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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cine Dicas: Em Cartaz (20 04 11)

Incêndios
Sinopse: Canadá. Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Marwan Maxim) são irmãos gêmeos e acabaram de perder a mãe, Nawal Marwan (Lubna Azabal). Eles vão ao escritório do notário Jean Lebel (Rémy Girard) para saber do testamento deixado por ela. No documento, Nawal pede que seja enterrada sem caixão, nua e de costas, sem que haja qualquer lápide em seu túmulo. Ela deixa também dois envelopes, um a ser entregue ao pai dos gêmeos e outro para o irmão deles. Apenas após a entrega de ambos é que Jeanne e Simon receberão um envelope endereçado a eles e será possível colocar uma lápide. Só que Jeanne e Simon nada sabem sobre a existência de um irmão e acreditavam que seu pai estava morto. É o início de uma jornada em busca do passado da mãe, que os leva até a Palestina.
Produção Canadense e francesa foi uma das sensações do ultimo Oscar onde concorreu entre os finalistas do Oscar de filme estrangeiro e com razão, pois o filme é um eletrizante drama sobre a jornada de dois irmãos gêmeos na tentativa de buscar respostas sobre o passado da sua mãe, além de tentar descobrir quem foi o pai deles e de um irmão que não sabiam de sua existência.
O filme mostra que muitas vezes, por mais que queiramos, jamais conhecemos 100% uma pessoa, mesmo conhecendo-a tão bem e certas historias jamais podem ser contadas porque uma vez contada não existe um caminho de volta para o que era antes.
O passado de Nawal em meio a um conflito que gerou uma guerra é a parte mais rica do filme, onde a dolorosa batalha de uma mulher em busca de algo que deixou para traz esta entre os melhores momentos da trama (a parte do ônibus que é incendiado é sufocante). Mas nada se compara ao grande mistério do porque ela ter morrido, que há o que tudo indica, foi devido ao fato de ter visto algo (ou alguém) numa piscina em que ela estava nadando e a revelação é surpreendente mas é guardada até os momentos finais da trama.
Um excelente filme que poucos viram ate agora, mas merece ser descoberto.


RIO
Sinopse: Blu é uma ararinha domesticada que nunca aprendeu a voar e vive pacatamente com sua dona e melhor amiga Linda na pequena cidade de Moose Lake Minnesota. Blu e Linda acreditam que ele seja o último de sua espécie mas quando descobrem a existência de outra arara que mora no Rio de Janeiro parte em busca para encontrar Jade a única fêmea da espécie. Pouco depois de sua chegada Blu e Jade são perseguidos por um grupo de atrapalhados contrabandistas de aves. Blu terá que buscar coragem para aprender a voar estragar os planos dos seqüestradores que estão em sua cola e regressar com Linda - a melhor amiga que uma ave pode ter.
Quando A Era do Gelo 3 faturou quase um bilhão de dólares para a FOX, era inevitável que o nosso diretor Carlos Saldanha ganhasse total liberdade para escolher e criar qualquer filme da sua maneira, porque uma vez que um diretor gere esse lucro para um estúdio, respeito e liberdade criativa é o que sempre ira ter. Com isso, Saldanha cria uma verdadeira carta de amor em forma de filme para a sua terra natal, o Rio de Janeiro. Rio é mais do que um filme, é um cartão de boas vindas para qualquer estrangeiro que queira ir à cidade maravilhosa, uma forma de dizer “seja bem vindo” porque aqui é tudo de bom, mesmo que o filme tenha alguns estereótipos que americano esta acostumado a assistir quando retratam o Rio pra lá, mas o próprio Saldanha faz disso uma espécie de piada no bom sentido e se alguém reclama dizendo que Rio não é toda essa maravilha que é mostrada no filme isso é o que menos importa, pois estamos falando de uma animação para todas idades e não de um documentário que mostra 100% a verdadeira cidade Carioca.
Como a cidade, suas paisagens e atrativos são o principal chamariz do filme, a dupla de aves protagonistas Blu e Jade pouco podem fazer para conquistar a simpatia do publico. Não que eles sejam chatos, mas o drama do fato de Blu não poder voar se torna o único elo para enlaçar o espectador, mas isso não o torna assim tão interessante. Sorte para os coadjuvantes que roubam a cena a cada momento que aparecem na tela como no caso dos hilários pássaros Rafael, Pedro e Nico, esses ultimos dois responsaveis pelas melhores piadas do filme.
Com a mensagem de preservação a natureza e contra ao trafico de avez, RIO esta faturando alto nesse momento em todo mundo, por possuir uma simples historia de superação, preservação e amizade. Esses ingrendientes podem estar cheios no cinema atualmente, mas sendo bem feito é muito bem vindo novamente.

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