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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Cine Dicas: Em Cartaz: Sherlock Holmes

Robert Downey Jr é a chave do sucesso da mais nova adaptação sobre o famoso detetive

sinopse:
Final do século XIX. Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) é um detetive conhecido por usar a lógica dedutiva e o método científico para decifrar os casos nos quais trabalha. O dr. John Watson (Jude Law) é seu fiel parceiro, que sempre o acompanhou em suas aventuras. Porém esta situação está prestes a mudar, já que Watson pretende se casar com Mary Morstan (Kelly Reilly). Isto não agrada Holmes, que não deseja o afastamento do colega. O último caso da dupla envolve Lorde Blackwood (Mark Strong), por eles presos ao realizar um ritual macabro que previa o assassinato de uma jovem. Blackwood já havia matado quatro mulheres e tem fama junto a população de ser um poderoso feiticeiro. Ele é preso e depois condenado à forca, mas misteriosamente é visto deixando o túmulo onde seu caixão foi deixado. Holmes e Watson são chamados para solucionar o caso e logo ele se torna um grande desafio para o detetive, que não acredita em qualquer tipo de magia. Em meio às investigações há o retorno de Irene Adler (Rachel McAdams), uma ladra experiente por quem Holmes tem uma queda.


Tanto Robert Downey Jr como o diretor Guy Ritchie tiveram seu tempo de gloria mas logo em seguida seu inferno astral. O primeiro que começou uma carreira de destaque interpretando ninguém menos que próprio Charles Chaplin começou a mesma ir pro ralo a baixo ao se envolver com bebidas, drogas e roubo. Internado, colocou a cabeça no lugar e começou a atuar em filmes independentes na qual começou a novamente a se destacar mas foi interpretando o herói homem de ferro que sua carreira disparou de vez e se tornou um dos atores mais requisitados atualmente. Já Guy Ritchie começou a carreira sendo conhecido como o novo Quentin Tarantino ao dirigir Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes mas diferente do seu amigo de set, Guy não se envolveu em nenhum vicio mas sim arrumou suas coisas e foi se casar com a Madonna. Felicidade até certo ponto no casamento e carreira de diretor começou a se arruinar (principalmente após o desastroso Destino Insólito) e acabou se tornando apenas uma promessa distante. Divorcio veio, e entusiasmo no trabalho volta com a corda toda e acabou criando o ótimo - RocknRolla - A Grande Roubada.Com isso, ambos, ator e diretor unidos criam um filme que da uma repaginada em um dos maiores personagens da literatura e cinema. Não vou me estender falando muito sobre a trajetória desse grande personagem nestas duas mídias mas uma hora crio uma matéria especial sobre ele.
Voltando ao filme, a trama é baseada numa famosa HQ que da uma repaginada no personagem para ser apresentado a essa nova geração, contudo toda a essência do personagem está lá, desde a inteligência, facilidade de desvendar enigmas nos mais mínimos detalhes e até as suas mais loucas excentricidades, características nas quais Robert Downey Jr fica mais do que a vontade e da um verdadeiro show de interpretação e com muito bom humor. Contudo Jude Law não fica atrás e aqui cria a melhor versão de Watson de todos os tempos, diferente das adaptações anteriores que mais parecia uma imagem pálida do protagonista, aqui ele simplesmente se envolve a todo momento nas missões do companheiro mesmo quando quer se livrar delas para daí ter uma vida normal com a sua noiva (Kelly Reilly).mas o roteiro faz o personagem não se livrar da pareceria o que torna uma das grandes sacadas do filme ao fazer até mesmo insinuações sobre a verdadeira natureza da amizade de Watson e Sherlock.
Acertos aparte, erros em evidencia e o filme infelizmente tem, ao começar com o vilão Lorde Blackwood (Mark Strong) que não convence como ameaça nem pra Madre Tereza e a mocinha/bandida Irene Adler (Rachel McAdams) nada mais é que um colírio para os olhos e trama policial em si é mais que batida envolvendo os maçons (ecos do Código de Da Vinci??).
Mesmo com os erros em evidencia Sherlock Holmes conquista o publico graças ao ótimo desempenho da dupla central e pela as características do Guy Ritchie (câmera frenética e câmera lenta a todo o momento e humor negro) que acabou não deixando no seu passado de gloria. Por fim o filme pode ser visto como um grande prólogo para o que irá vir a seguir pois a verdadeira ameaça da trama ficou pelas sombras e quem conhece a mitologia do personagem de cabo a rabo quer mais que uma continuação venha, mas como o velho Holmes sempre dizia, “elementar meu caro Watson” uma continuação é mais que inevitável.

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