Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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Cinema ucraniano e premiado lançamento brasileiro em cartaz na Cinemateca Capitólio, que também recebe várias sessões especiais
A semana da Cinemateca Capitólio entre 10 e 16 de setembro segue exibindo a mostra Dias de Cinema Ucraniano, iniciada em 6 de setembro último, que divide horários como o longa brasileiro Aquele que Viu o Abismo, de Gregorio Gananian e Negro Leo. Entre as atrações especiais da semana, na quinta-feira, dia 10, às 19h30, a Cinemateca Capitólio exibe dois curtas documentais do diretor gaúcho Cássio Tolpolar, O Clube de Cultura e Imigrante/Habitante.Na sexta-feira, 11 de setembro, às 19h15, o cineclube Academia das Musas promove a exibição de A Mulher de Ninguém (1937), clássico melodrama mexicano dirigido pela pioneira Adela Sequeyro.
No sábado, dia 12, às 18h, a atração é a exibição do longa Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes, de Cacá Nazario e Bruno Polidoro. A sessão é uma homenagem ao escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, que completaria 78 anos neste dia 12 de setembro, e é o 5º encontro da Jornada Caio Quintessencial. A sessão é acompanhada de uma palestra com Fabiano de Souza, cineasta, doutor em Comunicação Social e autor do livro Caio Fernando Abreu e o Cinema, e traz como convidado Cacá Nazario, cineasta e um dos diretores do documentário, com mediação de Amanda Costa, doutora em Literatura e amiga pessoal de Caio. Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes é um roadmovie poético construído através da vida e obra do escritor Caio Fernando Abreu. Santiago, Amsterdã, Berlim, Colônia, Paris, Londres, Porto Alegre, São Paulo. As cidades que testemunharam a vida breve do poeta, dramaturgo e escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996) são revisitadas e recobertas agora de fragmentos de suas obras e lembranças de seus amigos, como Maria Adelaide Amaral, Grace Gianoukas e Adriana Calcanhoto.
No domingo, dia 13 de setembro, a Cinemateca Capitólio abre espaço para o show/performance Agnès Varda por Juçara Marçal, programação paralela à exposição da fotógrafa e cineasta francesa que acontece na Fundação Iberê Camargo. Serão duas apresentações, às 17h e às 20h, ambas com ingressos já esgotados.
Confira a programação completa no site oficial da Cinemateca clicando aqui.
Nota: Filme exibido para os associados no dia 03/09/26.
Sinopse: Sidi, um trabalhador mauritano empregado na França, enfrenta, como tantos outros imigrantes, condições precárias de trabalho e exploração por parte dos patrões. Diante do racismo e da exploração econômica, ele e outros trabalhadores começam a se organizar para combater essas condições.
O filme se alinha ao campo da docuficção, em que a linguagem documental transita por elementos que soam fictícios, mas mantêm uma pegada extremamente realista. O clássico iraniano "Close-Up" (1990), do mestre Abbas Kiarostami, recria os passos de um homem em julgamento ao mesmo tempo em que documenta os fatos que o levaram àquela situação. "Nacionalidade do Imigrante" (1975/1976) segue uma premissa similar, mas dialoga com os fragmentos e técnicas deixados pelo movimento da Nouvelle Vague, o que torna o projeto ainda mais instigante de se acompanhar de perto.
Dirigido e roteirizado por Sidney Sokhona, o trabalho foca no protagonista Sidi, um trabalhador mauritano que enfrenta a precariedade e a exploração em solo francês. Diante do racismo e da marginalização econômica, ele e seus companheiros passam a se organizar coletivamente.
A França sempre foi vista historicamente como um destino para diversos fluxos migratórios, rotulada por muitos como uma espécie de "terra das oportunidades". No entanto, se os EUA se consolidaram no imaginário por seu histórico racista e xenofóbico, a realidade francesa não se mostra muito diferente: abre as portas para a mão de obra imigrante, mas nega as condições dignas para quem busca recomeçar do zero. O próprio Sidi procura por muito tempo uma oportunidade para se sustentar, mas encontra no "não" a resposta padrão — da mesma forma que vê seus irmãos de trajetória sendo sistematicamente ignorados.
Feito com recursos modestos, o filme revela uma Paris distante dos cartões-postais. Se num primeiro momento os recém-chegados se deslumbram com os monumentos da cidade, a narrativa se torna crua ao expor a realidade dos alojamentos precários, onde os trabalhadores são praticamente empilhados em quartos sem o menor conforto, testando diariamente sua resistência. É particularmente instigante observar a reação dos parisienses em cena: muitos surgem desconcertados diante das câmeras, transparecendo receio diante da postura e dos protestos dos imigrantes que ocupam o espaço público para reivindicar direitos.
A meu ver, o filme também funciona como uma síntese da ressaca do pós-Maio de 68. Se nos momentos de efervescência estudantil e operária havia a promessa de profundas transformações, o olhar de Sidney Sokhona escancara como essa energia revolucionária foi gradualmente absorvida e sucateada, restando uma militância que por vezes parecia uma imagem pálida de algo que um dia foi maior. Em tempos atuais, marcados por novas crises migratórias e conflitos globais, o filme demonstra não ter envelhecido um único milímetro — o que torna a sua experiência de visão ainda mais impactante e assombrosa.
"Nacionalidade do Imigrante" é um registro histórico urgente de uma Paris crua e realista. Um filme que expõe as dores da experiência imigrante por meio de questões que, infelizmente, permanecem inteiramente atuais.
CineBancários: “Viva Marília” estreia dia 10 de setembro junto de “Gonzaguinha – Da Maior Liberdade”
Dirigido por Zelito Viana, filme que retrata vida e obra da atriaz Marília Pêra, divide a programação com documentário sobre o músico Gonzaguinha e com “Muito Prazer”, filme de Jorge Furtado que segue para a segunda semana em cartaz
“Viva Marília” estreia no CineBancários em 10 de setembro, com direção de Zelito Viana, codireção de Esperança Motta e roteiro de Nelson Motta. O documentário examina o impacto do contexto histórico, político e social do Brasil nos anos 1960, 1970 e 1980, na vida e obra da atriz Marília Pêra. O longa é uma coprodução Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil, com distribuição Mapa Filmes com codistribuição da Bretz Filmes.
Filme de abertura do trigésimo festival É Tudo Verdade, “Viva Marília” apresenta a atriz, cantora, bailarina e diretora em uma narrativa conduzida pela própria artista, através de imagens de arquivo, entrevistas e registros raros, uma viagem por sua vida e sua obra. Do teatro ao cinema e à televisão, o filme revela a mulher por trás das personagens e o legado de uma das grandes artistas brasileiras de todos os tempos.
Entre as participações especiais em imagens de arquivo estão depoimentos de Sandra Pêra, Nina Morena, Nelson Motta, Esperança Motta, Ricardo Graça Mello, Manuel Pêra, Dinorah Marzullo, Hebe Camargo, Marco Nanini, Héctor Babenco, Jô Soares e Marília Gabriela. O vasto arquivo da atriz é revisto em uma narrativa em primeira pessoa.
Mais do que um retrato biográfico, o filme é um encontro com a própria Marília: uma artista que viveu intensamente para a arte, que transitou com liberdade entre o popular e o sofisticado e que fez de cada personagem uma nova maneira de estar no mundo. “Viva Marília” é uma celebração da artista, de seu legado e da memória de um Brasil que ela ajudou a representar, transformar e interpretar.
Vencedor de Melhor Documentário no Festival de Cinema de Gramado, “Gonzaguinha” é o primeiro filme sobre o artista desde sua morte
“Gonzaguinha, Da Maior Liberdade”, filme de Susanna Lira vencedor de Melhor Documentário do Festival de Gramado, entra em cartaz às 17h no cinema da Casa dos Bancários. O longa mergulha na obra e na vida pessoal do cantor Luiz Gonzaga Jr, abordando sua fúria amorosa, sua poesia contundente e sua coragem política.
Por meio das canções de Gonzaguinha, que são verdadeiros manifestos populares, o filme constrói uma viagem sensorial e afetiva que articula música e memória, por meio de imagens de arquivo e a dramatização de uma entrevista memorável do artista para o Pasquim. Nessas cenas, Gonzaguinha é interpretado pelo ator André Dale - que já havia dado vida ao cantor em “Homem com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso.
Em “Gonzaguinha, Da Maior Liberdade”, as canções funcionam como dispositivos narrativos que atravessam imagens de época, registros televisivos, fotografias íntimas e cenas do Brasil urbano. As contradições e fragilidades do artista não ficam de fora. Sua relação complexa com a fama, o peso de ser filho de Luiz Gonzaga, a necessidade radical de afirmar uma identidade própria em tempos de repressão reforçam a ideia de que Gonzaguinha nunca cantou para agradar. “Ele transformou indignação em canção, crítica em melodia e fez da música um território de disputa simbólica”, afirma Susanna Lira.
“Gonzaguinha, Da Maior Liberdade” teve sua primeira exibição no 2o LABRFF (Los Angeles Brazilian Film Festival), em Orlando, nos EUA. No evento, o filme conquistou o prêmio Best Narrative Documentary.
Sinopse: "Gonzaguinha, Da Maior Liberdade" é um filme que busca resgatar em letras, imagens e sons a fúria e a poesia de um dos artistas mais importantes para a construção e a discussão popular de nossa história democrática: Luiz Gonzaga Jr.
Elenco: André Dale, Ernesto Leão, Gedivan Albuquerque
VIVA MARÍLIA
Brasil/ Documentário/2024 /87min.
Direção: Zelito Viana
Sinopse: O contexto histórico, político e social do Brasil nos anos 1960, 1970 e 1980, e o impacto na vida e obra da atriz Marília Pêra, inserida numa geração de mulheres fortes e potentes que influenciaram corações e mentes.
Elenco: Marília Pera
EM CARTAZ:
MUITO PRAZER
Brasil/ Comédia/2026/ 98min.
Direção: Jorge Furtado
Sinopse: Rubem, um motorista de aplicativo sem perspectivas, recebe uma herança inesperada: o Motel Pérola, que logo descobre ser um prédio em ruínas. Lá ele conhece Grace, ex-funcionária que ficou morando numa das suítes quando o motel fechou. Sem conseguir vender o imóvel e atolados em dívidas, Grace e Rubem unem-se para reativar o motel. Quase de brincadeira, com a ajuda de Nalva, que sabe tudo de internet, eles começam a gravar seus clientes e, para fazer algum dinheiro extra, a vender os vídeos, com identidades protegidas, para sites eróticos. O esquema se torna rapidamente lucrativo e, como era de se esperar, perigoso.
Elenco: Luisa Arraes, Daniel de Oliveira, Samantha Jones, Felipe Velozo.
HORÁRIOS DE 10 a 16 DE SETEMBRO
(não há sessões nas segundas)
15h: MUITO PRAZER
17h: GONZAGUINHA- DA MAIOR LIBERDADE
19h: VIVA MARÍLIA
Ingressos
Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.
CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br
No ano de 1982, o termo Cyberpunk começou a surgir de forma silenciosa e quase ninguém havia se dado conta. Embora a palavra tenha sido criada pelo escritor Bruce Bethke como título de um conto lançado em 1983, foi um ano antes que um filme e um mangá se tornaram, aos poucos, os maiores representantes dessa palavra enigmática. "Blade Runner" (1982) foi lançado nos EUA, enquanto o mangá "Akira" começou a ser publicado no mesmo ano, no Japão, pelo autor e desenhista Katsuhiro Otomo.
O filme de Ridley Scott começou a ganhar status cult no decorrer dos anos 1980, enquanto Katsuhiro Otomo criava uma trama distinta, mas na qual se nota a inspiração no longa americano para compor seu futuro apocalíptico. Curiosamente, o filme de Scott retrata o ano de 2019; já no mangá "Akira", a trama se inicia em 1988, mas, devido a uma catástrofe nuclear que dizima Tóquio, a história sofre um salto no tempo para nos apresentar a cidade revitalizada — rebatizada de Neo-Tóquio — se passando exatamente no ano de 2019. Coincidência?
O que mais impressiona na trajetória inicial da obra de Otomo é que a história ainda estava em andamento quando o estúdio TMS Entertainment propôs a adaptação para o cinema. Com o receio de ver outros assumindo a sua criação, o próprio autor decidiu escrever e dirigir o longa. O resultado foi "Akira" (1988), uma adaptação fiel à fonte, mas com identidade própria, condensando mais de duas mil páginas de história em pouco mais de duas horas de projeção.
Na trama, uma grande explosão destrói Tóquio em 1988, despertando a lenda de Akira, uma criança com poderes extraordinários controlada pelo governo. Anos depois, ergue-se a Neo-Tóquio que, em 2019, sucumbe a atentados terroristas e à guerra de gangues pelo domínio das drogas. Kaneda (Mitsuo Iwata) e Tetsuo (Nozomu Sasaki) são amigos de infância e integram um desses grupos de motoqueiros.
Em um duelo entre gangues, Tetsuo esbarra com Takashi (Tatsuhiko Nakamura), uma criança com poderes que servia de cobaia para uma agência secreta do governo. Ferido no encontro, Tetsuo é levado pelo exército antes que os amigos possam ajudá-lo, sob o comando do Coronel Shikishima (Taro Ishida). A partir daí, o jovem passa a desenvolver poderes inimagináveis, sendo comparado ao lendário Akira.
Assim como Blade Runner, o filme de Otomo possui um visual tão rico que, sempre que o revisitamos, descobrimos algo novo. Lançado em 1988, o longa impressiona por ter sido feito na animação tradicional sobre celulóide, mas com um nível de perfeccionismo nos detalhes que impressiona até hoje. A sequência de abertura, com a gangue de Kaneda percorrendo a cidade, é antológica e dá a exata dimensão da escala da produção.
Obra à frente do seu tempo, a produção também foi uma das primeiras a introduzir elementos de computação gráfica de forma fluida e integrada. Outro diferencial técnico foi a gravação das vozes antes da finalização da animação (pre-scoring), permitindo que o movimento dos lábios dos personagens casasse perfeitamente com a dublagem — uma exigência de precisão que serviu de referência para a indústria.
A trilha sonora, composta e regida por Shoji Yamashiro (pseudônimo de Tsutomu Ohhashi à frente do coletivo Geinoh Yamashirogumi), confere um tom épico e profético à narrativa. A combinação de cantos tradicionais e síntese digital eleva o status do filme, com destaque para a intensidade do tema de Tetsuo e para a apoteótica apresentação de Neo-Tóquio na abertura.
Sob uma roupagem adulta, o longa explora temas universais e atuais: a busca pelo poder ilimitado, os limites da intervenção humana sobre a natureza e o retrato de uma sociedade em decadência sob governos corruptos. Tetsuo encarna o perigo desse poder quando despertado sem maturidade, impulsionado por um ressentimento acumulado.
Otomo equilibra essa densidade filosófica com sequências de ação memoráveis. O confronto entre Kaneda e Tetsuo é eletrizante, sobretudo pela coragem de Kaneda em enfrentar o amigo em extrema desvantagem. A lendária moto vermelha de Kaneda se tornou um ícone da cultura pop, exaustivamente referenciada e homenageada ao longo das décadas.
Lançado em 1988, o filme expandiu seu alcance gradualmente. No Brasil, estreou em agosto de 1991 pela distribuição da Sato Company, tornando-se o primeiro longa de anime exibido nos cinemas do país. Ficou quase um ano em cartaz e atraiu mais de 250 mil espectadores, cravando um marco histórico na formação do público local.
A influência de "Akira" ecoa até hoje. Sem ele, marcos posteriores como "Ghost in the Shell" (1995) ou "The Matrix" (1999) não teriam o mesmo desenho estético ou temático. Revisitá-lo reafirma a visão visionária de Otomo sobre a desumanização, o avanço tecnológico e a incerteza do futuro, deixando "Akira" no patamar das obras indiscutíveis do cinema e da ficção científica.
Neste sábado (05/09), às 10h15 da manhã, o Clube de Cinema de Porto Alegre homenageia Tim Curry com uma exibição de The Rocky Horror Picture Show na sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim.
Dirigido por Jim Sharman e baseado na peça de Richard O'Brien, o filme combina musical, terror e ficção científica para brincar com convenções e referências do cinema de gênero, especialmente das produções de baixo orçamento. O resultado é uma obra que constrói seu humor a partir dessas referências e de uma narrativa deliberadamente fora dos padrões convencionais. O longa também marcou a estreia de Tim Curry na tela grande, interpretando o excêntrico Dr. Frank-N-Furter, personagem que se tornou uma de suas atuações mais marcantes.
Confira os detalhes da sessão:
SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA
📅 Data: Sábado, 05/09, às 10h15 da manhã
📍 Local: Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim
Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre
The Rocky Horror Picture Show
EUA, 1975, 98min
Direção: Jim Sharman
Roteiro: Jim Sharman e Richard O'Brien
Elenco: Tim Curry, Susan Sarandon, Barry Bostwick, Richard O'Brien
Sinopse: Após uma pane no carro, os recém-casados Brad e Janet procuram abrigo em um castelo isolado. Lá, conhecem o excêntrico Dr. Frank-N-Furter, um cientista que está prestes a apresentar sua mais recente criação, Rocky Horror. A partir desse encontro, a viagem do casal toma um rumo inesperado, em meio a festas, experiências científicas e personagens pouco convencionais.
O documentário Não Existe Almoço Grátis, dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, estreia no CineBancários dia 3 de setembro. Vencedor do prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival de Brasília, o longa acompanha três lideranças femininas do Sol Nascente, no Distrito Federal, durante a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A produção aborda a luta cotidiana contra a fome e a força da organização comunitária no Brasil.
O filme mostra como a ausência de políticas públicas eficazes para o enfrentamento da fome levou o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) a organizar dezenas de Cozinhas Solidárias, responsáveis pela distribuição de refeições gratuitas em diferentes regiões do país. A história acompanha Bizza, Jurailde e Socorro, três mulheres negras que coordenam uma dessas cozinhas, localizada no Sol Nascente, uma das maiores favelas do país. Durante a posse de Lula, elas ficam responsáveis por preparar a alimentação de centenas de militantes do movimento que viajam a Brasília para acompanhar a cerimônia.
As três protagonistas possuem trajetórias distintas, apresentadas de forma não linear ao longo do filme. Bizza sonha em construir a própria casa e abrir um negócio no lote que conquistou por meio da luta no MTST. Jurailde, evangélica, relaciona a conexão com a terra à ancestralidade indígena e às experiências de trabalho infantil que marcaram sua infância. Socorro, por sua vez, encontra o orgulho de si mesma ao construir a própria família depois de ter sido abandonada pelo pai ainda criança.
PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DE 03 A 09 DE SETEMBRO
ESTREIA:
NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS
Brasil/Documentário/2023/74min.
Direção: Marcos Nepomuceno, Pedro Charbel
Sinopse: Em Sol Nascente, maior favela do Brasil, Socorro, Jurailde e Bizza lideram uma das cozinhas solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), distribuindo almoços de graça diariamente. Para a posse do presidente Lula, elas estão encarregadas de cozinhar para centenas de pessoas em Brasília para assistir à cerimônia no dia 1º de janeiro. Em meio a ameaças de golpe, o documentário acompanha o evento e a organização coletiva, revelando que o futuro se cozinha hoje e a muitas mãos.
EM CARTAZ:
MUITO PRAZER
Brasil/ Comédia/2026/ 98min.
Direção:Jorge Furtado
Sinopse: Rubem, um motorista de aplicativo sem perspectivas, recebe uma herança inesperada: o Motel Pérola, que logo descobre ser um prédio em ruínas. Lá ele conhece Grace, ex-funcionária que ficou morando numa das suítes quando o motel fechou. Sem conseguir vender o imóvel e atolados em dívidas, Grace e Rubem unem-se para reativar o motel. Quase de brincadeira, com a ajuda de Nalva, que sabe tudo de internet, eles começam a gravar seus clientes e, para fazer algum dinheiro extra, a vender os vídeos, com identidades protegidas, para sites eróticos. O esquema se torna rapidamente lucrativo e, como era de se esperar, perigoso.
Elenco: Luisa Arraes, Daniel de Oliveira, Samantha Jones, Felipe Velozo.
NOSSO SEGREDO
Brasil/ Drama/2025/109 min.
Direção: Grace Passô
Sinopse: Nosso Segredo conta a história de uma família negra que tenta reconstruir sua rotina após uma perda recente. Enquanto cada um foge do luto à sua maneira, o filho caçula guarda um segredo capaz de encarar as raízes de suas dores e, juntos, descobrirem um novo caminho
Elenco: Ju Colombo, Robert Frank, Marisa Revert, Jessica Gaspar, Efraim Santos
HORÁRIOS DE 03 A 09 DE SETEMBRO
(não há sessões nas segundas)
15h: NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS
17h: MUITO PRAZER
19h: NOSSO SEGREDO
Ingressos
Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.
CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br
Sinopse: Mark (Dave Franco) e Davis (O'Shea Jackson Jr.) são dois idiotas que aceitam um trabalho aparentemente simples: levar um adolescente rico e problemático (Mason Thames) até uma clínica de reabilitação. Só que o passageiro tem outros planos, e uma missão fácil se transforma numa jornada cada vez mais delirante, entre drogas, confusão e situações insanas que ninguém ali estava preparado para enfrentar.
MINHA MELHOR AMIGA
Sinopse: Julia e Clara são melhores amigas e vivem o auge dos seus 50 anos. Quando suas filhas, Manu e Isadora, viajam para um intercâmbio em Portugal, elas aproveitam para dar um tempo da rotina frustrante e decidem embarcar para a Europa. Mas, ao chegarem em terras lusitanas, nem tudo sai como planejado e o que seriam apenas umas férias divertidas com as garotas se transforma em uma viagem que vai ressignificar a vida das duas.
PRESSÃO
Sinopse: Embora os meteorologistas alemães esperassem mau tempo, os Aliados aproveitaram um período inesperado de céu limpo para os desembarques na Normandia.