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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Cine Dica: Em Cartaz: O Chamado 3





Sinopse:Julia (Matilda Anna Ingrid Lutz) fica preocupada quando seu namorado, Holt (Alex Roe), começa a explorar a lenda urbana sobre um vídeo misterioso. Lenda esta que diz que quem assiste morre depois de sete dias. Ela se sacrifica para salvar seu namorado e acaba fazendo uma descoberta terrível: há um "filme dentro do filme" que ninguém nunca viu antes.
O início do século 21 começou com a invasão do cinema de terror japonês que, por sua vez, gerou refilmagens americanas. Nos primeiros anos se tornou comum ver filmes desse gênero, cuja imagem de uma menina de cabelos pretos e assustadores eram a verdadeira pepita de ouro e o primeiro O Chamado foi o divisor de águas dessa tendência. Embora a fórmula tenha se esgotado nos últimos anos, os engravatados tentam novamente trazer Samara Morgan a vida para dar lucro, mas o que vemos em O Chamado 3 é apenas uma imagem pálida de uma ideia original e alinhada com clichês batidos.
Não que eu desmereça a tentativa de revitalizar uma ou outra franquia, pois elas existem no cinema para dar lucro aos estúdios para se manterem em pé, mas ao mesmo tempo, precisam captar o momento exato de quando se precisa parar. O primeiro Chamado tinha uma trama simples, da qual se você visse imagens de uma fita de vídeo, você teria somente mais sete dias de vida. É a típica premissa que não há como explorá-la mais do que no primeiro capitulo, mas que mesmo assim, resulta em sequências que mais parecem uma reprise.   
Em O Chamado 3, a ideia das imagens do vídeo agora serem compartilhadas via internet até que soa interessante, mas logo se perder em situações repetidas, momentos dos quais já sabemos o que irá acontecer e tão pouco a gente se importando com o destino dos personagens que surgem na tela. O casal principal, interpretado pelos atores Matilda Lutz e Alex Roe até que se esforçam em cena, mas que em muitos momentos a relação dos dois soa artificial demais e comprometendo o resultado final. Só o que se salva é Vincent D'Onofrio em cena, cujo seu personagem possui uma presença enigmática, mas que não é o suficiente para salvar o filme como um todo.
O Chamado 3 é só mais um exemplo de filmes sequências que deveria ficar só no papel, mas que somente existem porque o dinheiro fala mais alto em Hollywood.





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Cine Curiosidade: Cinemas somente em shopping Center?



Infelizmente eu percebo que o público em geral que frequenta cinema acredita que as salas só existem em centros comerciais, ou seja, nos grandes shoppings Center. Porém, eu sempre tento acender uma luz e guiar essas pessoas pelo túnel, para que eles possam descobrir cinemas com mais opções alternativas, com horários diversificados e valores convidativos.  Isso tudo me veio a tona quando eu li uma opinião de uma leitora publicada no Jornal do Comércio desta semana e que fiz questão de  responder no outro dia.
Confira abaixo:  


 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Cine Dica: Em Cartaz: Estrelas Além do Tempo

Sinopse:Três mulheres negras se destacam no trabalho matemático. Elas são contratadas pela NASA durante a corrida espacial entre Estados Unidos e Rússia. A missão delas é criar um programa tecnológico para fazer do astronauta John Glenn ser o primeiro a entrar em órbita.



A guerra fria, por vezes, mais parecia uma disputa entre egos governamentais do que uma guerra silenciosa e da qual poderia explodir a qualquer momento. Quando os russos conseguiram colocar o seu primeiro homem em orbita, imediatamente nasceu uma corrida desenfreada do governo norte americano em conseguir obter tal feito e chegar à frente deles para a conquista da lua. O que muitos não sabem é que surgiram muitos gênios a frente daquele tempo, que ajudaram o país a conseguir tal feito e Estrelas Além do tempo explora algum desses personagens obscuros da história.
Dirigido por Theodore Melfi (Um Santo Vizinho) acompanhamos a trajetória de três grandes amigas que, por serem gênios da matemática, são contratadas para trabalharem na NASA. Ao chegarem lá, cada uma tem a tarefa de ajudar nos cálculos, nos trabalhos dos computadores e para assim o obter o melhor resultado para ajudar os astronautas dentro dos foguetes quando fossem lançados. Porém, por serem negras, acabam sofrendo um grande preconceito entre os seus colegas, numa época em que os EUA ainda eram divididos devido ao preconceito.
Mais do que uma reconstituição dos fatos ocorridos, o roteiristas aproveitaram ao máximo para explorar como era aquela sociedade dividida naquele período, onde bebedouros, banheiros, restaurantes, por exemplo, eram divididos para que os brancos ficassem de um lado e os negros do outro. Se muitos reclamam que ainda há muita intolerância hoje em dia, é porque desconhece um pouco da história e o filme, mesmo em menor grau, obtém um retrato preciso sobre certos absurdos que eram impostos naquele tempo. Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe) são exemplos de muitas pessoas que sofreram preconceito na época, mas que lutaram a todo custo para obterem um lugar ao sol, mesmo quando as leis as faziam tomarem direções para contornar certos obstáculos. 
Uma vez as três em meio ao poderio branco, cada uma exerce uma função da qual faz com que os seus superiores prestem atenção em cada uma delas. Katherine Johnson (Taraji P. Henson), por exemplo, possuía uma mente muito a frente do seu tempo e não demoraria que os seus dons da matemática chamassem atenção do seu superior Al Harrison (Kevin Costner), sendo que esse último vive obcecado em poder ajudar o governo em conseguir enviar um americano ao espaço. É curioso observar que, por mais que seja talentoso, o ator Costner sempre interpreta o mesmo tipo de personagem desde o tempo de JFK, mas que nos fascina, mesmo numa atuação que soe mais do mesmo.
O ato final reserva momentos emocionantes, principalmente pelo fato que o grande feito da NASA ter conseguido enviar um homem ao espaço, não foi vindo de uma façanha feita por apenas um, mas por inúmeras pessoas que decidiram se unir, seguir em frente e que decidiram colocar de lado o preconceito tão atrasado e dispensável. Embora os momentos finais sejam um tanto que previsíveis, a sua mensagem positiva sobre a união das raças ecoa em nosso presente como aviso, para que não ajam muros, mas sim paz entre todos os povos.
Estrelas Além do Tempo é um retrato de eventos pouco divulgados para o grande público, mas que nunca é tarde para descobrirmos a verdadeira história que há muito tempo estava escondida. 



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Cine Dica: Purple Rain, Sinfonia de Paris, Sweeney Todd na Sala Multimídia

TIM BURTON, PRINCE E VINCENTE MINNELLI GANHAM DESTAQUE NA PROGRAMAÇÃO DE MUSICAIS DA SALA MULTIMÍDIA DA CINEMATECA CAPITÓLIO
 A pedido do público, os clássicos musicais seguem em exibição na Sala Multimídia (3º andar) da Cinemateca Capitólio. Entre as novidades, o cultuado musical de Prince, Purple Rain, e o contemporâneo Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet do mestre Tim Burton. Clássicos de James Whale, Vincente Minnelli, Stanley Donen e Bob Fosse seguem em exibição até o dia 12 de fevereiro. O valor único do ingresso para cada sessão é R$ 5,00. A lotação da Sala Multimídia é de 22 lugares. Exibições digitais.


GRADE DE PROGRAMAÇÃO

Rua 42
(42nd Street, 1933, 89 minutos)
Direção: Lloyd Bacon

Quando a estrela de um musical da Broadway cai enferma, uma das meninas do coro é escolhida para substitui-la. Os números musicais idealizados pelo diretor e o genial coreógrafo Busby Berkeley, como o de "Shuffle off to Buffalo", de grande complexidade cênica, convertem a tela prateada numa espécie de caleidoscópio de figuras humanas, o que fez deste filme um dos maiores clássicos dos musicais americanos de todos os tempos. Maravilhoso e exótico.

Magnólia – O Barco das Ilusões
(Show Boat, 1936, 113 minutos)
Direção: James Whale

Num barco de espetáculos teatrais que desce o Mississippi, surgem problemas quando a filha do dono apaixona-se por ator e jogador. Paralelamente, mulata que esconde sua origem tem problemas com a lei racista. Exibição em DVD.

Sinfonia de Paris
(An American in Paris, 1951, 113 minutos)
Direção: Vincente Minnelli

Kelly vive um ex-militar que ama Paris e ama - ainda mais - uma atraente (mas comprometida) atendente de uma loja de perfumes (Leslie Caron em seu primeiro filme). As seqüências de dança giram em torno das canções de Gershwin, acentuando a perseguição romântica de Kelly. E o ballet final com 17 minutos de duração - combinando a música-tema, cenários impressionistas e o talento único de Kelly para contar uma música através da dança - lançam esse vencedor de seis Oscar (incluindo Melhor Filme) à imortalidade. Exibição em blu-ray.

Cantando na Chuva
(Singin' in the Rain, 1952, 104 minutos)
Direção: Stanley Donen, Gene Kelly

Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são dois dos astros mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood. Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas inclusive apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, o que não existe na realidade. Mas uma novidade no mundo do cinema chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama: o cinema falado, que logo se torna a nova moda entre os espectadores. Decidido a produzir um filme falado com o casal mais famoso do momento, Don e Lina precisam entretanto superar as dificuldades do novo método de se fazer cinema, para conseguir manter a fama conquistada. Exibição em DVD.

Num Dia Claro de Verão
(On a Clear Day You Can See Forever, 1970, 129 minutos)
Direção: Vincente Minnelli

Daisy Gamble é uma fumante compulsiva desesperada para largar o vício. Ela encontra o tratamento perfeito com o Dr. Marc Chabot, um psiquiatra que usa a hipnose. Mas quando entra em transe, Daisy retorna a vidas passadas e assume diferentes personalidades – incluindo “Melinda”, uma perua inglesa do século 19. A participação de Bob Newhart e Jack Nicholson aumentam ainda mais a diversão nesta sensacional comédia romântica. Exibição em DVD.

Cabaret
(1972, 122 minutos)
Direção: Bob Fosse

Berlim no início da década de 30. O nazismo ascendia em velocidade impressionante, mas a grande maioria das pessoas ainda não tinha noção do terrível poder que aquela força política teria num futuro bem próximo. Exibição em DVD.

The Rocky Horror Picture Show
(1975, 100 minutos)
Direção: Jim Sharman

The Rocky Horror Picture Show conta a história de Brad e Janet, um casal comum e sem muitos atrativos. Eles noivaram e estão indo contar a novidade para o homem que os apresentou, Dr. Everett Von Scott. No percurso, o pneu de seu carro fura e eles precisam ir até um castelo na beira da estrada para pedir ajuda. Lá são recepcionados pelo faz-tudo Riff Raff e pela empregada doméstica Magenta. Porém, o castelo pertence a um cientista chamado Frank-N-Furter que está dando uma festa para apresentar sua mais nova criação, Rocky, uma criatura que é mais músculos do que cérebro. A história é narrada pelo Criminologista, um especialista no caso. Exibição em DVD.

Hair
(1979, 120 minutos)
Direção: Milos Forman

Um dia antes de alistar-se à Guerra do Vietnã, um jovem do interior faz amizade com um grupo de hippies urbanos que, dentre outras coisas, tentam lhe convencer sobre a inutilidade da guerra e o ajudam a conquistar uma moça da classe alta, pela qual se apaixonou. Exibição em DVD.

Purple Rain
(1984, 111 minutos)
Direção: Albert Magnoli

Pegue uma história divertida, adicione uma trilha sonora com uma das mais quentes bandas de rock do mundo e a presença marcante do mega-star Prince. O resultado é o que a revista Rolling Stone afirmou: "Purple Rain é o mais eficiente e divertido filme sobre Rock 'n' Roll já produzido". Exibição em DVD.


Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
(Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, 2007, 117 minutos)
Direção: Tim Burton

Benjamin Barker (Johnny Depp) passou 15 anos afastado de Londres, após ser obrigado a deixar sua esposa e sua filha. Ele retorna à cidade, ávido por vingança, agora usando a alcunha de Sweeney Todd. Exibição em DVD.

GRADE DE HORÁRIOS
7 a 12 de fevereiro de 2017

7 de fevereiro (terça)
16h – Magnólia – O Barco das Ilusões
19h – Sinfonia de Paris

8 de fevereiro (quarta)
16h – The Rocky Horror Picture Show
19h – Rua 42

9 de fevereiro (quinta)
16h – Cabaret
19h – Num Dia Claro de Verão

10 de fevereiro (sexta)
16h – Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
19h – Purple Rain

11 de fevereiro (sábado)
16h – Sinfonia de Paris
19h – Cantando na Chuva

12 de fevereiro (domingo)
16h – Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
19h – Hair


A Cinemateca Capitólio é um equipamento da Secretaria da Cultura de Porto Alegre. O projeto de restauração e de ocupação da Cinemateca Capitólio foi patrocinado pela Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e Ministério da Cultura. O projeto também contou com recursos daPrefeitura de Porto Alegre, proprietária do prédio, e realização da Fundação CinemaRS –FUNDACINE.