Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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Nos dias 24 e 25 de
novembro, estarei participando do curso Neorrealismo Italiano, criado pelo Cena
Um E ministrado pelo jornalista
Franthiesco Ballerini. Enquanto os dois dias não chegam, estarei por aqui
escrevendo sobre os principais filmes, desse movimento que é considerado um dos
mais importantes da historia do cinema mundial.
LADRÕES DE BICICLETA
Sinopse: Em Roma um
trabalhador de origem humilde, Antonio Ricci (Lamberto Maggiorani), é
razoavelmente feliz e trabalha para sustentar a família. Precisando ter uma
bicicleta para pegar um emprego, com sacrifício ele consegue recuperar a sua
bicicleta, que estava empenhada. Entretanto ela é roubada, para seu desespero.
Juntamente com seu filho Bruno (Enzo Staiola), Antonio a procura pela cidade.
Como não consegue encontrá-la, ele resolve cometer o mesmo crime.
A Guerra não impediu
que a Itália criasse uma das suas maiores obras primas. Para passar puro
realismo, todos os atores presentes no filme são amadores. Esta foi uma decisão
do diretor Vittorio De Sica, que preferiu não usar profissionais no elenco.
Essa obsessão de realismo chegou ao ponto, que o cineasta declarou que
escolheu os atores que interpretam os personagens Antonio e Bruno devido ao
modo de andar de ambos que era bem natural.
O filme é um dos
melhores representantes do cinema Italiano, que renasce das ruínas da II Guerra
Mundial, situações do dia a dia, personagens comuns vividos por atores não
profissionais, filmagens nas ruas e sem recursos do estúdio. Uma obra prima com
argumento de Cezare Zavattini, fiel colaborador de De Sica. Oscar de melhor
filme estrangeiro. Um dos grandes clássicos do cinema mundial.
Curiosidade: O pôster que o personagem
Antonio Ricci coloca é de Gilda (1946).
Nos dias 24 e 25 de novembro,
estarei participando do curso Neorrealismo Italiano, criado pelo Cena Um E ministrado pelo jornalista Franthiesco Ballerini.
Enquanto os dois dias não chegam, estarei por aqui escrevendo sobre os
principais filmes, desse movimento que é considerado um dos mais importantes da
historia do cinema mundial.
Roma, Cidade Aberta
Sinopse:Roma, 1944.
Um dos líderes da Resistência, Giorgio Manfredi (Marcello Pagliero), é
procurado pelo nazistas. Giorgio planeja entregar um milhão de liras para seus
compatriotas. Ele se esconde no apartamento de Francesco (Francesco
Grandjacquet) e pede ajuda à noiva de Francesco, Pina (Anna Magnani), que está
grávida. Giorgio planeja deixar um padre católico, Don Pietro (Aldo Fabrizi),
fazer a entrega do dinheiro. Quando o prédio é cercado, Francesco é preso pelos
alemães e levado para um caminhão. Gritando, Pina corre em sua direção e é
metralhada no meio da rua. Giorgio foge para o apartamento de sua amante,
Marina (Maria Michi), sem imaginar que este seria o maior erro da sua vida.
Os críticos de ontem e hoje definem Roma, Cidade Aberta como um filme mais capitado do que representado. Roberto Rossellini fez o primeiro longa do chamado neorrelismo Italiano onde ele simplesmente filmou os efeitos que a Itália sentiu durante a guerra. Numa Roma devastada pela chegada das tropas aliadas, em 1945, o cineasta, com uma câmera na mão e restos de negativo que não seriam utilizados, filmou uma trama fictícia inspirada em fatos verídicos mostrando a força do povo contra a ocupação alemã. Usando atores amadores, rodado nas ruas, sem nenhum retoque, Rossellini criou imagens cruas, sujas, retratando uma realidade de material pessimista e que jamais foi visto anteriormente no cinema.
O impacto foi tão arrasador, que o cineasta passou a ser cultuado por uma série de realizadores ao redor do mundo como Jean Luc Godard.Roma, Cidade Aberta foi uma experiência inovadora para as plateias que estavam acostumadas ao cinema plástico norte americano. Rosseline, mais radical que Vitorio De Sica (O Ladrão de Bicicleta, de 1948), menos preso a dramaturgia e ás facilidades que um ator pode carregar no rosto, radicalizaria esse procedimento naquele que é o mais neo-realista dos filmes Alemanha ano Zero (1948), em que a desgraça de um menino perambula por uma Berlim destruída é filmada como um documentário de observação.
Mais tarde faria trabalhos extraordinários, menos ou mais encenados, como Stromboli (1950) e a obra prima viagem a Italia (1954), ambos estrelados por Ingrid Berman, sua esposa. Mas a imagem ficou na historia do cinema é a de Anna Magnani caindo na rua, abatida por soldados alemães, em Roma, Cidade Aberta.
Hoje todas as salas da rede Cinemark exibem somente títulos nacionais
que passaram esse ano e por um preço popular (R$ 3,00). Portanto para aqueles que perderam algum titulo que
gostariam de ver essa é a chance. Abaixo, confiram alguns títulos que eu
assisti e tive o prazer de escrever sobre o que eu achei.
Sinopse: Em 4 de novembro de
1979 a revolução iraniana chega ao seu ponto de ebulição quando militares
invadem a Embaixada americana em Teerã e levam 52 americanos como reféns. Mas
no meio do caos seis americanos conseguem fugir e se refugiar na casa do
Embaixador canadense Ken Taylor. Sabendo que é apenas uma questão de tempo até
os seis serem encontrados e possivelmente mortos um especialista da CIA em
exfiltração chamado Tony Mendez bola um plano arriscado para tirá-los do país
em segurança. Um plano tão incrível que só poderia acontecer no cinema.
Marcados Para Morrer
Sinopse: O filme é centrado na amizade de longo prazo e na parceria
entre dois policiais. Na trama Gyllenhaal e Michael Peña (Roubo nas Alturas)
são jovens oficiais que patrulham as áreas mais ameaçadoras da região
centro-sul da cidade dos anjos. Ao se depararem com uma terrível descobertaenvolvendo o cartel de drogas que comanda a região colocam suas vidas e
de suas famílias em perigo.
A arte de amar
Sinopse: No exato
momento em que nos apaixonamos produz-se em nós uma música peculiar. Ela é
diferente para cada um e pode surgir em momentos inusitados... Cinco histórias
sobre a arte de amar cujos personagens se cruzam ao acaso.
Histeria
Sinopse: No século XIX muitas
mulheres eram diagnosticadas com histeria uma doença exclusivamente feminina.
Ciente de que as origens do problema encontravam-se no útero um médico tratava
suas pacientes com massagens no interior da vagina provocando um efeito
secundário : o prazer sexual . Com o consultório cada vez mais cheio este
médico conservador e seu jovem assistente começam a buscar novos métodos de
tratamento. Nasce então um instrumento elétrico o vibrador hoje mais conhecido
pela finalidade erótica do que terapêutica.
Virando Bicho
Sinopse: As tensões de jovens entre 17 e 18 anos que perseguem o sonho
de entrar para a universidade. Seguindo seis estudantes de várias condições
sociais e recantos brasileiros o documentário esmiúça a esperança e o esforço
do processo as técnicas de ensino dos professores especializados a alegria e a tristeza do resultado. Uma das principais questões é ter de
escolher em tão pouca idade a profissão de deve exercer pelo resto da vida.
Minorias como jovens da comunidade indígena também são ouvidos em suas
dificuldades e aspirações.
Espia
Só
Sinopse:
O documentário musical Espia Só narra a trajetória e apresenta o conjunto da
obra musical do maestro Octávio Dutra, que viveu em Porto Alegre no início do
século XX. “O filme traz um resgate cultural e musical da obra de Octávio. Até
a década de 30 ele dominava o mercado. Pixinguinha, um dos músicos mais
importantes da fase inicial da MPB comprou oito músicas de sua autoria.
Acordo hoje e vejo
uma pequena, mas bela homenagem que o Google faz aos 165 anos do nascimento do escritor
Bram Stoker, criador de ninguém menos do que Conde Drácula. De um romance gótico,
o livro rapidamente se tornou um sucesso de vendas e não demorou muito para que
os gênios do cinema (uma ferramenta de entretenimento ainda nova naquele período)
adaptasse a trama para a tela grande.De
lá pra cá, surgiram tantas adaptações do personagem, que fica até mesmo difícil
colocar em ordem, embora os principais clássicos, que se por um lado se
perderam em termos de fidelidade, por outro conquistaram inúmeras gerações de cinéfilos
e que perdura até hoje.
Mas dessas adaptações,
quais seriam os melhores momentos do vampiro? Mesmo que elas ficassem devendo
em fidelidade ao texto da obra, as cenas desses filmes marcaram o imaginário de inúmeros
cinéfilos!
Abaixo, solto os cinco melhores momentos do rei dos vampiros no cinema.
A QUEDA
DA CIDADE DE WISMAR
(Nosferatu: O Vampiro da Noite)
Nosferatu de 1922,
não é só uma das melhores adaptações da obra de Stoker, como também um dos
melhores representantes do período do expressionismo alemão. Mas eis que o
cineasta Werner Herzog surpreende a todos,
ao fazer uma refilmagem tão boa quanto a obra de Murnau. Interpretado de uma forma
surreal por Klaus Kinski, seu Drácula é um ser trágico vindo das trevas,
carregando o fardo da imortalidade e desejando no fundo um derradeiro fim. Mas
isso não impede os seus instintos malignos, de atravessar os mares, desembarcar
na cidade de Wismar e lançar uma
verdadeira peste mortal vinda de ratos.
O resultado é uma
cidade, aonde inúmeras pessoas vão morrendo e os poucos sobreviventes se
entregam a loucura, gula e luxuria. Tudo muito bem orquestrado nas mãos do
cineasta Herzog, que cria uma verdadeira
representação sobre o fim dos tempos e embalado por uma assombrosa trilha
sonora.
A QUEDA DE
UM PRINCIPE
(Drácula: De Bran Stoker)
Muitos consideram o
filme de 1992 como a adaptação mais fiel do livro, embora eu ache que muitos
que se baseiam nisso "não tenham lido o livro", mas sim acreditando nisso devido à
invenção da união que Coppola fez do Drácula literário e do Drácula histórico no
qual Stoker se inspirou na criação de seu personagem. Portanto, no inicio do
filme temos pela primeira vez, um vislumbre do que poderia ter sido a origem do
personagem, de uma forma trágica, evolvente e muito bem dirigida por Coppola.
Curiosamente, o cineasta usou o melhor que o cinema podia oferecer nos seus primeiros
anos de existência e criou uma verdadeira aula de como se faz cinema mesmo com
recursos tão antigos.
DRÁCULA
MOSTRA OS SEUS DENTES COM SANGUE (Drácula: O Vampiro da Noite)
A carreira dos
monstros do cinema estava arruinada com o desgaste que os estúdios da Universal
causaram na década 40, devido a inúmeras seqüências dispensáveis. Coube então a
um pequeno estúdio Inglês chamado Hammer por ordem na casa em 1958 e lançar uma
nova roupagem do conto de Bran Stoker. Mas diferente do que a Universal fez,
aqui o filme era fortemente colorido, onde o vermelho ganhava um grande
destaque e dando uma dica do que estaria por vir. Sinceramente quando eu assisti
os primeiros minutos do filme, não senti nada de especial ao ver Christopher
Lee como o Conde, mesmo pela sua chamativa presença devido ao seu tamanho. Mas o
meu pensamento rapidamente mudou, quando Lee surge pela segunda vez com a cara possuída
de ódio, como se um demônio tivesse lhe possuído, abrindo a boca cheia de
sangue e apresentando os seus caninos pela primeira vez. Até então, Drácula nunca havia se apresentado com suas presas tão salto a vista na tela grande, mas isso foi essencial
para revitalizar o mito e o cinema de horror jamais foi o mesmo.
DRÁCULA X
VAN HELSING
(Drácula: O Vampiro da Noite)
Um dos segredos do
sucesso para o Drácula da Hammer, não foi só ter dado cor, sangue e mais violência
as tramas, mas por também ter escolhido atores de grande porte que davam o
sangue ao personagem.Tanto Peter Cushing como Christopher Lee trabalharam inúmeras
vezes juntos no estúdio, seja como aliados ou inimigos em cena, mas todos irão
se lembrar do embate de ambos como Drácula e Van Helsing. A seqüência final aonde
o caçador de vampiros vai a caça sem trégua em direção a Drácula é digna de
nota.
Drácula
faz as honras
(Drácula de 1931)
A primeira adaptação
oficial criada pelos estúdios da Universal acabou envelhecendo mal em muitos aspectos,
parecendo mais um teatro filmado, mas foi graças à presença magnética de Bela
Lugosi que o filme não se perdeu por completo. Na verdade o ator já vinha interpretando
o personagem a um bom tempo no teatro, e mesmo com um sotaque húngaro carregado,
era o ator certo para o personagem naquele tempo. Sua primeira aparição como
Drácula, onde abre o seu castelo para o vendedor imobiliário Renfield, é digna
de nota, pois o seu visual seria algo reconhecido em outras várias adaptações
que viriam a seguir.