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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Cine Dica: Clube de Cinema: Veludo Azul (17/01 no Capitólio)

Existem filmes que assistimos e reassistimos, mas que nos causam um impacto profundo. Imagens que permanecem conosco para sempre. Veludo Azul, de David Lynch, é um deles. Às vésperas de datas simbólicas — no dia 16 de janeiro completa um ano da morte do cineasta, e no dia 20 ele celebraria mais um aniversário —, nosso encontro deste sábado se propõe como uma homenagem a um dos autores mais inquietantes, criativos e surreais do cinema.


Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 17/01/2026, às 10h15 da manhã

📍 Local: Cinemateca Capitólio

Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre


Veludo Azul (Blue Velvet)

EUA, 1986, 120 min, 18 anos

Direção e roteiro: David Lynch

Elenco: Kyle MacLachlan, Isabella Rossellini, Dennis Hopper, Laura Dern

Sinopse: Após encontrar uma orelha humana decepada em um terreno baldio, o jovem Jeffrey Beaumont se envolve em uma investigação que o conduz ao submundo violento e perverso de sua aparentemente tranquila cidade. Um thriller psicológico perturbador, onde o horror emerge do cotidiano e nada é exatamente o que parece.

Esperamos você para mais um encontro do CCPA, que promete ótimas conversas a partir desse filmaço.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Cine Dica: Cinesemana de 15 a 21 de janeiro de 2026

A cinesemana de 15 a 21 de janeiro destaca a estreia de ATO NOTURNO, novo título dos diretores gaúchos Marcio Reolon e Filipe Matzembacher. Outra novidade que entra em cartaz é A USEFUL GHOST - UMA AJUDA DO ALÉM, comédia que tem como pano de fundo a espiritualidade do povo tailandês. Também daremos uma nova chance para MILONGA, filme argentino protagonizado pelos atores Paulina García e Cesar Troncoso.

Seguem em cartaz os filmes premiados no Globo de Ouro, incluindo O AGENTE SECRETO, de Kleber Mendonça Filho, que venceu como melhor filme de língua não inglesa e melhor ator para Wagner Moura. Com SE EU TIVESSE PERNAS EU TE CHUTARIA, Rose Byrne conquistou o prêmio de melhor atriz, enquanto VALOR SENTIMENTAL rendeu a Stellan Skarsgard o de melhor coadjuvante.

Esta é a última semana para conferir SORRY BABY, protagonizado por Eva Victor, indicada ao Globo de Ouro, e NOUVELLE VAGUE, de Richard Linklater, indicado a melhor filme de comédia/musical na mesma premição. Outro filme que encerra suas exibições é o documentário CONVERSAS NAS ZONAS AZUIS, do diretor Gabriel Martinez, que investiga a longevidade em algumas regiões do planeta.

Confira a programação completa no site oficial da Cinemateca clicando aqui. 

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Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (15/01/26)

 EXTERMÍNIO: O TEMPLO DOS OSSOS

Sinopse: Na continuação dessa história épica, Dr. Kelson (Ralph Fiennes) se encontra em uma nova e chocante relação – com consequências que poderiam mudar o mundo como eles o conhecem – e o encontro de Spike (Alfie Williams) e Jimmy Crystal (Jack O'Connell) se torna um pesadelo do qual ele não consegue escapar.

O BEIJO DA MULHER ARANHA

Sinopse: Valentín, um preso político, divide uma cela com Molina, um decorador de vitrines condenado por atentado ao pudor. Os dois formam um vínculo improvável enquanto Molina reconta o enredo de um musical de Hollywood estrelado por sua diva favorita do cinema, Ingrid Luna.


TOM & JERRY: UMA AVENTURA NO MUSEU

Sinopse: A dupla mais famosa do mundo está de volta! Tom & Jerry se envolvem em mais uma de suas aventuras quando, durante uma perseguição dentro de um museu, eles encontram um objeto mágico e acabam sendo transportados no tempo. Perdidos em uma época distante e vivendo muitas confusões pelo caminho, eles precisarão deixar as brigas de lado e trabalhar juntos para encontrar um jeito de voltar para casa antes que seja tarde.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Cine Dica: Cinemateca Capitólio - Programação do dia 15 a 21 de Janeiro

 Confira os horários na pagina oficial da Cinemateca clicando aqui. 


Ato Noturno

R$ 16,00

Brasil | 2025 | 119 minutos | DCP

Direção: Marcio Reolon e Filipe Matzembacher

Classificação: 14 anos

Um ator ambicioso e um político em ascensão vivem um caso em sigilo e, juntos, descobrem ter fetiche por sexo em lugares públicos. À medida que se aproximam da fama, mais intenso se torna o desejo de se colocarem em risco.


O Homem Invisível

The Invisible Man (Entrada franca)

EUA | 1933 | 71 minutos | DCP

Direção: James Whale

Classificação: Livre

Legendado

Um cientista encontra uma maneira de se tornar invisível, mas ao fazer isso, ele mergulha na insanidade. “Possivelmente o gênero que mais assistimos é horror, em especial dos anos 30, 40 e 50. E James Whale é o nosso preferido”.


A Noiva de Frankenstein

The Bride of Frankenstein (Entrada franca)

EUA | 1935 | 75 minutos | DCP

Direção: James Whale

Classificação: Livre

Legendado

Depois de se recuperar dos ferimentos causados por um criminoso ataque sobre si e sua criação, o Dr. Frankenstein planeja abandonar suas demoníacas experiências, mas quando um cientista louco, o Dr. Pretorius, sequestra sua esposa, ele precisa retomar seus experimentos e ajudá-lo na criação de uma companheira para a criatura.


Trenque Lauquen (Parte 1)

Entrada franca

ARG | 2022 | 119 minutos | DCP

Direção: Laura Citarella

Classificação: 14 anos

Após o estranho desaparecimento de Laura, dois colegas, seu namorado, Rafael, e Ezequiel, ficam sabendo de suas recentes descobertas, o que pode ajudá-los a localizá-la. No entanto, a história é mais complexa do que eles poderiam imaginar. Com mais de quatro horas de duração, Trenque Lauquen está claramente dividido em duas partes. A parte 1 será exibida no dia 17 de janeiro, sábado. No domingo, após a exibição da parte 2, acontece um debate com a participação da atriz e roteirista do filme, Laura Paredes, e do professor e crítico de cinema Milton do Prado.


Trenque Lauquen (Parte 2) + debate

Entrada franca

ARG | 2023 | 119 minutos | DCP

Direção: Laura Citarella

Classificação: 14 anos

Após o estranho desaparecimento de Laura, dois colegas, seu namorado, Rafael, e Ezequiel, ficam sabendo de suas recentes descobertas, o que pode ajudá-los a localizá-la. No entanto, a história é mais complexa do que eles poderiam imaginar. Com mais de quatro horas de duração, Trenque Lauquen está claramente dividido em duas partes. A parte 1 será exibida no dia 17 de janeiro, sábado. No domingo, após a exibição da parte 2, acontece um debate com a participação da atriz e roteirista do filme, Laura Paredes, e do professor e crítico de cinema Milton do Prado.


Beira-Mar

R$ 16,00

BRA | 2015 | 83 minutos | DCP

Direção: Filipe Matzembacher e Marcio Reolon

Classificação: 14 anos

Martin e Tomaz viajam para o litoral gaúcho. Martin precisa encontrar um documento para o pai na casa de parentes, e Tomaz o acompanha. Abrigados em uma casa de vidro à beira-mar, eles tentam fugir da rejeição familiar de Martin e da estranha distância que surgiu entre os dois.


Pacto Sinistro

Strangers on a Train (Entrada franca)

EUA | 1951 | 101 minutos | DCP

Direção: Alfred Hitchcock

Classificação: 16 anos

Legendado

Um psicopata induz uma estrela do tênis a comprovar sua teoria de que dois estranhos podem escapar impunes de um assassinato. Inspirado no romance de estreia de Patricia Highsmith.

 “Hitchcock é um de nossos diretores favoritos, e certamente uma grande influência no nosso cinema, já desde alguns momentos de Tinta Bruta. Em Ato Noturno o filme que mais nos influenciou foi Intriga Internacional”.

Cine Dica: Em Cartaz - 'Agentes Muito Especiais'

Sinopse: Os agentes Jeff e Johnny sofrem preconceito por serem gays e desejam mostrar que conseguem estar na corporação, além de merecerem respeito, ao tentarem prender uma quadrilha, a "Bando da Onça".

“Agentes Muito Especiais”, dirigido por Pedro Antônio, até ensaia algumas ideias criativas, mas abandona cada uma delas na primeira curva da exposição. Por um lado, é interessante que o filme não perca fôlego com aquilo que não interessa diretamente à sua comicidade. O filme é dedicado a Paulo Gustavo e por conta disso sentimos a sua sombra como um todo.

Dito isso, é complicado dizer o quanto há de Pedroca Monteiro, que interpreta Johnny, tentando se inspirar no inesquecível ator, ou em que medida esse olhar já não está condicionado pela própria memória do espectador. De qualquer maneira, desde a sua abertura, onde se prezam a dizer que a ideia inicial era de Paulo Gustavo, o longa se resume com um enorme peso, capaz de tocar os fãs  de maneiras diversas, mas dependendo da maneira de como será em uma primeira revisão.

O início é interessante ao preencher ideias básicas da narrativa, ao colocar características de seus personagens, Johnny e Jeff, interpretado por Marcus Majella em evidência. Esse dinamismo se torna um ponto positivo ao tipo de comédia que nos é apresentada, baseado em pequenas sketches que funcionam dentro de um todo em constante movimento. Ainda que tudo seja um tanto previsível, o longa se aceita como uma homenagem ao subgênero das duplas no cinema de ação, principalmente que pipocavam entre o final dos anos oitenta e no início dos anos noventa no cinema norte americano.

Marcus Majella possui o seu carisma em evidência, mas a constante reinterpretação do mesmo tipo de personagem em projetos diferentes começa a se tornar previsível para dizer o mínimo, já faz anos que não vemos o ator buscar papéis do lado de fora de sua bolha. Por outro lado, Pedroca Monteiro tenta procurar equilibrar o outro nível dessa salada, ao inserir  alguma funcionalidade para dupla, principalmente dentro dos papéis exercidos dentro da história. Ainda que o entrosamento dos dois funcione, porém, a sombra de Paulo Gustavo fica cada vez mais acentuada na medida em que a história avança e fazendo a gente se perguntar como seria o longa se o intérprete estivesse vivo hoje em dia.

“Agentes Muito Especiais” é o tipo de longa que populariza o cinema brasileiro e que alcança um público que, muitas vezes, prefere apenas relaxar e esquecer dos problemas através de um humor bobinho.   

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Cine Especial: Próximo Cine Debate - 'Sonhos de Trem'

Sinopse: Um lenhador leva uma vida tranquila enquanto lida com o amor e a perda em uma época de profundas transformações nos Estados Unidos do começo do século 20.

A gente nasce sozinho,  morremos sozinhos e portanto viver sozinho não deveria ser um desafio mas um detalhe a ser aceito. Essa frase me veio à mente ao assistir ao ótimo "Gravidade" (2013), onde o espetáculo do universo despertava o desejo da protagonista em continuar viva e seguir com o seu destino. "Sonhos de Trem" (2025) não fala somente sobre o desafio perante a solidão, como também sobre como o mundo em volta muda independente do que aconteça com a gente em vida.

Dirigido por  Clint Bentley, e baseado no conto escrito por  Denis Johnson, o filme conta a história de Robert Grainier (Joel Edgerton) , madeireiro responsável por construir e expandir ferrovias pelos Estados Unidos no início do século XX. Robert cresceu entre as florestas  do Noroeste do Pacífico. Robert precisou passar longos períodos afastado de quem mais amava: sua esposa Gladys (Felicity Jones) e sua pequena filha. Quando uma tragédia sem precedentes atinge a família, ele precisa aceitar a derrota e se esforçar para seguir em frente nesta jornada da vida.

O filme pode ser interpretado como a jornada do homem comum perante o progresso desenfreado do mundo em volta e do qual faz com que o tempo cada vez mais se acelere. Em meio a isso temos Robert que desde cedo mantém um olhar curioso com relação ao mundo, onde a violência se torna comum e se vê diante de um trabalho que mata aos poucos uma parte da natureza para que poderosos possam obter lucro. Contudo, Robert não muda, mas segue em sua jornada particular, mesmo quando ela lhe abre certas feridas emocionais que são difíceis de cicatrizar.

Além de uma direção primorosa de   Clint Bentley é preciso destacar a bela fotografia feita pelo brasileiro Adolpho Veloso, onde cada quadro nos passa a sensação de uma terra fresca, mas que aos poucos é modificada pela mão do homem. As cores quentes iniciais do primeiro ato vão obtendo aos poucos tons sombrios, mas se nivelando com momentos em que há uma luz nas cenas que simboliza um lampejo de esperança para o protagonista. Não é à toa que   Adolpho Veloso acabou levando o prêmio de melhor fotografia no último  Critics Choice Awards.

Atuando desde o início dos anos noventa, tanto para a tv como para o cinema, Joel Edgerton obtém aqui uma de suas melhores atuações de sua carreira, onde ele consegue passar para o seu personagem certa doçura em uma realidade em que poderia lhe fazer se tornar uma pessoa mais dura. Ao mesmo tempo, o protagonista lida com o fato de estar quase sempre trilhando entre a lucidez com a possibilidade de estar vendo coisas com relação a sua família perdida nas chamas. A sua busca pelos seus entes queridos é o que torna o coração pulsante como um todo e fazendo a gente desejar que ele fique bem ao longo do caminho.

O filme, portanto, explora a questão de que todo o começo tem o seu fim. Porém, a vida continua, independente do que aconteça, pois ela cresce em meio a morte e gerando um novo recomeço cuja uma nova história irá se contar. Ao final, o protagonista se torna o nosso próprio olhar com relação a beleza e o lado implacável deste mundo sempre em movimento.

"Sonhos de Trem" é sobre fins e começos e onde a vida seguirá mesmo quando um dia ficaremos para trás. 

Onde Assistir: Netflix.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Cine Especial: Próximo Cine Debate - 'Um Lugar Bem Longe Daqui'

Sinopse: Abandonada quando menina, Kya cresceu nos perigosos pântanos da Carolina do Norte. Quando um garoto da cidade é encontrado morto, Kya imediatamente se torna a principal suspeita. À medida que o caso se desenrola, o veredicto torna-se mais obscuro.

Ao menos nestes últimos vinte anos se tornou comum o cinema adaptar livros que se tornaram verdadeiros sucessos e que de em comum havia um crime a ser solucionado. Porém, não é sempre que o cinema norte americano acerta em saber separar cinema da literatura, sendo que a linguagem da escrita funciona muito mais nas folhas do que adaptadas em imagens em movimento. "Um Lugar Bem Longe Daqui" (2022) é um destes casos em que adaptação poderia ter sido melhor, desde que não tivesse caído em certas armadilhas em sua adaptação.

Dirigido por  Olivia Newman, o filme é baseado no aclamado livro "Where the Crawdads Sing", de Delia Owens, onde acompanhamos a  jovem Kya (Daisy Edgar-Jone), abandonada por sua família no decorrer dos anos e que pela comunidade ela é conhecida somente como a menina do pântano. Isolada na pequena cidade da Carolina do Norte, e o filme segue duas linhas temporais: A primeira sobre as aventuras da menina, e a segunda é sobre a investigação de um assassinato de um jovem do local na cidade e fazendo com que Kya se torne a principal suspeita.

Ao ter essa informação de que o filme é baseado em um livro se percebe que a sua narrativa fluiria melhor se realizadores esquecessem de sua fonte e pensassem em fazer mais cinema. Porém, o filme ganha a nossa atenção pelo fato da protagonista já ser presa e fazendo com que a trama transite entre o presente e as suas  lembranças sobre o seu passado, por vezes, doloroso. Vemos então uma pequena jovem crescer em meio às adversidades e usando o seu talento de desenhar para obter algum significado em sua vida.

Vinda de séries de tv, a jovem atriz Daisy Edgar-Jone ainda terá muito o que aprender em termos de atuação, muito embora ela consiga segurar o filme nas costas, mesmo quando a sua narração off soa um tanto desnecessária para a compreensão da história. O que me incomoda talvez seja justamente alguns clichês amorosos explorados na trama, sendo que as vezes ele soa previsível e fazendo com que a gente tenha uma noção do que acontecerá em seguida. O segundo pretendente da trama, por exemplo, já nos deixa claro que de boa pessoa não tem nada e nos dá uma noção dos elementos que o fizeram ser morto já no início da trama.

Por mais que a narrativa nos prende atenção, já existe do segundo ao terceiro ato da trama elementos que nos faz prever o que irá acontecer em seu ato final. Embora seja um ato falho, ao menos quando se chega a esse ponto estamos mais do que envolvidos em saber qual será o seu desfecho. O final, por sua vez, surpreende ao guardar um grande segredo que é somente revelado no minuto final da trama.

No saldo geral, é um filme que fala sobre o quanto a mulher sofria com o preconceito e o conservadorismo de tempos distantes dos EUA. Kya, por sua vez, foi construída em meio a dor e ao lado cego daquela comunidade que não conseguia enxergar além do que os seus olhos poderiam ver. Por pior clichê que seja, ao menos não foge da realidade de diversas mulheres que tiveram que lutar pela vida perante um machismo bestial e que ainda insiste em existir hoje em dia.

"Um Lugar Bem Longe Daqui" é aquela adaptação literária para o cinema cheia de clichês, mas que ao menos mantém a nossa atenção até o seu derradeiro final. 

Onde Assistir: Netflix.  

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