompras, Visa e Mastercard.

SINOPSE

Com a participação do dramaturgo Aguinaldo Silva, do escritor João Silvério Trevisan, do poeta Glauco Macoso, do produtor cultural Celso Curi, do antropólogo Petr Fry o documentário conta como um grupo de jornalistas, intelectuais e escritores criou o Lampião, um jornal crítico, pluralista e partidário, que expôs o descaso e preconceito contra os homossexuais e as minorias sociais, exibindo um ponto de vista homossexual sobre diversas questões inclusive a sexualidade. O filme ainda traz entrevistas com figuras constantes nas páginas do Lampião como o cantor Ney Matogrosso, a cantora Leci Brandão e o cantor Edy Star, além da participação de Winston Leyland, editor do Gay Sunshine, publicação americana gay pioneira no mundo e que influenciou o Lampião. Os entrevistados expõem os fatos, mas também emitem reflexões pertinentes sobre o conservadorismo da época, as brechas na censura e o papel de libertação representado por um veículo dedicado aos gays, lésbicas e transexuais. Os entrevistados partem do Lampião para efetuar um panorama rico dos costumes de um país em transformação.

O filme revisita o Brasil do final dos anos 70, quando todos buscavam desesperadamente um pouco de liberdade, inclusive a comunidade homossexual. É assim que em 1978, pré-epidemia da aids e pré-abertura política, chegava às bancas brasileiras o primeiro jornal destinado ao público gay. Inspirado por um lado no jornal Gay Sunshine, e por outro nas publicações “nanicas” brasileiras (como Pasquim), o Lampião levantava a bandeira da diversidade, sem ser chato ou acadêmico mas sendo anárquico e debochado. Bom humor e autocrítica faziam parte da receita editorial, refletindo o jeito de ser da própria comunidade que retratava.

"A volta do esquadrão mata‐bicha", "Repressão: essa ninguém transa", "Louca e muito da baratinada" e "Fortíssimo babado" eram algumas das manchetes publicadas no Lampião, que desfrutava libertinamente da língua portuguesa. A publicação não só celebrava a cultura homossexual, como também denunciava crimes de ódio contra gays, mulheres, negros e índios. "Há uma linguagem da subcultura gay. E é essa que vamos usar pra falar no jornal", relata no filme o escritor e cineasta João Silvério Trevisan, que compunha a equipe.

O Lampião causou polêmica denunciando o machismo dentro da esquerda. Em julho de 1979, publicaram uma entrevista com Lula chamada “Alô , alô classe operária: e o paraíso, nada?”. Eles passaram alguns dias no ABC paulista ouvindo operários e dirigente sindicais e, entre as muitas declarações polêmicas, estão as de Lula que afirmou que “feminismo é coisa de gente que não tem o que fazer” e que homossexualidade na classe operária era algo que ele “não conhecia”.

Assim o filme traz um pouco da personalidade arrojada de seus membros e da expansão de temas que o Lampião trouxe para a pauta da imprensa brasileira: Racismo, aborto, drogas e prostituição: tudo interessava ao jornal Lampião, que estreou em abril de 1978 e durou por mais 37 polêmicas edições, até 1981.
Em formato tablóide o jornal tinha editorias fixas como “Cartas na Mesa”, onde as cartas dos leitores eram publicadas e respondidas, “Esquina” onde eram reunidas notícias, “Reportagem”, onde sempre a matéria de capa estava localizada, e a partir do número cinco a coluna “Bixórdia”. Além das editorias fixas sempre havia espaço para informações culturais, como indicações de livros, exposições, shows e filmes; e também para entrevistas. A produção do conteúdo era feira pelos conselheiros editoriais e também por convidados que variavam a cada edição. O Lampião inicialmente estava mais preocupado em retirar o gay da margem social, e aos poucos foi abrindo também o discurso às minorias.
  
FICHA TÉCNICA
Duração: 85 min
Produção: Doctela
Coprodução: Canal Brasil
Direção: Lívia Perez
Produção Executiva: Giovanni Francischelli
Codireção: Noel Carvalho
Fotografia: Felipe Vieira, André Menezes
Montagem: Henrique Cartaxo
Apoio: Rio Film Commission, DOTCINE, Termas for Friends, Cantina Piolim
Realização: Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, ProAC
Entrevistados: Aguinaldo Silva, Ney Matogrosso, João Silvério Trevisan, Luiz Carlos Lacerda (Bigode), Glauco Mattoso, Celso Curi, Antônio Carlos Moreira, Peter Fry, João Carlos Rodrigues, Winston Leyland, Dolores Rodrigues, Leci Brandão e Edy Star.

GRADE DE HORÁRIOS

08 de dezembro (quinta-feira)
15h – Maresia
17h – Maresia
19h – Lampião da Esquina

09 de dezembro (sexta-feira)
15h – Maresia
17h – Maresia
19h – Lampião da Esquina

10 de dezembro (sábado)
15h – Maresia
17h – Maresia
19h – Lampião da Esquina

11 de dezembro (domingo)
15h – Maresia
17h – Maresia
19h – Lampião da Esquina

13 de dezembro (terça-feira)
15h – Maresia
17h – Maresia
19h – Lampião da Esquina

14 de dezembro (quarta-feira)
15h – Maresia
17h – Maresia
19h – Lampião da Esquina

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