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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

CINE ESPECIAL: ALFRED HITCHCOCK: FINAL


Hoje, quarta feira, dia 16 de Novembro e com isso, começa hoje e vai até sábado, o curso A Obra de Alfred Hitchcock, organizado pelo CENA UM no qual eu irei participar. Devido ao curso, decidi rever boa parte de sua filmografia e ao mesmo tempo postar para vocês um pouco que eu sei sobre ele, e com essa revisão e com o curso chegando hoje a noite, o que tenho a dizer sobre Hitchcock?
Por muito tempo, ele sempre foi rotulado como mestre do suspense, mas isso é pouco para ele, já que Hitchcock fazia cinema como ninguém, onde criava cenas nas quais elas próprias já contavam a historia para o publico que assistia. Hitchcock nasceu do cinema mudo, que por sua vez aprendeu muito com o expressionismo alemão daquela época, mesmo tendo começado a fazer cinema na Inglaterra, mas é fato, que tanto o que foi visto no cinema da Alemanha, como dos EUA, serviu de base para Hitchcock criar suas idéias e transportá-las para as telas. Seu primeiro grande sucesso no gênero do Suspense na Inglaterra foi O Pensionista, que tinha um pouco de Fantasma dos Opera (EUA) e um pouco de Gabinete do Dr. Caligari (Alemanha), mas nascia ali, algo que Hitchcock levaria para quase todos os seus filmes, que era em criar personagens ambíguos e nunca ter uma exata certeza de suas intenções interiores. Fato que se repetiria em filmes já nos EUA, como Acusada, onde a ultima cena, mostra Cary Grant pondo seu braço sobre Joan Fontaine, fazendo com que a cena tenha duas interpretações, de que eles “viveram felizes para sempre” ou que o “gato pegou o rato”.
Hitchcock também foi o melhor entre poucos que soube muito bem sobreviver à passagem do cinema mudo para o falado, mas nem por isso, tenha deixado o que o cinema silencioso lhe ensinou, que era criar a historia sem nenhuma palavra, somente com cenas que falam por si. Exemplo mais do que claro é Janela Indiscreta, onde a câmera apresenta ao publico o ambiente que passara a historia, e quando chegamos a James Stewart, a câmera do diretor começa a passar pelo ambiente, onde mostra no que ele trabalha com quem se relaciona e os motivos que o levaram a ficar com a perna quebrada. O publico acaba ganhando inúmeras informações, sem nenhuma palavra dita, e quando se menos se percebe o palco já está armado para historia. Falando nela, é impressionante como ele sabia intercalar momento de suspense com humor na trama, mas isso era um artifício que ele fazia, para o publico relaxar por uns momentos, para depois voltar a aflição, ou vise versa. E sendo um diretor que tentava se superar era de se esperar que fizesse filmes, nos quais o publico não estava preparado. Portanto tenho a maior inveja, daquela geração dos anos 60, que teve o privilégio de ver Psicose e fazer o publico pensar duas vezes antes de se hospedar num motel de lugar nenhum, ou então assistir Pássaros, e começar a enxergar as aves numa nova perspectiva.
Alfred Hitchcock foi isso e mais, um cineasta a frente do seu tempo, que pensava no que o publico queria assistir, mas sempre querendo passar a eles, no mínimo algo original e com sua visão pessoal do cinema. Não é de se espantar, que cineastas consagrados como Brian De Palma, Robert Zemeckis, M. Night Shyamalan, David Fischer e tantos outros, uma vez ou outra prestam homenagem (ou imitam) a ele, mas a meu ver, só haverá um mestre do suspense, ou melhor, dizendo, um verdadeiro mestre em fazer cinema de verdade.

Abaixo, um dos últimos prêmios (merecidos) que o diretor ganhou:

REVEJA AQUI TODAS AS PARTES DO ESPECIAL: Parte 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10.


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Um comentário:

renatocinema disse...

Concordo com sua visão.

Definir diretor A ou B como representante desse estilo ou de outro é complicado e incorreto.

Os mestres, como o diretor de Psicose é muito além do maior mestre do suspense.....foi um dos grandes gênios.