Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
Me acompanhem no meu:
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Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com
Na minha 30ª
participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César
Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural,
irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que
conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da
atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua
influencia é sentida até hoje.
Lutar ou Morrer
Sinopse: O chinês Chen Zhen
(Jet Li) estuda engenharia em Kyoto e está apaixonado por Mitsuko Yamada, a
filha do diretor. Ele retorna para Shangai, ocupada pelos japoneses, após
descobrir que o seu mestre de kung fu morreu em uma luta contra o campeão
japonês Ryuichi Akutagawa. Zhen tenta provar que o guerreiro morreu envenenado,
começando uma disputa que vai colocar a honra da China e do Japão em teste.
Ao fazer um remake do
clássico de Bruce Lee A Fúria do Dragão, Jet Li fez o seu próprio clássico.
Embora não tenha ido tão bem no mercado asiático, no Ocidente sempre aparece
nas listas dos melhores filmes de kung fu de todos os tempos. O filme enfoca o
tema clássico da rivalidade entre chineses e japoneses, o que rende lutas
espetaculares entre Chen Zen e lutadores japoneses, incluindo uma escola
inteira (referência à cena mais conhecida do filme de Lee), um honrado mestre
de karatê e um perigoso militar (o responsável pela morte do mestre). A lenda
viva Yasuaki Kurata é o mestre que luta com Li e o ensina a se adaptar ao
estilo do adversário para vencer, o que será crucial na luta final com Billy
Chau, o general assassino. Reunindo algumas das mais insanas lutas de todos os
tempos, Lutar ou Morrer é, na humilde opinião (ao lado de Herói), um dos melhores filmes de Jet Li.
O CineBancários segue com o novo filme
de Noah Baumbach, FRANCES HA, até dia 15 de setembro, às 15h, 17h e 19h, de
terça a domingo. O filme destacou-se nos Estados Unidos como um grande sopro de
renovação autoral junto às produções americanas.
Comparado á Manhatan, de Woody Allen, Frances
Ha conta a estória de Frances (Greta Gerwig), que mora em Nova York, mas na
verdade ela não tem um apartamento. Frances é aluna numa companhia de dança,
mas não é de fato uma bailarina. Frances tem uma melhor amiga chamada Sophie,
mas na verdade elas não estão se falando mais. Frances se joga de cabeça em
seus sonhos, mesmo que a possibilidade de realização seja pequena. Frances
deseja muito mais do que tem, mas ela leva sua vida com leveza e uma alegria
inexplicável. FRANCES HA é uma divertida fábula moderna, na qual Noah Baumbach
explora Nova York, a amizade, classes, ambição, fracasso e redenção.
Mais informações e horários das sessões, vocês conferem na pagina da sala clicando aqui.
Na minha 30ª participação no
Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que
irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar
um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o
ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não
chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é
sentida até hoje.
OPERAÇÃO DRAGÃO GORDO
Sinopse: Ah Lung, rapaz gordo
e caipira, vai trabalhar em Hong Kong e acaba tendo que enfrentar os três
melhores lutadores do mundo. Fã de Bruce Lee, de tanto observar o seu ídolo, se
tornou também um mestre do kung-fu.
Esse filme eu descobri através dos meus pais, quando eles assistiam adoidados nas reprises da Band nos anos 80. Operação Dragão Gordo, Sammo Hung, estrela e dirige esta inteligente paródia do clássico de Bruce Lee, Operação Dragão, como um Bruce inflado que nem um suíno. Este filme é uma homenagem fenomenal ao culto a Bruce Lee, de uma forma divertida e respeitosa. Sammo Hung era praticamente um guri quando dirigiu essa paródia e qualquer semelhança com o Kung Fu Panda não deve ser mera coincidência. O cara é ingênuo, trabalha no restaurante fuleiro do tio, se mete em confusão e luta no melhor estilo kung fu. Até o sonho dele no início lembra o do panda. O filme na verdade veio na época (1978), para fortalecer mais o gênero de kung fu, misturado com altas doses de comédia, o que distanciava bastante de outros filmes em que eram levados mais a sério como o Dragão Chinês. As cenas de lutas são geniais, mas ao mesmo tempo um verdadeiro pastelão e algo que se viria muito nos filmes seguintes estrelados por Jackie Chan, que alias é grande amigo de Sammo Hung. O resultado é mais uma ótima diversão para os fãs do gênero.
Na minha 30ª participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural, irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua influencia é sentida até hoje.
O JOGO DA MORTE
Sinopse: Bruce Lee ele é Bily Lo, um ator de filmes de artes marciais. Sua namorada também está alcançando sucesso como cantora quando um "sindicato" criminoso oferece "proteção" aos dois. Bily sabe que eles serão explorados e não aceita, o que faz com que sejam ameaçados. Para enfrentá-los ele forja a sua própria morte e se infiltra na organização para destruí-la completamente.
Neste que se tornou um dos mais famosos (e último) filmes de Bruce Lee, ele na verdade nunca conseguiu terminar este filme pois morreu antes, em 1973. Na realidade, quando surgiu a proposta para Lee atuar em Operação Dragão, ele estava envolvido neste projeto, mas como achou a oferta da Warner mais atraente, decidiu deixar esse filme de lado, para então se dedicar no filme que o consagraria no ocidente. Assim então, O Jogo da Morte se tornou um filme inacabado, onde boa parte das filmagens feitas são to arco final, onde Lee e outros lutadores participam de um jogo de lutas, onde eles vão subindo numa torre e tem que enfrentar um lutador por vez.
O filme só seria concluído em 1978, com uma nova historia e se tornou quase autobiográfico, pois o personagem é um ator de artes marciais que finge sua propia morte para escapar de mafiosos para então caça-los um por um. Embora os produtores tenham se esforçado na criação desse filme, não há como negar que ele envelheceu mal em alguns aspectos como trazer o Bruce Lee a vida: foram usados ao todo dois dublês, que na maioria das vezes, hora usava óculos escuros para disfarçar, hora fica ficava de lado ou simplesmente nas sombras para cobrir o rosto. Talvez o pior momento foi já no inicio do filme, onde o dublê tem o seu rosto substituído pela imagem de Lee no espelho, mas que visto hoje em dia é bem nítido a imagem sobreposta em outra.
Curiosamente, tanto neste filme, como na continuação de 1981 foram usadas imagens verdadeiras do enterro de Bruce Lee como sendo do enterro do personagem! Apesar de Bruce Lee constar como parte do elenco nos créditos do segundo filme ele nunca esteve envolvido diretamente nesta produção, pois já estava morto. Um ator oriental foi usado no lugar do astro interpretando um irmão dele na trama e existem algumas cenas com o verdadeiro Bruce Lee, mas retiradas de outros filmes.
Embora com todos esses defeitos, o filme é uma pequena declaração de amor que muitos tinham pelo astro naquele tempo e a produção passou a ser cultuada, tanto que Tarantino prestou homenagem há esse filme no seu Kill Bill. Destaque para os históricos combates com Chuck Norris (retirado de O Voo do Dragão) e Kareem Abdul Jabbar no embate final da trama.
Na minha 30ª
participação no Cena Um, essa atividade ministrada pelo escritor e editor César
Almeida, que irá ocorrer nos dias 07 e 08 de setembro no Santander Cultural,
irá desvendar um pouco mais sobre o universo das artes marciais no cinema e que
conquistou o ocidente durante as décadas de 70 e 80. Enquanto os dois dias da
atividade não chegam, irei postar aqui um pouco mais desse gênero, cuja a sua
influencia é sentida até hoje.
Operação Dragão
Sinopse: Lee (Bruce Lee) foi
recrutado para investigar um torneio organizado por Han (Kieh Shih), que serve
de fachada para a venda de ópio. Roper (John Saxon) e Williams (Jim Kelly)
lutaram na Guerra do Vietnã e resolveram competir no torneio devido a problemas
distintos. Enquanto Roper está fugindo da máfia, devido a dívidas de jogo,
Williams está cansado de ser atormentado por policiais racistas e resolveu usar
o carro para fugir deles. Lee também entra no torneio e, além de desmascarar
Han, tem como objetivo retirar Roper e Williams do local com vida.
Operação Dragão foi o
último filme protagonizado Lee antes de morrer, o que é algo que faz deste um
dos filmes mais importantes de sua filmografia. Além de ser o filme mais ambicioso
de sua época, tratando-se do gênero ao qual faz parte (foi o primeiro filme
realizado com a contribuição de um grande estúdio norte-americano, neste caso,
Warner Bros), é uma pequena máquina de atores; acredite se quiser, mas um dos
dublês do filme é ninguém menos que Jackie Chan (ainda lutando em busca da fama
que possui hoje) e a presença de Bolo Yeung que viria mais tarde há se tornar vilão
em inúmeros filmes de ação, incluindo alguns protagonizados por Jean Claude Van
Damme.
Mas, para falar a
verdade, não gosto muito dos ares norte-americanos que este filme tem, até
mesmo porque tira um pouco da identidade chinesa que muitos gostariam que ele
tivesse. O filme pega atores de todos os lugares do mundo (China, Jamaica, EUA,
etc…). Mas isso é o de menos, pois o que realmente não me agradou neste foi o
fato do próprio procurar vestir Bruce Lee como uma espécie de agente 007.
O título ‘’Operação
Dragão’’ é bastante significativo, pois é com ele que as coisas realmente
giram. A trilha sonora, por exemplo, remete ao espectador mais atento a
recordar dos grandes clássicos pertencentes à série de filmes 007, sobretudo o
primeiro filme, 007 Contra o Satânico Dr. No (1962), protagonizado por Sean
Connery. No caso de Operação Dragão,007 seria Bruce Lee, Dr. No seria Shih Kien
(o vilão, Han) e a ilha (o principal palco para toda a trama) seria… a ilha, que
havia uma nos primeiros filmes do agente britanico.
É interessante que
até mesmo ocorre a proposta feita pelo vilão ao mocinho, para trabalhar com ele
nos seus planos malignos, só que, claro, o mocinho recusa da melhor forma
possível. Mas há partes geniais, como quando Lee enfrenta dúzias de seguranças
e da um verdadeiro show de artes marciais, ou no grande clímax, onde o nosso herói
enfrenta o seu adversário dentro de uma sala de espelhos. Essa cena, aliás, é
aquele tipo de seqüência que entra para historia, pois o que vemos ali não é
somente um jogo de espelhos, como também um incrível jogo de câmera, montagem e
fazendo com que até mesmo ficamos confusos junto com o protagonista, para saber
onde está escondido o vilão na sala.
Por fim, se você quer se aprofundar
mais sobre Bruce Lee, não perca este por nada. Há pequenas falhas, mas a ação e
o desenvolvimento narrativo bem-sucedido fazem valer a pena, e claro, só por
ser um clássico vale a pena.
NOTA: Mal foi divulgado, mas
recentemente morreu Jim Kelly aos 67 e que havia se consagrado como um dos
lutadores principais de Operação Dragão. Com cabelão black power e 1m88cm de
altura, Kelly chamou logo atenção e foi escalado para atuar no filme Operação
Dragão (1973), protagonizado por Bruce Lee. Na mesma década, Kelly participou
de uma série de filmes de ação do gênero blaxploitation. A seguir, iniciaria
carreira profissional no tênis.