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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 25 de abril de 2017

Cine Especial: Clássicos no Cinemark: E o Vento Levou (1939)



A maior superprodução cinematográfica da história terá exibição hoje e única no BarraShoppingSul  às 19h30min.



Sinopse: Narra a complicada vida de Scarlet O’Hara (Vivien Leigh), seus amores e desilusões em um período que tem a Guerra Civil Americana como pano de fundo. Clark Gable é Rett Butler, um vivido aventureiro que passa pela vida de Scartlet, em uma relação de amor e ódio marcada por conflitos já clássicos e cenas inesquecíveis de amor. Praticamente o inventor das telenovelas, devido aos conflitos constantes de emoções manifestadas e o romance como tema – não necessariamente por uma outra pessoa, e sim por uma causa, lugar ou qualquer outra coisa que se refira sentimentalmente ao personagem.


Assim como um oleiro dá pouco a pouco a forma a uma peça de barro, a produção de um filme pode atravessar algumas dificuldades e contratempos até passar por todos os processos necessários para que o possamos ver no cinema. O produtor David O. Selznick apressou-se a adquirir os direitos de adaptação cinematográfica de Gone With the Wind – romance de estreia de Margaret Mitchell sobre a guerra civil americana, pagando uma avultada quantia pela obra de uma escritora então desconhecida. Pretendia levar a cabo uma produção de luxo, ou não fosse ele uma das figuras proeminentes da “fábrica de sonhos" de Hollywood. A produção foi bastante atribulada, desde a escolha dos atores ao realizador. Quando Victor Fleming (O Mágico de Oz – 1939 e Joana D’Arc -1948) foi contratado já algumas cenas importantes já tinham sido gravadas por George Cukor, o segundo realizador contratado por Selznick.
Ele próprio e o desenhista da produção Willian Cameron Menzies dirigiram algumas sequências. Uma e epopeia romântica com  personagens fortes, elenco escolhido a dedo e produção impecável, o melhor exemplo de filme de produtor (Zelnick comandou o filme de ponta a ponta, até a montagem final). Oscar de melhor filme, direção, atriz (Vivien), atriz coadjuvante (Hatie), roteiro, fotografia, montagem, direção de arte, além de um especial para Menzies pela criação da cor para o filme. A atriz inglesa Vivien Lee recém chegada a  Hollywood ganhou o papel  principal após disputar com inúmeras atrizes de sucesso na época como Bette Davis, sendo está a mais cotada. Inesquecível e extraordinária trilha sonora.
É bastante difícil tentar resumir uma história por vezes tão exaustivamente retratada durante os mais de 220 minutos de duração do filme, as palavras não bastam e o melhor é mesmo vê-lo. A duração parecerá excessiva para muitos, no entanto pensem que a primeira versão do argumento de Sidney Howard daria para cinco horas e meia de filme! Existem muitos aspectos interessantes como, por exemplo, o modo como a câmara se afasta de Scarlett quando esta cuida dos feridos no hospital e o ecrã enche-se com os uniformes cinzentos dos soldados, Atlanta a arder enquanto Rhett ajuda Scarlett a fugir, a famosa cena em que Scarlett agarra um pouco da terra vermelha e perante um céu cor de fogo (acompanhada pela música de Max Steiner) jura a si mesma nunca mais sentir fome e fazer de tudo para manter tara e o uso da Technicolor (nomeadamente a partir dos anos 30) que magicamente aumenta com o brilho da cor o encanto de um filme que perdura até aos dias de hoje e ainda nenhum dos grandes realizadores da nossa época se “atreveu” a fazer um remake desta história de amor numa civilização "levada pelo vento".

Curiosidades:

Foi o 1º filme a cores a ganhar o Oscar de Melhor Filme.

E o Vento Levou, Branca de Neve e os Sete Anões e O Exorcista são os únicos filmes de todos os tempos a serem reprisados com lucro ao longo dos anos.


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