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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 9 de junho de 2015

Cine Especial: Desconstruindo Woody Allen: Parte 5



Nos dias 13 e 14 de Junho eu estarei na Cinemateca Capitólio de Porto Alegre participando do curso Desconstruindo Woody Allen, criado pelo Cine Um e ministrado pelo Doutor em Ciências da Informação e da Comunicação Josmar Reyes. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, estarei postando por aqui sobre os filmes que eu assisti desse gênio e neurótico diretor de cinema.

 

Vicky Cristina Barcelona (2008)



Sinopse: Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são amigas e passam férias em Barcelona. Vicky está noiva e é sensata nas questões do amor. Cristina é pura emoção e movida a paixão. Durante uma exposição de arte, as duas se encantam pelo pintor Juan Antonio (Javier Bardem), que as convida mais tarde, durante um jantar, para uma viagem. O que elas não sabiam é que o galante sedutor mantém um relacionamento problemático com sua ex esposa Maria Elena (Penélope Cruz). E as coisas ainda ficam piores porque as duas, cada uma de sua forma, se interessam por ele, dando início a um complicado "quadrado" amoroso.


Vicky Cristina Barcelona definitivamente não se trata de uma típica comédia romântica hollywoodiana. O humor é feito para quem gosta de pensar, sem piadas prontas como estamos acostumados a ver no cinema. Woody Allen se utiliza do gênero cínico e debochado, sua marca registrada e os diálogos muito bem construídos deixam as imagens em segundo plano. Apesar do excesso de cenas com estereótipos da cultura espanhola, a brilhante atuação do elenco (com destaque a Penélope Cruz) e a fotografia, regada a tons pastel, fazem valer à pena a película.


 

Tudo Pode Dar Certo (2009)



sinopse: Boris Yellnikoff (Larry David) é um velho rabugento que tem o hábito de insultar seus alunos de xadrez. Ex-professor da Universidade de Columbia, ele considera ser o único capaz de compreender a insignificância das aspirações humanas e o caos do universo. Um dia, prestes a entrar em seu apartamento, Boris é abordado por Melodie St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), que lhe implora para entrar. Ele atende ao pedido, a contragosto. Percebendo sua fragilidade, Boris permite que ela fique no apartamento por alguns dias. Ela se instala e, com o passar do tempo, não aparenta ter planos de deixar o local. Até que um dia lhe diz que está interessada nele.


Para mim, esse é o filme ao estilo dos velhos e bons tempos de Wood Allen. Não que os outros filmes anteriormente dele sejam ruins, muito pelo contrario, mas o caso que eu estava com saudades do velho sujeito excêntrico e paranoico que tanto o ator e diretor gosta de retratar. Mas diferente do que muitos imaginam, aqui não é Wood Allen que atua, mas sim Larry David, mas faz alguma diferença?? Nenhuma! O ator simplesmente entrega o bom e velho tipo de personagem dos bons tempos dos filmes do diretor como Hannah e Suas Irmãs, com humor sofisticado, refinado e com alguns toques de humor negro.

O principal tema do filme é “o que tiver que ser será” e o Wood faz de uma forma magnífica e bem humorada, não só com o protagonista, mas também com o resto do elenco.

 

Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos (2010)



Sinopse: Alfie (Anthony Hopkins) é um homem de 70 anos que envolve com uma ex-prostituta muito mais nova do que ele após divorcia-se de Helea (Gemma Jones), com quem foi casado por 40 anos. Sally (Naomi Watts), filha co casal recém-divorciado, é casada com Roy (Josh Brolin). Roy é frustrado pelo fracasso da publicação do segundo livro, após o sucesso do primeiro. O medo da fama passageira tornou a convivência difícil e atrapalhou o sonho de Sally em ser mãe.


Alguns dizem que ele perdeu a mão nos seus recentes filmes, mas eu não vejo isso. Woody Allen sempre mostrou ter bom olho em mostrar na tela o lado neurótico do ser humano com relação à vida e suas difíceis escolhas com relação a relacionamentos por exemplo. Ao criar um retrato dos altos e baixos de um grupo de pessoas que são interligadas uma com a outra, o diretor cria um belo e divertido retrato sobre a difícil jornada do ser humano atual em administrar os relacionamentos afetivos atualmente e nem todos eles acabam sendo bem sucedidos. Com situações inusitadas e ao mesmo tempo humanas e divertidas, o filme é uma comédia romântica de primeira, mas diferente do convencional por fugir do típico final previsível e deixa mais questões em aberto do que se pode imaginar, o que pode causar até uma estranheza ou aborrecimento para alguns. Contudo, para os fãs fieis do diretor é uma ótima pedida.



Meia Noite em Paris (2011)



Sinopse: Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e sonhou ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que fez com que fosse muito bem remunerado, mas que também lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

Leia a minha critica já publicada clicando aqui. 

 
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