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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 69 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cine Especial: FILMES B QUE AMAMOS: Parte 1

Na primeira semana de outubro (do dia 04  a dia 08) participarei do curso do CENA UM, “Filmes B que Amamos” (Museu da Comunicação: Rua dos Andradas, 959, Porto Alegre) onde o tema principal serão sobre filmes baratos (baixo orçamento e de vários gêneros)  feitos pelo cinema americano que acabou conquistando inúmeros fãs. Por aqui, irei postar sobre o que eu sei desse universo de baixo custo, mas com enorme imaginação.

Plano 9 do Espaço Sideral
Sinopse Uma dupla de alienígenas que estava irritada com as "estúpidas mentes" do planeta Terra faz sua base em um cemitério da Califórnia, pois planejavam através do "Plano 9", que se refere a um eletrodo de longa distância que é colocado nas glândulas pineal e pituitária dos mortos, criar um exército de zumbis que marchassem para conquistar as capitais do mundo. O fato de ressuscitarem só três mortos não os desencoraja. Jeff Trent (Gregory Walcott), um piloto de uma linha aérea que vive perto do cemitério precisa salvar Paula (Mona McKinnon), sua mulher, destes seres.
Para muitos, é o pior filme já feito na historia, mas convenhamos, já houve piores (atualmente há aos montes) e assistindo atualmente, tem seu charme, embora com os seus visíveis defeitos. É preciso reconhecer que Ed Wood amava como nunca o cinema e que possuía uma grande persistência em fazer suas crias, mas que sofria pela mão frouxa em não saber criar certas cenas com mais cuidado, ou simplesmente a falta de sorte em adquirir um orçamento mais generoso para os seus projetos. Os problemas são bem visíveis no cemitério principalmente, não que o lado artificial do local seja o problema, pois vimos isso aos montes nos filmes da hammer e não dávamos bola, mas o grande problema estava no fato das cenas não se casarem  com outras que eram de dia, sendo que as do cemitério em si eram de noite. Mas nada se comparada a incessante cena da aparição de Bela Lugosi (jaz morto na época da filmagem) saindo da floresta, onde Wood a usa toda vez que o personagem esta atrás de alguém, seja dentro ou fora do cemitério. Isso sem contar a hilária participação de um duble (Tom Mason) com a capa cobrindo uma parte do rosto, que servia para substituir Lugosi nas cenas que o personagem surgia.
Misturando o gênero de horror e ficção, o filme foi ao longo dos anos se tornando cultuado e ganhou uma legião de fãs, dentre eles Tim Burton, admirador do diretor e adotando um pouco do seu visual, mas diferente do seu ídolo, teve mais sorte em ter orçamentos mais generosos e, claro, muito mais talento. Burton viria fazer um filme baseado na vida de Wood, mas isso é outra historia para ser contada.

Curiosidade: As cenas dos discos voadores, pode se ver claramente em alguns momentos os fios por onde eles estão presos
As filmagens de Plano 9 do Espaço Sideral foram encerradas em 1956, sendo que o filme apenas foi comercialmente lançado nos Estados Unidos três anos depois.


GLEN OU GLENDA?
Sinopse: Para investigar o suicídio de um travesti, um detetive da polícia busca informações com um psiquiatra entendido no assunto, que lhe conta duas histórias. Na primeira, Glen é casado com Barbara, mas deve descobrir uma maneira de contá-la sobre as suas necessidades de utilizar seus vestidos; na segunda, Alan decide se transformar em mulher fisicamente, através de uma cirurgia.
Após o sucesso do filme Ed Wood (94), muitos dos filmes dele foram redescobertos para uma nova geração cinéfila, dentre eles, esse que foi o primeiro filme que dirigiu em 1853, sendo que já na época, condecorado a pior coisa já filmada. Mas visto atualmente, percebesse que Wood tinha grande imaginação, ao misturar tomadas de Bela Lugosi como um conquistador do mundo, em seqüências extraídas de documentários e filmes destruídos que ele achou em um estúdio abandonado. É curiosa a conversa do médico, muito didatismo, sobre o assunto e a parte ficcional, na qual Wood, que realmente gostava de se vestir de mulher, interpreta Glen e Glenda. As partes nem sempre se casam (fato muito visto nos filmes de Wood) e o absurdo que provocam, justifica o charme que o filme acabou adquirindo ao longo do tempo.


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2 comentários:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Marcelo, vc está jogando duro. Bacana. E por aqui não tem nenhum curso de cinema interessante...

O Falcão Maltês

Marcelo C,M disse...

Bom, o pessoal daqui ficava me dizendo que não adiantava nada eu ser entendedor de cinema se eu não tinha nenhum certificado como comprovante. Agora, se eu tiver uns 30, vão reclamar de que então? hehehe.
Uma pena que não tem por ai, e logo mais terá sobre Ingman Bergman. Eu insisto, se puder, venha para cá fazer o curso quando for lançado. É quase certo que será num final de semana, a não ser que decidam por uma semana de aula, já que a filmografia dele é extensa.