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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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domingo, 19 de julho de 2026

Cine Dica: Próximo Cine Debate – 'Risa e o Telefone do Vento'

Sinopse: Após o desaparecimento do pai, Risa, de 10 anos, descobre um telefone quebrado que lhe dá a chance de falar com os mortos.

Filmes sobre a vida pós-morte já não são nenhuma novidade no decorrer da história do cinema. Se por um lado o cinema norte-americano tem o seu clássico "Ghost: Do Outro Lado da Vida" (1990), por outro, o próprio cinema brasileiro explorou o assunto com força no início dos anos 2010, como nos casos de "Chico Xavier" (2010) e "Nosso Lar" (2010). Diante disso, "Risa e o Telefone do Vento" (2026) surge como uma singela e sensível história sobre o poder da inocência perante um tema, por vezes, inexplicável.

Dirigido por Juan Cabral, o longa acompanha a pequena Risa, que perdeu o pai quando ainda era muito nova. A sua rotina muda quando ela encontra uma cabine telefônica isolada, através da qual consegue conversar com as vítimas de um incêndio na cidade. Esses espíritos desejam passar mensagens finais para os seus entes queridos que ainda estão vivos, e essa comunicação inesperada fará a protagonista encarar uma realidade que ela nunca imaginou ser possível.

Embora o filme tivesse todos os elementos para ser rodado de forma convencional, é fascinante observar como Juan Cabral constrói as cenas com um rigor quase perfeccionista. Cada ação e reação dos personagens carrega um subtexto, assim como certos objetos repletos de simbolismo que surgem no decorrer do enredo. A cidade onde os eventos ocorrem parece semi-morta, habitada por sobreviventes que se mantêm abraçados à esperança gerada pela cabine telefônica — o que acaba despertando a atenção da pequena protagonista. O filme prende o espectador pelo óbvio, mas alinha a narrativa a elementos imprevisíveis e às reais facetas das personagens principais.

Neste quesito, talvez o melhor exemplo seja o próprio Esteban, interpretado brilhantemente por Diego Peretti. Apresentado inicialmente como uma figura duvidosa, ele logo revela a sua verdadeira essência à medida que passa a se importar com Risa e com aquilo em que ela acredita. O seu visual, inclusive, remete fortemente ao inesquecível Harry Dean Stanton no clássico "Paris, Texas" (1984); em comum, ambos os personagens buscam a redenção através da inocência de uma criança.

O roteiro não se preocupa em dar uma explicação lógica ou plausível para o fenômeno, mas, ao mesmo tempo, tudo soa verossímil. A escolha de não utilizar efeitos visuais mirabolantes para moldar o teor fantástico fortalece a obra, deixando o foco na ideia primordial que movimenta as relações humanas. É interessante notar que este longa argentino estreia em um momento delicado, no qual a cultura do país vizinho enfrenta o sucateamento sob o governo Milei. A produção, portanto, torna-se um belo exemplo de que a criatividade faz toda a diferença, mesmo diante da escassez de recursos.

Em suma, "Risa e o Telefone do Vento" é um longa tocante em que o realismo e o gênero fantástico se alinham perfeitamente. Uma obra que ensina que a empatia e a prática do bem fazem toda a diferença, conduzindo os personagens centrais rumo a uma necessária e bela redenção.


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Cine Dica: Próxima Sessão Cineclube Torres - "Entre dois mundos"

 Sessão do Cineclube Torres de segunda-feira, dia 20 às 20h, com o filme francês "Entre dois mundos" (2025) de Emmanuel Carrère.

Segue o ciclo de filmes de julho com protagonistas femininas ligadas a trabalhos de limpeza e faxinas, na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo. Uma renomada escritora francesa chamada Marianne Winckler (Juliette Binoche) decide se infiltrar por seis meses no mundo do trabalho precarizado, em barcos de passageiros, com a intenção de registrar e investigar as condições da classe trabalhadora. O longa do diretor e escritor Emmanuel Carrère é uma adaptação do livro de não ficção "A Faxineira" da jornalista francesa Florence Aubenas, que realmente se infiltrou como trabalhadora temporária para investigar a insegurança econômica do setor.

No filme, prêmio do Público de Melhor Filme Europeu no prestigiado Festival de San Sebastián, Juliete Binoche brilha no papel da protagonista contracenando com reais mulheres trabalhadoras do serviço de limpeza nos barcos de travessia do canal da Mancha. "O longa cumpre com competência o papel de provocar um olhar mais atento e crítico sobre realidades muitas vezes invisibilizadas, sendo especialmente relevante para suscitar debates sobre os limites da representação, da ética jornalística e da exploração estética da miséria alheia." (Ângelo Cordeiro, Rolling Stone)

A sessão é realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na rua Pedro Cincinato Borges 420, em parceria com a Up Idiomas Torres e com entrada franca até a lotação do espaço. Segue entretanto a 3a Mostra de Arte, na Galeria Ten Caten, com uma amostra dos mais de 100 cartazes elaborados para as atividades do Cineclube Torres; a visitação da mostra, que apresenta obras de varios artistas, ocorre aos sábados e domingos, das 14 às 18h, 

O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Biblioteca Comunitária no Mapa da Cultura, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.



Serviço: 

O que: Exibição do filme "Entre Dois Mundos" (2021) de Emmanuel Carrère (França)

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, 20/7, às 20h

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).

Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur

CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Uma Mulher Sob Influência'

 Nota: Filme exibido para os associados no último dia 12/07/26.

Há quem diga que a Nova Hollywood se iniciou a partir de filmes como "Bonnie e Clyde" (1967) e "Sem Destino" (1969). O primeiro, por sua vez, foi dirigido por Arthur Penn, que já havia dado sinais de como seria o novo cinema norte-americano através de obras realistas como "O Milagre de Anne Sullivan" (1962) — um filme que me chocou pelo realismo e pela entrega absoluta do elenco. No centro dessa metamorfose pela qual o cinema dos Estados Unidos passava, um nome curioso chamava a atenção: John Cassavetes.

Sinceramente, só fui conhecê-lo primeiro como ator, em produções como "O Bebê de Rosemary" (1968), mas ele era também diretor, produtor e roteirista do cinema independente. Mesmo com pouco dinheiro no bolso, realizou obras que se destacavam pela ousadia e que escancaravam a realidade nua e crua da época, como no caso de "Faces" (1968). Porém, sem sombra de dúvida, "Uma Mulher Sob Influência" (1974) é a sua maior obra-prima.

Na trama, Nick Longhetti (Peter Falk) está sobrecarregado devido ao seu trabalho braçal em um estaleiro. Sua esposa, Mabel (Gena Rowlands), passa por uma fase difícil, vivendo em constante desequilíbrio emocional, o que a leva a uma profunda crise. Quando os filhos começam a ser afetados pelo estado de Mabel, Nick se vê obrigado a hospitalizá-la, o que o força a assumir sozinho o controle do lar.

Isso é apenas um resumo da potência da obra. John Cassavetes constrói um filme com um teor quase documental, principalmente na cena de abertura, onde vemos os operários no estaleiro, o que nos dá a dimensão do peso daquele tipo de trabalho. Ao mesmo tempo, a vida de dona de casa de Mabel também não é nada fácil: ela tenta cuidar ao máximo dos filhos, mas não esconde a frustração do dia a dia e a solidão por não ter o marido por perto da maneira como desejaria. Mabel é a representação da mulher em uma época de transição; ao não se sentir satisfeita, sai à noite com outro homem, mas depois não sabe ao certo como administrar as consequências de seu ato.

Nick, por sua vez, é o típico marido de uma geração patriarcal, que procura mandar e desmandar perante a esposa, o que não significa que ele seja de todo mau. Lembramos que é o início dos anos setenta, época em que era comum as mulheres ficarem restritas ao lar cuidando da família. Portanto, quando ocorrem as mudanças de comportamento de uma geração que não quer mais se esconder atrás da propaganda dos bons costumes, há uma colisão que deixa todos com os nervos à flor da pele. Sentimos raiva, mas ao mesmo tempo pena de Nick ao vê-lo fracassar na tentativa de encontrar uma fórmula para trazer o equilíbrio de volta à esposa — sendo que a própria Mabel quer apenas se expressar à sua maneira, mas não consegue achar o tom exato para agradar o marido.

O longa nos brinda com momentos que geram uma tensão similar à que sentimos quando assistimos a um filme de suspense, mesmo sendo um drama urbano. É o realismo cru que faz toda a diferença. O primeiro grande momento de tensão é, sem dúvida, quando Nick convida seus colegas de trabalho para almoçar em sua casa; o que começa como um encontro descontraído logo caminha para a pura explosão. Tudo é filmado de forma que possamos captar cada microexpressão que os intérpretes estão nos passando, simbolizando que algo está prestes a sair totalmente do controle.

Esses momentos nos passam a nítida impressão de que tudo foi improvisado, como se o realizador apenas ligasse a câmera para ver como os atores reagiriam ao que estava escrito no roteiro. Em determinado instante, por exemplo, surgem planos-sequência que parecem decididos na hora, como se o cineasta não esperasse que os atores saíssem do cenário, mas aproveitasse o imprevisto como a ação que ele tanto buscava. Uma maneira brilhante de elaborar a transição entre a ficção e o lado documental de se filmar uma história.

Casada com o diretor na época, a atriz Gena Rowlands nos brinda com o que talvez seja o melhor trabalho de sua carreira. Sua Mabel é uma força da natureza enjaulada não somente entre quatro paredes, mas perante um sistema de regras conservador de uma época em que a moral e os bons costumes já não podiam mais ser sustentados por contos de fadas ultrapassados. O desequilíbrio da personagem funciona como uma síntese de uma nova geração de mulheres que ansiavam para sair do casulo de uma vez por todas e dizer "não" a esse sistema.

Já Peter Falk constrói um personagem que procura, a todo custo, manter a sanidade e a estrutura familiar, mesmo quando coloca em prática métodos politicamente incorretos e que hoje seriam intoleráveis. Em um determinado momento, notamos o seu olhar perder o foco em meio ao turbilhão de emoções, procurando achar dentro de si uma doçura que ele raramente exercita. Por isso, as cenas em que ele precisa conviver mais intimamente com os filhos são louváveis, ainda que vistas hoje por um olhar questionador e crítico.

Acima de tudo, é um filme que retrata não somente as mudanças de costumes de uma geração, mas também o declínio moral de uma família cujos segredos desconstroem a vida de cada um. Embora algumas revelações nunca sejam verbalizadas, fica evidente que certas cicatrizes emocionais nunca fecham, fazendo com que o desgaste siga em frente mesmo quando se alcança alguns minutos de cessar-fogo. Ao final, John Cassavetes procura nos entregar um desfecho um pouco mais reconfortante, mas sem esconder que aquele cenário familiar dificilmente encontrará o equilíbrio necessário.

"Uma Mulher Sob Influência" é uma obra-prima, um retrato fiel de seu tempo e a prova de que, ao menos em alguns pontos, a humanidade evoluiu se compararmos os dias de hoje àqueles tempos já longínquos.


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Cine Dica: Clube de Cinema: "Criadas" (18/07) no Cine Bancários

Neste sábado (18/07), o encontro do Clube de Cinema de Porto Alegre será no Cine Bancários, às 10h15 da manhã, onde exibiremos o recente longa-metragem brasileiro Criadas, dirigido por Carol Rodrigues. Partindo do reencontro entre duas primas marcadas por trajetórias muito distintas, o filme investiga como o racismo estrutural e a herança escravocrata atravessam as relações familiares e persistem na memória, combinando drama psicológico e elementos de realismo fantástico para abordar questões ainda profundamente presentes na sociedade brasileira.


Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 18/07, às 10h15 da manhã

📍 Local: Cine Bancários

Rua General Câmara, 424 – Centro Histórico – Porto Alegre


Criadas

Brasil, 2025, 105min

Direção e roteiro: Carol Rodrigues

Elenco: Ana Flavia Cavalcanti, Mawusi Tulani, Sarito Rodrigues

Sinopse: Ao retornar à casa onde cresceu para procurar fotografias de sua mãe, uma antiga empregada doméstica, Sandra reencontra a prima Mariana. O convívio faz ressurgir lembranças da infância e revela marcas deixadas pelo racismo, pelos silêncios familiares e pelas desigualdades que moldaram a vida das duas.


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Cine Dica: Cinesemana de 16 a 22 de julho de 2026

A programação da cinesemana de 16 a 22 de julho apresenta uma estreia e um relançamento em nossas salas. A estreia é do longa-metragem francês A DIVINA SARAH BERNHARDT, em que Sandrine Kiberlain dá vida a uma das maiores atrizes de todos os tempos. A reestreia marca o retorno do clássico brasileiro XICA DA SILVA aos cinemas, em comemoração aos seus 50 anos de lançamento.

Segue em cartaz o elogiado O CONVITE, filme dirigido e protagonizado por Olivia Wilde e que coloca em cena dois casais que discutem as relações. Outros filmes que continuam na programação são o belíssimo PRIMAVERA, primeiro longa-metragem do diretor de óperas.

Damiano Michieletto, e UMA INFÂNCIA ALEMÃ, em que o cineasta Fatih Akin mostra as consequências da guerra a partir do olhar de um menino de 12 anos.Também seguem com horários à tarde dois filmes baseados na vida e obra de grandes autores. FRANZ é uma elogiada produção da polonesa Agnieszka Holland sobre o escritor Franz Kafka, enquanto FANON destaca o trabalho do psiquiatra Franz Fanon na Argélia. Esta é a última semana para conferir o longa brasileiro HERANÇA DE NARCISA, produção de gênero que competiu no Fantaspoa e tem a assinatura de Clarissa Appelt e Daniel Dias, e o filme belga NÓS ACREDITAMOS EM VOCÊS, drama de tribunal assinado por Charlotte Devillers e Arnaud Dufeys.

Confira a programação completa no site oficial da cinemateca clicando aqui. 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Cine Dica: ROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS 16 a 22 DE JULHO

Homenagem a uma das vozes negras fundadoras da Bossa Nova, A NOITE DE ALAÍDE estreia no CineBancários em 16 de julho

Filme sobre cantora e compositora de 90 anos terá sessão especial com debate dia 22 de julho, integrando a programação do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha do SindBancários.

Dia 16 de julho estreia, no CineBancários, A NOITE DE ALAÍDE, dirigido pela cineasta Liliane Mutti, dedicado à cantora e compositora brasileira Alaíde Costa. Este é o quarto longa-metragem da diretora, que assina outras obras importantes para a memória da música brasileira, como Miúcha, A Voz da Bossa Nova e Madeleine à Paris. A obra será debatida em sessão especial, dia 22 de julho, às 19h, com a presença da sambista Glau Barros e da produtora cultural Silvia Duarte. A atividade integra a programação do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha do SindBancários e tem entrada franca para mulheres. Para demais, o ingresso custa R$ 14 e R$ 7 a meia-entrada.

Mais do que um retrato biográfico, o filme é um resgate histórico da trajetória de Alaíde Costa, considerada, ao lado de Johnny Alf, uma das vozes negras fundadoras da Bossa Nova. Aos 90 anos de idade, Alaíde segue ativa nos palcos e se consolida como uma personagem essencial da música popular brasileira.

Comemorando 70 anos de carreira e 90 anos de vida de Alaíde Costa, o longa A Noite de Alaíde mistura ficção, animação e imagens de arquivo em uma viagem de 100 minutos pela história da música brasileira. O público revisita clássicos do repertório da artista, como “Dindi”, “Me Deixe em Paz” e “A Voz do Povo”, entre outras canções emblemáticas de sua trajetória.

A Noite de Alaíde foi exibido no dia 15 de abril no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, seguido de show da artista na sede mundial da Aliança Francesa, em Paris. O filme é uma produção da TOCA Filmes em parceria com o Canal Curta!, financiamento da Ancine/FSA, apoio da Rede Paradiso e patrocínio do BNDES.

SINOPSE: Alaíde Costa, uma garota simples do subúrbio carioca, chega às rodas da zona sul do Rio de Janeiro dos anos 60. Ali, conquista os holofotes, figurando ao lado de João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e se torna a cantora, pianista, compositora e parceira desses que são tidos como a tríade de ouro da Bossa Nova. Mas, no auge da carreira, como a voz feminina negra e essencial do movimento, Alaíde é sumariamente ignorada pelas gravadoras. Junto com Johnny Alf, outro pioneiro negro da Bossa Nova, ela é vetada da lendária apresentação no Carnegie Hall, em Nova York. Agora, do alto dos seus 90 anos, Alaíde vai atravessar a América em busca do palco que é seu por direito.


Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=vRb73nIRtvk


PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DE 16 A 22 DE JULHO


ESTREIA:

A NOITE DE ALAÍDE

Brasil/ Documentário/2025/100min

Direção: Liliane Mutti

Sinopse: Um retrato sensível e contemporâneo da artista Alaíde Costa, combinando muita música, arquivos inéditos, atores e uma abordagem poética da memória. Revela a força estética e emocional de Alaíde, que atravessou diferentes períodos da cultura brasileira sem fazer concessões.


EM CARTAZ:


TOQUINHO: ENCONTROS E UM VIOLÃO

Brasil/Itália, 2024, 90 min

Direção: Erica Bernardini

Sinopse: Resistindo ao tempo e passando de geração em geração, as canções ocupam um lugar importante no coração das crianças e adultos no Brasil e no mundo. Depoimentos de amigos e parceiros para celebrar os 56 anos de carreira de Antonio Pecci, conhecido artisticamente como “Toquinho”. Com raras imagens de arquivos de shows, entrevistas, vídeos na Itália e depoimentos de amigos, o documentário revivi momentos marcantes da carreira de Toquinho. As canções de Toquinho transitam por diferentes décadas e sua trajetória musical é um registro da história da música popular brasileira com reconhecimento nacional e internacional.


SALVAÇÃO

Turquia/Drama/2025/117min.

Direção: Emin Alper

Sinopse: Numa aldeia remota no alto das montanhas turcas, o regresso de um clã exilado reacende uma antiga disputa de terras. Ressentimentos adormecidos ressurgem e Mesut, irmão do líder local, é acometido por visões perturbadoras que acredita serem avisos divinos. À medida que as convicções religiosas, as lutas pelo poder e as tensões aumentam na comunidade, eles seguirão para a tragédia ou para a salvação? Ganhador do Urso de Prata no Festival de Berlim 2026.

Elenco: Caner Cindoruk, Berkay Ateş, Feyyaz Duman



HORÁRIOS DE 16 A 22 DE JULHO

(não há sessões nas segundas)

15h: SALVAÇÃO

17h10: TOQUINHO

19h: A NOITE DE ALAÍDE


Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.


CineBancários

Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre

Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br


Amanda Zulke 

CineBancários | SindBancários 

(51) 3030-9400 | (51) 99920-6484

Cine Dica: Newsletter - Cinemateca Capitólio - 16 a 22 de julho

Cinema brasileiro em destaque na Cinemateca Capitólio nas próximas semanas

A programação da Cinemateca Capitólio nas próximas semanas segue dando destaque ao cinema brasileiro. Depois de receber a 16ª edição do festival Cine Esquema Novo e a mostra A Cinemateca é Brasileira – Da Comédia ao Drama, que exibiu 23 títulos de diferentes épocas, a Capitólio irá apresentar entre os dias 14 de julho e 2 de agosto (em sessões com entrada gratuita) os 16 longas indicados ao Prêmio Grande Otelo 2026, premiação anual da Academia Brasileira de Cinema que reconhece as produções nacionais de destaque entre os lançamentos da última temporada. Os filmes exibidos incluem os finalistas das categorias de melhor longa de ficção, melhor longa de comédia e melhor documentário. Os indicados também são finalistas ao voto popular, desta que é a principal premiação do audiovisual brasileiro, equivalente ao Oscar nos Estados Unidos, ao César na França, ao Bafta na Inglaterra ou ao Ariel no México.

Realizada nacionalmente entre 2 de julho e 3 de agosto, a mostra acontece em salas de cinema de 31 cidades, distribuídas por 14 estados brasileiros, ampliando o alcance da premiação e proporcionando ao público a oportunidade de assistir gratuitamente aos filmes indicados. Entre os longas de ficção estão Homem com H, de Esmir Filho; Manas, de Marianna Brennand; O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho; O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende; e O Último Azul, de Gabriel Mascaro.

A seleção de comédias é composta por Agentes Muito Especiais, de Pedro Antonio; C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, de Halder Gomes; Sexa, de Gloria Pires; Sonhar com Leões, de Paolo Marinou-Blanco; Uma Mulher sem Filtro, de Arthur Fontes; e Velhos Bandidos, de Claudio Torres. Já os documentários em exibição são A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha; Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa; Hora do Recreio, de Lucia Murat; Mambembe, de Fabio Meira; e Ritas, de Oswaldo Santana e Karen Harley.

Em 2026, o cinema pernambucano é destaque, liderando as indicações com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, O Último Azul, de Gabriel Mascaro, e Manas, de Mariana Brennand. A 25ª edição do Prêmio Grande Otelo acontece no dia 4 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A cerimônia reconhecerá os vencedores de 32 categorias e celebra os 25 anos da Academia Brasileira de Cinema.

Mais informações em www.capitolio.org.br/programacao