Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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Sinopse: Acompanhamos um recorte da vida do ator Johnny Marco (Stephen Dorff): famoso, rico, separado e sem nenhuma perspectiva do que fazer na vida, Johnny não tem nada para fazer para passar seus dias: entre ficar sentado no sofá olhando para frente e comparecer aos compromissos do trabalho, Johnny dorme com mulheres desconhecidas que se oferecem para ele por ser famoso. Sua vida se resume a simplesmente isso. Até o dia em que precisa ficar com sua filha Cloe.
Não, não espere uma reviravolta. O filme não tem nenhuma. Não espere a filha traumatizada pelo divórcio dos pais dando lição de moral no pai, não há nada assim. Não espere situações embaraçosas envolvendo o estilo de vida do pai perante a filha, até tem, mas de maneira bem sutil e sem estardalhaços.
O filme divide: alguns adoram e outros acham ruim por ser muito parado. Eu gostei! O filme tem cenas longas, poucos diálogos e os que tem, são curtos. A edição é lenta, não tem cenas cortadas de um ângulo para o outro. Nada que passe ação! Tudo para demonstrar o vazio da vida de Johnny.
A filha de Johnny é Cleo (Elle Fanning), uma jovem de 11 anos inteligente e com a vida típica de uma menina de classe alta: estuda, faz um monte de esportes, estuda, vai para acampamentos e tem pais divorciados. É sua presença que faz Johnny questionar o seu vazio e mostra que existe algo que de sentido à sua vida. Isso é demonstrado por pequenas atitudes de Johnny e poucas falas. Não há nenhum discurso redentor.
Gostei de ver o ator Stephen Dorff em um papel principal em um bom filme. Ele está sempre relegado a filmes ruins e papéis pequenos em bons filmes (como em Inimigo público).O filme de Sofia Coppola é assim: lento, parado, sutil e delicado. Para alguns, pode ser cansativo. Para outros, apenas um pedaço da vida de uma pessoa: sem efeitos especiais, sem mudanças drásticas, sem lições de moral.
Sinopse: Com Vanessa Giacomo no elenco, o cantor e compositor Oswaldo Montenegro lança novo longa. "Solidões" vai do riso ao drama, do musical ao documentário, da comédia romântica à sátira cruel, em questão de segundos, sempre com a solidão focalizada com humor e emoção em todos os seus aspectos. O roteiro, a direção e a trilha são assinadas pelo artista.
Em seu segundo longa metragem (o primeiro foi“Léo e Bia") Osvaldo Montenegro explora várias facetas da solidão, que aliás, esta presente em algumas de suas musicas. Em pouco mais de uma hora e meia de projeção, somos pegos a uma enorme teia de eventos, de inúmeros personagens, onde o principal tema é a solidão desses seres: o homem (Pedro Nercessian) que encontra uma versão sua vinda de uma realidade alternativa. Uma garota (Vanessa Giácomo) que tem amnésia após (segundo ela) ter tido um ataque de raiva. Um garçom (Eduardo Canto) que coleciona frases e compartilha com uma solitária no bar (Kamila Pistori). Musico cheio de talento tentando a sorte o quanto pode na cidade carioca e dentre outras historias.
O roteiro feito pelo próprio cantor, usa inúmeras metáforas para se discutir os inúmeros significados sobre a solidão. Algumas acertam ao adicionar uma grande dose de profundidade e que fazem o espectador se emocionar, principalmente na participação de figuras ilustres do nosso país, como o nosso velho palhaço Cocada. Claro que nem todas as passagens onde se procura o significado da solidão ou sobre o que é solitário na vida, acaba meio que soando forçado demais. Bom exemplo disso é quando o personagem de Pedro Nercessian conversando com sua contra parte, cita inúmeras coisas que são solitárias, mas que por vezes não faz muito sentido.
Em contra partida a trama é repleto de frases engenhosas. Exemplo: "Ilha é aquele pedaço de mim que sobrou de tudo o mais que foi destruído". Além disso o filme é repleto de musicas inspiradas, nas quais a maioria delas é composta ou cantadas pelo próprio cantor. É com essas musicas, mais a trilha sonora e uma fotografia caprichada, é que fazem com que o filme jamais perca o ritmo.
Não há como se esquecer da engenhosa montagem feita pela equipe, que faz com que as inúmeras sub-tramas fluem muito bem uma sobre a outra e jamais fazendo com que o espectador se perca durante o percurso. Devido a isso, o filme pode soar até mesmo como um verdadeiro clipão, ou um musical, mas no saldo geral o filme é uma mistura de tudo um pouco, chegando até mesmo em algumas passagens parecer um documentário. Bom exemplo disso são os depoimentos de pessoas comuns sobre o que é para elas o significado da palavra solidão, sendo que algumas são emocionantes e outras muito engraçadas.
Embora sendo curto o filme (inicialmente seria quatro horas de duração), cada ator tem os seus personagens bem aproveitados durante a trama. Merecem destaque os ótimos desempenhos de Vanessa Giácomo, Kamila Pistori e Pedro Nercessian. Contudo, quem rouba a cena é próprio Oswaldo Montenegro ao interpretar ninguém mesmo que o Diabo, em uma das melhores passagens do longa.
Bonito, frenético inteligente e reflexivo, Solidões nada mais é do que uma obra experimental, mas que foi muito além disso e provando que o nosso cinema tem muito mais a oferecer do que podemos imaginar. Basta ter empenho e teimosia como do Osvaldo Montenegro, em querer ir contra a maré do cinema convencional.
NOTA: O filme teve pré-estreia no ultimo sábado no Cineclube Zero Hora no Cine Espaço Itáu, mas irá estrear já neste final de semana.
Enquanto os grandes estúdios de cinema têm se voltado cada vez mais para resultados comerciais, a TV vem se tornando terreno fértil para a experimentação, liderando uma grande transformação no cenário televisivo mundial. Quem sai ganhando é o público, que é brindado com tramas densas e inteligentes como as de Breaking Bad; Game of Thrones; Mad Men e Homeland.
De olho neste mercado, o Netflix - cujo negócio era inicialmente apenas distribuição - começou a investir em conteúdo próprio, incluindo o prestigiadíssimo House of Cards, indicado a quatro categorias dos prêmios Emmy. Essas mudanças têm gerado especulações no mercado de que o Netflix estaria se tornando a nova HBO, devido à qualidade de seus projetos e dos nomes de peso que consegue reunir (como David Fincher e Kevin Spacey). Este formato resulta não só em programas mais ousados, mas também revoluciona e redefine o que é “assistir”. Jamais a audiência teve tamanho poder de agenciamento como hoje.
Objetivo
O curso NARRATIVAS SERIADAS: DA TV ÀS NOVAS MÍDIAS, ministrado por Sheron Neves (colunista do blog "Em Série", da Zero Hora) vai discutir a narrativa seriada e a TV contemporânea, além dos novos formatos dedistribuição e exibição. O curso apresentará essa evolução e vai projetar o que podemos esperar da TV nos próximos anos, incluindo o impacto da web, que vai afetar cada vez mais a forma como assistimos e interagimos com a TV.
Cronograma
Aula 1 (21/Novembro)
As diferenças entre TV aberta, TV paga e TV paga Premium;
Histórico da TV de qualidade: como The Sopranos nos preparou para Breaking Bad;
As temáticas-tabu, as tramas complexas e a estética cinematográfica;
Novas demandas e novas formas de distribuição;
A revolução trazida pelo Netflix e pela web.
Aula 2 (22/Novembro)
Telespectador ou participante? O novo comportamento da audiência;
A Social TV e o “assistir conectado”;
Panorama e análise da teledramaturgia atual;
O que muda com a narrativa transmídia;
O marketing das séries;
Fãs: muito além dos Trekkies.
Ministrante: Sheron Neves
Publicitária com especialização em Marketing; Professora, Mestre em “História do Cinema” e doutoranda em “Estudos de Televisão” pela Birkbeck, University of London. Colunista dos blogs da Escola de Criação da ESPM; Televisuale O Café, além de editar seu próprio blog, Meditations in an Emergency, onde escreve sobre suas três paixões: televisão; marketing e transmídia storytelling. Recentemente passou a assinar o blog Em Série, da Zero Hora / ClicRBS. Já ministrou para a Cena UM os cursos “HBO: A TV que não diz que é TV” e “A Vez das Séries: O melhor do Cinema foi para a TV?”.
Curso "NARRATIVAS SERIADAS: DA TV ÀS NOVAS MÍDIAS"
de Sheron Neves
Data: 21 e 22 de novembro (quinta e sexta)
Horário: 19h30 às 22h
Local: Centro Cultural CEEE Érico Verissimo (Rua dos Andradas, 1223 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)
Sinopse: Em Boston um pai de família deve lidar com o desaparecimento de sua filha e de um amigo dela. Quando suspeita que o detetive encarregado das buscas já desistiu de procurar pelo culpado este pai desesperado começa a desconfiar de todas as pessoas ao redor. Fazendo sua própria investigação ele encontra o principal suspeito e decide sequestrá-lo.
A trama em si não trás nenhuma novidade para o gênero policial/suspense, mas é no seu desenvolvimento é que faz a diferença e o cineasta Denis Villeneuve é que cria a verdadeira proeza. Consagrado no Canada pelo seu filme Incêndios, Villeneuve poderia muito bem pegar o roteiro criado por Aeron Guzikowski e criar uma trama redonda, previsível, com começo, meio e fim. Mas em vez disso, ele não só se aprofunda gradualmente nas reações das pessoas com relação a perda de seus entes queridos, como também ele cria uma bela parceria com o fotografo Roger Deakins, onde ambos criam uma atmosfera sombria, pesada e que por vezes representa muito bem o estado de espirito dos personagens em cena.
Comparado por alguns com o filme Sobre Meninos e Lobos, a trama nos apresenta duas famílias (aparentemente) felizes, mas que logo vêem suas vidas desmoronarem no momento que suas filhas desaparecem. A partir dai se tem inicio a duas tramas em uma: de um lado temos o pai de família Keller Dover (Hugh Hackman, espetacular), que não mede esforços para tentar encontrar sua filha, que para isso, sequestra e tortura o principal suspeito, Alex Jones (Paul Dano). Do outro lado temos o detetive Loki (Jake Gyllenhaal, ótimo), que vai há fundo no universo dessa pequena cidade para encontrar as duas desaparecidas e acaba dando de encontro com segredos e horrores que alguns escondem daquele lugar.
Em ambos os casos, a trama testa os nervos da dupla (e do espectador), ao ponto de se surpreenderem com eles mesmos. Embora sejam pessoas comuns, suas ações acabam sendo imprevisíveis e os resultados finais acabam levando eles para um caminho sem volta. Tanto Jackman como Gyllenhaal nos brindam com desempenhos que mais parecem os ultimo papeis de suas carreiras: se por um lado Jackman cada vez nos convence que pode se distanciar muito bem da sua imagem como Wolverine, Gyllenhaal não tem que provar mais nada que é um dos melhores atores dessa nova safra da ultima década, pois com o seu loki, ele transmite que é uma pessoa que possui demônios interiores, no qual ele se enfrenta a todo momento e isso é muito bem representado pelo cacoete nos seus olhos nos momentos de tensão.
Com um elenco primoroso que ainda inclui Viola Davis, Maria Bello, Terrence Howard e Melissa Leo,Os Suspeitos somente falha em alguns momentos onde ele se alonga mais que deveria, mas que felizmente tudo acaba sendo bem amarrado num ato final em que termina em aberto e fazendo com que a trama ainda continue nas mentes daqueles que assistiram. Não é um filme para todos, até mesmo para aqueles que buscam um bom suspense, mas que vão acabar encarando um filme diferente, que vai contra as suas expectativas e por isso só já é imperdível.
Entre os dias 29 de outubro e 03 de novembro, a Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) promove a estreia do musical Filme Jardim Atlântico, dirigido por Jura Capela, uma das obras brasileiras mais elogiadas dos últimos tempos.
Filme Jardim Atlântico narra a liberdade e o aprisionamento gerado pelo amor. A obra é um musical em homenagem ao Brasil, a pátria amada, o jardim do Oceano Atlântico. A relação transformadora pela qual passa o protagonista (Pierre), sempre correlacionada à exuberância brasileira, é o fio condutor para falar de sentimentos amorosos utilizando a música como forma de narrativa. A exibição será em blu-ray, no projetor de alta definição do espaço, o que assegura a qualidade da projeção.
Segundo o crítico Ruy Gardnier, há muitos filmes em Filme Jardim Atlântico: “musical, drama de relacionamento, surrealismo submarino, documentário de carnaval, celebração da pátria (...) estamos dentro de uma montanha-russa sensorial, no mesmo patamar de lirismo delirante, excessivo e caleidoscópico de um Holy Motors (de Leos Carax) ou dos últimos filmes de David Lynch, mas com singularidade suficiente para a imaginação seguir caminhos próprios”.
A trilha sonora original é assinada por Pupillo e conta com interpretações de Céu, Catatau, Ryan, Mariana de Moraes, Ava Rocha e Emiliano Sette, Junio Barreto, Tomas Improta e Luisa Maita. No elenco, estão os atores Sylvia Prado, Mariano Mattos Martins e Fransérgio Araújo.
As filmagens foram realizadas no arquipélago de Fernando de Noronha (novembro de 2008 e julho de 2009), durante o Carnaval de Olinda e de Recife (fevereiro de 2009), nas dependências do Palácio Quitandinha na cidade imperial de Petrópolis/RJ, (agosto de 2009), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e na praia do Grumari/RJ (julho de 2010).
Em julho de 2009, a equipe do filme realizou o feito inédito no cinema nacional e na história do mergulho brasileiro ao filmar a 60 metros de profundidade no mar de Fernando de Noronha, registrando imagens na Corveta 17, naufragada em 1984. Por conta do grau de dificuldade do mergulho, poucos são os que se aventuram na submersão, sendo possível observar roupas dos tripulantes, talheres e vestígios detalhados de outros utensílios da Corveta 17.
O filme foi viabilizado com incentivo do Funcultura (fases de Finalização e Distribuição) e patrocínio da empresa Neoenergia. Foi selecionado para a 36ª Mostra Internacional de Cinema, em outubro, em São Paulo, e para a IV Semana dos Realizadores, no Rio de Janeiro em Novembro/2012.
Jura Capela
Diretor, roteirista e produtor do Filme Jardim Atlântico
Nasceu em Recife, 1976. É cineasta, videoartista e fotógrafo. Integrou vários grupos artísticos em Pernambuco tais como Canal 03 (1996) e o coletivo Telephone Colorido com o qual co-dirigiu o curta-metragem Resgate Cultural – O Filme (2001), premiado em diversos festivais nacionais de cinema. Também neste contexto realizou as exposições Estéreo / Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ – Recife, 2000), e Quebrem um Ovo no Seu Pau / 45º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco (Recife, 2003). Participou no 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco (Recife, 2012) com instalação sobre o estado das artes de Recife desde 1930.
Em sua filmografia soma a direção do curta Copo de Leite (35mm, cor, 2004), co-direção da média-metragem Shenberguianas (35mm, cor, 2005), e a direção do longa-metragem Paranã-Puca – Onde o Mar se Arrebenta, (digital, cor, 2010) - troféu Redentor Novos Rumos de melhor filme no Festival do Rio, 2010. Colaborou na direção de fotografia de muitos cineastas da sua geração. Idealizou e produziu o festival de cinema Sapo Cururu, que contou com oito edições desde 2005 em Olinda e Recife.
Mais informações e horários das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.
SERRA PELADA - A LENDA DA MONTANHA DE OURO estreia no CineBancários
O CineBancários estreia dia 25 de outubro, com três sessões diárias, SERRA PELADA - A LENDA DA MONTANHA DE OURO de Victor Lopes, documentário recém exibido no Festival É Tudo Verdade 2013, Festival do Rio 2013 e vencedor do FICA 2013. O filme retrata a situação da "corrida do ouro" na década de 80, misturando imagens captadas ao longo dos anos, arquivos da época e testemunhos das pessoas que realmente participaram do fenômeno. Está sendo lançado no país depois de 10 anos de filmagens e um longo processo de montagem.
Sinopse: Na década de 80, no coração da floresta amazônica, 115 mil homens extraíram 100 toneladas de ouro, carregando nas costas uma montanha de 150 metros de altura. Hoje, Serra Pelada se transformou num lago, cercado por miséria, disputas e lendas.
Em cartaz de 25 de outubro a 10 de novembro no CineBancários, com sessões às 15h, 17h e 19h. Ingressos: R$ 6,00 para o público geral e R$ 3,00 para bancários e jornalistas sindicalizados, idosos, estudantes e clientes do Banrisul.
Ficha Técnica:
Gênero: Documentário
Duração: 100 minutos
Lançamento (Brasil): 2013
Direção: Victor Lopes
Roteiro: Maurício Lissovsky e Victor Lopes
Produção: Produtor executivo: Rodrigo Letier e Roberto Berliner | Direção de produção: Henrique Castelo Branco e Eudes Santos
Co-produção: TVZero
Victor Lopes é diretor, roteirista e professor. Em 1990 dirigiu o média-metragem de ficçãoVênus de Fogo, exibido pela TV Bandeirantes e Channel Four. O vídeo foi premiado no Brasil e na Itália e integra o acervo do MOMA de Nova Iorque. Dirigiu as séries Noções de Coisas, escrita por Darcy Ribeiro, e FreeJazz (direção com Roberto Berliner). Realizou também programas para a TV Futura Multishow, History Channel e Arte-France.
Mais informações e horários das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.