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Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Cine Especial: Próximo Cine Debate – 'Meu Nome É Agneta'

Sinopse: Ansiosa por um recomeço e desempregada, Agneta aceita trabalhar como au pair na Provença. Uma mudança de cenário muito bem-vinda, mas que é acompanhada por um despertar inesperado.

Sempre que se fala sobre cinema sueco, logo me vêm à mente os filmes de Ingmar Bergman. Porém, têm surgido por lá cada vez mais cineastas que chamam a atenção ao redor do mundo, surpreendendo inclusive em outros gêneros. 'Meu Nome é Agneta' (2026) parece um "estranho no ninho" em relação ao país de Bergman, mas demonstra que, sim, até por lá se pode fazer uma boa comédia.

Dirigido por Johanna Runevad, o longa conta a história de Agneta, uma mulher beirando os cinquenta anos que está cansada da vida de casada e da monotonia do seu dia a dia. Certo dia, ela aceita uma vaga em Provença, na França, para cuidar de alguém que imaginava ser um menino, quando na verdade se trata de um senhor de idade cheio de histórias para contar. Não demora muito para que ambos compartilhem suas vivências e se ajudem mutuamente.

A comédia é baseada no livro homônimo de Emma Hamberg, um grande sucesso de vendas e crítica na Suécia. Por conta disso, era questão de lógica que a obra fosse logo adaptada. O resultado é um filme dinâmico, onde os personagens se apresentam de um jeito, mas vão se "descascando" no decorrer da trama, revelando suas verdadeiras essências. Agneta, por exemplo, é uma pessoa cheia de energia, que começa a se libertar na medida em que seu novo amigo lhe apresenta um mundo até então desconhecido.

Eva Melander se sai muito bem em uma personagem cômica, transitando entre um olhar de curiosidade em relação ao novo mundo e a revelação de uma faceta de si mesma que estava adormecida. Já Claes Månsson demonstra classe, desenvoltura e, ao mesmo tempo, transmite uma doçura incomum através de um personagem cujo passado possui diversas camadas a serem reveladas conforme a trama avança. A química entre os dois é o coração pulsante da história, fazendo com que a gente os acompanhe fascinado do início ao fim do conto.

Em tempos de comédias escassas e sem criatividade, o filme encontra o seu humor através de personagens humanos, falhos e ricos em conteúdo. E quando achamos que tudo poderia terminar em uma tragédia grega, o roteiro nos prega uma peça — tanto em nós, espectadores, quanto nos próprios protagonistas. Ao final, Agneta se vê livre e sem rumo, mas com a plena consciência de que o seu passado nublado não terá mais retorno.

'Meu Nome É Agneta' é uma divertida comédia sueca cuja lição de vida nos soa universal e muito bem-vinda.


Onde Assistir: Netflix. 

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