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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 25 de maio de 2023

Cine Dicas: Próximas Sessões do Clube de Cinema de Porto Alegre

 Segue a programação do Clube de Cinema no próximo final de semana.

"A Primeira Morte de Joana"

SESSÃO DE SÁBADO CLUBE DE CINEMA

Local: Cinemateca Capitólio

Data: 27/05/2022, sábado, às 10:15 da manhã


"Cria Cuervos" (Cría Cuervos)

Espanha, 1976, 110 min, 16 anos

Direção: Carlos Saura

Elenco: Ana Torrent, Geraldine Chaplin, Héctor Alterio, Mónica Randall, Florinda Chico

Sinopse: Ana (Geraldine Chaplin) é uma mulher de tristes lembranças. Duas décadas antes, quando tinha nove anos, ela acreditava ter em suas mãos um misterioso poder sobre a vida e a morte de seus familiares. Assim teria causado a morte inesperada do pai, o militar franquista Anselmo (Héctor Alterio), logo após o doloroso martírio da mãe.

* * * * *

SESSÃO DE DOMINGO CLUBE DE CINEMA 

Evento com a presença da equipe do filme 

Local: Sala Eduardo Hirtz, Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana

Data: 28/05/2023, domingo, às 10:15 da manhã


"A Primeira Morte de Joana"

Brasil, 2020, 91 min, 14 anos

Direção: Cristiane Oliveira

Elenco: Letícia Kacperski, Isabela Bressane, Joana Vieira, Lisa Gertum Becker 

Sinopse: Joana, de 13 anos, quer descobrir por que sua tia-avó morreu sem nunca ter namorado ninguém. Os questionamentos e descobertas da adolescente mexem com a comunidade tradicional onde ela vive, no sul do Brasil, ao mesmo tempo em que o lugarejo acompanha a construção de uma usina eólica nas proximidades. Com locações nas cidades de Osório e Santo Antônio da Patrulha, este é o segundo longa da diretora gaúcha e foi visto em mais de dez festivais internacionais.

Sobre o Filme: A descoberta da sexualidade na pré-adolescência gera uma cruzada para que o jovem possa compreendê-la. No recente "Close" (2022), por exemplo, vemos dois jovens amigos sentindo sensações que antes não sentiam um pelo outro, mas cuja “não aceitação” pelo que realmente sente pode desencadear danos irreversíveis. "A primeira Morte de Joana" (2020), fala sobre a descoberta de sentimentos ainda inéditos para a protagonista central, mas de forma singela e em meio ao conservadorismo hipócrita.

Dirigido por Cristiane Oliveira, do filme "A Mulher do Pai" (2017), o filme conta a história sobre Joana (Letícia Kacperski), que experimenta o típico período transicional entre a infância e a adolescência, que faz com que ela viva os questionamentos e reflexões mais variadas possíveis. Uma grande questão que passa por sua cabeça é entender por que sua tia-avó faleceu aos 70 anos sem nunca ter namorado alguém. Mas ao encarar os valores da comunidade em que vive no Sul do Brasil, ela percebe que todas as mulheres da sua família guardam segredos, o que traz à tona algo escondido nela mesma. E enquanto sua jornada fica cada vez mais repleta de dúvidas, uma grande usina eólica começa a ser construída na pequena cidade em que vive.


Confira a minha crítica completa clicando aqui. 


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quarta-feira, 24 de maio de 2023

Cine Dica: Em Cartaz - 'Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes'

Sinopse: Um ladrão e um bando de aventureiros embarcam em uma jornada épica para recuperar uma relíquia. 

Embora eu tenha crescido curtindo tudo de bom da cultura pop eu nunca havia parado para jogar um RPG, sendo que o primeiro vislumbre disso foram os meninos jogando esse jogo no primeiro ato do clássico "ET" (1982). Porém, esse universo mágico que é jogado em um tabuleiro foi adaptado em um desenho clássico chamado "Caverna do Dragão" e quem cresceu comigo nos anos oitenta dispensa apresentação. Pois bem, "Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes" (2023), não é somente fiel as suas raízes, como também nos faz relembrar de tempos muito mais simples em que curtíamos uma boa aventura em uma "Sessão da Tarde" longínqua.

Dirigido por Jonathan Goldstein (XII) e John Francis Daley, o filme conta a história de um mundo repleto de dragões, elfos, anões, orcs e outras criaturas fantásticas, sobreviver é sempre um grande desafio. O bardo Edgin (Chris Pine), embarca em uma missão para resgatar uma relíquia mágica, capaz de ressuscitar sua esposa e recuperar a confiança de sua filha Kira (Chloe Coleman). O homem se une a um improvável bando de aventureiros, e juntos eles se arriscam entre os lugares mais perigosos e misteriosos desse universo, dispostos a combater o mal e a derrotar as mais terríveis criaturas que surgem em seus caminhos. Mas as coisas podem sair perigosamente erradas.

Em tempos atuais em que o público cinéfilo parece estar sentindo certo esgotamento com relação a franquias infinitas, é sempre bom pararmos para assistir a uma boa aventura com começo, meio e fim e não nos preocuparmos se haverá ou não uma continuação a seguir. O filme é basicamente isso, do qual sintetiza tempos em que íamos assistir um filme de forma descompromissada e sem se preocupar em ter que assistir aos outros filmes para entendermos a história. Eu acho que chegamos a um ponto que precisamos deste tipo de refresco e o filme veio no momento certo.

A trama é aquela típica aventura em que improváveis protagonistas decidem se unirem para um bem maior em meio a uma ameaça na moda antiga em que o vilão somente quer conquistar o mundo. Portanto, pode esperar por atuações canastronas, porém, muito divertidas ao serem assistidas, principalmente vindas pelo intérprete Chris Pine, cujo seu personagem Edgin cai como uma luva para a sua galeria de heróis pilantras, porém, com coração enorme. E o que dizer de Michelle Rodriguez, que faz de sua personagem guerreira Holga um dos seus melhores desempenhos de sua carreira em anos e fazendo a gente até mesmo desejar revê-la novamente na pele da personagem.

Falando em atuações canastronas, como é bom rever Hugh Grant de volta ao jogo no cinemão norte americano, pois eu nunca o achei um ótimo ator, mas ele sempre passa aquele ar de boa praça e ao velo como um vilão cartunesco me animou muito. Porém, é preciso ficar de olho com relação aos novos talentos e Sophia Lillis, mais conhecida por "It - A Coisa" (2017), está cada vez mais chamando atenção e sua personagem Doric é outra peça da trama que nos conquista facilmente. Ou seja, todos do elenco estão ótimos, não sendo meras figuras para encher a tela, mas sim para serem parte de uma trama cheia de ação e magia.

Com relação em termos de ação, para a minha surpresa, os realizadores não se entregam facilmente ao CGI, sendo que há muito efeitos práticos como se fazia antigamente e transitando com harmonia aos efeitos visuais de ponta de hoje em dia. Neste último caso, quando eles acontecem, surgem em situações para colaborar com a trama e nunca a deixar confusa, sendo diferente de outras franquias que fazem a gente nem entender o que acontece na tela. Ou seja, é um refresco para os nossos olhos e mentes que andam cansados com tamanhas imagens e informações que, por vezes, nos cansa ao invés de nos entreter no escurinho do cinema.

Com relação a fidelidade, porém, sou suspeito ao analisar neste caso, pois como eu disse acima eu nunca joguei um RPG. Porém, principalmente com relação ao ato final, percebo que os protagonistas se metem em diversos desafios para saírem vivos e me lembrando até mesmo vídeo games como os do “Super Mario Bros”. A meu ver, o RPG não é muito diferente e, portanto, acredito eu que o filme cumpre com louvor para aqueles fãs que esperam se sentir recompensados ao longo do percurso.

Se haverá ou não uma continuação isso é o que menos importa, já que o filme termina de uma forma redonda, emocionante e sem pontas soltas. Talvez cheguemos a um ponto que o público esteja cansado de ver franquias intermináveis, mas sim em curtir um filme que vale para ser lembrado ao longo do tempo. Com uma curiosa homenagem ao clássico desenho “Caverna do Dragão”,  "Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes" é o resgate das velhas fórmulas dos filmes de aventura, da qual diverte, nos emociona e não nos cobra para ver outras sagas para entendermos a história.   


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Cine Dica: 100 Anos de Cultura e Conflitos

100 Anos de Cultura e Conflitos: série dirigida pelo cineasta João Batista de Andrade estreia dia 29 de maio no SescTV

O lançamento também inclui première no CineSesc e um encontro com o diretor da série, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc


Assista ao teaser: https://www.youtube.com/watch?v=EuS3RbX3BxY


São Paulo, maio de 2023 – No dia 29, às 21h, estreia no SescTV a série “100 Anos de Cultura e Conflitos”, uma produção da PaleoTV, com direção de João Batista de Andrade, cineasta, produtor de cinema e televisão, roteirista e escritor brasileiro. Na mesma data de estreia no canal, o SescTV promove no CineSesc um evento de lançamento que acontecerá a partir das 20h30. Na ocasião, o diretor João Batista vai comentar sobre as motivações e desenvolvimento da produção, e o primeiro episódio “A Revolta dos Tenentes” será exibido. A atividade será aberta ao público, mediante retirada de ingressos na bilheteria do CineSesc (R. Augusta, 2075 - Cerqueira César),  a partir das 19h.

A série “100 Anos de Cultura e Conflitos” explora, ao longo de 16 episódios e a partir da análise de importantes historiadores e pensadores contemporâneos, os eventos históricos que moldaram a política e a cultura brasileira atuais. Movimentos como a Semana de Arte Moderna e o Tenentismo, ambos ocorridos em 1922, são investigados, assim como outros marcos fundamentais na história do Brasil. A partir do dia 29, a série também estará disponível sob demanda pelo sesctv.org.br/100anos.

Na semana seguinte à estreia, o SescTV realizará um encontro com o diretor João Batista. O evento será aberto ao público e acontecerá no dia 5 de junho, a partir das 16h, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - Bela Vista). Além do cineasta, participa da conversa a atriz Naruna Costa. Os convidados vão abordar temas como o tenentismo, a insistente presença dos militares na história do Brasil, revoluções como a Guerra do Paraguai, a Revolução de 1924 e a Coluna Prestes, a Semana de Arte Moderna, Questão Indígena, entre outros. 


Sobre a série:

Para o diretor João Batista de Andrade, a produção busca investigar o emaranhado de contextos históricos que constituem a cultura brasileira e o funcionamento da sociedade. A série guia o espectador em um diálogo sobre uma sequência de eventos que sofreram a influência das ideologias disponíveis no início do século XX e que se moldaram a partir da herança cultural do século XIX, definindo a trajetória incerta da República e da Democracia.

“Claramente ‘100 anos de cultura e conflitos’ diferencia-se dos bons trabalhos que abordam exclusivamente o centenário da Semana de Arte Moderna”, conta o cineasta. “Nesta série, decidimos falar desses 100 anos, por meio de uma conjunção histórica. São 100 anos de uma afirmação cultural moderna e, ao mesmo tempo, da ascensão do militarismo com a revolta dos "tenentes" no Forte de Copacabana”. Para o diretor, a produção explora como as esferas da política e da cultura puderam conviver em um período tão marcado pelas contradições da vida política brasileira e pela presença militar, em meio a luta na construção de um país moderno e democrático, saído tão recentemente do escravismo.

Os 16 episódios da série 100 anos de Cultura e Conflitos, abordam, respectivamente, os seguintes temas: A Revolta dos Tenentes; a Revolução de 24 e a Coluna Prestes; A Semana de Arte Moderna; A Guerra do Paraguai; A “libertação” dos escravizados; Primeira República – partes 1 e 2; 1930, enfim a Revolução; A Rádio Nacional e o Cinema Sonoro; A revolução de 32; A intentona comunista; O Plano Cohen; Getúlio, o Eterno Retorno; JK, Jango e o Golpe de 64; A Questão Indígena no Brasil; 100 Anos de Política e de Golpes.


Sobre o diretor:

João Batista de Andrade iniciou sua carreira no cinema em 1963 e, desde então, dirigiu mais de 30 produções, atuou, escreveu doze livros e recebeu diversas premiações por suas obras em alguns dos principais festivais do planeta. Foi secretário da Cultura do Estado de São Paulo, quando criou o PROAC - Programa de Ação Cultural. Foi também Presidente do Memorial da América Latina e Ministro Interino do Ministério da Cultura e assumiu interinamente o Ministério da Cultura em 2017.


SERVIÇO:

100 Anos de Cultura e Conflitos

Estreia no canal: 29/5, segunda, a partir das 21h

Classificação indicativa: 10 anos

Duração: Aproximadamente 26 min. cada

Direção: João Batista de Andrade

Produção: Paleo TV

Evento de lançamento no CineSesc

Data e hora:  29/5, segunda, a partir das 20h30

Local: CineSesc - rua Augusta, 2075 - Cerqueira César, São Paulo

Retirada de ingressos a partir das 19h, na bilheteria do CineSesc


Bate Papo com João Batista de Andrade no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc (CPF)

Evento aberto ao público com entrada gratuita mediante inscrição no site do Centro de Pesquisa e Formação, em sescsp,org,br/cpf (vagas limitadas)

Data e horário: 05/06/2023, às 16h

Local: Centro de Pesquisa e Formação (CPF): rua Dr. Plínio Barreto, 285 - Bela Vista, São Paulo

Convidados: historiadora Maria Cecília Forjaz e atriz Naruna Costa


Sobre o SescTV:

O SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo, distribuído gratuitamente, que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua grade de programação é permeada por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com grandes nomes da música e da dança. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras artes também estão presentes na programação.


Para sintonizar o SescTV:

Consulte sua operadora             

Assista também online em sesctv.org.br/noar 

Siga o SescTV no twitter: @sesctv 

E no Facebook: facebook.com/sesctv

No Instagram: @sesctv


Informações para a imprensa:

SescTV – Assessoria de Imprensa

Bruna Dutra – marketing@sicomunicacao.com.br

(12) 98218-2772

Silvana Inácio – silvana@sicomunicacao.com.br

Contato: (11) 3042-5641 | (11) 97688-3624

terça-feira, 23 de maio de 2023

Cine Dica: Streaming - 'Shazam! Fúria dos Deuses'

Sinopse: Deuses antigos chegam à Terra em busca da magia roubada deles há muito tempo. Shazam e seus aliados são lançados em uma batalha por seus superpoderes, suas vidas e o destino do mundo. 

Eu gosto de comparar o gênero das adaptações das HQ de Super Heróis para o cinema com o gênero de faroeste. Neste último caso, por exemplo, ele foi levado tantas vezes para o cinema no período do século vinte que ele se viu praticamente morto nos anos oitenta, mas tendo uma breve ressurreição no início dos anos noventa através de títulos como "Os Imperdoáveis" (1992) e "Dança com Lobos" (1990). Por enquanto, não estamos diante da revitalização de um gênero, mas sim de sua possível queda.

Enquanto Marvel/Disney deixou a sua máquina de fazer filmes e séries no piloto automático, por outro lado, Warner/DC não sabem ao certo em que direção estão tomando, mesmo tendo a promessa através do James Gunn de que tudo será novo e melhor. O problema não é o quanto irão investir, mas sim até onde poderão obter uma trama que realmente possa empolgar o público hoje em dia. Em tempos de pós pandemia em que a população sentiu na carne a força da natureza é preciso que os gêneros cinematográficos como esse se reinventem para esse novo mundo, ou então cairão por tempo indeterminado no buraco do esquecimento.

Neste cenário indefinido, ao menos, um ou outro personagem tem chamado atenção por suas aventuras despretensiosas e bem típicas de filmes do melhor período da Sessão da Tarde. "Shazan" (2019) era aventura deliciosa para se assistir com toda a família, mas que quase perdeu os holofotes, pois estava ao mesmo tempo estreando "Vingadores - Ultimato" (2019) e o resto da história todo mundo sabe. Como alguém que não quer nada eis que chega   "Shazam! Fúria dos Deuses" (2022), filme que não promete revolucionar a roda, mas não significa que seja algo para se jogar fora.

Dirigido novamente por David F. Sandberg o filme é uma sequência do primeiro filme do herói que apresenta as aventuras do adolescente órfão Billy Batson (Asher Angel). Basta gritar uma palavra – SHAZAM! – para que o jovem se transforme no super-herói adulto Shazam (Zachary Levi), dom que recebeu de um antigo mago. Um menino dentro de um corpo de herói, Shazam se diverte com seus superpoderes e começa a testar os limites de suas habilidades, mesmo que precise dominar estes poderes rapidamente para lutar contra as forças do mal. Nessa nova aventura, agraciado com os poderes dos deuses, Billy Batson e seus companheiros ainda estão aprendendo a conciliar a vida adolescente com os álter egos de super-heróis adultos. Quando um trio vingativo de deuses antigos chega à Terra em busca da magia roubada deles há muito tempo, Shazam e seus aliados são lançados em uma batalha por seus superpoderes, suas vidas e o destino do mundo.

Novamente o filme vai a fundo com relação aos Deuses do passado e fazendo da trama até mesmo ter alguns pontos sombrios para dizer o mínimo. Porém, tudo é suavizado com a presença da família super heroica que, além de defender o mundo, precisam lidar com o dia a dia da vida adolescente e que com ela vem sempre mudanças para terem que lidar na medida em que o tempo passa. Neste contexto, o filme ganha pontos ao fazer dos personagens mais humanos e falhos, sendo uma fórmula que já havia funcionado com Homem Aranha e aqui é sempre bem-vinda. De todos dessa inusitada família heroica quem se sobressai é justamente Freddy e interpretado sublimemente por Jack Dylan Grazer.

Ele, aliás, obtém uma aliança inusitada com o mago Shazan e que é interpretado pelo ótimo ator Dijimon Houson. Ambos possuem aquela velha fórmula de sucesso com relação ao professor e aluno. sendo que isso já foi também usado a exaustão no cinema, mas que aqui ainda funciona como uma luva. Vale destacar que as versões adultas dos personagens têm maior destaque, especial justamente a Billy Batson.

Se no filme anterior era difícil a gente acreditar que o herói e o garoto eram a mesma pessoa, aqui essa sensação diminui, pois Asher Angel acaba tendo menos tempo em cena enquanto Zachary Levi possui um tempo maior e obtendo a chance de desenvolver melhor o personagem que foi muito apontado no filme anterior como bem bobalhão. Não que o humor tenha diminuído, mas aqui ele acontece nos momentos quando devem e sendo a maioria protagonizados pelo ator que se entregou ao personagem muito bem diga-se de passagem.

Quanto ameaça em si não traz nenhuma novidade, nem pelo fato de as antagonistas serem interpretadas por veteranas como Helen Mirrem, Lucy Liu e a jovem talento Rachel Zegler. Se essa última possui um conflito ao ficar dividida entre a herança dos Deuses a raça humana, as duas primeiras possuem um conflito sobre como irão usar os seus poderes uma vez que reconquistaram novamente. Mas isso não é o suficiente para as personagens serem interessantes, já que tudo isso fica muito na superfície e deixando com que ação se sobressaia em meio a qualquer dilema.

Falando em ação, do segundo ao terceiro ato o filme se entrega novamente aos inúmeros efeitos visuais que, ao menos, se casam com a proposta principal da obra e não se tornam meros enfeites. Mas o problema principal do filme talvez esteja novamente com relação a repetição, do qual há o desafio, há o dilema e, por fim, a redenção que é consumada. É familiar e tudo que podemos é somente aceitar e poder curtir.

Ao menos, o final do filme nos brinda com duas situações inesperadas, sendo que uma nos cria uma certa aflição e surpresa, para logo em seguida ser resolvida com outro fator surpresa e do qual ninguém esperada. Pode soar forçado, mas no fundo eu vibrei muito com essa solução que para alguns irá parecer uma verdadeira piada, porém, para mim se tornou bem divertida. Como não poderia deixar de ser, o filme nos dá pistas sobre uma eventual continuação, mas que ficamos na dúvida se realmente irá acontecer um dia.

"Shazam! Fúria dos Deuses" é um ótimo passatempo para toda a família, mas que vem em um momento em que o gênero heroico cinematográfico talvez esteja se encaminhando para o seu inevitável esgotamento. 

Onde Assistir: HBO Max. 

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Cine Dica: Sala Redenção apresenta programação de cinema africano

Anualmente, durante a Semana da África da UFRGS, a Sala Redenção organiza uma programação com filmes produzidos no continente. A edição de 2023, intitulada “Narrativas Africanas”, exibe oito documentários, de seis diferentes países, realizados entre 2016 e 2021. Em cartaz de 22 a 31 de maio, a programação busca abordar como as questões socioeconômicas da região impactam, transformam e motivam as personagens de cada uma das obras cinematográficas.

Dentro da programação oficial da Semana da África na UFRGS e em parceria com o Departamento de Educação e Desenvolvimento Social (DEDS), a Sala Redenção exibe dois filmes. O primeiro, “Kemtiyu, Cheikh Anta”, retrata o homenageado do evento, Cheikh Anta Diop, importante figura intelectual e política do Senegal. O segundo, “Système K”, consiste em um documentário congolês sobre um grupo de artistas de rua da capital Kinshasa.

Complementando a programação, a mostra recebe mais um filme do Congo (“Navegando até Kinshasa”), além de obras do Lesoto (“Mãe, Eu Estou Sufocando. Este é o Meu Último Filme Sobre Você), do Níger (“Zinder”) e do Egito (“Amal”). Da República Centro-Africana, são exibidos dois documentários que tratam a temática da educação, “Nós, Estudantes!” e “Makongo”.

“Narrativas Africanas” prevê sessões de segunda a sexta-feira, às 16h e às 19h, com entrada franca e aberta à comunidade em geral. A Sala Redenção está localizada no campus central da UFRGS, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333.

A mostra é uma realização do cinema da UFRGS em parceria com a Aliança Francesa de Porto Alegre e a Cinemateca da Embaixada da França.


Confira a programação completa na pagina oficial da sala clicando aqui. 

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Cine Dica: Em Cartaz - 'Guardiões da Galáxia Vol. 3'

Sinopse: Peter Quill deve reunir sua equipe para defender o universo e proteger um dos seus. Se a missão não for totalmente bem-sucedida, isso pode levar ao fim dos Guardiões. 

James Gunn havia feito o seu dever de casa quando lançou o seu primeiro "Guardiões da Galáxia" (2014), sobre um grupo de anti-heróis espaciais e cuja aventura era embalada com uma boa trilha sonora e que remetia aos anos dourados da década de oitenta. Essa nostalgia se fortaleceu ainda mais no segundo filme, mas os rumos dos personagens ficaram em aberto após os eventos de "Vingadores - Ultimato" (2019). Mas eis que chega "Guardiões da Galáxia Vol.3" (2023), filme que encerra a jornada desses desajustados de forma digna e emocional na medida certa.

Na trama, o grupo busca se estabelecer em "Lugar Nenhum", mas não demora muito para que suas vidas sejam reviradas pelos ecos do passado turbulento de Rocket (Bradley Cooper). Ainda se recuperando da perda de Gamora (Zoe Saldana), após os acontecimentos de "Vingadores: Ultimato", Peter Quill (Chris Pratt) reúne sua equipe para defender o universo e um companheiro de equipe. Mas esta missão pode significar o fim dos Guardiões como conhecemos, se ela não for bem-sucedida.

James Gunn sabe onde tocar profundamente em nós quando o assunto é criar um elo emocional que nos faz nos identificarmos facilmente com os personagens. Se na abertura do primeiro filme isso já havia dado certo aqui a situação não é diferente, pois em poucos minutos conhecemos a origem trágica de Rocket e para logo em seguida ser embalada com a música "Creep" da banda Radiohead. Todo esse momento não é somente para nos simpatizarmos com o personagem, como também nos darmos conta que a sua jornada estava sendo construída aos poucos no decorrer dos filmes e aqui sendo finalizada de uma forma tão bem amarrada que fará qualquer marmanjo deixar de escorrer uma lagrima.

O que mais impressiona é que estamos falando de um personagem criado digitalmente, mas que nos passa vida e emoção na medida certa. Aliás, é nas cenas entre Rocket, Lylla, Dentes (Asim Chaudhry) e Chão (Mikaela Hoover) que nós encontramos o verdadeiro coração pulsante do filme como um todo. São personagens expressivos, com alma e que nos faz até mesmo esquecer que foram feitos digitalmente.

Nada mal para um estúdio que até a pouco tempo estava sendo duramente criticado pelos seus trabalhos de efeitos visuais duvidosos, mas que aqui é tudo feito com o maior carinho. As cenas de ação, tanto do espaço como dentro das espaçonaves são um verdadeiro colírio para os nossos olhos, sendo que a cena em plano-sequência do corredor onde os protagonistas encaram diversos vilões é um dos grandes momentos do filme em termos de ação muito bem filmada. Vale destacar que o humor se faz novamente de corpo presente dentro do filme, mas jamais de forma boba e que surge na hora certa ao invés de involuntariamente.

Embora seja um filme que se apresente com algumas pontas soltas devido aos eventos de outros longas da Marvel, os realizadores se concentraram para tornar o filme único e olha que estamos falando de um capítulo de uma trilogia, mas cuja trama pode até mesmo ser compreendida mesmo para aqueles que não assistiram aos filmes anteriores. É uma aventura que muitas plateias irão se identificar, que vai desde a questão sobre o significado de ter uma família, como também com relação o quanto é importante preservar a vida. Neste último caso ela é ameaçada pelo "Alto Evolucionário", que é interpretado pelo ator Chukwudi Iwuji e que com certeza fará muitos desejarem ele ter um destino trágico, pois o personagem nos fascina e ao mesmo tempo sentimos total desprezo contra ele e de forma justa.

Ao final, cada personagem encontra a sua redenção e da qual talvez estivesse procurando desde o primeiro filme. Por conta disso há despedidas, discursos emocionantes e assuntos a serem resolvidos e que foram adiados por muito tempo. Não significa que esses queridos personagens estejam nos dando Adeus, mas simplesmente um até breve e fazendo com que a gente deseje revê-los de novo em uma nova fase. As últimas palavras de Groot dentro da trama sintetizam muito bem isso e fazendo que nos sintamos mais do que satisfeitos.

"Guardiões da Galáxia Vol.3" é um dos melhores filmes da Marvel desde "Vingadores Ultimato", onde James Gunn encerra a sua trilogia de forma emocional e que nos pega de jeito em nossos corações em todos os sentidos.  


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Cine Dica: Programação 23 a 31 de maio de 2023 da Cinemateca Capitólio

Hiroshima, Meu Amor


FILMES ROTEIRIZADOS POR MARGUERITE DURAS EM CARTAZ

De 25 de maio a 2 de junho, a Cinemateca Capitólio apresenta a mostra A Roteirista Duras, com cinco filmes roteirizados pela autora Marguerite Duras entre 1959 e 1966, incluindo Uma Tão Longa Ausência, de Henri Colpi, vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 1961, e Hiroshima, Meu Amor, inesquecível parceria com o diretor Alain Resnais lançada em 1959, o ano da explosão da Nouvelle Vague. O valor do ingresso é R$ 10,00.

No domingo, 28 de maio, às 17h30, a programação apresenta uma sessão especial de Hiroshima, Meu Amor, seguida de debate com a crítica de cinema Carla Oliveira e o programador Leonardo Bomfim. A sessão é uma realização da Aliança Francesa de Porto Alegre e da livraria Baleia.

A mostra tem o apoio da Cinemateca da Embaixada da França e do Institut Français.


Mais informações: http://www.capitolio.org.br/novidades/6274/a-roteirista-duras/


CINEMA DO RS EM DESTAQUE

Na quarta-feira, 24 de maio, a Cinemateca Capitólio apresenta a sessão de pré-estreia de Monumental! O Restauro de um Símbolo, documentário de Jaime Lerner. A partir de 25 de maio, quinta-feira, o longa-metragem A Primeira Morte de Joana, de Cristiane Oliveira, entra em cartaz na Cinemateca Capitólio. No dia 30 de maio, às 19h, a Cinemateca Capitólio apresenta uma sessão especial da webserie Confessionário – Relatos de Acordar, de Deborah Finocchiaro e Luiz Alberto Cassol.


Mais informações: http://www.capitolio.org.br/eventos/6272/monumental-o-restauro-de-um-simbolo/

http://www.capitolio.org.br/eventos/6298/a-primeira-morte-de-joana/

http://www.capitolio.org.br/eventos/6296/confessionario-relatos-de-acordar/


ÚLTIMA SEMANA PARA VER CINEMA DA RD CONGO

A Cinemateca Capitólio apresenta a mostra Retratos de Kinshasa, com sete filmes que revelam diferentes aspectos do cotidiano vivido na capital da República Democrática do Congo, até o dia 28 de maio. A programação tem o apoio da Cinemateca da Embaixada da França e do Institut Français.  O valor do ingresso é R$ 10,00.


Mais informações: http://www.capitolio.org.br/novidades/6267/retratos-de-kinshasa/   


GRADE DE HORÁRIOS

23 a 31 de maio de 2023


23 de maio (terça-feira)

15h – Felicidade

17h30 – Système K

19h – Maki'la


24 de maio (quarta-feira)

15h – Caminho para Kinshasa

17h – Victoire Terminus

19h – Monumental! O Restauro de um Símbolo (pré-estreia)


25 de maio (quinta-feira)

15h – Système K

17h – A Primeira Morte de Joana

19h – Uma Tão Longa Ausência


26 de maio (sexta-feira)

15h – A Vida é Bela

17h – A Primeira Morte de Joana

19h – Eu Quero Falar Sobre Duras


27 de maio (sábado)

15h – Caminho para Kinshasa

17h – A Primeira Morte de Joana

19h – Maki'la


28 de maio (domingo)

15h – Felicidade

17h30 – Hiroshima, Meu Amor + debate


30 de maio (terça-feira)

15h – Corações Desesperados

17h – A Primeira Morte de Joana

19h – Confessionário – Relatos de Acordar


31 de maio (quarta-feira)

15h – Eu Quero Falar Sobre Duras

17h – A Primeira Morte de Joana

19h – Chamas de Verão