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Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Cine Especial: O Cinema de Charlie Chaplin: Do Pastelão à Crítica Social: FINAL




O Grande Ditador



Sinopse: Em meio à Segunda Grande Guerra Mundial, Chaplin interpreta o ditador Adenoid Hynkel e o barbeiro Judeu, criando uma obra-prima anti-guerra para o cinema.

Este filme, cujas cenas do ditador carregando o globo terrestre ficaram imortalizadas, causou a Chaplin à expulsão dos Estados Unidos. Porém, isso não foi o suficiente para que tirassem o brilho dessa obra prima, que é uma verdadeira declaração contra o preconceito, ódio e acima de tudo contra uma guerra tão inútil como foi a Segunda Guerra Mundial. Atenção para o discurso final do personagem que, desde já, é um dos momentos mais importantes da história do cinema.

 

Monsieur Verdoux



Sinopse: Em fins dos anos 20 do século XX, Henri Verdoux, um bancário francês que ficou desempregado após 35 anos de trabalho, desenvolve uma personalidade maníaca e começa a cometer assassinatos em série: suas vítimas são sempre mulheres de meia-idade, sozinhas e com algum tipo de propriedade ou renda. Assim que convence as mulheres a sacarem o dinheiro do banco (ele sempre alega que está por vir uma crise econômica) Verdoux as elimina, vende as propriedades e rouba o dinheiro.

A idéia do roteiro é atribuída a Orson Welles,que teria se inspirado no caso do assassino real Henri Désiré Landru, chamado pela imprensa de "Barba Azul". Welles iria dirigir o filme com Chaplin como o protagonista, mas no último minuto o ator desistiu, pois nunca havia sido dirigido antes. Chaplin comprou o roteiro e o reescreveu parcialmente, dando o crédito da ideia a Welles. Outra versão diz que o roteiro não havia sido ainda escrito, havia apenas a ideia de Welles quando este procurou Chaplin e lhe contou.
Apesar de não muito bem sucedido nos EUA (foi melhor na Europa), o filme foi indicado ao Oscar de 1948 como "Melhor Roteiro Original".

 

Luzes da Ribalta



Sinopse: Londres, 1914. Calvero (Charles Chaplin) é um velho comediante, que no passado fizera sucesso no vaudeville e music hall. Calvero foi esquecido e isto o deixou muito próximo de se tornar alcoólatra. Porém tudo muda quando, numa tarde, ao voltar para pensão onde vive, sente um estranho cheiro e constata que é gás, vindo de um dos quartos. Ele arromba a porta e acha inconsciente uma jovem, Thereza Ambrose (Claire Bloom). Calvero chama um médico e ambos a carregam para o seu apartamento, que fica dois andares acima. Quando ela desperta, Calvero lhe pergunta por qual razão quis cometer suicídio. Theresa lhe explica que sempre sonhou ser uma grande bailarina, mas agora suas pernas estão paralisadas. Calvero promete fazer tudo para ajudá-la, mas o que ele não imagina é que, em pouco tempo, Theresa fará tudo para ajudá-lo.

Apesar de um pouco longo, o talento de Chaplin compensa esta falha. Chaplin traz aqui uma de suas melhores atuações. Mostrou que não era só um comediante e sim um ator completo. O filme tem grandes momentos, mas a melhor coisa dele é a inesquecível trilha sonora, que foi vencedora do Oscar. Curiosamente a estatueta veio somente em 1972, 20 anos após seu lançamento. Isto porque a estreia do filme em Los Angeles foi adiada por vários anos devido a razões políticas e, como o filme não tinha estreado na cidade, não podia concorrer ao Oscar. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas estipula que um filme pode concorrer ao Oscar até 20 anos após seu lançamento, no ano em que for exibido em Los Angeles.



O RECONHECIMENTO TARDA, MAS NÃO FALHA.

Enfim, encerro hoje essas postagens especiais sobre Chaplin, mas não sem deixar de postar esse momento maravilho, que é quando membros da academia finalmente reconheceram a importância que a imagem do Vagabundo teve para a 7ª arte e lhe deram um Oscar pela carreira. A justiça tardou, mas não falhou!  

Leia também: Partes 1 e 2 
 

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2 comentários:

Gilberto Carlos disse...

Certamente um dos maiores gênios que o cinema já teve

Marcelo Castro Moraes disse...

Dito e feito Gilberto