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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 70 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cine Especial: JEAN-LUC GODARD: Parte 4

Nos dias 17 e 18 de Setembro estarei participando do curso “POESIA E ENSAIO NA OBRA DE JEAN-LUC GODARD” no CineBancários (Rua Gen. Câmara, nº 424 – P. Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vem, por aqui, estarei postando tudo o que eu sei sobre esse grande cineasta que liderou o movimento Nouvelle Vague.

 
O Demônio das Onze Horas
Sinopse: Casado com uma italiana e entediado com sua vida na alta sociedade, o professor espanhol Ferdinand foge em direção ao sul com Marianne, após um cadáver ser encontrado na casa dela. Eles caem na estrada e deixa um rastro de roubos por onde passam.
O argumento foi escrito pelo próprio cineasta, adaptando a obra Obsession, de Lionel White. Assim como na maioria de sua filmografia, a história não é muito linear e ao mesmo tempo questiona sempre a história do cinema e a evolução da sua linguagem. Mistura diversos gêneros como o thriller, comédia, drama romântico e uma pitada de Bonnie Clyde.
O tom da narrativa é um tanto que misturado, desde números musicais, inúmeras referências pictóricas e cinematográficas, assim como citações literárias. Assim como Viver a Vida, é relevante o trabalho de fotografia do filme, que novamente é autoria de Raoul Coutard, que destaca em cores primárias e que reinventa caminhos num incessante experimentalismo único.
A historia de um casal do casal em fuga é muito conveniente, pois a partir do momento que eles pegam a estrada, tudo pode acontecer, muito embora o espectador tenha uma certa noção do que poderá acontecer no final, mas Godard não cai no obvio. A trama se torna ideal para elaboração de inúmeras idéias sobre os gêneros de Hollywood e de suas mensagens que sempre passaram para o publico. Entre as muitas seqüências inesquecíveis do filme, não a como esquecer uma que envolve o famoso realizador norte-americano Samuel Fuller (que se interpreta a si próprio, assim como foi com Fritz Lang em Desprezo). A sua presença e diálogo curiosamente se tornam mais reais se comparada as outras pessoas em cena. Para destacar isso, o realizador é filmado com cores vivas enquanto os outros surgem esbatidos.
Assim como em seus filmes anteriores, é um filme estranho, inusitado e inesquecível de Godard.


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Um comentário:

Carlos Natálio disse...

Marcelo, qual a sua opinião sobre esta nova vertente Godard cine-ensaio, expressa no seu último filme?