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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Cine Dica: Streaming -  'À Paisana'

Sinopse: Lucas (Tom Blyth), um jovem policial infiltrado, é treinado para atrair e prender homens gays em banheiros públicos. Sua carreira e convicções são abaladas ao se apaixonar por Andrew (Russell Tovey), um de seus alvos. 

Entre os anos oitenta e noventa havia uma perseguição contra  a comunidade LGBT devido ao temor da AIDS. Infelizmente devido essa perseguição havia opressão, fazendo com que muitas pessoas não serem elas mesmas e fazendo se esconderem para não se machucarem internamente. "À Paisana" (2026) é o retrato de tempos conservadores onde o indivíduo se vê sufocado por não poder ser ele mesmo.

Dirigido por Carmen Emmi, o filme conta a história de Lucas (Tom Blyth), agente secreto com a missão de atrair homens gays para detê-los dentro dos banheiros. No entanto, durante uma festa de ano novo, ele se desespera com a possibilidade de encontrarem uma carta dele - que ninguém deveria ler. Há alguns meses, Lucas conseguiu aprender um homem chamado Andrew (Russell Tovey), mas o encontro com ele foi ainda mais íntimo e intenso.

Estreando na direção, Carmen Emmi cria uma curiosa edição de cenas, onde assistimos certas imagens pela perspectiva do protagonista, sendo que elas são granuladas, como se estivéssemos vendo cenas reais documentadas. Isso talvez seja proposital, já que o filme retrata tempos passados, cuja as imagens eram analógicas, sendo uma representação curiosa das câmeras escondidas que eram usadas com frequência pela vigilância conservadora. Neste caso, por exemplo, há uma vigilância ferrenha contra os gays no local onde o protagonista trabalha e fazendo do cenário do banheiro se tornar claustrofóbico e um beco sem saída.

Lucas se vê diante de diversos dilemas, pois aqueles que ele caça não são muito diferentes dele, sendo que o mesmo somente coloca para a fora a sua real natureza a partir do momento que conhece uma de suas vítimas de forma mais íntima. Tom Blyth surpreende em um papel que exige de sua pessoa, principalmente nas cenas onde ocorrem ataques de ansiedade e fazendo com que o protagonista deseje liberar todo o seu ser. Reparem, por exemplo, onde testemunhamos o passado e presente do protagonista, sendo que não temos uma certa noção em que período se passa certas cenas, mas cujo ato final as explicações vêm à tona.

Curiosamente,  o filme me lembrou do recente "Ato Noturno" (2025), dos diretores Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Em ambos os casos são longas que exploram a questão do indivíduo com receio perante o olhar conservadores da sociedade, mas que chega um ponto que o segredo se desfaz quando o ódio sufoca os oprimidos e fazendo com que os mesmos lutem para serem eles mesmos. Ao final, a liberação acontece em forma explosiva independente das consequências que venham a seguir.

"À Paisana" é um retrato cru de tempos mais conservadores e onde o diferente não podia agir como eles mesmos perante os olhares contestadores. 


Onde Assistir: Filmelier

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terça-feira, 7 de outubro de 2025

Cine Dica: Streaming - 'A Morte de um Unicórnio'

Sinopse: A caminho de encontrar seu chefe bilionário, que busca explorar propriedades curativas, um homem e sua filha acidentalmente atropelam e matam um unicórnio.  

O cruzamento de gêneros para um determinado filme pode se tornar algo tão incomum, como também soar estranho para dizer o mínimo. Para o saldo se tornar positivo tudo se deve ao desenvolvimento, não somente através de um bom roteiro, como também pela sua direção. No caso de "A Morte de um Unicórnio" (2025) é um estranho no ninho que ficamos nos perguntando para que veio, mas fazendo a gente processar sobre o que havíamos assistido.

Dirigido pelo estreante Alex Scharfman, o filme conta a história de e Elliot (Paul Rudd) e sua filha Ridley (Jenna Ortega) que tomam um rumo inesperado durante uma viagem para uma cúpula de gerenciamento de crise. Ao dirigir com pressa, eles atropelam um unicórnio mágico e, sem saber o que fazer, decidem levar o cadáver com eles para o retiro selvagem onde se encontra o chefe de Elliot, Dell Leopold, um CEO da indústria farmacêutica com a fortuna de um outro rico. Eles decidem fazer experimentos no animal, mas sabendo que pode desencadear para todos os presentes.

Transitando entre fantasia, horror e humor sombrio, o filme é uma verdadeira mistura de tudo um pouco, onde poderiam usar qualquer animal do mundo para criar a história, mas usaram justamente a figura de um unicórnio e o que torna tudo um pouco mais simbólico. Na realidade, o filme flerta com temas sobre a mitologia nórdica, algo bem familiarizado para aqueles que se aprofundam no assunto, mas que torna para o marinheiro de primeira viagem algo um tanto estranho. Essa estranheza, por sua vez, talvez seja pelo fato de o filme não pertencer a um único gênero e cabe a gente digerir sobre o que nós havíamos assistido.

Curiosamente, é uma trama que bate novamente sobre a questão da ambição em explorar novos recursos, mesmo quando se mexe no desconhecido e que não poderia nem pensar em ser tocado. Por conta disso, a família do poderoso Odell nada mais é do que uma síntese do lado hipócrita de poderosos que acreditam que podem manipular tudo, mas não parando para pensar se deviam. Qualquer semelhança com clássicos como "Parque dos Dinossauros" (1993) não é mera coincidência.

Portanto, tanto Elliot como a sua filha Ridley acabam se tornando estranhos no ninho em meio a tantos absurdos que acontecem a todo o momento. Paul Rudd  entrega um papel que exige até de sua pessoa, mesmo quando ele falha de não conseguir desvencilhar da sombra que adquiriu ao ser o Homem Formiga do universo MCU no cinema. Em compensação temos a boa atuação de Jenna Ortega, mesmo quando o seu desempenho não se equipara ao seu incrível trabalho na série Wandinha.

Outro fator que torna o filme irregular em alguns momentos é a questão do CGI, onde as cenas em que antes havia fundo verde não enganam mais os nossos olhos já cansados desses recursos. Curiosamente, os Unicórnios são feitos digitalmente até que não fazem feio nos momentos de tensão, principalmente em cenas que revelam o seu lado brutal e cujas cenas de violência até mesmo nos chocam. E se por um lado o ato final não agrada alguns, por outro lado, ao menos os realizadores tiveram a coragem de deixar tudo aberto no último segundo de projeção.

"A Morte de um Unicórnio" é aquele tipo de filme que você não sabe se ama ou odeia, pois o longa nos deixa com aquela sensação estranha na boca. 

Onde Assistir: Amazon Prime

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