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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Cine Dica: Cinesemana de 16 a 22 de abril de 2026

A cinesemana de 16 a 22 de abril destaca a estreia de O ESTRANGEIRO, novo filme do diretor francês François Ozon e que traz uma adaptação do cultuado romance de Albert Camus. A semana também dá sequência à programação do Fantaspoa, o festival dedicado ao gênero fantástico e que traz dezenas de filmes inéditos de cinematografias do mundo todo.

Confira a programação completa da cinemateca no site oficial clicando aqui. 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Cine Dica: Em Cartaz – 'A Graça'

Sinopse: Um presidente italiano viúvo enfrenta crises morais sobre a legislação da eutanásia e o indulto a assassinos, enquanto lida com a infidelidade da falecida esposa em seus últimos meses de mandato.

Quando "A Grande Beleza" (2013) levou o Oscar de Melhor Filme Internacional, muitos começaram a apontar o diretor italiano Paolo Sorrentino como um novo Federico Fellini. Embora, em um primeiro momento, a comparação soe exagerada, por outro lado, é preciso reconhecer que o realizador constrói tramas reflexivas e alinhadas com a cultura pop contemporânea. "A Graça" (2025) é um caso curioso em que a seriedade da história transita entre pitadas de humor que surgem na surdina.

Na trama, acompanhamos os últimos dias do presidente italiano Mariano De Santis (Toni Servillo). Viúvo e católico, ele tem uma filha chamada Dorotea, que trabalha como orientadora para o pai. No decorrer do tempo, o presidente precisa decidir sobre dois indultos, ao mesmo tempo em que tem de enfrentar as dores do passado.

Paolo Sorrentino segue a mesma cartilha que havia sido usada no seu grande sucesso, A Grande Beleza. Se naquele filme víamos o protagonista sendo apresentado em um número musical, aqui o personagem nos é revelado através de músicas que não parecem condizer com a sua personalidade, mas que atraem o olhar curioso de quem assiste. Além disso, é surpreendente o que o realizador faz com a câmera quando o assunto é o uso do slow motion.

Se Zack Snyder usou esse artifício até saturá-lo nos filmes de super-heróis, aqui Sorrentino procura usá-lo nos momentos mais banais, mas que, ao mesmo tempo, têm algo a dizer. Na cena, por exemplo, em que o protagonista aguarda a chegada de um grande aliado, nota-se cada detalhe deste último sendo apresentado, mas sendo sucumbido por uma tempestade repentina, onde vemos cada gota de água cair sobre ele. Se, por um lado, isso pode parecer gratuito, por outro, há de se analisar que possa ser uma representação do olhar daqueles que testemunham aquele momento, gerando certa aflição, para dizer o mínimo.

Apesar de a visão autoral do diretor chamar bastante atenção, é preciso reconhecer que o filme é carregado nas costas pelo ator Toni Servillo. "Queridinho" do cineasta em sete de suas obras, o ator constrói um político que busca a lógica ao lado do viés emocional e conservador que molda o seu governo, tendo que analisar com cuidado as suas decisões ao longo do percurso. Ao mesmo tempo, o seu conflito ao não saber quem foi o amante de sua falecida esposa gera momentos tanto tensos quanto de um humor refinado, algo raro de se ver hoje em dia.

Curiosamente, talvez esse seja o ponto em que o filme vá dividir a opinião do público, principalmente daqueles que apontam que o longa teria sido feito para agradar a todos a todo custo. Ao meu ver, o filme toca em assuntos espinhosos quando o tema é política, mas, ao mesmo tempo, faz um convite para acompanharmos um protagonista digno de nota, cujo maior inimigo é ele mesmo, enquanto se sente assombrado pelas dores vindas do passado. Quando ele esboça um único sorriso durante o filme todo, é então que nos damos conta de que a sua redenção finalmente foi obtida.

"A Graça" é um filme elegante, dramático e bem-humorado de Paolo Sorrentino, mesmo não sendo o "novo Federico Fellini", como muitos dizem.


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Cine Dica: Newsletter FANTASPOA de 16 a 22 de abril de 2026

 Segunda semana de Fantaspoa na Cinemateca Capitólio tem como destaque o já tradicional Madrugadão

Depois de uma primeira semana bastante movimentada, com a presença de convidados de diferentes países e um público de mais de 1.500 espectadores, a partir de quinta-feira, 16 de abril, a Cinemateca Capitólio entra na segunda semana de programação da 22ª edição do Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre – FANTASPOA, um dos eventos mais importantes do gênero na América Latina.

Realizado anualmente em Porto Alegre desde 2005, o Fantaspoa consolidou-se como o maior festival da região dedicado exclusivamente ao cinema fantástico, reunindo produções de fantasia, ficção científica, horror e thriller. Nesta 22ª edição, que ocorre entre 8 a 26 de abril de 2026 em diversos espaços culturais da cidade, o festival apresenta uma programação robusta com 210 filmes, entre curtas e longas-metragens, a grande maioria inédita no Brasil.

Nesta segunda semana, o público poderá acompanhar uma intensa agenda com cinco sessões diárias, e no sábado, 18 de abril, a atração é o sempre muito aguardado Madrugadão Fantaspoa, com uma maratona de quatro filmes, com início às 23h.

Confira a programação completa no site oficial clicando aqui. 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema e Fantaspoa – 'Virtuosas'

Sinopse: Acompanha um retiro VIP para mulheres cristãs em busca da "melhor versão" de sua feminilidade. Liderado pela coach Virgínia (Bruna Linzmeyer), o grupo mergulha em um cenário de controle e isolamento, onde a busca pela perfeição se torna uma perigosa descida à loucura.

Em tempos atuais, nos quais os assuntos sobre política e religião estão cada vez mais acalorados em território brasileiro, é sempre interessante ver o cinema nacional explorar esses temas. Ao mesmo tempo, assim como ocorre em outros países, o nosso cinema tem explorado cada vez mais o horror psicológico em detrimento do tradicional, pois o mundo real parece estar se tornando mais assustador do que qualquer ficção. "Virtuosas" (2025) é aquele caso de filme pequeno em escopo, porém grande em impacto, que retrata uma história situada em um único cenário, mas que sintetiza o que o país está vivendo.

Dirigido por Cíntia Domit Bittar, a trama acompanha um grupo de mulheres cristãs selecionadas por sorteio para participarem de uma imersão exclusiva com o objetivo de "aumentar a feminilidade", explorando a ótica das coaches de comportamento. O que algumas não sabem é que esse isolamento se transformará em um verdadeiro inferno.

Nesta era em que a Geração Z cria influenciadores virtuais a todo momento, é curioso notar como isso se tornou banal; há um surgimento constante desse tipo de celebridade, embora muitas sejam esquecidas rapidamente. Ao fazer um retrato dessa mania atual, Cíntia Domit Bittar nos revela o lado falso e hipócrita desse universo, principalmente vindo daqueles que pregam "bons costumes" através de passagens bíblicas usadas como mera cortina de fumaça. Qualquer semelhança com a nossa realidade pré-eleições não é mera coincidência.

Com um orçamento enxuto, a diretora usa a criatividade para transmitir uma sensação claustrofóbica através do cenário principal, que aos poucos se revela um ambiente estranho. Com a câmera sempre em movimento, vemos quase sempre algo acontecendo em primeiro plano, enquanto detalhes ao fundo nos deixam apreensivos — algo semelhante ao que foi visto no já clássico "Hereditário"(2018), guardadas as devidas proporções.

Verdade seja dita, a câmera torna-se uma extensão do nosso olhar, adentrando aquele ambiente e fazendo-nos sentir impotentes perante os eventos orquestrados pela personagem Virgínia. Ela usa seu talento de persuasão para manipular o grupo de acordo com seus desejos. Bruna Linzmeyer nos brinda com uma atuação assombrosa; seu olhar de controle e fúria contida sintetiza um ser ambicioso que instrumentaliza a religião em benefício próprio.

Transitando entre crendices e lógica, o filme é um retrato de uma parcela de um Brasil "zumbificado", seja pela palavra de falsos profetas, de líderes políticos ou de influenciadores que se dizem detentores da verdade. Por conta disso, o longa termina de forma abrupta, deixando-nos a refletir sobre as consequências do descontrole no ato final. Ao meu ver, o final em aberto nada mais é do que o reflexo de um Brasil cujo futuro se encontra indefinido neste momento.

"Virtuosas" é um horror psicológico fictício, mas não muito distante do cenário atual brasileiro.


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Cine Dica: Sala Redenção participa do 22º Fantaspoa



Até dia 24 de abril, o cinema da UFRGS recebe parte da programação do 22º Fantaspoa, o Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, um dos eventos mais importantes do gênero na América Latina. São três sessões diárias de curtas-metragens, a maioria inédita no Brasil. A exibição desta segunda-feira, dia 13, às 19h, é seguida de conversa com representantes dos filmes apresentados. A entrada é franca, sem retirada de ingressos.

Confira a programação completa no site oficial clicando aqui.  

domingo, 12 de abril de 2026

Cine Dica: Próxima Atração do Cine Clube Torres - "Livros Restantes"

 O próximo filme do ciclo Ler do Cineclube Torres é o brasileiro "Livros Restantes" de Márcia Paraiso, na segunda-feira, dia 13, às 20h

O ciclo do mês dedicado à leitura continua na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo sempre com entrada franca. Ana Catarina, professora de literatura, está de mudança para Portugal. Ela consegue doar quase todos os seus livros, menos cinco, os mais especiais, com dedicatórias, cheiros e marcas, que ela decide devolvê-los para quem a presenteou. É mais um delicado filme da carioca, mas catarinense de adoção, Márcia Paraiso, que após anos de documentários de caráter etnográfico, abordando questões sociais, ambientais e culturais, desde 2017 se dedica, com sucesso de critica, à ficção.

"O filme dá vontade de ler. Dá vontade de revisitar os livros que foram importantes na nossa vida e lembrar das pessoas que estavam por trás deles, do momento em que os lemos. Os livros são um pano de fundo da nossa existência" (Denise Fraga, que interpreta a protagonista do filme). A sessão será realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na rua Pedro Cincinato Borges 420, contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres. Entrada franca até a lotação do espaço.

O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Biblioteca Comunitária no Mapa da Cultura, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.

Apoio cultural, Livraria Superlivros!


Serviço:

O que: Exibição do filme "Livros Restantes" (2025) de Márcia Paraiso - Brasil

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, 13/4, às 20h

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).


Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur


CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Cine Especial: Revisitando 'BER-HUR'

Ao longo dos seus mais de cem anos de existência o cinema sempre foi ameaçado de extinção antes mesmo do advento da tv nos lares da população. Charles Chaplin certa vez disse que quando o cinema começou a ter som uma parte significativa havia sido morta e dando um passo adiante para que essa arte fosse extinta. A evolução tecnológica pode até trazer algum benefício, mas talvez nem tudo seja flores quando a magia se encontrava no que já estava perfeito.

Com o surgimento da tv foi então que o cinema corria risco real, principalmente no início dos anos cinquenta onde os principais estúdios viam o futuro como algo nebuloso. Coube então alguns avanços para atrair a grande massa de volta às salas, como no caso do surgimento do CinemaScope que foi um revolucionário processo de filmagem anamórfica criado pela 20th Century Fox em 1953 e que expandiu a tela do cinema até então de uma forma inédita. Foi graças ao épico "O Manto Sagrado" (1953) que essa nova tecnologia surpreendeu o público e provou que grandes espetáculos visuais não poderiam ser apreciados em sua total magnitude em uma caixa pequena dentro de casa.

Vale salientar que foi graças aos épicos romanos dos anos cinquenta que o cinema obteve novo sangue para atrair as pessoas de volta às salas. Em 1956  a Paramount lançou o magistral "Os Dez Mandamentos", sendo considerado a versão definitiva sobre a história de Moisés e se tornando a última e grande obra do diretor e produtor  Cecil B. DeMille. Porém, o melhor e mais arriscado projeto estava ainda por vir.

Baseado na obra de Lew Wallace, o livro "Ben-Hur" de 1880 já havia sido adaptado para o cinema no ano de 1925 pelo diretor  Fred Niblo e se tornando um verdadeiro clássico para a época. A ideia de levar o conto novamente as telas acontecia desde o início da década de cinquenta, principalmente pelo fato que o gênero épico estava fazendo um enorme sucesso a partir de títulos como "Quo Vadis?". Porém, o projeto não era somente uma forma para obter sucesso, como também a última cartada do estúdio MGM.

Na época, o estúdio do leão estava quase decretando falência e por conta disso apostou todas as suas fichas nesse épico que poderia dar muito certo, ou muito errado. Coube ao diretor  William Wyler comandar a empreitada, sendo que o mesmo já havia sido o responsável por grandes clássicos como "Morro dos Ventos Uivantes" (1939) e "Os Melhores Anos de Nossas Vidas" (1946). Com um orçamento de R$ 15 milhões, sendo astronômico para aquele periodo, o épico foi rodado nos estúdios da Cinecittà, em Roma, Itália, sendo que as  filmagens também incluíram locações em Arcinazzo, perto de Roma, e cenas de batalha naval em tanques do estúdio, com algumas miniaturas feitas em Culver City, EUA.

Para o papel principal os realizadores acertaram em cheio ao escolher Charlton Heston, sendo que na época já era apontado como favorito para estrelar filmes épicos como o já citado "Os Dez Mandamentos". Com uma presença forte, o intérprete carrega o filme nas costas em cenas impactantes, seja nos elementos dramáticos envolvendo a sua família, como também nas cenas de ação que exigiu o seu porte físico. Não é à toa que o astro viria a ganhar o seu único Oscar por esse papel.

Em contrapartida, Stephen Boyd foi outra escolha perfeita para a produção, ao interpretar o líder Romano Messala, que trai Ben-Hur e condena a prisão perpétua ele e a sua família. O intérprete constrói para si um vilão de diversas camadas a serem analisadas, principalmente pelo fato do intérprete construir uma aura ambígua com relação aos reais sentimentos de Messala a Ben-Hur, sendo que originalmente ambos teriam um caso homosexual, mas que para os padrões conservadores da época seria algo impossível de ocorrer. Porém, graças a sua atuação sugestiva, isso acabou sendo perceptível para o cinéfilo de olhar mais atento da época.

Há de se destacar outros intérpretes da produção como Jack Hawkins, Haya Harareet, Martha Scott, Cathy O'Donnell e Hugh Griffith. Esse último, por sua vez, interpreta Inderius, dono dos cavalos de corrida que Ben-Hur usaria na corrida de bigas. Com uma expressão forte e presença marcante, o intérprete teve poucos momentos em cena, mas sendo o suficiente para conquistar o público e conquistar o seu merecido prêmio de ator coadjuvante no Oscar. O seu personagem por sua vez é peça principal para que Ben-Hur possa participar de um dos momentos mais marcantes do filme como um todo.

A famosa corrida de bigas levou cerca de cinco semanas para ser filmada, com as filmagens distribuídas ao longo de três meses. A sequência épica, realizada nos Cinecittà Studios em Roma, envolveu milhares de figurantes e mais de 320 km de corrida acumulada. A cena custou US$ 1 milhão e utilizou mais de 70 cavalos e a  equipe de segunda unidade, liderada por Yakima Canutt e Marton, foi a principal responsável por treinar os cavalos e filmar a sequência.

Tudo isso culminando em 11 minutos de pura tensão e adrenalina pura, onde vemos realmente cavalos correndo com toda a sua grandeza e os intérpretes principais quase não sendo substituídos por dublês. O resultado é de um realismo até então jamais visto, onde Charlton Heston quase morreu em uma queda, sendo que muitos cavalos também se machucaram seriamente, mas tudo foi mantido para ser levado às telas do cinema. O resultado não é só um dos melhores como a melhor cena de ação de todos os tempos.

Contudo, o filme é pertencente a uma época em que a igreja tinha um papel fortíssimo em meio a sociedade e isso é sentido quando assistimos aos títulos da época. Os épicos bíblicos surgiram através desta  tendências e "Ben-Hur" vem carregado de mensagens de fé, principalmente pelo fato de Jesus Cristo ter um papel crucial dentro da trama. Vale destacar que o ator Claude Heater que interpreta o Messias aparece quase sempre de costas, pois o diretor William Wyler decidiu que seria mais poderoso mostrar a reação das pessoas ao olhar para Jesus do que mostrar o rosto de um ator.

Lançado em 18 de novembro de 1959 nos Estados Unidos, "Ben-Hur" acabou se tornando um verdadeiro sucesso de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 74 milhões de dólares e salvando a MGM da falência. O filme também foi colecionando diversos prêmios na carreira e ao chegar na cerimônia do Oscar acabou levando 11 estatuetas, incluindo melhor filme e melhor diretor e se tornando um recordista para a época. Feito somente repetido vários anos depois a partir de títulos como "Titanic" (1997) e "O Senhor Dos Anéis - O Retorno do Rei" (2003), sendo que ambos obtiveram também 11 Oscars no total.

Revisitando o filme atualmente no cinema percebo que é um tipo de superprodução que quase não se faz hoje em dia, já que os estúdios se encontram presos por demais pelo CGI e limitando um maior realismo em cena. Contudo, após sucessos como "Top Gun: Maverick" (2023) percebo que o  grande público tem um interesse maior pelo realismo, onde se sente o peso das cenas e fazendo com que a gente se sinta dentro da história. O clássico de 1959 foi isso e muito mais e por isso merece ser conferido em uma grande tela.

"BEN-HUR" é sem sombra de dúvida um dos maiores épicos da história do cinema, ao nos brindar com a melhor cena de ação da história e que nenhum filme atual consegue superar em hipótese alguma.  


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