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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 70 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Cine Especial (HQ): OLDBOY



Sinopse: Após dez anos preso sem qualquer razão em um cubículo, um homem é solto e começa a investigar a identidade do responsável pelo seu misterioso calvário.

Quando Quentin Tarantino (Cães de Aluguel) apresentou ao mundo Oldboy no festival de Cannes em 2003, nem ele talvez imaginasse como isso influenciaria o mundo do cinema posteriormente. A obra dirigida pelo cineasta Park Chan-wook fez com que as distribuidoras de todo mundo começassem a olhar com mais atenção aos filmes dos vizinhos do Japão e fez com que inúmeros ótimos filmes de lá fossem descobertos. Mais de uma década depois, Oldboy é considerado para muitos uma grande obra prima, em que muitos veem e reveem o filme para fazer inúmeras analises e levantar novas teorias.
O que até a pouco tempo ninguém sabia, é que o filme é baseado num manga japonês com o mesmo nome. Criado por Garon Tsuchiya (roteiro) e Nobuaki Minegishi (arte), a historia é basicamente a mesma, mas eu lendo até agora, percebo que o filme condensou inúmeras subtramas e focando apenas o essencial. O interessante é ler e ter a sensação de estarmos diante de uma historia completamente diferente, mesmo a gente percebendo que todos os pontos da narrativa até agora estejam se encaminhando para o tão polêmico ato final visto no filme e que pegou todo mundo desprevenido.
Contudo, não me surpreenderia se aquele final visto no filme não esteja realmente no manga e, portanto é preciso ler a HQ sem muitas expectativas quanto a isso e esperar por um desfecho completamente diferente. O manga em si lembra muito as novelas policiais de antigamente e até mesmo o gênero noir, onde a arte de Minegishi, embora simples, sintetize muito bem esse gênero com suas luzes e sombras em destaque. Falando em simplicidade, os diálogos dos personagens e a narração do protagonista (que aqui se chama Goto) são deveras simplórios, se casando muito bem com a arte, mas não quer dizer que facilite a mente do leitor que lê a historia.
A trama começa a se tornar gradualmente um verdadeiro quebra cabeças, principalmente quando entra em cena uma professora (ausente na adaptação) que tem interligação com o passado de Goto e com o grande vilão da trama que o prendeu durante dez anos em um quarto. Mas assim como no filme, talvez o protagonista esteja indo para o caminho errado em busca das respostas. A questão não é achar o motivo de o vilão tê-lo prendido, mas sim porque tê-lo soltado. Ou melhor: porque soltar Goto depois de tantos anos preso?
A resposta(s) será relevada nas ultimas duas edições publicadas pela editora Nova Sampa, que se em parte está de parabéns por ter trazido esse ótimo manga para o nosso país, por outro lado peca em não publicar nenhuma menção ao filme que revelou o cinema Coreano ao mundo. Quem sabe nas duas ultimas edições eles corrigem esse erro grotesco.  



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2 comentários:

Carla Abreu disse...

Assisti esse filme, é muito bom, instigante, faz a gente pensar em um monte de coisas, um filme muito tocante também, e, denso.

Marcelo Castro Moraes disse...

Se gostou muito do filme Carla, recomendo então que leia a HQ que se encontra nas melhores lojas de HQ como a tutatis de Porto Alegre.