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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cine Clássicos: Especial: Vincent Price

MUSEU DE CERA (1953) 

Sinopse: Henry Jarrod (Vincent Price) é um escultor que faz imagens magníficas para o seu museu de cera. Jarrod luta com seu sócio, Matthew Burke (Roy Roberts), quando este começa a incendiar o museu para receber US$ 25 mil do seguro. Jarrod tenta detê-lo em vão, sendo que logo o local todo se incendeia e é seguido por uma explosão, com Jarrod sendo considerado morto. Algum tempo depois, Matthew recebe o dinheiro do seguro e planeja viajar com Cathy Gray (Carolyn Jones), mas é morto por uma pessoa disforme, que na realidade é o próprio Jarrod, que simula o assassinato como se fosse suicídio. Pouco tempo depois, Jarrod mata Cathy Gray e rouba seu corpo do necrotério. Depois de algum tempo ele reaparece, dizendo que escapou por milagre. Quando Sue Allen (Phyllis Kirk), a colega de quarto de Cathy, vê a imagem de Joana D'Arc no museu, começa a suspeitar que é o corpo de Cathy coberto com cera.
Se muitas pessoas consideram o 3D atual como a grande novidade no momento é porque não assistem ou tão poucos viveram nos anos cinqüenta quando os primeiros filmes desse formato surgiram, e assim como hoje, era uma forma de atrair mais as massas que com o tempo se tornou uma coisa passageira (um reflexo do que esta acontecendo com esse formato atualmente). Se por um lado o recurso 3D se tornou esquecido conforme o tempo naquela época, pelo menos alguns filmes com essa ferramenta sobreviveram com o tempo como esse genial filme de terror e suspense estrelado por Vincent Price.
A trama em si possui ingredientes de sucesso como o Fantasma da Opera e Jack O Estripador, mas ao mesmo tempo fala por si, isso graças ao clima gótico e muito bem feito, lembrando os melhores momentos dos filmes de terror da época como os da hammer estúdios. Vincent Price esta a vontade interpretando seu personagem trágico e carismático escultor que depois de sobreviver ao incêndio em seu museu (em uma seqüência espetacular) se transforma em um assassino serial que usa os corpos de suas vitimas para serem as novas estatuas de seu museu.
Indispensável para quem procura o cinema clássico de horror com qualidade.

Curiosidades: Por ser cego de um olho, o diretor André De Toth nunca pôde perceber os efeitos em 3D do filme que dirigiu. Refilmado como A Casa de Cera (2005).



O abominável Dr. Phibes
Sinopse: Anton Phibes, um famoso organista com doutorado em Música e Teologia, sofre um acidente de carro no qual estava sua esposa, Victoria, e é dado como morto. Mas na verdade ele ficou desfigurado e se escondeu das pessoas. Ao se recuperar, Phibes descobrira que sua esposa falecera na mesa de operações. Convencido de que ela foi morta pela incompetência dos médicos, Phibes passa os anos seguintes planejando uma terrível vingança contra todos os cirurgiões que atenderam Victoria.
O Inspetor Trout suspeita de Phibes mas não consegue apoio da Scotland Yard que acredita que o músico esteja morto. O Dr. Vesalius, chefe da equipe médica que operou Victória, acredita nas teorias do inspector Trout e o ajuda a perseguir Phibes.
O Dr. Phibes, que mantém o corpo embalsamado da esposa num sarcófago, usa de vários métodos imaginativos (inspirados na história bíblica das Dez pragas do Egito) para assassinar sete cirurgiões e uma enfermeira. Ele recebe ajuda da sua bonita e silenciosa assistente Vulnavia. A sua última punição ele reserva para o Dr. Vesalius.
A primeira vista parece um filme de terror assustador, mas no fim é algo completamente diferente e vai contra as expectativas de quem vai assistir. Ao começar pela abertura, muito bem engenhosa dirigida por Robert Fuest. O filme começa e assistimos o que parece ser um espetaculo composto por uma orquestra, mas a camera esta longe e quando ela corta para uma sequencia mais de perto, ficamos chocados quando nos demos conta que a orquestra é composta por bonecos de borracha. O filme começa com um verdadeiro musical orquestrado pelo personagem de Vincent Price (por enquanto, o melhor papel que ja vi dele) que por vezes lembra elementos do fantasma da opera, com orgão e tudo mais.
As sequencias de assassinatos que o protagonista comete é embalado com musicas de sucesso da epoca que incluem Charmaine, Darktown Strutters Ball (de Paul Frees), You Stepped out of a Dream, Close Your Eyes (1933) e Elmer's Tune, isso fora os unumeros momentos de humor negro no qual o espectador, apesar de chocado em alguns momentos não resisti e ri das situaçoes inucitadas que o personagem comete, fazendo os investigadores da trama verdadeiros bobos da corte.
Visto hoje, é mais do que obvio que esse filme gerou as sementes que criariam o genero terrir (terror misturado com humor) e serviu de inspiração para cine serie Jogos Mortais.
Filme obrigatorio para os amantes do genero de terror com conteudo.

Curiosidade: A musica Over the Rainbow (lembrada por muitos graças ao classico Magico de Oz) é tocada nos créditos finais do filme.



5 comentários:

ANTONIO NAHUD disse...

Esse filme é muito bacana, Marcelo. Lembro que o assisti uma única vez na tevê mas não o esqueci. Ele utiliza corpos humanos para os bonecos de cera, né?
Abração,

O Falcão Maltês

João Maria Ludugero disse...

Visite meu blog de poesias. Se gostar e puder meseguir, vou gostar muito. Saúde e felicidades, hoje e sempre! Muitas alegrias duradouras e muita luz, muita paz e dias felizes! Abraços,
João, poeta.
www.ludugero.blogspot.com
Até mais!Já te sigo.

Bete Nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bete Nunes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bete Nunes disse...

Museu de Cera eu não vi, mas o Abominável Dr. Phibes é tudo de bom... Ele é abominável, mas a sua fiel Vulnávia consegue ser mais... rs