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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Cine Especial (HQ): OLDBOY



Sinopse: Após dez anos preso sem qualquer razão em um cubículo, um homem é solto e começa a investigar a identidade do responsável pelo seu misterioso calvário.

Quando Quentin Tarantino (Cães de Aluguel) apresentou ao mundo Oldboy no festival de Cannes em 2003, nem ele talvez imaginasse como isso influenciaria o mundo do cinema posteriormente. A obra dirigida pelo cineasta Park Chan-wook fez com que as distribuidoras de todo mundo começassem a olhar com mais atenção aos filmes dos vizinhos do Japão e fez com que inúmeros ótimos filmes de lá fossem descobertos. Mais de uma década depois, Oldboy é considerado para muitos uma grande obra prima, em que muitos veem e reveem o filme para fazer inúmeras analises e levantar novas teorias.
O que até a pouco tempo ninguém sabia, é que o filme é baseado num manga japonês com o mesmo nome. Criado por Garon Tsuchiya (roteiro) e Nobuaki Minegishi (arte), a historia é basicamente a mesma, mas eu lendo até agora, percebo que o filme condensou inúmeras subtramas e focando apenas o essencial. O interessante é ler e ter a sensação de estarmos diante de uma historia completamente diferente, mesmo a gente percebendo que todos os pontos da narrativa até agora estejam se encaminhando para o tão polêmico ato final visto no filme e que pegou todo mundo desprevenido.
Contudo, não me surpreenderia se aquele final visto no filme não esteja realmente no manga e, portanto é preciso ler a HQ sem muitas expectativas quanto a isso e esperar por um desfecho completamente diferente. O manga em si lembra muito as novelas policiais de antigamente e até mesmo o gênero noir, onde a arte de Minegishi, embora simples, sintetize muito bem esse gênero com suas luzes e sombras em destaque. Falando em simplicidade, os diálogos dos personagens e a narração do protagonista (que aqui se chama Goto) são deveras simplórios, se casando muito bem com a arte, mas não quer dizer que facilite a mente do leitor que lê a historia.
A trama começa a se tornar gradualmente um verdadeiro quebra cabeças, principalmente quando entra em cena uma professora (ausente na adaptação) que tem interligação com o passado de Goto e com o grande vilão da trama que o prendeu durante dez anos em um quarto. Mas assim como no filme, talvez o protagonista esteja indo para o caminho errado em busca das respostas. A questão não é achar o motivo de o vilão tê-lo prendido, mas sim porque tê-lo soltado. Ou melhor: porque soltar Goto depois de tantos anos preso?
A resposta(s) será relevada nas ultimas duas edições publicadas pela editora Nova Sampa, que se em parte está de parabéns por ter trazido esse ótimo manga para o nosso país, por outro lado peca em não publicar nenhuma menção ao filme que revelou o cinema Coreano ao mundo. Quem sabe nas duas ultimas edições eles corrigem esse erro grotesco.  



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2 comentários:

Anônimo disse...

Assisti esse filme, é muito bom, instigante, faz a gente pensar em um monte de coisas, um filme muito tocante também, e, denso.

Marcelo Castro Moraes disse...

Se gostou muito do filme Carla, recomendo então que leia a HQ que se encontra nas melhores lojas de HQ como a tutatis de Porto Alegre.