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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Cine Dica: Em Cartaz: ‘TENET’

Sinopse: lutando pela sobrevivência do mundo inteiro, o Protagonista viaja através de um mundo crepuscular de espionagem internacional em uma missão que vai se desdobrar em algo além do tempo real. 

Christopher Nolan é obsessivo, seja no seu interesse em querer que a gente preste atenção na história a todo custo, como também fazer com que ela seja realmente verossímil mesmo beirando ao absurdo. Se em "Amnésia"(2001) ele criou uma história de trás pra frente graças a uma edição até então inédita para aquela época, por outro lado, em "A Origem" (2009) ele buscou explicações ao extremo para conhecermos melhor as inúmeras regras do universo dos sonhos. É aí que vem "Tenet", filme complexo, não muito diferente das suas obras anteriores e fazendo com que dobremos a nossa atenção na frente da tela do começo ao final da trama.  

O filme conta a história de um agente da CIA conhecido como O Protagonista, interpretado pelo ator John David Washington do filme "Infiltrado na Klan" (2018), que é recrutado por uma organização misteriosa, chamada Tenet, para participar de uma missão de escala global. Eles precisam impedir que Andrei Sator (Kenneth Branagh), um renegado oligarca russo com meios de se comunicar com o futuro, inicie a Terceira Guerra Mundial. A organização está em posse de uma arma de fogo que consegue fazer o tempo correr ao contrário, acreditando que o objeto veio do futuro. Com essa habilidade em mãos, O Protagonista precisará usá-la como forma de se opor à ameaça que está por vir, impedindo que os planos de Sator se concretize.

Isso é apenas um pequeno resumo da trama, pois ela como um todo é complexa, cheia de camadas, mas das quais são moldadas com cenas de ação para distrair a grande massa. Se por um lado há o público que irá assistir ao filme somente pelas cenas mirabolantes que Nolan consegue criar, por outro lado, há aqueles que irão testemunhar uma história que brinca com a nossa perspectiva além de nossa atenção que precisa ficar redobrada. Se, por exemplo, um laço vermelho aparecer na tela no início da trama, é porque ela tem papel importante ao final dela.

Tecnicamente o filme é um colírio para os olhos, do qual Nolan novamente usa e abusa de cenários amplos, mas dos quais somente temos total magnitude se apreciarmos em uma tela IMAX. Assim como em seus filmes recentes, Nolan fez "Tenet" para ser visto na tela grande, ao ponto de persistir ao extremo em querer lançar o filme ainda em plena pandemia do coronavírus. Uma atitude arriscada, mas que comprava o seu desejo obsessivo na criação de filmes para serem somente vistos no cinema.  

Falando nisso, é notório sua predileção em fazer referências aos seus outros filmes, mas também fazendo pequenas homenagens aos outros realizadores. No início do primeiro ato, por exemplo, há uma ligeira referência ao filme "A Origem" e cuja a brincadeira é fisgada facilmente pelos fãs do cineasta que o acompanham desde o início de sua carreira. Porém, é notório que há uma porção de referências aos clássicos de Alfred Hitchcock, já que a personagem de Elizabeth Debicki é a típica dama fatal que o mestre do suspense sempre gostava de usar em suas tramas e o conflito com o seu marido (Kenneth Branagh) me lembrou muito a situação de Ingrid Bergman no clássico "Interlúdio" (1946).  

Há de salientar que atuação de todos no elenco é apenas mediana, já que Christopher Nolan é conhecido por não exigir muito dos mesmos em cena, mas sim que eles possam de forma independente dar o melhor de si. Mas se por um lado isso se torna um ponto negativo, do outro, isso é compensado pela coragem do cineasta em querer sempre se arriscar, ao ponto de suas famigeradas explicações sobre tudo o que acontece na tela ser por vezes demais da conta. Mas aqui até mesmo as explicações verossímeis sobre viagens no tempo, ou realidade invertida, parecem que não são o suficiente para compreendermos em uma primeira sessão e, portanto, cabe uma segunda revisão para aqueles que têm interesse de compreender ela.  

Com um ato final que reúne todas as pontas soltas, "Tenet" é puramente Christopher Nolan e que fará com que os seus fãs se apaixonem mais, assim como os seus detratores que irão cada vez mais odiar.  


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