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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cine Especial: O Novo Cinema Argentino: Parte 1


Em minha 42ª participação dos cursos criados pelo Cena Um, o tema dessa vez será sobre o Novo Cinema Argentino. A atividade irá acontecer nos dias 25 e 26 desse mês de novembro e será ministrado por Rosângela Fachel de Medeiros, que ministrou o curso sobre "David Cronenberg: Seu Cinema e Suas Obsessões". Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui estarei postando sobre os melhores filmes dessa nova fase que o cinema de nossos hermanos vive atualmente.   

 O Segredo dos Seus Olhos


Sinopse:Após trabalhar a vida toda num Tribunal Penal, Benjamín Espósito se aposenta. Seu tempo livre o permite realizar um sonho longamente postergado: escrever um romance baseado num acontecimento que vivera anos antes. Em 1974, foi encarregado de investigar um violento assassinato. A Argentina entrava num ciclo de extrema violência política e a investigação colocou em risco sua vida. Ao escavar velhos traumas, Benjamín confronta o intenso romance que teve com sua antiga chefe, assim como decisões e equívocos passados. Com o tempo, as memórias terminam por transformar novamente sua vida.

Em 2009 chegou aos nossos cinemas, um filme argentino que surpreendeu até o mais crédulo dos cinéfilos. Vencedor do Oscar de melhor filme em língua estrangeira, o filme foi dirigido por  Juan José Campanella (O Filho da Noiva) e estrelado por Ricardo Darín, que se tornaria o rosto conhecido pelos cinéfilos gaúchos. 
Darín vive Benjamin Esposito, um investigador criminal aposentado. Ele vai encontrar Irene que atualmente é juíza. Quando ele estava na ativa e ela era apenas assistente, eles foram responsáveis pela investigação de um crime bárbaro: um estupro e espancamento seguido de assassinato. Benjamin lhe conta que pretende escrever um livro sobre o caso e assim o filme vai se desenvolvendo em Buenos Aires de 1974, época do crime e o presente que se passa nos anos 2000. 
Benjamin e Irene tem um amor pelo outro nunca consolidado. Fica claro desde o primeiro instante essa atração mútua. Em uma das primeiras cenas, ele passa por uma mulher e faz uma brincadeira. Logo depois, quando é apresentado a Irene ele simplesmente não consegue dizer nada. Diante dela, ele fica sem palavras e nem uma brincadeira como a que ele disse antes sai de sua boca. Aquela mulher realmente o fascina. E remexer com aquela história do passado, é remoer todos esses sentimentos novamente.
Como assistente, Benjamin conta com um alcoólatra e amigo, Sandoval. Ele pode parecer muitas vezes incompetente, mas com certeza é de muita ajuda, apesar de dar muito trabalho. Se eles conseguem resolver o caso, grande parte da culpa é de Sandoval. Que ao final da trama,  também é responsável por uma das cenas mais emocionantes do filme. Não serve apenas de parte cômica, é realmente um personagem essencial. 
Juan José Campanella, o diretor e escritor faz um filme competente e emocionante. Os personagens vão crescendo durante a história e nós vamos os acompanhando. As duas histórias, presente e passado, vão se aproximando do clímax juntas até a sua resolução. Os atores estão ótimos. Darín é sempre competente. Soledad, como Irene está ótima, e ambos conseguem representar muito bem as duas fases separadas por grande diferença de tempo. Muitos ficaram surpresos pela vitória deste filme no Oscar, já que A fita branca era a grande favorita.

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