Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cine Especial: Não se vive apenas de Maskaras

Com a chegada de THOR no cinema fica em jogo o grande dilema. Será que as adaptações de historias em quadrinhos vão ter fôlego esse ano? Ou já é algo que já esta se desgastando? Isso só o tempo ira dizer, principalmente com as outras estréias como Lanterna Verde, Capitão America e X-men: Primeira classe que chegaram ao longo dos meses.
O que talvez o público em geral não saiba é que historias em quadrinhos não se vive somente de super heróis e sim possui outras historias cujas tramas vão desde a drama ao mais puro trailer policial.
Abaixo solto cinco boas adaptações de HQ que fogem um pouco do mundo dos super heróis:


Sin City: A Cidade do Pecado
Sinopse: Sin City é uma cidade que seduz as pessoas. Nela vivem policiais trapaceiros, mulheres sedutoras e vigilantes desesperados, com alguns estando em busca de vingança e outros em busca de redenção. Um deles é Marv (Mickey Rourke), um lutador de rua durão que sempre levou sua vida a seu modo. Após levar para casa a bela Goldie (Jaime King), ela aparece morta em sua cama. Isto faz com que Marv decida percorrer a cidade em uma jornada pessoal, em busca de vingança. Além dele há Dwight (Clive Owen), um detetive particular que tenta a todo custo deixar seus problemas para trás. Após o assassinato de um policial, Dwight se apresenta para proteger suas amigas, as damas da noite. Há também John Hartigan (Bruce Willis), o último policial honesto da cidade, que restando apenas uma hora para se aposentar se envolve na tentativa de salvar uma jovem de 11 anos das mãos do filho de um senador.
O filme nem se quer é uma adaptação e sim uma reprodução quadro a quadro da obra máxima do roteirista Frank Miller. Convencido pelo diretor Robert Rodriguez (A Balada Do Pistoleiro) de que a trama poderia sim ser adaptada para o cinema, Frank Miller então cedeu ao diretor e foi convidado como co-diretor na produção. O resultado é um filme cartunesco violento bem ao estilo filme noir de antigamente com mulheres fatais, policia corrupta, foras da lei de bom coração e muita violência e sexo. Com um elenco estelar de encher os olhos, o filme ainda nos brinda com o grande retorno de Mickey Rourke a um papel digno de nota ao interpretar um personagem brutamontes mas de puro coração que vai em busca de vingança.

O Anti Herói Americano
Sinopse: O balconista de hospital Harvey Pekar (Paul Giamatti) deixa cair no chão alguns arquivos de óbito e encontra a ficha de um homem que trabalhou a vida inteira como balconista em Cleveland ¬ um emprego burocrático, exatamente como o dele. Esse episódio, combinado com o fato de ter visto o seu amigo Robert Crumb (James Urbaniak) se tornar uma pequena celebridade em São Francisco como cartunista, o inspiram a criar a sua própria revista em quadrinhos, chamada American Splendor. A revista, publicada em 1976 com grande sucesso, retratava com realismo o cotidiano do próprio Harvey, um amante compulsivo de jazz e livros.
Paul Giamatti era o típico bom ator que aparecia em vários filmes bons mas sempre como um personagem secundário na trama, mas isso passou com a criação desse filme que acabou consagrando. Com a idéia de que a melhor historia é aquela nossa do dia a dia, o filme é baseado na vida de Harvey Pekar que teve a idéia mirabolante de adaptar seu dia a dia em historias em quadrinhos que se tornaram um grande sucesso entre o publico e a critica. Com toques de humor negro situações realistas do cotidiano, O Anti Herói Americano foi a prova definitiva que HQ não se vivia apenas de super heróis.


Marcas da Violência
Sinopse:Tom Stall (Viggo Mortensen) leva uma vida tranquila e feliz na pequena cidade de Millbrook, no estado de Indiana, onde mora com sua esposa Edie (Maria Bello) e seus dois filhos. Um dia esta rotina de calmaria é interrompida quando Tom consegue impedir um assalto em seu restaurante. Percebendo o perigo, Tom se antecipa e consegue salvar seus clientes e amigos e, em legítima defesa, mata dois criminosos. Considerado um herói, Tom tem sua vida inteiramente transformada a partir de então. A mídia passa a segui-lo, o que o obriga a falar com ela regularmente e faz com que ele deseje que sua vida retorne à calmaria anterior. Surge então em sua vida Carl Fogarty (Ed Harris), um misterioso homem que acredita que Tom lhe fez mal no passado.
Dirigido por David Cronenberg (A Mosca) o filme carrega todas as marcas que o diretor produzia em seus filmes anteriores, desde a violência explicita e sexo. O filme carrega a mensagem de que às vezes guardamos segredos tão profundos de nos mesmos que acabamos nos esquecendo do que realmente somos. Só assim para explicar o enigmático personagem Stall (Viggo Mortensen) cuja sua vida normal pacata com a sua família vira do avesso após ter salvo um grupo de pessoas de uma dupla sádica de assaltantes. Apartir daí começa a cair cada osso do esqueleto de Stall saindo do armário ao ponto de não haver mais saída e Stall terá que encarar seu passado violento. Atenção para as inesperados desempenhos de Ad Harris e William Hurt (indicado ao Oscar) em papeis diferentes de tudo que já fizeram na carreira.


Estrada para Perdição
Sinopse: Durante a Depressão, mais exatamente no inverno de 1931, Michael Sullivan (Tom Hanks) é um zeloso pai de família, que ama muito sua esposa, Annie Sullivan (Jennifer Jason Leigh), e seus filhos, Michael Sullivan Jr. (Tyler Hoechlin) e Peter Sullivan (Liam Aiken). Porém, ele vive moralmente em conflito, pois trabalha como assassino profissional para um irlandês, John Rooney (Paul Newman), um idoso chefe de quadrilha que criou Sullivan como se fosse seu filho. Michael Jr., o filho mais velho, fica curioso sobre a profissão misteriosa do seu pai, então se esconde no automóvel dele e acaba testemunhando a execução de Finn McGovern (Ciarán Hinds), que foi morto por Connor Rooney (Daniel Craig), o filho biológico de John. Michael vê seu pai e outros capangas ajudarem a terminar o "serviço", ficando tão apavorado que tenta fugir. Rapidamente seu pai entende que o filho viu tudo, mas Sullivan tentou acalmar Connor, dizendo que seu filho não diria nada. Aparentemente ele teve sucesso, mas Connor é na verdade bem paranóico e instável. Connor acredita que só terá segurança quando Sullivan e toda a sua família estiver morta, logo ele mesmo mata a mulher de Sullivan e Peter, o caçula. Porém Sullivan, que seria morto em outro local, consegue escapar e rapidamente pega Michael e foge. Enfurecido com estas traições, Sullivan decide se vingar, mas antes pretende deixar o filho com parentes em Perdição, uma cidade rural. Quando o perigo eminente passa, ele acaba expondo para Michael os aspectos mais sangrentos de sua profissão, mas logo Harlen Maguire (Jude Law), um assassino profissional, está no seu encalço. Sullivan tenta então atingir os mafiosos, roubando altas quantias que eles têm em bancos, pois pretende forçar as quadrilhas que ofereçam Connor em sacrifício para ele, em troca, terminar com os roubos.
Após o sucesso do premiado Beleza Americana, Sam Mendes ousou em fazer um filme completamente diferente e caiu de cabeça no mundo dos mafiosos da época da depressão. Quando o filme foi lançado na época, muitos acharam que era uma adaptação de um livro e quando souberam que era de uma HQ para adultos todos ficaram surpresos achando que essa arte era somente pertencente ao mundo dos super heróis. O filme entra facilmente na lista dos melhores filmes sobre a máfia e ganha pontos principalmente aos ótimos desempenhos de Ton Hanks e de Jude Law onde faz um assassino profissional no mínimo inusitado. Vale a pena lembrar também que essa foi a ultima participação de Paul Newman como ator de cinema e sua cena final é desde já espetacular.

Do Inferno
Sinopse: Em 1888 a cidade de Londres vive um horror sem precendentes, principalmente aqueles que vivem em Whitechapel. Lá mora Mary Kelly (Heather Graham) e seu grupo de amigas, que vivem sendo hostilizadas pelas gangues locais e são obrigadas a se prostituir para sobreviver. Até que uma das companheiras de Mary, Annie (Katrin Cartlidge), é repentinamente sequestrada, com este acontecimento logo seguido pelo brutal assassinato de Polly (Annabelle Apsion). Desconfiando que tais acontecimentos sejam na verdade uma "caçada" às garotas de Whitechapel, o caso logo chama a atenção de Frederick Abberline (Johnny Depp), um brilhante e perturbado inspetor de polícia que muitas vezes usa de seus poderes psíquicos para solucionar casos. Abberline se envolve cada vez mais com o caso e aos poucos se apaixona perdidamente por Mary, mas quanto mais se aproxima da verdade mais Whitechapel fica perigosa para Abberline, Mary e suas companheiras.
Ta certo que o filme perde muito em termos de qualidade de roteiro, conteúdo e detalhes se comparado a jóia que é a obra adulta do escritor e desenhista Inglês Alan Moore, porém, se por um momento esquecermos da obra original (caso tenham lido), o filme é um ótimo filme de terror e talvez um dos mais próximos ao retratar sobre quem era realmente Jack O Estripador. A reconstituição de Londres da época é sublime assim como o figurino e fotografia. Johnny Depp esta a vontade fazendo um detetive que usa métodos um tanto que incomuns para descobrir quem é o assassino.
Repito, é um ótimo filme, mas que se torna dispensável se você ousar em querer ler a HQ do mestre inglês

Nenhum comentário: