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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Cine Dica: Durante a Quarentena Assista: 'Projeto Gemini'

Sinopse: O melhor assassino do mundo está ficando velho e menos confiável. Por isso, seus chefes decidem criar um clone mais novo e mais forte dele próprio, que terá como primeira tarefa justamente exterminá-lo. 

Embora tenha se consagrado em filmes menores e autorais, como no caso de "Razão e Sensibilidade" (1995), Ang Lee se comprometeu também ao explorar superproduções em que ele pudesse usar os últimos recursos de ponta do cinema. Se em "Hulk" (2003) ele mesmo se dispôs ao usar a técnica de captura de movimento ao dar vida ao monstro esmeralda, em "As Aventuras De Pi" (2012), por sua vez, ele provou que uma boa história pode se alinhar com a moda do 3D da época. É aí que ele tenta explorar esses dois recursos em "Projeto Gemini", expandindo ambos ao máximo, mas se esquecendo de algo bem precioso.
No filme, Will Smith interpreta um assassino profissional do governo, que após uma última missão decide se aposentar. Porém, o seu último trabalho o fez se transformar em alvo e sendo obrigado a fugir o quanto é tempo. Ao mesmo tempo, um assassino começa a cassa-lo, sendo uma cópia mais nova dele mesmo.
Alardeado por uma forte propaganda antes da estreia, o 3D+ aqui até que realmente impressiona, já que estamos falando de um recurso alinhado com imagens cuja a captação em 120 quadros por segundo faz com que o cinéfilo praticamente entre no filme. Isso se fortifica ainda mais em cenas de ação em que a câmera parece fluida, onde os planos-sequência quase parecem com aqueles jogos de vídeo game em primeira pessoa. Só isso já seria o suficiente para atrair a massa, mas tinha ainda a questão da captura em movimento.  
Dando um passo à frente na Trilogia "O Senhor dos Anéis" (2001 - 2003) e um passo largo em "Avatar" (2009), a captura em movimento serviu para provar que bonecos digitais jamais seriam convincentes se não houvesse um interprete em cena dando conta do recado. Porém, assim como foi sentido em filmes como "Rogue One" (2016), parece que quanto mais se quer realismo menos chance de conseguir em alcançar esse feito. Ao vermos um Will Smith dos temos da série "Um Maluco No Pedaço" (1990 - 1996) constatamos que o ator está realmente ali, porém, Ang Lee peca em nos forçar em ver cada detalhe da cena e fazendo a gente ter aquela sensação de imperfeição.
Isso seria até mesmo desconsiderado, se a trama fosse ótima e servindo como cortina de fumaça para ocultar esses defeitos. Porém, a história nos passa aquela sensação de Déjà vu, como se as situações em que o personagem enfrenta não é muito diferente do que já foi visto em franquias como "Missão Impossível" ou “James Bond”. Portanto, não são os recursos de ponta que dão vida ao cinema, mas sim sempre será uma boa história.
o filme só não piora porque o próprio Will Smith se esforça em cena. Embora o seu lado pretencioso tenha lhe prejudicado em alguns momentos de sua carreira, é notório que aqui ele não quer se entregar aos vícios do estrelismo, mas sim nos apresentar um bom desempenho. Nem pelo fato de testemunharmos ele em dose dupla signifique algo pretencioso, mas sim com o intuito de explorar a proposta principal do filme ao máximo.
"Projeto Gemini" é um filme de grandes promessas para o futuro do cinema, mas que elas somente se tornam válidas se um filme nos apresenta em primeiro lugar uma boa história. 

Onde assistir: Google Play Filmes.  

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