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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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domingo, 30 de janeiro de 2011

Cine Clássicos: O que eu assisti neste final de semana?

Muito Alem Do Jardim

Sinopse: Chance (Peter Sellers), um homem ingênuo, passa toda a sua vida cuidando de um jardim e vendo televisão, seu único contato com o mundo. Ele nunca entrou em um carro, não sabe ler ou escrever, não tem carteira de identidade, resumindo: não existe oficialmente. Quando seu patrão morre, é obrigado a deixar a casa em que sempre viveu e, acidentalmente, é atropelado pelo automóvel de Benjamin Rand (Melvyn Douglas), um grande magnata que se torna seu amigo e chega a apresentá-lo ao Presidente (Jack Warden). Curiosamente, tudo dito por Chance ou até mesmo o seu silêncio é considerado genial. Paralelamente a saúde de Benjamin está crítica e Eve Rand (Shirley MacLaine), sua esposa, se apaixona por Chance.
Peter Sellers era mais do que um ator de comedia, era um verdadeiro camaleão e isso era comprovado em filmes como Lolita e Dr Fantástico de Kubrik. Mas aqui ele vive um papel bem diferente do restante de sua carreira, talvez o melhor de todos os personagens. Um filme para rir mas ao mesmo tempo para se refletir, baseado no romance de Jerzy Kosinski. O filme valeu o Oscar de melhor ator coadjuvante para Melvyn Douglas mas com certeza Sellers também merecia ter levado seu Oscar para casa. Atenção para os segundos finais do filme, enigmática e ao mesmo tempo simples, que define a mensagem que o filme passa para todos nos.

INFÂMIA
Sinopse: Duas professoras de uma escola particular têm suas vidas viradas do avesso quando uma das crianças denuncia um sentimento um pouco maior que amizade entre as duas. A avó da garota, poderosa na cidade, trata de espalhar a história e fazer com que todos se voltem contra as pecadoras.
Para assistir a esse filme é preciso se colocar como se estivesse no inicio dos anos sessenta, pois naquele tempo, o homossexualismo ainda era um grande tabu na sociedade e no cinema, portanto podemos considerar como um dos filmes mais ousados e corajosos daquele tempo, mesmo não possuindo nenhuma cena explicita e sim sugerida levemente. Dirigido pelo diretor William Wyler (Bem Hur) o filme mostra o que acontece com a vida das pessoas apartir de um simples boato maldoso através (justamente) de uma criança, interpretada com maestria por Karen Balkin. Apesar de pouca idade, Balkin carrega todos os trejeitos de uma cobra perante sua presa para assim fazer com ela o que bem entender e a interpretação da menina é tão enigmática e poderosa que com certeza esta na lista de melhores vilãs do cinema.
Quanto a dupla central feminina, Audrey Hepburn cumpre bem o seu desempenho, mas é Shirley MacLaine que da um verdadeiro show de interpretação principalmente no ato final da trama aonde ela faz um desabafo e uma revelação na qual todos imaginavam desde o principio da trama, mesmo contrariando o olhar mais conservador da época que simplesmente não aceitava tal verdade e só por isso, o filme merece ser redescoberto pelo publico atual.

Curiosidade: A peça que deu origem a este filme estreou na Broadway em 1934 e foi a primeira da escritora Lillian Hellman; foi também seu primeiro sucesso.


Lanternas Vermelhas
Sinopse: Em 1920, após a morte dos pais, Songlian é obrigada a se casar com Chen Zuoqian, senhor de uma família importante da China. Porém, Chen já possui três esposas, cada uma morando em “casas” separadas dentro de seu enorme palácio. A competição entre as esposas é dura, as quatro armam todo tipo de intrigas na disputa para obter os privilégios e confortos oferecidos pelo senhor do palácio.
Com uma simetria rigorosa, o chinês Yimou (Herói) realizou um melodrama original na narrativa (principalmente no comportamento competitivo das esposas) e na forma A linguagem é lenta, densa e envolvente em sua incrível beleza pictórica. Ganhador do leão de preta de melhor direção no festival de Veneza.

Um comentário:

ANTONIO NAHUD disse...

Arrebentou, Marcelo. Três grandes filmes.
Abração

www.ofalcaomaltes.blogspot.com