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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 7 de julho de 2026

Cine Dica: PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS 09 A 15 DE JULHO

 "Toquinho: Encontros e um Violão" estreia no CineBancários dia 9 de julho

O CineBancários exibe, dia 9 de julho, a estreia de TOQUINHO – ENCONTROS E UM VIOLÃO, um documentário musical (como “Elis & Tom” e “Ritas”) emocionante sobre a vida e a obra de um dos maiores ícones da música brasileira.

Um tributo ao célebre violonista e cantor brasileiro Antonio Pecci, conhecido artisticamente como “Toquinho”, o filme de Érica Bernardini vai além do simples documentário musical. Explora a vida pessoal e artística do mestre, entrelaçando performances musicais a momentos de reflexão sobre suas experiências mais íntimas e significativas. Através das palavras do próprio Toquinho e das pessoas próximas a ele, o filme pinta um retrato tocante de um artista que deixou uma marca indelével na música mundial. 

Com entrevistas exclusivas, imagens de arquivo e momentos marcantes, Toquinho – Encontros e um Violão é um retrato sensível e emocionante de um dos maiores artistas da música brasileira. O filme celebra sua trajetória, suas parcerias inesquecíveis e a conexão que sua obra mantém com diferentes gerações.

A sala exibe ainda os filmes Anatomia do Caos, às 15h, e Salvação, às 16h50.


PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DE 9 A 15 DE JULHO


ESTREIAS:

TOQUINHO: ENCONTROS E UM VIOLÃO

Brasil/Itália, 2024, 90 min

Direção: Erica Bernardini

Sinopse: Resistindo ao tempo e passando de geração em geração, as canções ocupam um lugar importante no coração das crianças e adultos no Brasil e no mundo. Depoimentos de amigos e parceiros para celebrar os 56 anos de carreira de Antonio Pecci, conhecido artisticamente como “Toquinho”. Com raras imagens de arquivos de shows, entrevistas, vídeos na Itália e depoimentos de amigos, o documentário revivi momentos marcantes da carreira de Toquinho. As canções de Toquinho transitam por diferentes décadas e sua trajetória musical é um registro da história da música popular brasileira com reconhecimento nacional e internacional.

EM CARTAZ:

SALVAÇÃO

Turquia/Drama/2025/117min.

Direção: Emin Alper

Sinopse: Numa aldeia remota no alto das montanhas turcas, o regresso de um clã exilado reacende uma antiga disputa de terras. Ressentimentos adormecidos ressurgem e Mesut, irmão do líder local, é acometido por visões perturbadoras que acredita serem avisos divinos. À medida que as convicções religiosas, as lutas pelo poder e as tensões aumentam na comunidade, eles seguirão para a tragédia ou para a salvação? Ganhador do Urso de Prata no Festival de Berlim 2026.

Elenco: Caner Cindoruk, Berkay Ateş, Feyyaz Duman


ANATOMIA DO CAOS

Brasil/ Documentário/89min.

Direção: Dandara Ferreira

Sinopse: Com acesso inédito ao Senado, o filme acompanha por dentro a trajetória da CPI da Covid-19 e transforma esse registro em um retrato de um dos períodos mais marcantes e difíceis da nossa história recente.



HORÁRIOS DE 09 A 15 DE JULHO

(não há sessões nas segundas)


15h: ANATOMIA DO CAOS

16h50: SALVAÇÃO

19h: TOQUINHO – ENCONTROS E UM VIOLÃO


Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.


CineBancários

Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre

Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br


Amanda Zulke 

CineBancários | SindBancários 

(51) 3030-9400 | (51) 99920-6484


C i n e B a n c á r i o s 

Rua General Câmara, 424, Centro 

Porto Alegre - RS - CEP 90010-230 

Fone: 51- 30309405

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Cine Especial: Próximo Cine Debate – 'Meu Nome É Agneta'

Sinopse: Ansiosa por um recomeço e desempregada, Agneta aceita trabalhar como au pair na Provença. Uma mudança de cenário muito bem-vinda, mas que é acompanhada por um despertar inesperado.

Sempre que se fala sobre cinema sueco, logo me vêm à mente os filmes de Ingmar Bergman. Porém, têm surgido por lá cada vez mais cineastas que chamam a atenção ao redor do mundo, surpreendendo inclusive em outros gêneros. 'Meu Nome é Agneta' (2026) parece um "estranho no ninho" em relação ao país de Bergman, mas demonstra que, sim, até por lá se pode fazer uma boa comédia.

Dirigido por Johanna Runevad, o longa conta a história de Agneta, uma mulher beirando os cinquenta anos que está cansada da vida de casada e da monotonia do seu dia a dia. Certo dia, ela aceita uma vaga em Provença, na França, para cuidar de alguém que imaginava ser um menino, quando na verdade se trata de um senhor de idade cheio de histórias para contar. Não demora muito para que ambos compartilhem suas vivências e se ajudem mutuamente.

A comédia é baseada no livro homônimo de Emma Hamberg, um grande sucesso de vendas e crítica na Suécia. Por conta disso, era questão de lógica que a obra fosse logo adaptada. O resultado é um filme dinâmico, onde os personagens se apresentam de um jeito, mas vão se "descascando" no decorrer da trama, revelando suas verdadeiras essências. Agneta, por exemplo, é uma pessoa cheia de energia, que começa a se libertar na medida em que seu novo amigo lhe apresenta um mundo até então desconhecido.

Eva Melander se sai muito bem em uma personagem cômica, transitando entre um olhar de curiosidade em relação ao novo mundo e a revelação de uma faceta de si mesma que estava adormecida. Já Claes Månsson demonstra classe, desenvoltura e, ao mesmo tempo, transmite uma doçura incomum através de um personagem cujo passado possui diversas camadas a serem reveladas conforme a trama avança. A química entre os dois é o coração pulsante da história, fazendo com que a gente os acompanhe fascinado do início ao fim do conto.

Em tempos de comédias escassas e sem criatividade, o filme encontra o seu humor através de personagens humanos, falhos e ricos em conteúdo. E quando achamos que tudo poderia terminar em uma tragédia grega, o roteiro nos prega uma peça — tanto em nós, espectadores, quanto nos próprios protagonistas. Ao final, Agneta se vê livre e sem rumo, mas com a plena consciência de que o seu passado nublado não terá mais retorno.

'Meu Nome É Agneta' é uma divertida comédia sueca cuja lição de vida nos soa universal e muito bem-vinda.


Onde Assistir: Netflix. 

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domingo, 5 de julho de 2026

Cine Dica: Cine Dica: Próxima Atração do Cine Clube Torres - 'Criadas'

 Lançamento do filme brasileiro “Criadas” (2026) de Carol Rodrigues inaugura, na próxima segunda, dia 6 às 20h, o ciclo de julho do Cineclube Torres.

Em foco nos filmes do mês são trabalhadoras domésticas e de serviços gerais, mulheres com trabalho pesado e muitas vezes com uma dupla jornada. Com o tema de julho vamos fortalecer a luta pelo fim da escala 6×1 para permitir às trabalhadoras e aos trabalhadores de todos os setores mais oportunidades de lazer, cultura, crescimento pessoal e interpessoal, momentos familiares.

O Cineclube Torres foi escolhido pela Vitrine Filmes como ponto de exibição do projeto nacional Sessão Vitrine Petrobras, que permite a distribuição, em primeira mão, de produções audiovisuais brasileiras independentes para estimular a formação de público e democratizar o cinema brasileiro, de forma descentralizada. O filme proposto no âmbito deste projeto é o primeiro longa-metragem da roteirista e diretora queer e negra Carol Rodrigues, premiada por várias curtas “A Felicidade Delas” (2019) e “A Boneca e o Silêncio” (2015).

Sandra (Mawusi Tulani) retorna à casa de sua prima Mariana (Ana Flavia Cavalcanti) em busca de uma foto de sua falecida mãe, que trabalhou no local como empregada residente para os pais de Mariana. Embora tenham sido criadas juntas, Sandra, negra de pele escura, e Mariana, negra de pele clara, viveram aquela casa de formas muito diferentes.  Um reencontro que força as protagonistas a confrontar questões de raça, família e pertencimento, ao mesmo tempo que uma força sobrenatural as espreita. 

Na sequência, o ciclo prevê dois clássicos da cinematografia mundial, “O que fiz para merecer isto?” do Pedro Almodovar com a magnífica Carmen Maura no papel de uma faxineira suburbana e o sensível “O cheiro da papaia verde” do vietnamita Tran Anh Hung.Completa a seleção um recente filme francês, “Entre dois mundos” de 2021, sobre uma renomada autora francesa que decide escrever um livro sobre a precariedade do trabalho das faxineiras, vivenciando pessoalmente essa realidade.

As sessões serão realizadas às segundas-feiras às 20h na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na rua Pedro Cincinato Borges 420, em parceria com a Up Idiomas Torres e com entrada franca até a lotação do espaço. O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Biblioteca Comunitária no Mapa da Cultura, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.


Serviço:

O que: Exibição do filme "Criadas" (2026) de Carol Rodrigues

Sessão Vitrine Petrobras

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, 6/7, às 20h

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).

Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur


CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'A Cura'

 Nota: Filme exibido para os associados no dia 28/06/26.

Sinopse: Uma sequência de homicídios intriga a polícia japonesa: vítimas diferentes são encontradas com a mesma marca gravada no corpo, embora os autores dos crimes não pareçam ter qualquer ligação entre si.

Kiyoshi Kurosawa chamou a atenção no Japão no momento em que o país iniciava uma espécie de nova onda de filmes de horror, a partir do final dos anos noventa. O realizador sempre optou por tramas que transitam entre o suspense psicológico e pitadas do gênero fantástico, como no caso de "Creepy" (2016), obra onde tive meu primeiro contato com o lado autoral do diretor. Em um de seus primeiros trabalhos, intitulado "A Cura" (1997), o cineasta nos proporciona uma narrativa investigativa com desdobramentos surpreendentes, cujo peso carregamos mesmo após o término da exibição.

Na trama, acompanhamos o detetive Takabe, que busca compreender a origem de um padrão perturbador de assassinatos, enquanto um misterioso homem sem memória surge como a peça central de um enigma cada vez mais inquietante. Kurosawa constrói uma atmosfera policial com pinceladas do subgênero noir, onde as sombras dos ambientes ditam as regras e cuja faísca de luz não significa exatamente esperança. À medida que a história avança, os crimes acontecem e os executores são pegos, mas nenhum deles apresenta uma motivação clara para o ato. Em todos os casos, pessoas comuns cometem homicídios similares, deixando um "X" preto marcado no local e atiçando ainda mais a obsessão do investigador.

Takabe, interpretado brilhantemente por Koji Yakusho, já convive com seus próprios tormentos ao cuidar da esposa, que sofre de problemas psicológicos, enquanto tenta conter o desejo latente de solucionar todos os males do mundo. Uma vez imerso nesse mistério, sua fixação o conduz a um beco sem saída, tornando-o uma presa fácil para o real condutor dos crimes. Este, por sua vez, é vivido de forma assombrosa por Masato Hagiwara, cujo personagem transita entre momentos de aparente inocência e sarcasmo, dando as cartas através de uma persuasão hipnótica e eficaz.

Nesse ponto, o roteiro nos brinda com um estudo verossímil sobre a fronteira entre a lógica e o ocultismo. Vale lembrar que, até o fim do século XIX, a hipnose era frequentemente tachada como charlatanismo ou blasfêmia, passando a ser estudada sob prismas mais científicos e lógicos a partir do surgimento da psicanálise. Apoiado nesse limiar, Kurosawa constrói uma trama em que os personagens convivem com o pesadelo do mundo real, onde indivíduos comuns já guardam seus lados mais sombrios; a persuasão do antagonista funciona como um mero gatilho para que o pior do ser humano venha à tona.

Ao final, o realizador nos deixa com a incômoda certeza de que a escuridão humana prossegue, independente de um indivíduo específico ser detido ou não, pois sempre haverá outros prontos para despertar diante do estímulo certo. Não é à toa que o cineasta daria continuidade a essa atmosfera em títulos posteriores de temática familiar, como "Antes que o Mundo Acabe" (2018) e o recente "Cloud – Nuvem de Vingança" (2025).

Em "A Cura", todos os ingredientes que Kurosawa aperfeiçoaria ao longo de sua carreira já estavam presentes. É a obra que revelou seu talento ao mundo e que, com sua atmosfera psicológica alinhada ao fantástico, permanece perturbadora e genial ainda hoje. Não por acaso, é apontada por muitos como a grande obra-prima de sua filmografia.

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Cine Especial: Próxima Sessão do Clube de Cinema - 'O Estrangeiro'

 Neste sábado (04/07), às 10h15 da manhã, o Clube de Cinema de Porto Alegre se reune na Cinemateca Paulo Amorim para uma sessão de O Estrangeiro, de François Ozon.

Baseado na obra homônima de Albert Camus, o filme traz uma adaptação fiel e visualmente elegante de um dos textos fundamentais do século XX. Ambientado na Argélia colonial e com uma expressiva fotografia em preto e branco, o filme preserva a atmosfera de estranhamento e ambiguidade da obra original, acompanhando um protagonista cuja indiferença diante da vida acaba colocando em xeque as convenções morais da sociedade que o julga.

Aos amantes do cinema francês, é bom lembrar que amanhã (quinta-feira, 02/07), às 19h, damos continuidade ao ciclo "Nouvelle Vague e suas influências", promovido em parecia com a Sala Redenção da UFRGS, com o filme Nas Garras do Vício, de Claude Chabrol. Após a sessão, acompanharemos os comentários da crítica e pesquisadora de cinema Fatimarlei Lunardelli. Neste ano, o ciclo participa de ação de extensão da UFRGS, de forma que oferece certificação aos participantes, possibilitando o aproveitamento de horas complementares. Inscreva-se!


Confira os detalhes da sessão:

SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: 04/07 (sábado), às 10h15 da manhã

📍 Local: Cinemateca Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

O Estrangeiro (L'étranger)

França, 2025, 112min

Direção e roteiro: Fraçois Ozon (baseado em romance de Albert Camus)

Elenco: Benjamin Voisin, Rebecca Marder, Pierre Lottin

Sinopse: Na Argélia dos anos 1930, Meursault leva uma vida marcada pela apatia e pelo distanciamento emocional. Após matar um homem em circunstâncias aparentemente banais, ele enfrenta um julgamento que ultrapassa o próprio crime, transformando sua indiferença diante da morte, do amor e das convenções sociais no verdadeiro objeto de condenação.

Sobre o Filme: François Ozon é, atualmente, um dos diretores franceses mais curiosos de se analisar de perto, justamente por sua versatilidade. Ele transita com facilidade por boas comédias, como "O Crime é Meu" (2023), e por dramas densos cujos temas soam polêmicos, como no caso de "Está Tudo Bem" (2021). "Em O Estrangeiro" (2025), o realizador prova novamente que alguns clássicos literários ainda podem — e devem — ser reaproveitados nos dias de hoje, entregando uma adaptação que é uma prova mais do que genuína desse potencial.

Adaptação da obra-prima literária do franco-argelino Albert Camus, o filme conta a história de Meursault, um homem indiferente que vive na Argélia ocupada dos anos 1930 e demonstra uma completa apatia perante a vida. Quando sua mãe morre, nenhuma emoção parece comovê-lo. Já no dia seguinte ao funeral, ele começa a se relacionar com sua colega de trabalho, Marie. No entanto, a rotina monótona de Meursault é interrompida por um vizinho que o arrasta para uma série de negociações obscuras até que, num dia quente de verão, uma tragédia ocorre na praia. 

Confira a minha crítica já publicada clicando aqui e seja sócio do Clube de Cinema. 

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (02/07/26)

 “O Convite” 

Sinopse:  Joe (Rogen) e Angela (Wilde), um casal que atravessa uma fase turbulenta no relacionamento. Durante um jantar aparentemente comum com os vizinhos do andar de cima, 

MINIONS & MONSTROS

Sinopse: Esta é a história frenética, improvável e totalmente verdadeira de como os Minions conquistaram Hollywood, se tornaram estrelas de cinema, perderam tudo, libertaram monstros no mundo e depois se uniram para tentar salvar o planeta do caos que acabaram criando.



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Cine Dica: PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS 02 A 08 DE JULHO

Documentário nacional “Anatomia do Caos” estreia junto do drama turco “Salvação” dia 2 de julho no CineBancários

O CineBancários exibe duas estreias no próximo 2 de julho: o documentário nacional “Anatomia do Caos”, às 17h, e o longa-metragem “Salvação”, Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, às 19h. Na sessão das 15h, a sala exibe o filme "Quinze Dias", de Daniel Lieff.

“Salvação”, escrito e dirigido por Emin Alper, focaliza os mecanismos por trás de um massacre motivado politicamente no núcleo de um clã na Turquia. É uma parábola perturbadora sobre o medo do outro, na qual o exílio e o retorno alimentam a divisão, a história enterrada ressurge, e um novo poder emerge ao instrumentalizar o passado e as crenças antigas.

Ambientado em uma remota vila montanhosa, "Salvação" gira em torno de um conflito desencadeado por uma disputa de terras. É inspirado em um caso real ocorrido em 2009, no qual 12 membros de uma família em uma vila na região curda da Turquia invadiram um casamento e mataram 44 pessoas, incluindo mulheres e crianças. “Foi um evento chocante para mim. Comecei a me perguntar: ‘Como pessoas podem agir coletivamente dessa maneira?’. Entendi que havia um líder incitando os perpetradores. Então me questionei: ‘Como um líder pode convencer tanta gente?’. Li as notícias, entrevistas, mas não consegui formar uma imagem satisfatória com todas essas informações. Então me vi escrevendo um roteiro que faz referência à história moderna da humanidade, que envolve massacres, genocídios e guerras”, declarou Alper à Variety. 

“Como doutor em História, vejo uma conexão clara entre essa história e o contexto mais amplo. Todos estão hoje fazendo a pergunta: ‘Para onde estão levando o mundo esses líderes [Netanyahu, Trump, Putin]?’ Essa questão se tornou repentinamente mais atual do que quando eu estava escrevendo o filme, há quatro anos”, completou o diretor. Este é o quinto longa de sua carreira.

“Salvação” também traz elementos sobrenaturais, que apontam para a tradição sufi e de maneira geral para as experiências religiosas místicas na Turquia, quase sempre atreladas aos sonhos - e sua capacidade de moldar visões de mundo em diferentes culturas. O diretor esteve na Berlinale em 2019 com “A Tale of Three Sisters”, seguido por seu filme arrebatador para Cannes em 2022, “Burning Days”. 


“Anatomia do Caos” investiga as omissões na gestão da pandemia de Covid-19


Depois de uma bem-sucedida estreia no cinema de ficção com a cinebiografia de Gal Costa (“Meu Nome É Gal”), protagonizada por Sophie Charlotte, Dandara Ferreira volta ao circuito agora com um documentário político. No dia 2 de julho, chega aos cinemas “Anatomia do Caos”, em que a cineasta baiana mostra a negligência do governo de Jair Bolsonaro na pandemia de coronavírus a partir dos trabalhos da CPI da Covid. A diretora teve acesso aos bastidores da comissão no Senado e entrevistou parlamentares no longa que pretende discutir memória e justiça no Brasil.

O filme chega aos cinemas com distribuição da Descoloniza Filmes e relembra as omissões do governo federal e da extrema-direita durante a pandemia que culminaram na morte de mais de 700 mil brasileiros. A obra traça um panorama nacional de como decisões deliberadas e a falta de respostas adequadas diante de uma emergência sanitária global moldaram o cenário de crise em todo o país, revelando registros de bastidores inéditos de senadores, documentos e investigações que expõem as falhas estruturais na condução da crise.

A gênese do projeto remonta a abril de 2021, quando a diretora decidiu ir a Brasília registrar os trabalhos da comissão em um momento de incerteza e medo. “O que me movia naquele momento era a percepção de que o país atravessava algo maior do que uma crise sanitária. Havia uma disputa brutal em torno da própria realidade”, afirma Dandara Ferreira.

Para a realizadora, a CPI da Pandemia surge no documentário como um palco trágico nacional, um teatro político onde o país encenou publicamente suas fraturas morais e seus mecanismos de apagamento. O filme explora como o discurso oficial produziu uma confusão deliberada, transformando a morte em ruído político e a ciência em inimiga. “Não se tratava apenas de negligência. Havia uma construção narrativa em curso, uma política da desinformação que transformava a morte em estatística e a dor coletiva em deboche”, pontua a cineasta, que buscou capturar o país à deriva enquanto os eventos ainda se desenrolavam em rede nacional.

“Anatomia do Caos” também confronta a impunidade dos responsáveis diretos pela condução política da crise, tratando a ausência de consequências como uma das imagens mais violentas deixadas pelo período. Segundo a diretora, o documentário não busca apenas revisitar o passado, mas questionar o presente e o que significa seguir adiante sem justiça ou responsabilização. “Esse filme nasce da necessidade pessoal de registrar esse período e da certeza de que algumas imagens precisam continuar abertas, porque elas ainda nos olham de volta”, conclui.


PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DE 2 A 8 DE JULHO


ESTREIAS:


SALVAÇÃO

Turquia/Drama/2025/117min.

Direção: Emin Alper

Sinopse: Numa aldeia remota no alto das montanhas turcas, o regresso de um clã exilado reacende uma antiga disputa de terras. Ressentimentos adormecidos ressurgem e Mesut, irmão do líder local, é acometido por visões perturbadoras que acredita serem avisos divinos. À medida que as convicções religiosas, as lutas pelo poder e as tensões aumentam na comunidade, eles seguirão para a tragédia ou para a salvação? Ganhador do Urso de Prata no Festival de Berlim 2026.

Elenco: Caner Cindoruk, Berkay Ateş, Feyyaz Duman



ANATOMIA DO CAOS

Brasil/ Documentário/89min.

Direção: Dandara Ferreira

Sinopse: Com acesso inédito ao Senado, o filme acompanha por dentro a trajetória da CPI da Covid-19 e transforma esse registro em um retrato de um dos períodos mais marcantes e difíceis da nossa história recente.



EM CARTAZ:

APENAS COISAS BOAS

Brasil/Drama/2025/104’

Direção: Daniel Nolasco

Sinopse: Catalão, interior de Goiás, 1984. A região rural da Batalha dos Neves é formada por grandes pastos de lavoura, algumas poucas fazendas e dividida ao meio pelo rio São Marcos. Antonio vive sozinho e isolado cuidando dos afazeres de sua pequena fazenda até o dia em que seu destino cruza com o de Marcelo, um motoqueiro solitário que sofre um acidente atravessando a região. Antonio cuida das feridas de Marcelo. Os dois se apaixonam e vivem uma história que transforma, desestabiliza e provoca rupturas em cada um deles.

Elenco: Lucas Drummond, Fernando Libonati, Liev Carlos, Renata Carvalho, Igor Leoni, Guilherme Théo, Norval Berbari, Lizz Miranda, Brenda Oliveira



HORÁRIOS DE 02 A 08 DE JULHO

(não há sessões nas segundas)

15h: APENAS COISAS BOAS

17h: ANATOMIA DO CAOS

19h: SALVAÇÃO


Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.


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