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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cine Especial: DAVID CRONENBERG: FINAL


Não foi fácil, mas em fim, chego ao fim minha jornada dentro da filmografia de David Cronenberg. Durante quase um mês, fiquei escavando seus filmes, sendo que isso tudo, começou devido ao curso criado pelo CENA UM e ministrado pela Rosangela Fachel. Porém, não consegui assistir a todos os filmes do diretor, antes do curso começar, portanto eu continuei com os especiais por aqui, mesmo com o termino das atividades lá no museu da comunicação de Porto Alegre. Abaixo, deixo sobre o que eu achei de cada filme que faltou eu assistir, e mais abaixo, todos os posts anteriores desse especial, onde reúnem todas as minhas criticas de cada filme desse cineasta. Os especiais sobre David Cronenberg acabou, mas aguardem para novos especiais ao longo dos meses!    

From The Drain (1967)
Sinopse: Num futuro não muito distante, dois homens completamente vestidos sentam em uma banheira de um lar para veteranos de guerra. Subitamente, algo mórbido acontece…
O segundo curta metragem da carreira de Cronenberg (o primeiro é Transfer que simplesmente não achei). Já nesta pequena produção de inicio de carreira, Cronenberg já mostrava sinais que seria um diretor que faria filmes no mínimo incomuns. Apesar de aparentar o curto orçamento, o cineasta é bem inventivo e cria uma situação bizarra em uma simples conversa de duas pessoas que aparentemente, parecem bem excêntricas.
STEREO (1969)
Sinopse: Um grupo de jovens é voluntário de uma pesquisa de desenvolvimento telepático através da exploração sexual. Mas o experimento começa a fugir do controle e os pesquisadores passam a tomar providências, que não ajudam muito.
Filme praticamente mudo e em preto e branco, onde unicamente ouvimos um narrador contar os fatos apresentados na tela. Mesmo com poucos recursos, Cronenberg cria um verdadeiro clima claustrofóbico futurístico, em um prédio qualquer que ele usou como cenário, mas que o tornou num clima melancólico. Além de usar temas e elementos que viríamos ele usar nos seus filmes posteriormente.

Crimes do Futuro (1970)
Sinopse: O filme acompanha Adrian Tripod, antigo diretor de uma clínica dermatológica chamada A Casa da Pele, que está a procura seu mentor, Antoine Rouge. Rouge desapareceu, seguido de uma peste catastrófica resultada de produtos cosméticos, responsável pela morte de toda a populão de mulheres adultas sexualmante desenvolvidas.
O mais ousado dos seus primeiros filmes (antes da consagração em Calafrios). A trama me lembrou muito Filhos da Esperança de 2006, onde misteriosamente não se nascia mais bebês. Aqui, Cronenberg até da certa explicação, mas novamente a produção é mais experimental, na qual o próprio espectador tem que tirar suas próprias conclusões sobre o que achou durante a projeção do filme. Atenção para o ousado ato final da trama, que não a como a pessoa não ficar meio que apreensiva e incomodada.

Mistérios e Paixões (1991)
Sinopse: Bill Lee é um escritor fracassado que trabalha como dedetizador de insetos para sobreviver. Porém, seu emprego está por um fio, já que, misteriosamente, o estoque de seu inseticida vive se esgotando. É quando ele descobre que sua mulher está viciada no produto, e, incentivado por ela, experimenta-o e inicia uma viagem alucinógena recheada de absurdos, na qual passa a servir a uma agência secreta chamada Interzone, convive com alienígenas e máquinas de escrever que se transformam em agentes secretos e inicia um tratamento a base de droga produzida por centopéias brasileiras.
Uma mistura interessante da biografia do escritor Willian S. Burroughs com os processos literários que são induzidos pela droga. Uma verdadeira fantasia paranóica misteriosa, com um clima noir dos anos 40 e 50. Embora alguns na época tenham achado o filme um tanto distante da obra, uma vez que conseguir um resultado fiel é praticamente impossível. Por isso, Cronenberg opta por pontuar o roteiro com relevâncias a vida pessoal do escritor para criar uma alucinação metafórica da redação da obra e da percepção do escritor. Surge assim, seu maior sucesso, vencedor de diversos prêmios da associações de críticos (a maioria pelo roteiro), 11 prêmios Genie no Canadá (incluindo melhor filme, melhor adaptação e melhor edição) e colocação como um dos melhores do ano em diversas listas da época.

 M BUTTERFLY (1993)
Sinopse: Rene Gallinard é um diplomada francês a serviço em Pequim, na China. Politicamente dedicado e reponsável homem de familia, o destino-lhe reserva uma surpresa. Ao assistir a uma apresentação da opera " Madame Butterfly" de Puccini ele fica obcecado pela graça e beleza da contara Song Liling. Gallinard passa então a persegui-la por todos os lugares, envolvendo-se cada vez mais com o exótico mundo ca cultura chinesa. Quando finalmente, a força de sua paixão transforma-se em um intenso romance, ele acaba conduzindo a um jogo imprevisível de interesses políticos e revelações que mudarão por completo sua vida.

Baseado numa peça de David Henry Hwang, que foi sucesso na Brodway, a primeira vista, o filme parece se distanciar bastante do resto da obra do cineasta, mas até certo ponto, pois novamente o diretor explora e muito o lado psicológico dos personagens, além de novamente explorar as mudanças do corpo de uma forma bem original e inesperada. É claro que após assistir o filme, alguns com certeza compararão a produção com Atraídos pelo Desejo na época, mas o filme fala por si, graças ao bom desempenho do elenco, em especial, a Jeremy Irons. Em seu segundo trabalho com Cronenberg (o primeiro foi Gêmeos - Mórbida semelhança) Irons faz um trabalho extraordinário, onde seu personagem se descasca aos poucos durante há historia, e em seu ato final, sua imagem se torna uma vaga lembrança do que ele foi no inicio do filme. Num momento forte e poético, uma das melhores interpretações do ator em sua carreira!


eXistenz (1999)
Sinopse O eXistenZ do título é o nome de um jogo de realidade virtual, o mais perfeito que já foi inventado. E para participar, e ter sensações semelhantes a prazeres sexuais ou efeitos de droga forte, é só colocar uma tomada na coluna vertebral. Jennifer Jason Leigh é Alegra Geller, famosa designer que cria o eXistenZ e passa a ser perseguida por fanáticos religiosos que querem matá-la. É forçada a fugir junto com um pacato assistente de marketing transformado em segurança (Jude Law). Na fuga, eles circulam por um mundo onde fantasia e realidade se confundem a toda hora.
Entre 1998 e 1999, o cinema foi invadido por filmes que explora a possibilidade de nossa realidade não ser real, ou simplesmente colocar o protagonista num mundo onde nem tudo é o que aparenta ser. Filmes como Cidade das Sombras, Show de Truman e Matrix, foram produções que exploraram muito bem esse assunto, mas fora desse grupo, o mais elogiado que foi eXistenz, me passou desapercebido na época. Alguns consideram esse filme como continuação direta de Videodrome, já que alguns elementos vistos naquele filme foram novamente utilizados neste, embora não aja nenhuma ligação direta ou muito menos uma referencia.
mbora tenha certa complexidade, o filme pode ser muito bem entendido, desde que você não tire os olhos da tela, já que a trama explora a possibilidade da realidade virtual dentro de outra (algo visto posteriormente em A Origem, mas através de sonhos), e apesar do ato final nos apresentar um verdadeiro pega ratão, mas que logo é tudo explicado, segundos depois, revelações surgem e novamente deixam o espectador com mais duvidas sobre o que realmente estavam assistindo. Curiosamente o personagem principal da trama é uma mulher, algo raro na filmografia de Cronenberg, e muito bem representado por Jennifer Jason Leigh (Mulher solteira Procura).

UM METODO PERIGOSO (2011)

Sinopse: Sinopse: O longa é uma mostra de como a relação entre Carl Jung (Michael Fassbender) e Sigmund Freud (Viggo Mortensen) faz nascer a psicanálise. Aborda a intensa e polêmica relação da dupla com a paciente Sabina Spielrein (Keira Knightley).
Ainda inédito em nossas salas gauchas, a produção é a mais contida da carreira do diretor, mas não menos genial. Baseado em uma pequena parte da vida de pessoas conhecidas do mundo da psicanálise, Cronenberg novamente retorna com temas sobre conceitos psicanalíticos que tanto abordou em seus primeiros filmes e ousou de uma maneira jamais vista em Filhos do Medo. Além de novamente explorar as transformações do corpo, onde aqui, é muito bem representado pela atriz Keira Knightley (A Duquesa) onde faz uma personagem, que sofre, tanto mentalmente como fisicamente, mas ao mesmo tempo, não é uma personagem que se deva subestimar pelos seus problemas. Sendo que graças a sua inteligência e beleza, faz o lado profissional de Carl Jung (Michael Fassbender, X-men: Primeira Classe) ir para um caminho sem volta, ao despertar os desejos sado masoquistas e sexuais dela, embora não espere algo parecido como Crash.
A trama também aborda de uma forma interessante os conceitos  diferentes do mundo da psiquiatria, pelos  psicanalistas Carl Jung e Sigmund Freud (Viggo Mortensen no terceiro trabalho com Cronenberg), que se no inicio a relação parecia de professor e aluno, gradualmente suas opiniões fazem com que se tornem meio que rivais, gerando certas tenções em determinadas cenas onde ambos os atores se sobressaem. Destaque também, para uma rápida, mas importante participação do ator Vincent Cassel, em seu segundo trabalho com o diretor (o primeiro foi em Senhores do Crime).

Leia também: Partes 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10.


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